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quinta-feira, agosto 20, 2026

#Review Três - Valerie Perrin

“Novo romance da autora de Água fresca para as flores traz história emocionante sobre três amigos que se afastam e as dificuldades que enfrentam ao longo da vida Adrien, Étienne e Nina se conhecem na escola aos dez anos, em 1986, e rapidamente se tornam inseparáveis. Eles passam o dia juntos nadando na piscina, trocando confidências e prometendo que um dia sairão do interior da França e se mudarão para Paris, onde viverão de música. Os três não podiam ser mais diferentes: Étienne é o rebelde, Adrien, o ingênuo, e Nina, a emotiva. No entanto, a união entre eles é maior do que qualquer diferença. Um não se vê sem o outro. Mas, às vezes, nem mesmo o laço mais forte é capaz de resistir aos percalços da vida. Enquanto a infância vai ficando para trás, a forte conexão entre os três também começa a ceder aos obstáculos que surgem ao longo do caminho. Trinta anos depois de se conhecerem, Adrien, Étienne e Nina se tornaram estranhos uns para os outros. A amizade que eles juraram que seria eterna não existe mais. Porém, um acontecimento inesperado pode trazer à tona segredos enterrados há muito tempo. Um carro é encontrado no fundo de um lago, e Virginie, uma jornalista com um passado enigmático, começa a investigar o caso enquanto reflete sobre a relação entre os três amigos. À medida que ela se aproxima da verdade, uma sequência de eventos e mistérios que se estende por três décadas é revelada e o destino dos três se cruza novamente. Da mesma autora de Água fresca para as flores, Três é uma comovente história sobre as mudanças inevitáveis da vida e como os laços que nos unem e as escolhas que fazemos definem quem somos. ”


#RESENHA 

"Três" foi uma leitura que me conquistou logo de cara. com uma escrita segura e envolvente, o livro me emocionou e me fez pensar.


Assim como os três personagens principais, eu também fui criança nos anos 80; fui uma menina com 2 gdes amigos, - e , de certa forma, me vi em cada um deles.


Foi maravilhoso ler sobre aquela amizade inabalável deles. Como aquilo poderia ter acabado? Aquela era a grande questão: entender o que aconteceu.


Até um pouco mais da metade, o livro, apesar da escrita ser prolixa demais em alguns momentos, claramente poderia se tornar um favorito. Porém, ao resolver tornar um tema bem sério e delicado em plot twist, a autora se perdeu. Não era o tipo de livro para isso nem foi o mais adequado. Foi algo que poderia muito bem ter sido abordado desde o inicio- seria tão melhor e mais significativo.


Eu fiquei com a impressão de que autora queria chocar, ser polêmica. Uma pena. Além disso, um outro mistério que permeia toda a história tem uma resolução bem meia-boca.


Três acabou por não se tornar um favorito mas , na sua maior parte, foi uma leitura que me emocionou bastante- e me fez ficar com vontade de ler outros livros da autora.


Claro que recomendo!


E você? Já leu? O que achou? 


                                                                         

                                                                           (4.5/5)


 
Título Original: Trois
Autor: Valérie Perrin
Editora: Intrinseca
Gênero: Ficção
Sub-Gênero/Assunto: Romance
Período: Atual/Anos 80,90 – França





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domingo, janeiro 22, 2023

Teto Para Dois- Beth O'Leary


“Eles dividem um apartamento com uma cama só. Ele dorme de dia, ela, à noite. Os dois nunca se encontraram, mas estão prestes a descobrir que, para se sentir em casa, às vezes é preciso jogar as regras pela janela. Três meses após o término do seu relacionamento, Tiffy finalmente sai do apartamento do ex-namorado. Agora ela precisa para ontem de um lugar barato para morar. Contrariando os amigos, ela topa um acordo bastante inusitado. Leon está enrolado com questões financeiras e tem uma ideia pouco convencional para arranjar dinheiro rápido: sublocar seu apartamento, onde fica apenas no período da manhã e da tarde nos dias úteis, já que passa os finais de semana com a namorada e trabalha como enfermeiro no turno da noite. Só que tem um detalhe importante: o lugar tem apenas uma cama. Sem nunca terem se encontrado pessoalmente, Leon e Tiffy fecham um contrato de seis meses e passam a resolver as trivialidades do dia a dia por Post-its espalhados pela casa. Mas será que essa solução aparentemente perfeita resiste a um ex-namorado obsessivo, uma namorada ciumenta, um irmão encrencado, dois empregos exigentes e alguns amigos superprotetores?”
 

Esperava bem mais.

 

Levemente decepcionada.

A verdade é que eu tinha grandes expectativas a respeito desse livro, especificamente, mas a gente sempre espera se divertir com uma leitura e não foi o que aconteceu com Teto Para Dois.

Tiffy e Leon são duas pessoas  completamente diferentes. Ela é uma editora de livros “faça você mesma” , super expansiva e romântica. Ele é um enfermeiro de cuidados paleativos; mais introspectivo. Leon vive uma relação sem grandes emoções e Tiffy acabou um relacionamento complicado. Os acabam dividindo um apartamento onde ele dormiria de dia e ela de noite. Nem se encontrar pessoalmente os dois iriam; a comunicação seria só por bilhetinhos.

A trama central é bem interessante e original (algo raro em se tratando de romances) mas o desenvolvimento deixou muito a desejar.

