Mostrando postagens com marcador Família. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Família. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, junho 28, 2019

[Resenha] A Força que nos atrai - Brittainy C. Cherry


“Romance da mesma autora de Sr. Daniels. Graham e Lucy não foram feitos um para o outro, mas é impossível resistir à atração que os une. Graham é um escritor atormentado, com o coração fechado para o mundo. Casado com Jane, em um relacionamento sem amor, ele vê sua vida virar de cabeça para baixo quando Talon, sua filha, nasce prematura e corre risco de morte. Abandonado pela esposa, ele agora precisa abrir seu frio coração para o desafio de ser pai solteiro. A única pessoa que se oferece para ajudá-lo é Lucy, a irmã quase desconhecida de Jane. Apaixonada pela vida, falante e intensa, ela é o completo oposto de Graham. Os cuidados com a bebê acabam aproximando os dois, e Lucy aos poucos consegue derreter o gelo no coração de Graham. Juntos, eles descobrirão o amor, mas os fantasmas do passado podem pôr tudo a perder. ”



Melodrama na medida certa.

Nos últimos tempos, Brittainy C. Cherry tem sido uma das minhas autoras favoritas no que se referem a histórias carregadas de drama; sem medo de carregar nas tintas, ela sempre conta histórias poderosas e dramáticas mas sempre no ponto certo. Drama sim, dramalhão jamais.
A premissa é conhecida dos leitores da autora: duas almas sofridas complicadas se encontram, mas o que pode parecer mais do mesmo, ela sempre consegue fazer algo diferente.

Por uma série de circunstâncias (que eu não vou falar, tá? A surpresa é bem melhor!) as vidas de Lucy, uma florista sonhadora e de bem com a vida e de Graham, um escritor famoso e desiludido, acabam se entrelaçando.

Mais do que uma simples situação de “opostos que se atraem” , A força que nos atrai é um romance sobre cumplicidade, aceitação das próprias fraquezas, mas, principalmente, sobre se deixar ter uma segunda chance.

Eu adoro romances sensuais, onde o sexo tem um grande papel na trama, mas a autora fez uma escolha acertada de colocar a relação física em segundo plano. Eu já mencionei a palavra cumplicidade, mas ela é realmente a força motriz desta história. Lucy e Graham se tornam verdadeiros companheiros, melhores amigos, mesmo que eles mesmos não consigam perceber.

Graham é um homem de personalidade forte. Beirando a “ogrice”, ele não é uma pessoa de meias palavras e pode muita vezes ser de uma sinceridade e secura quase cruel, mas em nenhum momento Graham menospreza Lucy ou exala machismo. Ele é o personagem mais interessante de toda a história- e apesar de, de modo geral, A força que nos atrai girar em torno de Lucy, é Graham que faz se tornar interessante e irresistível.

Aliás, o grande ponto fraco do livro é justamente sua protagonista. Lucy é simplesmente “solar” demais e isso acaba incomodando. Em determinado momento, me perguntei se ela gostava de ser feita de trouxa. Não estou dizendo que devemos guardar rancores, mas um pouco de autoestima é bom! Bem, talvez seja meu lado escorpiano falando mais alto.

Apesar de não ser o meu livro favorito da autora, A força que nos atrai me encantou profundamente. Com uma escrita precisa, mas leve e cheia de sentimentos, o livro nos mostra que sempre existe a oportunidade para uma segunda chance.





Claro que recomendo!


Título Original: The Gravity of Us
Autor: Brittainy C. Cherry
Editora: Record
Coleção: Elemments
Gênero: Romance
Sub-Gênero/Assunto: Drama, Família
Período: Atual. EUA.


