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quinta-feira, agosto 13, 2026

#Review Crime no Copan- Victor Bonini (Suspense Nacional)



“Crime no Copan é um romance policial que parte de uma noite trágica para revelar uma rede de segredos que atravessa gerações. Neste livro, Victor Bonini transforma o edifício mais emblemático de São Paulo em palco de uma investigação onde nada é simples - e ninguém é quem parece ser. Quando o Copan completa 60 anos, o síndico, Lorenzo Fabbri, decide dar uma festa para celebrar o aniversário não só do edifício mais famoso de São Paulo, mas também do seu filho, Theo. A noite, que deveria ser inesquecível por outros motivos, logo se transforma em uma enorme tragédia: Theo é morto com um tiro em rua lateral ao prédio e, pouco depois, Lorenzo cai do vigésimo terceiro andar. A terrível coincidência desperta uma série de dúvidas e mistérios, que entram em ebulição quando duas moradoras idosas desaparecem sem deixar nenhum rastro. À medida que a investigação avança, o passado do edifício e de seus moradores começa a emergir: pactos secretos, amizades que resistem décadas, relações de poder perpetuadas pelo tempo e vidas reinventadas em nome da sobrevivência. Com tensão crescente e revelações que reconfiguram tudo o que parecia conhecido, Crime no Copan combina o melhor do romance policial com um retrato perspicaz das dinâmicas humanas. Um thriller urbano elegante e ambicioso, capaz de transformar um dos maiores ícones arquitetônicos do país em palco de uma trama à altura de sua grandeza. ”


Uma boa ideia mas com um desenvolvimento confuso.


Quando vi que que este livro estava disponível no Skeelo logo me empolguei. Afinal, era um suspense nacional (vejo poucos por aí) e ambientado no Copan!


O plot central não tem muito mistério: o síndico do icônico edifício paulistano e seu filho morrem na mesma noite, de forma violenta. As mortes estariam conectadas? Ou foi apenas uma trágica coincidência? A partir daí inicia-se aquilo que todo fã de suspense policial adora: todos são suspeitos. Ainda mais que, pouco a pouco vamos descobrindo que Lorenzo, o síndico, não era a mais agradável das pessoas.


A partir deste momento o autor começa a detalhar a vida daqueles estavam com as vitimas na noite das mortes. E é aí que o livro se perde. É muita subtrama, flashback, conversas paralelas, que a trama principal ( o quê aconteceu) acaba ficando em segundo plano. Sinto que o autor quis fazer uma espécie de colcha de retalhos de tipos da que moram em São Paulo: as idosas, a trans, o jovem preto e gay, as prostitutas, o policial relapso… mas esses personagens não são interessantes o suficiente para que a gente se importe. E são personagens demais.


Além disso, a forma como o livro foi editado me incomodou bastante. Não existem divisões por capítulos e tempo presente e flashbacks aparecem de modo contínuo. Mas é justamente em uma passagem de flashback que está o melhor momento da história. De todas as histórias do passado, a das três amigas é a única que é verdadeiramente relevante e genuinamente comovente.


Ao finalizar a leitura, eu fiquei com a impressão de que poderia ter sido um livro incrível mas que se perdeu no meio do caminho. Drama demais e suspense de menos.


De qualquer forma, eu acho que vale a pena a conferida.

E você? Já leu? O que achou? 

(3.5/5)


Título Original: Crime no Copan
Autor: Victor Bonini
Editora: Companhia das letras
Gênero: Suspense
Sub-Gênero/Assunto: Thriller
Período: Atual/Anos 70 – São Paulo, Brasil


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segunda-feira, setembro 04, 2017

#Divulgação Encontro de Leitores e Programação da Cia das Letras na Bienal do Rio

Olá!

Começou a  Bienal do Livro do Rio. Infelizmente, este ano não poderei ir mas sei que muita coisa boa irá acontecer por lá.