 Tiffy e Leon são dois bons personagens. Ao contrário da maioria das protagonistas de comédias românticas/chick-lit , a extravagância de Tiffy é bem vinda e nada chata ou forçada. Assim, como Leon não é escrotinho ou bocó demais. Além disso, o livro apresenta tramas secundárias interessantes; principalmente a relação de Tiffy com o ex. Outro ponto positivo foi dos protagonistas não serem duas pessoas lindas, branquinhas, loirinhas e de olhos azuis.

O problema é que eu achei a leitura cansativa, enfadonha, apesar de tantos pontos positivos. Parecia que a história não saía do lugar. Embora eu gostasse dos protagonistas e ache que é sempre discutir a questão do abuso psicológico em relacionamentos amorosos, a verdade é que chegou uma hora que eu já não me importava mais. Só queria terminar o livro mesmo.

Uma pena, pois Teto Para Dois tinha tudo para ser uma baita leitura, mas não me fisgou.

E você? Já leu? O que achou? 
Título Original: The FlatShare
Autor: Beth O´Leary
Editora: Intrínsica
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Chick-lit, Romance
Período: Atual. Inglaterra
2.5/5












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terça-feira, janeiro 14, 2020

[RESENHA] Eu Sei Onde Você Está- Claire Kendal


“Rafe está em todos os lugares. E Clarissa vai encontrá-lo, mesmo sendo a última coisa que gostaria que acontecesse. Vai encontrá-lo na universidade onde ambos trabalham, na estação de trem, no portão do prédio onde mora. As mensagens do homem lotam a secretária eletrônica de Clarissa, os presentes dele abarrotam sua caixa de correio. Desde a noite traumática que passaram juntos alguns meses antes, ela se vê em uma armadilha da qual não consegue escapar. E ele se recusa a aceitar um não como resposta. A única saída de Clarissa para esse pesadelo angustiante são as sete semanas que passará em um tribunal, onde foi escalada para compor um júri popular. A vítima em questão viveu experiências que revelam uma similaridade macabra com a vida da jurada. Conforme o julgamento se desenrola, Clarissa percebe que, para sobreviver às investidas obcecadas de Rafe, será necessário se arriscar. Começa então a reunir evidências da insanidade do perseguidor para usá-las contra ele e relata todo o terror psicológico e físico a que é submetida, o que a obriga a reviver cada momento doloroso que vem tentando desesperadamente esquecer. Escrito de forma primorosa, Eu sei onde você está explora a tênue fronteira entre amor e compulsão, fantasia e realidade. Um retrato perturbador de uma mulher perseguida, determinada a sobreviver.”


Bom na ideia. Ruim na execução.

Muitas vezes uma ideia boa acaba se perdendo numa trama sem emoção.
É o caso de Eu Sei Onde Você.

Clarissa é uma mulher jovem, que trabalha numa universidade. Intimada para ser júri num caso de violência contra mulher, ela acaba usando o período em que precisa ficar “incomunicável” para ficar longe de Rafe, um ex-colega, que a persegue.
No decorrer do julgamento, Clarissa começa a ver semelhanças entre a vítima e ela mesma.

A violência contra mulher, o feminicídio, a perseguição e o abuso são temas fortes, (infelizmente) atuais e que merecem estar sem em foco e devem ser combatidos. A autora começa bem ao fazer uma “ligação” entre um caso de obsessão e perseguição que acontece em primeiro plano (Clarissa e Rafe) e uma trágica história de violência sexual (o julgamento), porém o que parece ser algo impactante acaba se tornando chato e sem interesse.

Eu sei onde você está tem uma protagonista insípida e pela qual a gente simplesmente não liga. O fato de ser narrado em primeira pessoa poderia tornar o drama de Clarissa mais próximo, mais real, porém, o fato é que eu realmente não dei a mínima para o que ela estava passando. E me senti péssima com isso.

Rafe é o vilão desprezível, facilmente odiavel, contudo, é tudo tão pasteurizado e sem graça que nem ele e suas maldades importam. Apesar da linguagem fácil e de um desenvolvimento adequado para a história, em certo momento eu percebi que qual que fosse o final, eu não mais me importaria. Não ligava mais. Mesmo.

O que foi ótimo. Sem expectativas, sem frustrações, né. Porque...eita finalzinho mal ajambrado.

No todo, foi uma leitura decepcionante na qual fiquei com a impressão que poderia ter sido muito melhor. Potencial tinha. Faltou potência.

Título Original: The Book Of You
Autor: Claire Kendal
Editora: Intrínseca
Gênero: Thriller
Sub-Gênero/Assunto: Drama, Abuso, Suspense
Período: Atual. Inglaterra.

2/5

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terça-feira, maio 23, 2017

[Resenha] O Nadador - Joakim Zander


“Em uma acelerada perseguição pela Europa, um ex-agente secreto tenta salvar a única pessoa capaz de exorcizar os fantasmas de seu passado.

Damasco, Síria, início dos anos 1980. Um agente secreto norte-americano abandona a filha recém-nascida em meio a um bombardeio, entregando-a a um destino incerto. A incapacidade de se perdoar o faz fugir do passado, levando-o ao Líbano, ao Afeganistão, ao Iraque – a qualquer lugar onde o perigo e a tensão o permitam esquecer seu erro.

