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quarta-feira, abril 27, 2016

[Resenha] Amarrado- Emma Chase

“Drew Evans e Katherine Brooks conseguiram superar a arrogância, a ambição e a competitividade profissional que tinham um contra o outro, para que enfim ficassem juntos, mas sem abandonarem suas carreiras. Morando juntos e com um terceiro integrante na família – o adorável James, de dois anos –, o casal decide oficializar a união com uma festa de casamento para a família e todos os amigos, no entanto, não há casamento se não houver uma despedida de solteiro – em Las Vegas! Drew e Kate, Matt e Dee-Dee deixam os filhos com os avós e partem para Vegas para a despedida de solteiro do casal. O plano é simples, apenas um fim de semana de diversão com os amigos, contudo, entre uma ida ao cassino, um copo de whisky e alguns charutos, Drew acorda na manhã seguinte e percebe que talvez tenha tomado uma decisão ruim que pode mudar toda sua vida. ”


Sexy e Divertido, mas um pouco aquém dos livros anteriores.
Dentre as séries “sensuais contemporâneas”, Tangled é uma das minhas favoritas. Com um humor irreverente, beirando o politicamente incorreto, a série é uma das poucas a juntar com louvor o humor com o romance- e o sexo!

Quarto e Último livro da série, Amarrado não deixa de lado essa sua função cômica e romântica. Eu gostei do livro, mas esperava um pouco mais. Como sempre, a narração em primeira pessoa de Drew fez toda a diferença.

Amarrado é sobre a viagem de despedida de solteiro de Kate e Drew. Despedida de Solteiro...em Las Vegas. E com a turma toda junto. Pois é. Nada muito original- e foi justamente essa falta de originalidade que me cansou um pouco. Para um final de série, esperava um pouco mais de história e não apenas me valer somente de uma narrativa inspirada.

O fato é que Drew é um personagem maravilhoso; engraçado e sem muitos filtros. Apesar d’ eu gostar bastante da Kate, por vezes eu me via mais querendo ler os monólogos dele do que propriamente uma cena de romance. E olha que o livro tem ótimas cenas de amor.
Quando eu terminei a leitura fiquei em dúvida sobre qual nota deveria dar, pois, apesar deste não ter sido um favorito a série como um todo é ótimo- e, de qualquer forma, eu dei boas risadas em Amarrado. E olha que não sou de comédia. Foi por isso que dei as 4 estrelinhas. Pelo Conjunto da obra.

Não sei se é aquele tipo de romance para todos; talvez alguns podem achar estranho uma história de amor narrada por um homem- e regada a um humor por muitas vezes infame. Mas, sabe, acho que vale muito a pena. As considerações dele sobre as mulheres e a paternidade são hilárias. Sem contar que é ótimo deparar com um humor não "certinho".

Não foi ótimo, mas foi bom demais.

Vou sentir saudades do Drew.

Vale a Pena a Leitura.


Série:

Livro 1- Atraído
Livro 1.1- Tangled Extra Scenes (Inédito no Brasil)
Livro 1.5- Holy Frigging Matrimony: A Tangled Series Short Story (Inédito no Brasil)
Livro 2- Enroscado
Livro 3- Domado
Livro 4- Amarrado
Livro 4,5- Baby, it's cold outside.

Título Original: Tied
Autor: Emma Chase
Editora: Universo dos Livros
Série Tangled- Livro 4
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Humor, LadLit, Hot
Período: Atual. Las Vegas, EUA.
Outra Capa:

4/5

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terça-feira, março 24, 2015

[Resenha] Domado - Emma Chase

“"Domado" é o terceiro livro da série Tangled, de Emma Chase. Neste volume, conheceremos melhor o casal Dee e Matt. Matthew Fisher é mais um sedutor de Nova York. Seu trabalho como agente de investimentos lhe permite desfrutar de alguns prazeres materiais e morar em um apartamento com vista para o Central Park. Matt também é um mulherengo incorrigível. Ele admite que, enquanto não encontra a Senhora Certa, se diverte com todas as Senhoras Erradas.

Deloris Warren é uma garota diferente. Seu trabalho como química de combustíveis aeroespaciais não a impede de ser uma mulher bela, sensual e espontânea. Deloris é do tipo decidida principalmente em relação a homens. Por ter tido seu coração partido, ela resolve não se envolver mais em compromissos e apenas aproveitar os encontros casuais pelas noites de Nova York.