4/5

 photo Thais1_zpssfusghrx.gif

domingo, janeiro 20, 2019

[RESENHA] A Outra Sra. Parrish, de Liv Constantine


“Amber Patterson não aguenta mais. Está cansada de ser uma ninguém: uma mulher sem graça e invisível que não se destaca na multidão. Ela merece mais – uma vida de dinheiro e poder como a que Daphne Parrish, a deusa loira dos olhos azuis, tem e não valoriza. Para todos na pequena cidade de Bishops Harbor em Connecticut, a socialite e filantropa Daphne e seu marido Jackson, o magnata do mercado imobiliário, são um casal que parece recém-saído de um conto de fadas. A inveja de Amber poderia consumi-la por dentro... Se ela não tivesse um plano. Amber usa da compaixão de Daphne para se inserir na vida da família – o primeiro passo de um esquema meticuloso para destruí-la. Em pouco tempo, ela se torna a amiga mais próxima de Daphne, vai para a Europa com os Parrish e suas duas belas filhas, e se aproxima de Jackson.

No entanto, um fantasma de seu passado pode destruir tudo que ela construiu e, se seu segredo for descoberto, seu plano perfeito pode ir por água abaixo.

Com reviravoltas chocantes e segredos tão profundos que te deixarão tentando adivinhá-los até o final da história, A Outra Sra. Parrish é um thriller repleto de emoções e completamente viciante, escrito por mãos diabolicamente imaginativas .”


Interessante, mas irregular.

A outra Sra. Parrish parte de uma premissa já vista muitas outras vezes em livros, filmes e telenovelas: a jovem que se finge de boazinha para tomar o lugar da “melhor amiga”. Quando utilizado corretamente, esse artificio dramático pode produzir obras fantásticas, como o clássico filme A Malvada e a telenovela Celebridade. Infelizmente, não foi o caso aqui.

Amber Patterson é a malvada da vez. De origem humilde e muito ambiciosa, tudo o que ela quer é vencer na vida- e para isso, precisa de um homem rico. No caso, o milionário Jackson Parrish. O problema é que Jackson é casado com a doce Daphne. Resta então à Amber se aproximar de Daphne, conquistar sua confiança...e roubar seu marido.

Escrita em primeira pessoa, a primeira parte de A Outra Sra. Parrish mostra todas as frustrações e vilanias de Amber para tomar o lugar de Daphne. Ter uma história sob o ponto de vista do vilão é, no mínimo, bem interessante. O problmea é que Amber, a vilã, é simplesmente...uma vilã. Não nos é apresentado nuances de caráter ou qualquer outro tipo de ambiguidade. A personagem é totalmente linear e sem surpresas, tornando-se maçante e cansativa.

Quando o chega o momento da “virada”, onde alguns segredos são revelados, a trama (e a escrita em si) se tornam mais interessantes, mas não o suficiente para me prender na leitura. Além disso, a forma como as autoras representaram a violência doméstica e como alguém merece ou não tal abuso me incomodou.

A Outra Sra. Parrish é um livro com uma ideia interessante, mas com desenvolvimento fraco e personagens unilaterais. Uma pena.

Esperava mais.



Título Original: The Other Mrs Parrish
Autor: Liv Constantine
Editora: Harper Collins Brasil
Gênero: Suspense
Sub-Gênero/Assunto: Falsa Identidade, Família, Abuso
Período: Atual. EUA.