Klara Walldéen foi criada pelos avós em uma ilha remota na Suécia. Assessora em início de carreira no Parlamento Europeu, em Bruxelas, ainda está aprendendo a navegar pelo ardiloso mundo da política quando acessa informações que não deveria, e se torna alvo de uma perigosa perseguição pela Europa. Apenas o ex-agente secreto poderá salvá-la. Mas, para isso, os dois precisarão revelar quem são. E o tempo está se esgotando.”




Para um thriller ser um bom thriller é preciso uma boa história e um bom personagem principal.
O nadador, thriller de suspense sueco, falha neste dois aspectos.

Normalmente, histórias de espiões e espionagem envolvem uma trama complexa e um personagem central pelo qual a gente torce, apesar de muitas vezes não seguir a cartilha do bom mocismo.

Apesar da trama do livro acontecer toda em volta de Klara Walldéen , uma jovem assessora do Parlamente Europeu, faltou aqui um personagem realmente cativante e pelo qual pudéssemos torcer.

Além disso, a trama central deO Nadador me pareceu dispersa e, para ser sincera, desinteressante. Aliás, mal pude perceber uma “trama” em si, mas uma série de eventos com um denominador comum.

Apesar da narrativa direta e da linguagem fácil, achei a leitura morosa, quase entediante. Simplesmente não me cativou.

O ponto positivo, devo dizer, ficou pelo fato dos EUA não serem exatamente os mocinhos. Neste ponto, o autor saiu do lugar-comum.

Não recomendo, mas acho que cada um deve ter a sua própria opinião.

Título Original: Simmaren
Autor: Joakim Zander
Editora: Intrinsica
Gênero: Thriller
Série: Klara Walldéen
Sub-Gênero/Assunto: Espiões
Período: Atual. EUA, Suécia e Bélgica.
A série:

Livro 1- O Nadador
Livro 2- O Crente

Outra Capa:




2/5


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sexta-feira, dezembro 18, 2015

[Resenha] Isla e o Final Feliz - Stephanie Perkins


“Tímida e romântica, Isla tem uma queda pelo introspectivo Josh desde o primeiro ano na SOAP, uma escola americana em Paris. Mas sua timidez nunca permitiu que ela trocasse mais do que uma ou duas palavras com ele, quando muito.Depois de um encontro inesperado em Nova York durante as férias, envolvendo sisos retirados e uma quantidade considerável de analgésicos, os dois se aproximam, e o sonho de Isla finalmente se torna realidade. Prestes a se formarem no ensino médio, agora eles terão que enfrentar muitos desafios se quiserem continuar juntos, incluindo dramas familiares, dúvidas quanto ao futuro e a possibilidade cada vez maior de seguirem caminhos diferentes.Com participações de Anna, Étienne, Lola e Cricket, personagens mais do que queridos pelo público apresentados em livros anteriores da autora, Isla e o final feliz é uma história de amor delicada, apaixonante e sedutora, um desfecho que vai fazer os fãs de Stephanie Perkins suspirarem ainda mais”



Lindinho!

Ai, genten, eu amei Isla e o Final Feliz! Tá certo eu já tinha amado os dois livros anteriores, mas sempre ocorre aquele medinho de o último livro não ser tão bom,né? Ah, mas Stephanie Perkins sabe o que faz! Dentre as autoras de YA, eu acho ela uma das melhores, com histórias sem muitas firulas e personagens carismáticos, nem um pouco irritantes.


Confesso que nem lembrava da Isla e o Josh, pra mim, era aquele melhor amigo do St. Clair e que tinha uma namorada chatinha (sim, eu não gostava da Sashimi, ou sei lá como era o nome! :P )... ah, mas isso pouco importa pois em apenas alguns parágrafos de Isla e o Final Feliz Josh e Isla já tinham me conquistado completamente.

Isla e o Final Feliz é uma história de amor adolescente, mas também é sobre amadurecimento e descobertas; não existem grandes dramas ou uma enorme tragédia. Tudo bem, Josh e Isla não são exatamente pobres- muito pelo contrário- e estudar em Paris não é como fazer supletivo à noite numa escola pública, mas os dois são duas pessoas normais, que estão em uma idade difícil e que precisam fazer escolhas. O amor é lindo, claro, mas existe ainda o resto da vida para considerar.

Apesar de todos os problemas que Josh possa ter com os pais, ele tem um foco, um rumo; sabe o que quer. Isla é o contrário. É estranho dizer isso, mas é possível se identificar com os dois.

Isla é incrível, não tem nada daquelas mimimizices de tantas mocinhas de YA. Não, ela não sabe tudo mas existe um carisma na personagem que é difícil de se ignorar. Josh, algumas vezes, me deu vontade de chamá-lo para uma conversa. Aliás, os dois precisariam de uma boa conversa. Quantos erros tolos!

A história tem um ritmo dinâmico e suave e a autora ainda nos brinda com participações especiais dos casais dos livros anteriores -Ah,St. Clair, você tem a minha altura mas ainda assim te amo! :D- além de um ótimo passeio por Paris, Barcelona e, claro, Nova Iorque.

Além disso, nunca é demais repetir como é bom ver um romance sem amor instantâneo. Isla e Josh poderiam não ser próximos antes, mas ela sempre gostou dele.

Dos três livros, eu não saberia dizer qual eu gostei mais. Acho que o primeiro pois, bem, foi o primeiro e, claro!, tinha o St. Claire, mas eu também a adorei a Lola. E agora, a Isla e... ah, difícil isso!

Isla e o Final Feliz foi uma leitura rápida e descompromissada; este é literalmente um daqueles livros que deixam a gente feliz mas também um pouquinho triste quando se chega à última página. Queremos mais!