Ao se conhecerem, Matt percebe que Dee é especial e propõe à bela uma amizade um pouco mais colorida. A garota aceita, mas sob uma condição: ele não deve se apaixonar. Será que ambos vão conseguir cumprir essa promessa?”



Um livro bem divertido!

Domado é um spin-off da série Tangled, que conta o romance dos melhores amigos de Drew e Kate, Deloris e Matt. A história se passa simultaneamente aos fatos de Atraído e por isso é mais do que recomendável ler os dois primeiros livros da série antes deste.

Seguindo a linha dos livros anteriores, Domado é, antes de mais nada, um livro divertido. Claro, tem muito romance e uma boa pitada de sensualidade, mas o que chama atenção mesmo é o humor. É o que faz toda a diferença. Narrado por Matt, é um ladlit nenhum pouco preocupado com o politicamente correto (o mocinho, por exemplo, é fumante). É um livro ótimo para se ler quando se está meio cabisbaixo, de mau-humor.

Matt e Deloria já são velhos conhecidos de quem leu os dois primeiros livros e uma história sobre como se conheceram foi mais do que bem-vinda. Os dois eram dois personagens interessantes e atraentes. E o mais importante, um pouco diferentes dos casaizinhos de sempre dos romances. Tudo bem, Matt é um executivo, mas ele tem uma alma mais livre, não é nenhum pouco workaholic e adora jogar videogame. Deloris é um diferencial no campo das mocinhas; apesar do estilo meio “doidinho” é uma química especializada em combustíveis espaciais. Não se pode dizer isso de muitas protagonistas, né?

O problema é que Deloris me irritou um pouco. Muito cheia de não me toques e restrições. A garota parecia nunca estar “pronta” para se envolver emocionalmente. Isso cansou. Por outro lado, Matt é um personagem ótimo: sexy, humano e extremamente divertido.

Ele protagoniza cenas hilárias como, por exemplo, o momento em que sua mãe pergunta se ele quer ler 50 Tons de Ciinza e ainda faz comentários sobre o Sr. Grey! :D

Apesar do fiofó adocicado de Deloris, o romance dos dois é plausível e a gente torce por eles, mas eu fiquei com a sensação de quê o que encanta mesmo no livro é a linguagem e o humor (olha ele aí novamente). Não vou negar. Domado é bem parecido com Atraído, tanto em trama como em estética literária, mas isso só diminui em parte o charme da leitura.

Domado é a pura literatura despretensiosa e altamente divertida. Sim, o romance está lá e agente torce pelo final feliz, mas, no final das contas, é o caminho e como a autora conduz a história que se torna mais importante.

Recomendo!


Série:

Livro 1- Atraído
Livro 1.1- Tangled Extra Scenes (Inédito no Brasil)
Livro 1.5- Holy Frigging Matrimony: A Tangled Series Short Story (Inédito no Brasil)
Livro 2- Enroscado
Livro 3- Domado
Livro 4- Amarrado
Livro 4,5- Baby, it's cold outside.


Título Original: Tamed
Autor: Emma Chase
Editora: Universo dos Livros
Série: Tangled- Livro 3
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Hot, Humor, Lad Lit
Período: Atual. EUA.


Outras Capas

4/5

segunda-feira, agosto 18, 2014

Atraído, de Emma Chase

Drew Evans venceu na vida. Charmoso e arrogante, ele fecha negócios milionários e seduz as mulheres mais lindas de Nova York apenas com seu sorriso. Seus amigos são leais e sua família o apoia. Então porque ele está trancado em seu apartamento há sete dias, terrivelmente deprimido? Ele dirá que está gripado, mas isso obviamente não é verdade. Katherine Brooks é uma mulher linda, inteligente e ambiciosa, que não deixa nada nem ninguém distraí- la de sua busca pelo sucesso. Ela foi contratada pela empresa de investimentos do pai de Drew, o que vira a vida do rapaz de cabeça para baixo: a competição com ela o estressa, sua atração por ela o distrai e suas investidas fracassadas o frustram. Logo quando Drew achava estar próximo de ter tudo aquilo que queria, seu excesso de confiança põe tudo a perder. Será que ele conseguirá enfrentar os contratempos e vencer o verdadeiro desafio de sua vida: o amor?