No Domingo , dia 10 de setembro, das 11h às 13h, acontecerá o Encontro de Leitores da Companhia das Letras. E é aberto a todos!
 É só aparecer lá pra conversar com a gente e pegar brindes.
O evento é este: https://www.facebook.com/events/111221652908339/
*** Convidem os amigos porque ele realmente é aberto a todos (e podem divulgar o link também)! Será na Arena #SemFiltro, mesmo lugar onde vão acontecer os bate-papos da programação oficial da Bienal, então temo bastante espaço ;)


E falando em programação oficial: o Grupo Companhia das Letras tem vários autores no evento, claro! A agenda completa está aqui: http://www.blogdacompanhia.com.br/conteudos/visualizar/Grupo-Companhia-das-Letras-na-Bienal-do-Livro-do-Rio-de-Janeiro

Lembrando que o estande do Grupo Companhia das Letras é o G13/H14, no Pavilhão Azul. Além dos últimos lançamentos, temos mais de 600 títulos com desconto. E quem passar por lá vai poder fazer um marcador personalizado! É só tirar foto com os amigos no totem que fica logo na entrada, e você vai levar pra casa um marcador especial de recordação da Bienal.


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sexta-feira, junho 28, 2013

A Doença de Haggard, de Patrick McGrath


Na Inglaterra pré Segunda Guerra, um médico apaixona-se pela mulher de um de seus chefes, cultivando um desejo obsessivo. Enquanto toma doses de morfina para aplacar seu amor, o leitor o acompanha os desenlaces de sua paixão.




“Minha vida continha dois tipos de momento, o tempo com ela e o tempo sem ela: um paraíso e um inferno..”


Forte, diferente e perturbador. Talvez esses sejam os primeiros adjetivos que me venham à mente ao falar de A Doença de Haggard. Porém, o livro é mais do que “apenas” esses três adjetivos.

Honestamente, não sei ao certo o que dizer sobre o livro. Talvez a história não tenha sido o mais importante mas a forma como ela é conduzida. Mentira. A história também faz toda a diferença. A história e o modo como é contada. Aliás, o como é contada é que faz toda a diferença.

A Doença de Haggard é um relato, em primeira pessoa. No início da Segunda Guerra, o jovem médico . Edward Haggard conta a sua história de paixão e loucura com a esposa de um de seus superiores. É um caso intenso- que trás sequelas psicológicas e físicas. Mas até aí, tudo bem. Não existe nada de “diferente” nisso, eu suponho. A questão é que Haggard é um viciado em Morfina e ao decorrer de seu relato, vamos notando como a visão dele pode estar distorcida.

“E eu me lembro de ter pensado, não, eu não serei solitário. Não me permitirei ser sufocado por saudades impossíveis de algo que deixara de ser real.”


É uma leitura estranha, mas extremamente fascinante, que deixa a gente completamente mergulhada naquele mundo. Por muitas vezes eu senti repulsa e também pena do protagonista. Ele é um apaixonado, no sentido mais patológico da palavra.

A Doença de Haggard me lembrou muito a escrita dos autores românticos do século XIX , principalmente Alvarez de Azevedo. É um livro sobre o amor e suas consequências. Incomoda. Quem já se apaixonou alguma vez, irá se sentir estranhamente próximo de Haggard.

“Pois , afinal, o que é o sexo a não ser um partir-se e fundir-se? A transformação de dois em um, a recuperação da unidade perdida, e foi isso o que vi naquela noite, que ela e eu éramos- somos- parte de um único todo.”

Eu nunca tinha lido nada desse autor, mas gostei bastante de seu estilo e a forma como ele conduz os acontecimentos. É uma leitura de vocabulário fácil, mas não simplista e apesar das poucas páginas, 211, não é um livro que se leia com rapidez, mas, sim pouco a pouco; como se a gente precisasse “digerir” os acontecimentos, ou melhor dizendo, a mente do protagonista- narrador.

Particularmente, eu gostei muito do livro. Principalmente por ter sido uma leitura diferente do que eu ando lendo ultimamente. Normalmente, eu não sou muito fã de livros que falam sobre adultério, porém, além de querer sair um pouco da minha zona de conforto, percebi que o livro não é exatamente sobre isso. O único senão talvez fique por conta do final. Achei um pouco abrupto, mas, pensando bem, acho que fez todo o sentido. E combinou com o clima gótico da obra.

A Doença de Haggard não é um livro para todos os gostos e públicos, mas eu acho que se você estiver disposto a ler algo, diferente, instigante, vale muito a pena a leitura.

Recomendo!