Este é um daqueles livros que poderia considerar quase perfeitos (não acho que exista algum livro realmente “perfeito”) mas, como sempre (vocês me conhecem!) teve um detalhezinho que faltou: UM EPÍLOGO! Era o último livro, como a autora fez isso?! Eu precisava de um epílogo! Fez tanta falta...

Ah,tanto faz! Isla e o Final Feliz é incrível e todos deveriam ler. Até mesmo quem não curte muito YA (o/) .

Bom demais!

Recomendo!



Título Original: Isla and the happy end
Autor: Stephanie Perkins
Editora: Intrinseca
Série Anna e o beijo francês
Gênero: Jovem Adulto (YA)
Sub-Gênero/Assunto: Romance
Período: Atual. Nova Iorque e Paris
Outra Capa:


4.5/5

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terça-feira, março 03, 2015

[Resenha] Garota Exemplar - Gillian Flynn

"Na manhã do quinto aniversário de casamento, Amy desaparece da nova casa, às margens do Rio Mississippi. Tudo indica se tratar de um sequestro, e Nick imediatamente chama a polícia, mas logo as suspeitas recaem sobre ele. Exibindo uma estranha calma e contando uma história bem diferente da relatada por Amy em seu diário, ele parece cada dia mais culpado, embora continue a alegar inocência. À medida que as revelações sobre o caso se desenrolam, porém, fica claro que a verdade não é o forte do casal."


Não gostei.

Sim, o livro aclamado por público e crítica só me fez pensar no meu precioso tempo perdido. Que não volta mais.

Eu ganhei Garota Exemplar logo que foi lançado e as primeiras reportagens e resenhas à respeito, dizendo que era “o livro” começaram a pipocar. Não sei porque mas não quis ler naquele momento, mas me restringi de ler resenhas, afinal eu sabia que se tratava de um romance com um mistério, e a única coisa que eu sabia a respeito da história (que é a única coisa que se deve saber, realmente) é que o livro falava sobre o desaparecimento de uma mulher no dia do seu 5 aniversário de casamento, e que a história era narrada pelo marido e pelo diário da esposa desaparecida.
Isso.
Com o surgimento do filme, senti um novo interesse pelo livro, e para não ser “spoilada”, me neguei a ver o trailer ou qualquer reportagem sobre o longa. Afinal, muitas pessoas, diziam que a história era “surpreendente”.
Pois bem, surpreendente ONDE? Antes da página 30, eu já sabia todo o mistério. Uma parte de mim, queria estar errada, mas era tudo TÂO óbvio na narrativa que, sim, eu acertei a “grande” reviravolta, ou mistério, como queiram chamar. E até mesmo as pequenas surpresas que acontecem no decorrer da história foram facilmente identificadas com antecedência.

Era tudo MUITO óbvio.

Mas tudo bem, eu já li ótimos livros em que a identidade do vilão é revelada logo na primeira página; a surpresa, obviamente, é um diferencial, mas não é o que define um livro, a sua qualidade. Garota Exemplar não havia me ganhado no fator “ser surpreendente” mas a narrativa poderia ser incrível.

Ledo engano. Poucas vezes me deparei com narrativa mais lenta e enfadonha que esta; uma total falta de ritmo e dinamismo. Honestamente, pensar que abandonar a leitura várias vezes- só continuei porque sou teimosa. As cenas se arrastavam e para piorar os personagens careciam totalmente de carisma. É perceptível que a autora queria fazer uma crítica com essa obra, mas deveria ao mesmo ter construído protagonistas mais simpáticos- e menos unidimensionais.

A chatice reina.

Além disso, a parte investigativa da trama é tão pífia que chega a ser ridícula. Simplesmente não existe uma investigação propriamente dita, é apenas um amontado de frases e ações. Talvez houvesse a intenção de se focar na parte mais psicológica da história, mas o fato é que ficou tudo pelo caminho. Um romance psicológico te faz se sentir instigada, perturba até. Este não me instigou em nada- e se perturbou foi porque não acabava nunca.

Se existe algo positivo a dizer sobre Garota Exemplar é o final. Foi a única coisa que se salvou (e o motivo por eu ter dado 2 estrelinhas em vez de 1 só). O diálogo final é perfeito, com uma ironia apurada. Pena que o resto do livro não tenha sido assim. Este final me lembrou muito Stephen King e me fez pensar que, com um outro autor, Garota Exemplar poderia ter sido um livro incrível.

Como podem ter percebido, EU não gostei do livro, mas e você, o quê achou? Leia e forme a sua própria opinião!


Título Original: Gone Girl
Autor: Gillian Flynn
Editora: Intrinsica
Gênero: Romance Policial
Sub-Gênero/Assunto: Casados, Crime e Mistério, Suspense, Família
Período: Atual. EUA.
Outra Capa:



2/5

segunda-feira, abril 21, 2014

A Menina que Roubava Livros, de Markus Zusak


A trajetória de Liesel Meminger é contada por uma narradora mórbida, surpreendentemente simpática. Ao perceber que a pequena ladra de livros lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. Traços de uma sobrevivente: a mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler.

Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade.

A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História. A Morte, perplexa diante da violência humana, dá um tom leve e divertido à narrativa deste duro confronto entre a infância perdida e a crueldade do mundo adulto, um sucesso absoluto - e raro - de crítica e público.