2.5/5


 photo Thais1_zpssfusghrx.gif

sábado, janeiro 05, 2019

[RESENHA] Os Imortalistas, de Chloe Benjamin


“Se você soubesse a data de sua morte, como viveria sua vida? É 1969 no Lower East Side de Nova York e os rumores na vizinhança são sobre a chegada de uma mulher mística, uma vidente que se diz ser capaz de dizer a qualquer um qual será o dia de sua morte. As crianças Gold – quatro adolescentes que estão começando a conhecer a si mesmos – saem de casa sorrateiramente para saber sua sorte. As profecias informam as próximas cinco décadas de sua vida. Simon, o menino de ouro, escapa para a costa oeste, procurando por amor na São Francisco dos anos 80; a sonhadora Klara se torna uma ilusionista em Las Vegas, obcecada em misturar realidade e fantasia; Daniel, o filho mais velho, luta para se manter seguro como um médico do exército após o 9 de setembro; e Varya, a amante dos livros, se dedica a pesquisas sobre longevidade, nas quais ela testa os limites entre ciência e imortalidade. Um romance notavelmente ambicioso e profundo com uma brilhante história de amor familiar, Os imortalistas explora a linha tênue entre destino e escolha, realidade e ilusão, este mundo e o próximo. É uma prova emocionante do poder da literatura, da essência da fé e da força implacável dos laços familiares.”


Estou de volta!!!

Sim, vocês devem ter percebido que o blog ficou numa espécie de hiatus, né? Pois é, eu tive alguns probleminhas pessoais que , somados a uma terrível ressaca literária e ao fato do meu computador ter morrido, fizeram com que eu deixasse o Conversa um pouco de lado.

Mas é bom estar de volta!

Bem, agora vamos ao que interessa. A primeira resenha de 2019 é de um livro que li no final do ano passado e, sinceramente, ainda não tenho uma opinião totalmente formada sobre ele.
Os Imortalistas é um livro diferente; talvez essa seja a única certeza.

Tudo se basea na questão: “O que você faria se soubesse o dia de sua morte?”
Na Nova Iorque de 1969, quatro irmãos de origem judaica, no que seria uma aventura aparentemente inconsequente, acaba por mudar a vida deles para sempre.

A partir desse momento, Os Imortalistas é divido em quatro partes. Cada uma mostrando o que acontece com cada irmão, como cada umresolveu “viver” a vida, sabendo exatmente o dia em que ela terminaria.

O jovem que vai viver o amor livre na San Francisco dos anos 80; a sonhadora que revolve ser mágica; o médico que viveu as consequencias do 11 de setembro, e aquela que busca a eternidade.
O ponto em comum entre eles é a vida em si; como vivê-la (ou não) em sua plenitude. O problema, a meu ver, é forma como isso foi conduzido. Tirando a história de Simon, e sua vida de excessos e descoberta da própria sexualidade, achei tudo pasteurizado demais. Sem emoção.

Eu achei interessante como a autora coloca a fé e tradições judaicas no contexto do livro, mas nada é muito aprofundado. Nem mesmo questões pertinentes como o suicídio e o transtorno pós-traumático.
Os Imortalista me deixou a impressão de ser uma ideia ambiciosa, mas que morreu na praia. Não consegui me conectar com os personagens, nem com os seus dramas. Uma pena.

E vocês, já leram o livro? Se sim, me contem o que acharam.

Ah, e o que vocês fariam se soubessem o dia de sua morte?

***

O livro foi gentilmente cedido pela editora. E a edição é linda, viu. Capa dura e aveludada. Magnífico trabalho de arte.
Título Original: The Immortalists
Autor: Chloe Benjamin
Editora: Harper Collins Brasil
Gênero: Drama
Sub-Gênero/Assunto: Família
Período: 1969-2017. Nova York, Las Vegas e São Francisco, EUA.


2.5/5




 photo Thais1_zpssfusghrx.gif

quarta-feira, janeiro 11, 2017

[Resenha] E Viveram Felizes Para Sempre- Julia Quinn



“Alguns finais são apenas o começo...

Era uma vez uma família criada por uma autora de romances históricos...

Mas não era uma família comum. Oito irmãos e irmãs, seus maridos e esposas, filhos e filhas, sobrinhas e sobrinhos, além de uma irresistível matriarca. Esses são os Bridgertons: mais que uma família, uma força da natureza.

Ao longo de oito romances que foram sucesso de vendas, os leitores riram, choraram e se apaixonaram. Só que eles queriam mais. Então começaram a questionar a autora: O que aconteceu depois? Simon leu as cartas deixadas pelo pai? Francesca e Michael tiveram filhos? O que foi feito dos terríveis enteados de Eloise? Hyacinth finalmente encontrou os diamantes?