A Edição
A edição está bem cuidada, sem erros de revisão, pelo menos que eu pudesse notar. A minha única crítica é a capa. Se olharmos bem, dá para perceber que a figura está distorcida, o que faz todo sentido para quem leu o livro, porém ela pode dar uma impressão errada sobre o quê é o livro.

Título Original: Dr. Haggard’s disease
Autor: Patrik McGrath
Editora: Cia das Letras
Gênero: Romance Psicológico
Sub-Gênero/Assunto: Adultério, Médicos, Amor Proibido
Período: . Final dos anos 30, início da II GM. Inglaterra.

Este livro foi a minha leitura deste mês para o Desafio Literário. O tema era "Romance Psicológico".



Outras Capas:

4/5

terça-feira, julho 10, 2012

A Mulher que escreveu a Bíblia, de Moacyr Scliar


Título Original: A Mulher Que Escreveu a Bíblia
Autor: Moacyr Scliar
Editora: Companhia das Letras
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Vidas Passadas, Humor, Literatura Nacional
Período: Presente e Reinado de Salomão (a.c)
Ajudada por um ex-historiador que se converteu em "terapeuta de vidas passadas", uma mulher descobre que, no século x a. C., foi uma das setecentas esposas do rei Salomão - a mais feia de todas, mas a única capaz de ler e escrever. Encantado com essa habilidade inusitada, o soberano a encarrega de escrever a história da humanidade - e, em particular, a do povo judeu -, tarefa a que uma junta de escribas se dedica há anos sem sucesso. Com uma linguagem que transita entre a elevada dicção bíblica e o mais baixo calão, a anônima redatora conta sua trajetória, desde o tempo em que não passava de uma personagem anônima, filha de um chefe tribal obscuro.

terça-feira, junho 26, 2012

"Gone, Baby, Gone" , de Dennis Lehane [Romance Policial]


O desaparecimento da pequena Amanda McCready chocou os habitantes de Boston, que se mobilizaram para ajudar dezenas de policiais a encontrar pistas do paradeiro da criança.
 A mídia faz sua parte, divulgando boletins e repetidos apelos à população. Procurados pela tia de Amanda, os detetives Patrick Kenzie e Angela Gennaro, já com certa fama na cidade, julgam não ter muito a colaborar. Seriam, afinal, apenas mais duas pessoas entre as centenas em busca da menina.
 No entanto, a dupla acaba aceitando o caso, pois, segundo o próprio Kenzie, é intolerável aceitar as palavras "desaparecida" e "quatro anos de idade" na mesma frase.
 A investigação revela uma trama ainda mais complexa do que eles poderiam imaginar; não se trata apenas de um caso simples, mas de um crime que envolve traficantes e outros bandidos da pior espécie. Auxiliados por dois policiais da Brigada de Proteção às Crianças, os investigadores lutam contra o tempo para encontrar Amanda com vida.


Perturbador. Talvez essa seja a melhor palavra para descrever Gone, Baby, Gone e mesmo assim não é uma palavra forte o suficiente. Dizer que o livro é maravilhosamente impactante seria pouco. Injusto, até.
Gone, Baby, Gone é aquele tipo de livro que te faz pensar, refletir e mais, do que tudo, mesmo dias após o fim da leitura a gente ainda está com a história impregnada em nossa cabeça. Desculpem o linguajar, mas Dennis Lehane é foda! Poucas vezes me senti tão triste, tão deprimida mesmo, ao final de uma leitura. E não estou dizendo de tristeza estilo Nicholas Sparks; estou falando de vazio no peito.

Lehane nunca foi conhecido por ser o Sr. Felicidade; suas tramas são duras e cruas e ele sabe descrever como ninguém cenas de violência e suspense mas aqui ele realmente se superou.

Gone, Baby, Gone é o quarto livro protagonizado pelo detetive particular Patrick Kenzie e sua parceira, Angela ‘Angie’Gennaro . Tudo se inicia quando os dois são contratados para encontrar a pequena Amanda, de 4 anos de idade, desaparecida “do nada” na casa da mãe. À princípio, Patrick e Angie não querem aceitar o caso mas a insistência da tia da criança e o próprio fato deles acharem inconcebível uma criança simplesmente desaparecer, o casal de detetives acaba por aceitar auxiliar nas investigações.