Não gostei, pra dizer o mínimo. E nem foi uma questão de expectativas. Altas ou Baixas. Este foi um daqueles raros casos em que eu sabia muito pouco sobre o livro antes de ler; sabia que se passava durante a Segunda Guerra e quem narrava a história era a Morte. Só. A verdade é que fiquei curiosa por causa do filme (que, a propósito, eu gostei, apesar do carisma ZERO da protagonista) e como a minha mãe tinha em casa...

Bem, comecei a leitura sem esperar muita coisa- o que foi ótimo, senão minha decepção teria sido ainda maior. A Menina Que Roubava Livros foi um dos livros que mais demorei para terminar de ler e, sério, só não abandonei na metade porque me forcei a ler a te o final. Forçar é a palavra chave aqui.

Claro que eu não detestei tudo no livro. Achei interessante o fato de a Morte ser a narradora. Além disso, inicialmente, me agradou o fato da história se passar numa cidade da Alemanha, sob o ponto de vista Alemão.

Bem, foi isso que eu gostei no livro- e devo dizer que, ao final, só o fato de a Morte ser a narradora é que se provou interessante realmente.

O meu problema com Amenina que Roubava Livros já começou – e terminou- com o estilo do autor. Não gostei nenhum pouco. Achei truncado e, principalmente, muito pretensioso. Parecia que cada frase estava destinada a ser “memorável”, a “emocionar”. Não gosto disso. Prefiro um estilo mais solto e, principalmente, mais verdadeiro. Sem contar que me irritava profundamente a inserção SEM FIM de palavras alemães no texto. Eu adoro a língua alemã. Eu estudo Alemão! Mas aqui ficou tão forçado! A família era Alemã, falando alemão na Alemanha. Pra quê, enfiar tantas palavras alemães no texto?! Um Nein ou Já uma hora ou outra, para dar a sensação de inserção, tudo bem, mas toda hora ficou péssimo.

Sim, sinto muito, mas achei o livro chato demais. Talvez eu até tivesse relevado algumas "questões" se o livro fosse menos CHATO.

Como eu disse anteriormente, eu gostei da “Morte Narradora”, porém esse artifício narrativo acabou transformando a Morte na única personagem verdadeiramente humana do livro. Eu li em uma outra resenha que as Personagens do livro eram autômatos, sem vida. Não posso discordar. Autômatos e unidimensionais. Liesel, a tal que roubava livros, é de uma falta de carisma e sentimentos que me irritou terrivelmente. Talvez o autor quisesse mostrar a inocência infantil perante o horror da Guerra, não sei. Penso que, se esse foi o caso, ele deveria ter assistido ao filme “Adeus, Meninos”- este sim um ótimo retrato da infância na Segunda Guerra.

Obviamente o livro está recheado de momentos “emocionantes”, como a amizade com a mulher do prefeito e o clichê “Judeu no Sótão”, porém, o autor tinha tantas coisas mais que poderiam ser exploradas! Essa copia descarada de “Anne Frank” só fez piorar o que já estava ruim.

Mas, sabe, o que mais me incomodou em A Menina Que Roubava Livros foi a forma como a Segunda Guerra, mais especificamente, a Segunda Guerra na Alemanha- sob o ponto de vista de uma família alemã, foi retratada. EXTREMAMENTE Superficial. E aqui, no quesito superficialidade soma-se a minha opinião à respeito dos personagens; unidimensionais.

Eu cresci ouvindo histórias sobre a Segunda-Guerra, minha família foi extremamente afetada por esse conflito. Desde meus avós que já moravam no Brasil, mas, por serem alemães foram expulsos de Santos, até tios, bisavós e outros parentes que moravam na Alemanha. A casa da minha família em Hamburgo foi destruída no famoso Bombardeio dos Aliados. Eu me lembro da minha avó lendo as cartas da família, contando que não havia mais casa; na verdade, não havia mais nada. Meus avós contavam como foi fácil para Hitler seduzir o povo. O povo queria ser seduzido. Faltava tudo e aquele homem parecia ser o grande Salvador. Eu ouvi sobre a difícil relação com os Judeus (como num dos raros momentos acurados do livro em que o pai de Rudy pensa que não desejava mal aos Judeus, mas gostava do fato de não tê-los mais como concorrentes.)

Eu tenho até hoje uma foto de meus avós sentados ao lado de uma bela moça de cabelos claros. Lembro que certa vez perguntei a minha avó quem era aquela mulher. Minha avó respondeu que era uma das melhores amigas da irmã de meu avô. Na foto, de 1937, ela estava sorrindo, alegre. Poucos anos depois, ela se mataria. Era judia- e foi convidada para uma “viagem de trem”.

Lembrando dessas e de tantas outras histórias que meus avós contavam (o que não era fácil para eles, pois a II GM ainda é- e sempre será- uma grande mancha na História da Alemanha) e todo sentimento empregado em cada palavra, eu esperava ao ler A Menina que Roubava Livros algo, no mínimo, similar. Encontrei apenas pretensão- e vazio.

(Além da chatice)

***
E só pra constar, Kristallnacht é (ou foi) “A Noite dos Cristais”, senhor tradutor; JAMAIS “A noite das vidraças quebradas”. Affe.