Divertidíssimo!
Andre ‘Drew’ Evans é o típico cara que “se acha”. Bonito, charmoso e ainda por cima, rico, ele usa toda a força de seu sex appeal para conquistar as mulheres. Na verdade, ele nem chega a “ conquistá-las”, por assim dizer, elas que se atiram mesmo. Drew é o mestre do sexo casual, do encontro de uma noite e é muito satisfeito com isso. Canalha? Não, porque em nenhum momento ele tenta enganar. Desde o primeiro momento Drew deixa bem claro que ele quer é apenas sexo.

Isso até ele conhecer Katherine ‘Kate’ Brooks, a nova estagiária de sua empresa. Drew sempre teve uma regra rígida de NUNCA transar com alguém do trabalho. Uma coisa é o sexo casual com uma desconhecida do banheiro do bar, outra com a estagiária de seu pai. Não daria certo.

Fale isso para os seus hormônios. E, afinal, seria só uma vez né? Ou duas. Ou...
Quando se dá por si, a vida de Drew está completamente de cabeça pra baixo.
Poucas vezes eu me diverti tanto lendo um livro. Narrado em primeira pessoa por Drew, desde a primeira frase já podemos notar a verve cômica do livro. Drew é um narrador sem meias palavras e possuidor de um humor totalmente politicamente incorreto. Seus comentários são hilários. E ele os dirigi à nós, mulheres.

À primeira vista, Drew pode até parecer um pouco cafajeste, mas no fundo ele fala várias verdades e mostras que nós também temos nossa cota de “pensamentos impuros”. O legal é apesar de seu jeito de ser, Drew é um cara do bem e quando o amor o finalmente pega de jeito, ele decide enfrentar o “monstro” de frente.

Atraído é uma história de amor simples, sem amarras ou traumas. As cenas de sexo estão bem presentes, é claro, mas elas se justificam e o casal tem uma boa química. Eu gostei de Kate. Ela não se deixa levar pelo jeito de “eu sou o gostosão e quero fazer fazer sexo com você” do Drew, mas não há como negar que o livro é dele! Mas é muito bom deparar-se com uma mocinha que não seja apática ou inocente demais.

Eu só não dei 5 estrelas (não que isso seja uma novidade , hehehe) por que achei a trama frágil demais. Por mais que Drew e sua narração tenha(m) sido divertido(s) eu senti falta de um drama (não traumas, por favor!), um conflito maior.

De qualquer forma, Atraído é um livro super divertido e romântico. Com um estilo leve e despretensioso, ele proporciona ótimos momentos!

Recomendo!


Série:

Livro 1- Atraído
Livro 1.1- Tangled Extra Scenes (Inédito no Brasil)
Livro 1.5- Holy Frigging Matrimony: A Tangled Series Short Story (Inédito no Brasil)
Livro 2- Enroscado
Livro 3- Domado
Livro 4- Tied (Inédito no Brasil)
Livro 4,5- Baby, it's cold outside.


Título Original: Tangled
Autor: Emma Chase
Editora: Universo dos Livros
Gênero: Lad Lit
Série: Tangled- Livro 1
Sub-Gênero/Assunto: Amor de Escritório, Hot, Romance Contemporâneo
Período: Atual.

Outras Capas:



4/5

segunda-feira, setembro 16, 2013

O Projeto Rosie, de Graeme Simsion



Perto de completar 40 anos, o peculiar professor de genética Don Tillman havia desistido do amor. Para acompanhar sua rotina severamente cronometrada, com esquema de refeições padronizadas, um cronograma para a execução de cada compromisso (inclusive para a prática de exercícios físicos antes de dormir) e lidar com sua falta de habilidade social, só mesmo a mulher perfeita. E ele já sabe como encontrá-la. Ou pelo menos acha que sabe. Ele desenvolve o projeto Esposa Perfeita, um questionário meticuloso que irá ajudá-lo a selecionar candidatas adequadas a seu estilo de vida. Mas quando Don conhece a jovem Rosie ele descobre que nem tudo na vida pode ser programado... e que o amor pode, de repente, vir a seu encontro.



Livro adorável. Fofo mesmo.

O Projeto Rosie é um representante da chamada “Lad Lit”, ou mais especificamente a versão masculina dos Chick-Lits (um outro exemplo, acho eu, seria, O Lado Bom da Vida, de Matthew Quick). Eu, particularmente, tenho um certo probleminha com Chick-Lits. Não odeio mas me incomoda como 90% das vezes, as mulheres são retratadas como idiotas movidas à álcool. Me cansa.