   "(..) em meio a todo esse barulho, nada é mais ensurdecedor que o silêncio da criança desaparecida."



Neste início, o livro parece mais um de tantos livros sobre sequestros, mas, a partir do momento em que tudo começa a se complicar, já dá para perceber que existe muito mais por trás deste simples desaparecimento.

Por muitos momentos eu quis entrar na história e fazer com que tudo voltasse no tempo e que Kenzie não aceitasse o caso! É claro que isso significaria que não haveria livro mas, argh!

Durante a investigação, Kenzie e Gennaro, enveredam por um mundo de perversões e descasos que nenhum deles estava preparado. O autor nos apresenta um cenário triste e cru, sem meias palavras ou sentimentalismo barato. O livro tem linguagem forte mas não é aquele tipo de escrita que parece que foi feita para “chocar”; não, os palavrões, a violência acontecem de forma natural, o que de certa forma, torna tudo um pouco mais trágico.







" A morte é sangue escuro ressecado de gatos traiçoeiros que comem qualquer coisa."




Mais uma vez, Boston, mais especificamente o distrito de Dorchester, é elemento central da trama de Lehane. O bairro, com seus habitantes, seus cheiros e seus lugares interage com perfeição à trama. É como se a gente, mero leitor, realmente estivesse naquelas ruas.

O livro ainda conta com ótimos personagens. E todos, por menores que possam parecer tem importância na trama em algum momento. Além disso, apesar do clima pesado e do tema forte, o humor nunca é deixado de lado, graças principalmente à ironia de Patrick e é claro à Bubba, o amigo psicopata do casal.

O cartaz do filme baseado no livro (no Brasil, Medo da Verdade . Não assisti ao filme, mas dizem ser muito bom) , está os dizeres: “Todos querem a verdade. Até encontrá-la. ” Nada mais perfeito. O livro todo é essa busca da verdade e quando ela finalmente aparece... não existe mais volta. E escolhas devem ser feitas.
Não é um livro fácil.

Gone, Baby, Gone mexe com o sentido do que é certo e do que é correto. Ética e moral. A última frase de Patrick (não leia antes do final da leitura) é de tamanha simplicidade, veracidade e tristeza que eu fiquei paralisada, olhando fixamente para a página.

Eu fiquei sem palavras. E na brincadeira do ah, se fosse eu,... eu não saberia o que fazer.

Um livro maravilhoso. Gostaria sinceramente de ter podido expressar o quanto esta obra me tocou.

Recomendo. Muito.

Casey Afleck e Michelle Monaghan como Patrick Kenzie e Angela Gennaro em 'Medo da Verdade"


Título Original: Gone Baby Gone
Autor: Dennis Lehane
Editora: Companhia das Letras
Gênero: Romance Policial
Série: Kenzie & Gennaro- Livro 4
Sub-Gênero/Assunto: Romance Contemporâneo, Suspense, Crime & Mistério, Detetives, Abuso, Sequestro
Período/Local: Contemporâneo. Distrito de Dorchester, Boston, EUA.


A Série


Livro 1- Um Drink Antes da Guerra
Livro 2- Apelo às Trevas
Livro 3- Sagrado
Livro 4-Gone Baby Gone  (Adaptado para o cinema no filme Medo da Verdade)
Livro 5- Dança da Chuva
Livro 6- Estrada Escura- Este livro é continuação da trama de Gone Baby Gone

Felizmente, toda a série já foi publicada no Brasil pela editora Companhia das Letras.

Não há necessidade de se ler os livros da Kenzie & Gennaro na sequência, apesar do autor fazer referências a personagens e situações de livros anteriores [ou seja, não é necessário mas é altamente recomendado se você quiser evitar spoilers!]. Seria, contudo, interessante, ler primeiro Um Drink Antes da Guerra, primeiro livro da série, onde o autor apresenta os personagens.

Vale ainda lembrar que o sexto livro da série, Estrada Escura é uma continuação da trama de Gone, Baby, Gone (eu evitaria até ler a sinopse de Estrada para não ser spoilado).