Título Original: The Book Thief
Autor: Markus Zusak
Editora: Intrinseca
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Drama, Guerra.
Período: Segunda-Guerra Mundial. Alemanha.
Outras Capas:





Cotação:

Qualquer erro que você encontrar, por favor me avisar para que eu possa corrigí-lo, tá? :)

segunda-feira, março 04, 2013

O Lado Bom da Vida, de Matthew Quick

Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um "tempo separados". Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, a esposa negando-se a aceitar revê-lo e os amigos evitando comentar o que aconteceu antes da internação, Pat, agora viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida. Uma história comovente e encantadora, de um homem que não desiste da felicidade, do amor e de ter esperança.



O Lado Bom da Vida foi um daqueles livros que chegam de mansinho, mas que encantam a gente. Eu comprei meio que por acaso. Eu tinha um bônus da Saraiva cuja data de validade estava acabando- meu plano inicial era comprar o Não Posso Me Apaixonar, da Bella Andre, porém, não sei o quê aconteceu mas a Novo Conceito demorou a vida pra lançar o livro nas livrarias e eu acabei “pegando” O Lado Bom da Vida, que acabou saindo por 4 reais.

Não me arrependo nem um pouco.

Eu simplesmente amei o livro.

O pior é que nem sei dizer por quê eu gostei tanto do livro. Acho que foi por que de certa forma, ele me tocou. E olha que eu nem achei um livro “perfeito”, em termos de literatura. O Lado Bom da Vida é um daqueles casos que eu livro te ganha no modo como ele se apresenta a você, como ele se conecta com você. Comigo foi assim.

“Estou praticando ser gentil em vez de ter razão”


Pode-se dizer que O Lado Bom da Vida é um drama tragicômico. A história do ex-professor Pat Peoples, um homem com problemas psiquiátricos em busca da mulher de sua vida poderia ter se transformado em um grande melodrama, porém, o humor como tudo é descrito transforma totalmente o livro. Pat acredita em finais felizes, no lado bom da vida. E essa retomada de sua vida, após um longo período em um hospital psiquiátrico será a sua forma de ter o próprio final feliz.

Escrito em primeira pessoa, o livro esbarra no drama e no cômico à todo momento. Se pensarmos bem, ninguém é normal por ali. E não estou falando somente da jovem viúva, Tiffany, uma ninfomaníaca em recuperação, com quem Pat inicia uma estranha e verdadeira amizade. A relação de Pat com o pai chega a ser triste e cômica- isso se podemos chamar aquilo de relação.

Apesar do longo tempo internado e das dificuldades em se ajustar- Pat tem algo muito importante a seu lado: as amizades. No início é difícil, sim, mas os amigos e o futebol o ajudam muito.

Confesso que não sei nada sobre Futebol Americano, mas entendo o que é ser passional sobre algo (tudo bem que o pai de Pat extrapola isso, rs )

Uma das partes que mais gostei do livro foi das “análises literárias” de Pat. É simplesmente impagável. Quem nunca sentiu vontade de ter uma “conversinha” com um autor após um final WTF?! De um livro. Ou simplesmente atacar o livro pela janela só de raiva?

“A vida não é um filme de censura livre para fazer com a pessoa se sinta bem. Muitas vezes a vida acaba mal (...) E a literatura tenta documentar essa realidade, mostrando-nos que ainda é possível suportá-la com nobreza.”



E a "relação" de Pat com a música Songbird, de Kenny G? As "aparições" do Sr. G são impagáveis. Impossível não ouvir nada dele e não pensar em Pat.

O Lado Bom da Vida foi uma leitura rápida, emocionante e, principalmente, divertida. Honestamente, não sei se é uma leitura para todos os públicos (ou todos os gostos)- o que eu posso dizer é que eu adorei.


Recomendo!


O Filme

Bem, acho que todo mundo já deve conhecer o filme homônimo baseado no livro. Ou pelo menos, ter ouvido falar. Afinal a bochechuda (gosto muito dela, mas as bochechas me incomodam) Jennifer Lawrence ganhou o Oscar de Melhor atriz pelo papel de Tiffany.

Eu achei o filme bem legal; o livro eu achei muito bom. As minhas adjetivações já devem mostrar qual eu preferi. Eu não sou aquele tipo de pessoa que quer ver um filme adaptado “palavra a palavra” . Cinema é cinema. Literatura é literatura. (Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban é o filme da série que eu mais gosto mas é adaptação que menos se a assemelha ao livro. ) Apesar de quê não gostei de algumas coisas na adaptação como já sabermos de cara porque Pat foi internado e o período que ele ficou no hospital. Eu gosto da forma como as coisas acontecem no livro- como, nós, leitores, vamos desvendando pouca a pouco- e junto com o próprio Pat o seu passado e os por quês de muitas coisas.

O que me fez gostar mais da obra escrita do que da cinematográfica foi, penso eu, o propósito de cada uma. O filme é uma comédia romântica. Muito bem executada e interpretada, mas é uma comédia romântica. O livro não. O livro fala sobre recomeços.

(Sem contar que a parte da musica-trauma é muito mais engraçada, e forte, no livro)

De qualquer forma, recomendo os dois.