A última página de um livro realmente tem que ser o fim da história? Julia Quinn acha que não e, em E viveram felizes para sempre, oferece oito epílogos extras, todos sensuais, engraçados e reconfortantes, e responde aos anseios dos leitores trazendo, ainda, um drama inesperado, um final feliz para um personagem muito merecedor e um delicioso conto no qual ficamos conhecendo melhor ninguém menos que a sábia e espirituosa matriarca Violet Bridgerton.
Veja como tudo começou e descubra o que veio depois do fim desta série que encantou leitores no mundo inteiro.”



Para aquecer o coração.

Eu sempre adorei epílogos. Aliás, muitas vezes fico muito frustrada quando uma história sem encerra sem aquele “pedacinho a mais” e por isso quando vi que a Arqueiro ia publicar os segundos epílogos de uma das minhas séries favoritas...ah, ah, meu coração!

...E Viveram Felizes Para Sempre é uma compilação dos segundos epílogos da série Bridgertons mais um tocante conto sobre como Violet se apaixonou por Edmundo. Só por este breve conto jjá vale a leitura. Mas eu diria que o livro é muito mais do que isso; foi sim uma maneira da autora nos conectar ainda mais com aqueles personagens tão queridos.
Apesar das histórias originais terem terminado de forma totalmente eficaz, os epílogos parecem que trouxeram uma certa finalidade, paz de espírito aos personagens e suas histórias.

Uma gravidez tardia, joias há muito perdidas, um segredo finalmente revelado... ...E Viveram Felizes Para Sempre tem momentos alegres, românticos e por vezes até melancólicos. Lindos.
É difícil escolher minhas histórias favoritas mas, além do conto de Violet, gostei muito da história de Daphne...e me emocionei demais com as de Francesca e Gregory. Sei que é super brega dizer isso, mas me deram borbulhinhas no coração.

Essa família é demais.

Ah, e vale lembrar que não faz sentido ler esse livro sem ter lidos os outros da série.
E só não dei 5 estrelinhas porque a filha da Hyacinth é tão chata quanto a mãe.


Recomendo!

**Este livro foi gentilmente cedido pela editora**


Série:
Livro 1- O Duque e Eu
Livro 2- O Visconde Que me Amava
Livro 3- Um Perfeito Cavalheiro
Livro 4- Os Segredos de Colin Bridgerton
Livro 5- Para Sir Phillip, com Amor
Livro 6- O Conde Enfeitiçado
Livro 7- Um Beijo Inesquecível
Livro 8- A Caminho do Altar

Os Epílogos: E Viveram Felizes Para Sempre


Título Original:
Autor: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
Série Bridgertons- livro 9
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Família, Gravidez
Período: Sécs 18 e 19. Inglaterra


4.5/5



 photo Thais1_zpssfusghrx.gif

terça-feira, abril 19, 2016

[resenha] Um Novo Amanhã- Nora Roberts

“A tradicional pousada da cidade de Boonsboro já viveu tempos de guerra e paz, teve diversos donos e até sofreu com rumores de assombrações. Agora ela está sendo totalmente reformada, sob direção dos Montgomerys, que correm para realizar a grande reinauguração dentro do prazo. 

Beckett, o arquiteto da família, é um charmoso conquistador que passa a maior parte do tempo falando sobre obras, comendo pizza e bebendo cerveja com seus irmãos Ryder e Owen. Atarefado com a pousada, ultimamente nem tem desfrutado de uma vida social decente, mas pretende mudar logo isso para atrair a mulher por quem é apaixonado desde a adolescência.

Depois de perder o marido na guerra e retornar para Boonsboro, Clare Brewster leva uma vida tranquila cuidando de sua livraria e dos três filhos. Velha amiga de Beckett, ela volta a se reaproximar dele ao ajudar nos preparativos da pousada.