Outras Capas:





EXTRAS
Trailer do Filme:



Site do Autor: http://www.dennislehanebooks.com/
Wiki http://en.wikipedia.org/wiki/Dennis_Lehane
Facebook FanPage http://www.facebook.com/Dennis.Lehane
Facebook de Kenzie e Gennaro:AQUI
Leia um trecho do Livro: AQUI
Cartaz do Filme:

Cotação:

5/5


segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Um Drink Antes da Guerra, de Dennis Lehane [Kenzie & Gennaro 1]


Título Original: A Drink Before the War
Autor: Dennis Lehane
Editora: Companhia das Letras
Gênero: Romance Policial
Série: Kenzie & Gennaro- Livro 1
Sub-Gênero/Assunto: Romance Contemporâneo, Suspense, Crime & Mistério, Detetives, Abuso, Racismo
Período/Local: Contemporâneo. Distrito de Dorchester, Boston, EUA.
Dennis Lehane estreou no gênero policial com Um drink antes da guerra, romance em que os leitores são apresentados a uma formidável dupla de detetives: Patrick Kenzie e Angie Gennaro, versão mais neurótica do par Nick & Nora, de Dashiell Hammet, de quem Lehane herdou a agilidade para narrar cenas de ação e a crítica aguda às imbricações entre crime e poder. 

Nesta história, Kenzie e Gennaro são contratados para descobrir o paradeiro de Jenna Angeline, faxineira do gabinete de um senador. Jenna teria roubado certos documentos que conteriam subsídios importantes para um projeto de lei polêmico, segundo o qual as gangues seriam qualificadas como "terrorismo de rua" - verdadeiro rastilho de pólvora para as relações raciais tensas de Boston. Ao descobrir que a faxineira tem ligações com os líderes de grupos rivais no gueto negro, Kenzie e Gennaro serão atirados no fogo cruzado de uma violenta guerra urbana. E, entre conflitos raciais, escândalos sexuais, tráfico de drogas e práticas políticas mais que duvidosas, terão de descobrir o que fazer com sua relação intensa de amizade e paixão.



quarta-feira, janeiro 18, 2012

No Coração do Mar, de Nathaniel Philbrick

A história real que inspirou Melville a escrever Moby Dick. Um livro fantástico.

Em 1820, o baleeiro Essex foi atacado por um cachalote enfurecido e afundou rapidamente. Nunca se imaginara que uma baleia pudesse reagir aos pescadores que a perseguiam. O que se seguiu ao naufrágio foi uma longa provação pelas águas do Pacífico: amontoados em três botes, os marujos navegaram durante três meses, experimentando os horrores da inanição e da desidratação, da doença, da loucura e da morte, chegando à prática do canibalismo. 

O episódio, que inspirou Herman Melville a escrever Moby Dick, ficou registrado em relatos feitos pelos sobreviventes. Baseado em ampla pesquisa e fontes inéditas, o historiador Nathaniel Philbrick reconstitui todos os detalhes da tragédia, dando vida aos testemunhos com seu vasto conhecimento em assuntos marítimos. Dos meandros da economia baleeira às técnicas de navegação a vela e o comportamento das baleias, No coração do mar reúne informações minuciosas sobre cada aspecto da história. Uma aventura que desafia o leitor a refletir sobre os limites da capacidade de sobrevivência humana.


segunda-feira, janeiro 16, 2012

Os Pecados dos Pais, de Lawrence Block [Matthew Scudder]


Título Original: The sins of the fathers
Autor: Lawrence Block
Editora: Companhia das Letras
Gênero: Romance Policial
Série: Matthew Scudder- livro 1
Sub-Gênero/Assunto: Crime e Mistério, Detetive,
Período: Nova York, anos 70.
A ex-universitária Wendy Hanniford foi do interior dos Estados Unidos para Nova York e acabou por encontrar na prostituição seu meio de sobrevivência. Ela é encontrada morta, e o principal suspeito é o filho de pastor Richie Vanderpoel, que dividia apartamento com Wendy.
Richie é preso logo após o crime, ainda ensangüentado e fora de si. Acusado do assassinato, ele se mata na cadeia. O Departamento de Polícia de Nova York encerra o caso, mas Cale Hannniford, pai da garota, quer prosseguir com as investigações.
Aqui entra em cena o ex-tira Matthew Scudder. Ele é contratado por Hanniford não para solucionar o crime, mas para saber o que havia se passado nos últimos três anos da vida de Wendy, desde que ela abandonara a universidade e fora para Nova York.
O método de investigação de Scudder é sistemático e diligente, alimentado por boas doses de bourbon e de melancolia. Pouco a pouco, ele vai revelando o que existe de misterioso e sombrio naquelas vidas incomuns. A investigação o conduz a um universo de perversão, luxúria e falsas religiões, um mundo onde os filhos devem pagar pelos pecados secretos e inconfessáveis dos pais
.


sábado, julho 24, 2010

Novo selo: Penguin- Companhia das Letras

Em setembro de 2009 , as editoras Penguin e Companhia das Letras formaram um novo selo editorial: o Penguin-Companhia das Letras, focado principalmente nos clássicos.