Título Original: The Silver Linings Playbook
Autor: Matthew Quick
Editora: Intrínseca
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Amizade, Doenças, Família, Segunda Chance
Período: Anos 2000. Nova Jersey, EUA

Outras Capas:


4/5

quarta-feira, fevereiro 27, 2013

Cotoco, de John van de Ruit


África do Sul, 1990. Dois grandes eventos estão prestes a acontecer: a libertação de Nelson Mandela e, o que para o garoto John Milton é ainda mais importante, o início das aulas no internato. Cercado por pais no mínimo lunáticos, uma avó gagá e colegas de dormitório para lá de estranhos (com apelidos do tipo Lagartixa, Rambo, Rain Man e Cachorro Doido), John (que graças a suas partes íntimas pouco desenvolvidas é debochadamente apelidado de Cotoco) faz o que pode para se adaptar - e tudo indica que não será fácil. Munido apenas da própria perspicácia e de um diário, Cotoco vive uma série de situações bizarras e divertidas: de mergulhos proibidos no meio da madrugada a acirrados campeonatos de críquete, passando pela caça ao fantasma de um professor e por catastróficas férias em família. E é nas páginas de seu diário que acompanhamos o peculiar - e sobretudo engraçadíssimo - funcionamento da mente de um garoto de 13 anos ao descobrir a vida, a amizade... e a pluralidade da fauna humana.



Segundo livro que eu leio esse mês para o Desafio Literário, Cotoco, está bem dentro do tema proposto pelo desafio: Livros que façam rir. Eu não sou uma pessoa que gosta muito de livros cômicos (curto mais um humor mais sutil), mas é impossível não rir das aventuras e desventuras do jovem John Milton em um colégio interno na África do Sul de 1990.

Escrito sob a forma de diário, Cotoco mostra a vida de John Milton, um garoto de 13 anos, em um colégio interno na África do sul de 1990. Bolsista, ele encontra no renomado colégio uma tradução ideal para a famosa frase: “De perto Ninguém é normal.”

Quando o livro foi lançado, confesso que não me interessei muito. Não é ótimo quando um livro te surpreende positivamente?

Cotoco é um livro muitíssimo divertido, a começar pelo título, apelido que John ganha devido ao pouco desenvolvimento de suas “partes” íntimas. No colégio, todos paressem ser malucos, a começar pelos seus sete companheiros de dormitório. Para se ter uma idéia, a turma é chamada de “Os Oito Loucos”. Barril , Cachorro Louco, Rain Man são só alguns desses “anjinhos”. E a turminha é do barulho! As aventuras vão desde a busca de um fantasma até estabelecer o recorde de peido mais longo (sim, você leu isso certo, rs)
Durante a leitura nós vamos conhecendo mais da vida do jovem John no colégio e também em sua casa. A família do garoto é uma caso à parte! O pai dele é uma figura, totalmente paranoico com as mudanças políticas na Africa do Sul e adora uma boa birita. Além de detestar a sogra, é claro. Aliás, a avó materna de Wombat foi, para mim, a personagem mais engraçada do livro! A velhinha é completamente maluca- e não estou falando em sentido figurado.

Apesar do tom obviamente leve, o autor mescla à história um pouco do que acontecia na África do Sul do início da décade de 1990. Para quem não sabe, ou não lembra, 1990 foi o ano da libertação de Nelson Mandela e o início do fim do regime de Apartheid.

Eu gostei bastante do livro e acho que isso é devido, em grande parte, além do humor, ao fato de me identificar com John. Eu tinha quase a mesma idade que ele em 1990, adorava livros e filmes (várias referências durante a leitura) e me sentia super esperta por gostar de política. Isso sem contar os primeiros amores. Ah, os jovens...

Apesar de muitíssimo divertido, Cotoco não é um livro perfeito. Seu maior defeito, a meu ver,é o tamanho. É um pouco longo demais para esse tipo de história. Acho que se tivesse umas 80 páginas a menos, seria perfieto. Além disso, apesar do autor falar sobre as mudanças políticas na África do Suol e da conturbada relação entre brancos e negros, pouco é dito sobre o fato de John ser um bolsista num colégio de garotos ricos. É como se o fato dele não ter dinheiro não tivesse importância, mas sabemos que isso não é verdade, especialmente em ambientes como aquele. Outra coisa que me incomodou foi o fato de que nenhuma mulher no livro é normal. Tudo bem, que para um garoto de 13 anos, todas nós parecemos incompreensíveis mas mesmo assim, né? *Thaís feminista falando*

No livro também são mencionados várias vezes o Críquete e o Rúgbi. Confesso que não sei NADA sobre esses esportes.

Eu particularmente gostei do fato de John não ser o coitadinho traumatizado nem o gênio ou astro dos esportes. Ele é um garoto normal . Comum. E isso faz com a gente se identifique ainda mais com ele.

Com algumas subtramas livro deixadas em aberto , Cotoco é apenas o primeiro de uma série de quatro livros. Me pergunto se a Intrínsica pretende lançar os outros livros.


Eu me diverti muito , apesar de terminar livro com um certo sabor agridoce na boca. É, nem tudo é felicidade e certas coisas fazem parte do amuderecimento de uma pessoa.

Em suma, Cotoco é uma ótima e divertida  leitura.  

Recomendo!

Ah! E sim, acho a capa PAVOROSA!



***
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Título Original: Spud
Autor: John van de Ruit
Editora: Intrínseca
Gênero: Jovem Adulto
Série: Spud-Livro 1
Sub-Gênero/Assunto: Humor, Escolas, Racismo e Preconceito (Apartheid), História, diário
Período: 1990. África do Sul.