Anyways.

O Projeto Rosie é a história de Don Tillman, um professor de genética de quase 40 anos, com sérios problemas de convívio social e que está em busca de de uma esposa e para isso resolve fazer o “Projeto Esposa” a fim de encontrar a “Mulher Ideal”. É claro que isso não será nada fácil e ele acaba se aproximando de Rosie, a mulher mais “errada” possível.

Mais do que uma história de amor entre uma garota descolada, Rosie, e um cara “certinho demais”, o livro fala sobre a amizade desses dois. Uma amizade que vai crescendo apesar de todas as impossibilidades; e foi isso que mais me encantou. Antes de qualquer coisa, Don e Rosie tornaram-se amigos.

Eu geralmente não sou fã de livros narrados em primeira pessoa, porém, como aqui o ponto de vista é de Don, ou seja, é masculino, a leitura me agradou desde o começo. Eu sempre gostei de pontos de vistas masculinas e aqui não foi diferente. A objetividade, racionalidade e- até certo ponto- inocência de Don me encantaram. É subentendido que ele é portador da Síndrome da Asperger. Embora ele não saiba, ou simplesmente não admita isso.

O Projeto Rosie é basicamente uma comédia romântica, com um casal altamente improvável e um final que desde o início já imaginamos qual seja, mas isso pouco importa, pra falar a verdade. O livro é leve e incrivelmente divertido, apesar de muitas vezes eu sentir um peso no coração pela falta de traquejo social de Don. Ele, aliás, não só é o protagonista-narrador mas é a “luz” desta história. Impossível não gostar nem que seja um “tiquinho” dele, por mais “estranho e diferente” que ele possa parecer. Aliás, devo confessar que deparei com algumas “semelhanças” com ele. Tipo, eu também não choro com livros e filmes. E casamentos. E... bem, vocês entenderam.

“As pesquisas mostram sempre que os riscos do consumo de álcool para a saúde superam os benefícios. Meu argumento é que os benefícios para a *saúde mental* justificam os riscos. ”
                                                                                  ~como não amar o Don? :D


Este é um livro de leitura rápida, da categoria “sorriso no rosto” e sentimento de pena por acabar tão rápido. Infelizmente, não é uma obra livre de defeitos. Acho que os maiores deles são a falta de uma maior explicação da “condição” de Don como Portador de Asperger (acho que teria sido bem interessante se o autor tivesse se aprofundado mais nesse assunto, apesar desse livro ser notadamente algo “leve”) e o final um tanto quanto abrupto. Eu adoro finais felizes. Nessa etapa da minha vida, ando muito velha pra tragédias e dramalhões, mas eu gostaria de um pouco mais de desenvolvimento. Foi tudo muito rápido, a meu ver.

De qualquer forma, O Projeto Rosie foi uma leitura maravilhosa, que me deixou com o coração leve e com uma vontade imensa de abraçar Don Tillman.

Recomendo!

O P.S: Adorei a menção à Barbara Cartland! :P (pág 210)
Título Original: Easy
Autor: Graeme Simsion
Editora: Record
Gênero: Lad Chick
Sub-Gênero/Assunto: Romance Contemporâneo, Imperfeições, Humor
Período: Contemporâneo. Melbourne, Austrália e Nova Iorque, Eua.

Outras Capas:
A capa nacional é uma lição para muitos capistas (gostei também da original, Australiana). Simples e “limpa”, ela tem todos os elementos do livro. Muitos capistas de livros nacionais precisam aprender isso. Infelizmente, tenho visto muita capa feia por aí.


4/5

segunda-feira, março 04, 2013

O Lado Bom da Vida, de Matthew Quick

Pat Peoples, um ex-professor na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um "tempo separados". Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, a esposa negando-se a aceitar revê-lo e os amigos evitando comentar o que aconteceu antes da internação, Pat, agora viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida. Uma história comovente e encantadora, de um homem que não desiste da felicidade, do amor e de ter esperança.



O Lado Bom da Vida foi um daqueles livros que chegam de mansinho, mas que encantam a gente. Eu comprei meio que por acaso. Eu tinha um bônus da Saraiva cuja data de validade estava acabando- meu plano inicial era comprar o Não Posso Me Apaixonar, da Bella Andre, porém, não sei o quê aconteceu mas a Novo Conceito demorou a vida pra lançar o livro nas livrarias e eu acabei “pegando” O Lado Bom da Vida, que acabou saindo por 4 reais.