Segunda-feira próxima, dia 26 de julho, os quatro primeiros títulos desta parceria estarão a venda:

O Príncipe", de Maquiavel, com prefácio de Fernando Henrique Cardoso e nova tradução, de Maurício Santana Dias (R$ 19,50 - 176 págs.);

"Pelos Olhos de Maisie", de Henry James, com fortuna crítica, comentários do autor e tradução revista por Paulo Henriques Britto (R$ 26 - 416. págs.);

"O Brasil Holandês", com organização de Evaldo Cabral de Melo (R$ 28 - 512 págs.);

"Joaquim Nabuco Essencial", com introdução e seleção de Evaldo Cabral de Melo (R$ 32 - 632 págs.).

O acordo prevê a publicação de 24 títulos ao ano, com o preço máximo de R$ 35,00.

Até o final deste ano mais oito títulos serão lançados:

Setembro

"Essencial Jorge Amado", com organização de Alberto da Costa e Silva

"Livro da vida", de Santa Teresa d'Ávila, com apresentação de Frei Betto



Outubro

"Ensaios selecionados", de Montaigne

"Recordações do Escrivão Isaías Caminha", de Lima Barreto



Novembro

"Dez dias que abalaram o mundo", de John Reed

"O emblema Rubro da Coragem", de Stephan Crane



Dezembro

"O amante de Lady Chatterley", de D.H. Lawrence

"Últimos Dias", de Liev Tolstói

(Fonte: Jornal Folha de S. Paulo/ Caderno Ilustrada 24/07/2010)

Particularmente, considero esta notícia muito bem-vinda. Não someonte por que é mais uma oportunidade de lermos os clássicos (com boas traduções e edições caprichadas- assim espero!) mas também por que, ao se lançar este novo selo, a Penguin e a Cia da Letras estão oferecendo mais uma opção de compra- e mais opções significa maior concorrência. E mais concorrência significa maior qualidade e melhores preços.

Bem ,assim esperamos.

Longa vida a Penguin-Companhia das Letras.

http://www.companhiadasletras.com.br/destaques/penguin.php

segunda-feira, julho 13, 2009

Mente Assassina, de P.D. James (Romance Policial)


Título Original: A mind to Murder
Autor: P.D. James
Editora: Cia das Letras
Colecão: Série Policial
Série: Adam Dalgliesh
Gênero: Romance Policial
Sub-Gênero/Assunto: Detetive, Mistério, Assassinato,
Período: Séc. 20
Fundada entre as duas guerras mundiais, a Clínica Steen recebe pacientes psiquiátricos ambulatoriais de boa situação financeira para tratamentos psicoterápicos e analíticos, atividades de arte-terapia, aplicações de eletrochoque e sessões com lsd destinadas a liberar as inibições mais arraigadas de alguns deles. 
A noite caiu. Médicos e empregados concluem as tarefas do dia. Um grito animalesco sobe do subsolo, atravessa salas e corredores e interrompe as reflexões do paciente do dr. Steiner sobre as razões do colapso de seu terceiro casamento.

No vestíbulo, a jovem Jennifer Priddy, pendurada no pescoço de um dos porteiros, faz força para se controlar. Acaba de encontrar, na sala dos arquivos, o corpo da gerente administrativa caído sobre dezenas de pastas com anotações médicas sobre antigos pacientes.

É verdade que a srta. Bolam irritava as pessoas. Nada grave, só falta de jogo de cintura, diziam todos. Mas aquele assassinato brutal, com detalhes grotescos, parecia resultar de um ódio muito profundo.
Adam Dalgliesh estava ali para elucidar o mistério de Enid Bolam.



***

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