Série
Livro 1- Cotoco (Spud)
Livro 2- Spud: The Madness Continues - inédito no Brasil
Livro 3 Spud: Learning to Fly - inédito no Brasil
Livro 4- Spud: Exit, Pursued by a Bear - inédito no Brasil



Outras Capas:

4/5

domingo, setembro 30, 2012

A Pirâmide Vermelha, de Rick Riordan


Título Original: The Red Pyramid
Autor: Rick Riordan
Editora: Intrínseca
Gênero: Aventura
Série: As Crônicas dos Kane- Livro 1/3
Sub-Gênero/Assunto: Mitologia, Jovem Adulto, Fantasia
Período: Contemporâneo. EUA, Europa e Egito
Desde a morte de sua mãe, Carter e Sadie viveram perto de estranhos. Enquanto Sadie viveu com os avós, em Londres, seu irmão viajava pelo mundo com seu pai, o egiptólogo brilhante, Dr. Julius Kane.

Uma noite, o Dr. Kane traz os irmãos juntos para uma experiência de “pesquisa” no Museu Britânico, onde ele espera para acertar as coisas para sua família. Ao contrário, ele liberta o deus egípcio Set, que expulsa-lo ao esquecimento e forças das crianças a fugir para salvar suas vidas.

Logo, Sadie e Carter descobre que os deuses do Egito estão acordando e, o pior deles – Set – tem a sua visão sobre o Kanes. Para detê-lo, os irmãos embarcam em uma perigosa viagem em todo o mundo – uma busca que traz os cada vez mais perto da verdade sobre sua família e seus vínculos com uma ordem secreta que existiu desde o tempo dos faraós.

segunda-feira, agosto 01, 2011

Antes Que Eu Vá, de Lauren Oliver


Título Original: Before I fall
Autor: Lauren Oliver
Editora: Intrinseca
Gênero: Jovem Adulto (YA)
Sub-Gênero/Assunto: Romance Contemporâneo, segunda chance, adolescência, amizade, morte, sobrenatural (em certo sentido)
Período: Atual
Em uma noite chuvosa de fevereiro, Sam é morta em um acidente de carro horrível. Mas em vez de se ver em um túnel de luz, ela acorda na sua própria cama, na manhã do mesmo dia. Forçada a viver com os mesmos eventos ela se esforça para alterar o resultado, mas acorda novamente no dia do acidente. O que se segue é a história de uma menina que ao longo dos dias, descobre através de insights desoladores, as conseqüências de cada ação dela. Uma menina que morreu jovem, mas no processo aprende a viver. E que se apaixona um pouco tarde demais.

quarta-feira, janeiro 12, 2011

Desafio Literário: Como Ser Um Pirata, de Cressida Cowell

DESAFIO LITERÁRIO 2011- Janeiro | Janeiro: Infanto-Juvenil
Título Original: How to be a Pirate
Autor: Cressida Cowell
Editora: Intrínseca
Gênero: Infanto-Juvenil
Temas: Piratas, Aventura, Amizade
Período: Há muito tempo atrás, na época dos Vikings...
"Soluço Spantosicus Strondus III foi o mais temido herói já visto em todo o território viking. Ele era bravo, impetuoso e muitíssimo inteligente. Mas até mesmo os grandes heróis podem ter dificuldades no começo.

Nessa aventura eletrizante Soluço conta mais do início de sua história – quando ele ainda tinha muito o que aprender sobre como usar uma espada, sobreviver a naufrágios, escapar de dragões homicidas e desvendar os mistérios de um tesouro pirata muito bem escondido.

Aventura, ação, muito humor e ilustrações divertidíssimas: essa é a receita do sucesso da série de livros escrita e ilustrada pela inglesa Cressida Cowell – um universo irresistível que inspirou o filme de animação 3D Como treinar o seu dragão, sucesso de público no Brasil e no mundo, produzido pelos estúdios DreamWorks, que lançaram Shrek, Madagascar e Kung Fu Panda."



quinta-feira, outubro 28, 2010

Desafio Literário: O Clube do Filme, de David Gilmour

Título Original: The Film Club
Autor: David Gilmour
Editora: Intrinseca
Gênero: Não Ficção. Relato.
Temas: Pais e Filhos, Família, Adolescentes, Cinema
Período: Canadá. Atual.
Um pai. Um filho. Três filmes por semana.

"É um relato sincero sobre como é difícil crescer, como é difícil ver alguém crescer e como no meio da raiva e da desordem de uma família não há nada tão bem-vindo quanto um filme." - The New York Times

Eram tempos difíceis para David Gilmour: sem trabalho fixo, com o dinheiro curto e o filho de 15 anos colecionando reprovações em todas as matérias do ensino médio. Diante da desorientação e da infelicidade desse filho-problema, o pai faz uma oferta fora dos padrões: o garoto poderia sair da escola - e ficar sem trabalhar e sem pagar aluguel - desde que assistisse semanalmente a três filmes escolhidos pelo pai. Com essa aposta diferente na recuperação e na formação de um rapaz que está "perdido", formaram o clube do filme. Semana a semana, lado a lado, pai e filho viam e discutiam o melhor (e, ocasionalmente, o pior) do cinema: de A Doce Vida (o clássico de Federico Fellini) a Instinto Selvagem (o thriller sensual estrelado por Sharon Stone); de Os Reis do Iê, Iê, Iê (hit cinematográfico da Beatlemania) a O Iluminado (interpretação primorosa de Jack Nicholson, dirigido por Stanley Kubrick); de O Poderoso Chefão (um dos integrantes das listas de "melhores filmes de todos os tempos") a Amores Expressos (cult romântico e contemporâneo do chinês Wong Kar-Way).

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