Não me arrependo nem um pouco.

Eu simplesmente amei o livro.

O pior é que nem sei dizer por quê eu gostei tanto do livro. Acho que foi por que de certa forma, ele me tocou. E olha que eu nem achei um livro “perfeito”, em termos de literatura. O Lado Bom da Vida é um daqueles casos que eu livro te ganha no modo como ele se apresenta a você, como ele se conecta com você. Comigo foi assim.

“Estou praticando ser gentil em vez de ter razão”


Pode-se dizer que O Lado Bom da Vida é um drama tragicômico. A história do ex-professor Pat Peoples, um homem com problemas psiquiátricos em busca da mulher de sua vida poderia ter se transformado em um grande melodrama, porém, o humor como tudo é descrito transforma totalmente o livro. Pat acredita em finais felizes, no lado bom da vida. E essa retomada de sua vida, após um longo período em um hospital psiquiátrico será a sua forma de ter o próprio final feliz.

Escrito em primeira pessoa, o livro esbarra no drama e no cômico à todo momento. Se pensarmos bem, ninguém é normal por ali. E não estou falando somente da jovem viúva, Tiffany, uma ninfomaníaca em recuperação, com quem Pat inicia uma estranha e verdadeira amizade. A relação de Pat com o pai chega a ser triste e cômica- isso se podemos chamar aquilo de relação.

Apesar do longo tempo internado e das dificuldades em se ajustar- Pat tem algo muito importante a seu lado: as amizades. No início é difícil, sim, mas os amigos e o futebol o ajudam muito.

Confesso que não sei nada sobre Futebol Americano, mas entendo o que é ser passional sobre algo (tudo bem que o pai de Pat extrapola isso, rs )

Uma das partes que mais gostei do livro foi das “análises literárias” de Pat. É simplesmente impagável. Quem nunca sentiu vontade de ter uma “conversinha” com um autor após um final WTF?! De um livro. Ou simplesmente atacar o livro pela janela só de raiva?

“A vida não é um filme de censura livre para fazer com a pessoa se sinta bem. Muitas vezes a vida acaba mal (...) E a literatura tenta documentar essa realidade, mostrando-nos que ainda é possível suportá-la com nobreza.”



E a "relação" de Pat com a música Songbird, de Kenny G? As "aparições" do Sr. G são impagáveis. Impossível não ouvir nada dele e não pensar em Pat.

O Lado Bom da Vida foi uma leitura rápida, emocionante e, principalmente, divertida. Honestamente, não sei se é uma leitura para todos os públicos (ou todos os gostos)- o que eu posso dizer é que eu adorei.


Recomendo!


O Filme

Bem, acho que todo mundo já deve conhecer o filme homônimo baseado no livro. Ou pelo menos, ter ouvido falar. Afinal a bochechuda (gosto muito dela, mas as bochechas me incomodam) Jennifer Lawrence ganhou o Oscar de Melhor atriz pelo papel de Tiffany.

Eu achei o filme bem legal; o livro eu achei muito bom. As minhas adjetivações já devem mostrar qual eu preferi. Eu não sou aquele tipo de pessoa que quer ver um filme adaptado “palavra a palavra” . Cinema é cinema. Literatura é literatura. (Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban é o filme da série que eu mais gosto mas é adaptação que menos se a assemelha ao livro. ) Apesar de quê não gostei de algumas coisas na adaptação como já sabermos de cara porque Pat foi internado e o período que ele ficou no hospital. Eu gosto da forma como as coisas acontecem no livro- como, nós, leitores, vamos desvendando pouca a pouco- e junto com o próprio Pat o seu passado e os por quês de muitas coisas.

O que me fez gostar mais da obra escrita do que da cinematográfica foi, penso eu, o propósito de cada uma. O filme é uma comédia romântica. Muito bem executada e interpretada, mas é uma comédia romântica. O livro não. O livro fala sobre recomeços.

(Sem contar que a parte da musica-trauma é muito mais engraçada, e forte, no livro)

De qualquer forma, recomendo os dois.

Título Original: The Silver Linings Playbook
Autor: Matthew Quick
Editora: Intrínseca
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Amizade, Doenças, Família, Segunda Chance
Período: Anos 2000. Nova Jersey, EUA

Outras Capas:


4/5