Em meio a essa apaixonante reconstrução, rodeados de amigos, Beckett e Clare passam a se conhecer melhor e começam a vislumbrar um futuro novo e promissor juntos.

Neste primeiro livro da trilogia A Pousada, Nora Roberts apresenta o romântico Beckett Montgomery, que, ao buscar realizar o sonho de sua família, acaba deparando com um amor que pensava estar esquecido. ”


Adorável romance.

Ah, estava sentindo falta de um bom romance de Dona Nora Roberts. Os últimos livros puramente “românticos” da autora estiveram longe de ser favoritos meus. Tá certo, eu não detestei, mas passei longe de amá-los. Eram fraquinhos, sem noividades, pra dizer o mínimo. Foi por isso que comecei a ler Um Novo Amanhã sem grandes expectativas e... ah! Que leitura gostosinha.

O livro não traz grandes novidades; é um romance simples, sem grandes dramas ou revelações, mas a autora soube muito bem desenvolver os dramas e as paixões. Tudo é conduzido de forma suave e de modo com a gente fique com aquela sensação gostosa dentro do peito.

Tomando como ponto de partida a reforma de uma antiga Pousada, Um Novo Começo fala sobre novos amores e novas oportunidades na vida. Beckett, o arquiteto responsável pela reconstrução da Pousada, sempre foi apaixonado por Claire. É uma paixão de adolescência que ele sempre tentou manter em (relativo) segredo.
Especialmente depois que ela se casou com um de seus amigos. Quando o marido de Claire morre em combate, deixando-a sozinha e com três filhos, ela resolve voltar para a cidade natal , comprar uma livraria e assim tentar recomeçar a vida. E deste recomeçar, Beckett pode fazer parte.

A relação de amor e amizade dos dois é ótima. É algo que vai muito além de apenas romance. Eles se entendem; sem contar que Beckett com os filhos de Claire é uma coisinha extremamente fofa. Eu adoro quando o casal já se conhece e já existe um sentimento entre eles, porém, achei que, em termos de duração de livro, o relacionamento começou um pouco rápido demais. Faltou um pouco de “paquera”.

O livro é muito gostoso de se ler; daquelas leituras leves e descompromissadas. Todavia, como em muitos romances dela, Nora abusa dos detalhes técnicos (neste caso, sobre Arquitetura e Decoração). Isso, em determinados momentos tornou a leitura desinteressante. Além disso, a inclusão de um detalhe “fantasmagórico” totalmente sem noção.

Sim, esses detalhes fizeram com que eu tirasse meia estrelinha do livro, mas não atrapalharam a leitura como um todo. Além disso,o livro conta com personagens interessantes e carismáticos- com direito a crianças simpáticas e vira-latas fofos.

Um Novo Começo me deixou feliz- e, nos dias de hoje, isso é muito importante.
Recomendo!

Série:

Livro 1- Um Novo Começo
Livro 2- O Eterno Namorado
Livro 3- O Par Perfeito
Vale muito a pena a leitura!

**este livro foi gentilmente cedido pela editora**


Título Original: The Next Always
Autor: Nora Roberts
Editora: Arqueiro
Série A Pousada- livro 1
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Viúva, Crianças,Fantasma, Família
Período: Atual. EUA.
Outra Capa:


4.5/5

 photo Thais1_zpssfusghrx.gif

quinta-feira, dezembro 17, 2015

[Resenha] O calor do vaqueiro - Sable Hunter


“Aron McCoy largou a mulher. Ele se machucou uma vez e não pretende cair na armadilha matrimonial novamente.

Quando Libby Fontaine chega ao Rancho Tebow, ela está determinada a viver uma vida inteira em poucos meses, já que o médico não lhe deu certeza de uma remissão permanente para sua leucemia.

A atração entre eles é instantânea e avassaladora. Mas quando Aron descobre que Libby é virgem, ele recua. Aron não tem nada a oferecer para uma garota que merece laço branco e promessas, mas quando ele a encontra nua no tanque de armazenamento de água do rancho e a escuta gritar seu nome em prazer - o calor explode!!! ”



Bem fraquinho.

Tudo bem, eu não esperava que O Calor do Vaqueiro (Título péssimo, por sinal) fosse a mais incrível obra literária dos últimos tempos, porém, eu esperava mais; bem mais.

O Calor do Vaqueiro não somente tem uma história muito fraca como também sofre de um grande mal: uma PÉSSIMA REVISÃO. Sério,são tantos erros que fica até difícil numerá-los. A tradução parece ser algo saído de um google tradutor da vida.
Mas sabe, se a história fosse incrível, otimamente conduzida, os erros da revisão talvez não parecessem tão gritantes.

À primeira vista, O Calor do Vaqueiro até parece uma versão erótica dos livrinhos da Diana Palmer, com a mocinha virginal e cowboy-ogro com alergia de mulheres, principalmente as virgens. Antes fosse. Titia Palmeirão tem muito mais estilo.

A premissa da história é interessante, e foi isso que me chamou a atenção de início. Libby é uma jovem de 25 que desde a adolescência vive entrando e saindo de hospitais; quando sua leucemia entra em remissão, ela resolve que é a hora de finalmente começar a viver, de fazer aquilo tudo que não pode. Como o médico lhe diz que esta remissão pode não ser permanente, ela sabe que tem que aproveitar ao máximo a vida que ainda lhe resta.

A oportunidade de mudança vem quando ela é contratada para substituir a empregada de um rancho. E não é um rancho qualquer; O rancho Tebow era a morada dos irmãos McCoy e Aron, o mais velho deles e chefe da família era uma paixonite de adolescência de Libby.

Nem preciso dizer o que acontece, né? Aron é um grosseirão, mas no fundo tem um coração mole. Logo ele se interessa por Libby, mas OH! Ela é virgem! Ele não sai com virgens. Ah, besteira!E Libby tá louca pra ter uma...intimidade com o patrão, o cowboy gostosão.

Eis então que...SEXO. SEXO. SEXO. SEXO.

Parece até estranho dizer que o livro tinha sexo demais (Thaís, é um livro erótico!) mas foi o caso aqui. Era tanta cena de sexo- e só sexo- que fiquei, não só cansada, como entediada. A autora me deu a impressão que estava mais interessada nas relações sexuais de Libby e Aron do que construir uma boa história. Em determinado momento, foi como se a história em si tivesse sido posta totalmente de lado- e, pior, as cenas de sexo nem eram muito boas. Faltou delicadeza.

A trama até tinha alguns elementos que poderiam resultar em ótimos momentos, mas a autora os desperdiçou completamente focando apenas no erotismo.
Eu acho triste quando me deparo com uma história que tinha um bom potencial (hei! Eu adoro Diana Palmer) mas se perde totalmente.

Sei que muitas pessoas gostaram do livro; gosto é gosto. Pra mim, não funcionou.
Uma pena.


Título Original: Cowboy Heat
Autor: Sable Hunter
Editora: Qualis
Série Hell yeah!
Gênero: Erótica
Sub-Gênero/Assunto: Cowboys, Família,Hot,Doenças
Período: Atual. EUA
Capa original:



2/5

 photo Thais1_zpssfusghrx.gif

quarta-feira, abril 29, 2015

[RESENHA] Bruxa da Noite - Nora Roberts


“Com pais indiferentes, Iona Sheehan cresceu ansiando por carinho e aceitação. Com a avó materna, descobriu onde encontrar as duas coisas: numa terra de florestas exuberantes, lagos deslumbrantes e lendas centenárias – a Irlanda.

Mais precisamente no Condado de Mayo, onde o sangue e a magia de seus ancestrais atravessam gerações – e onde seu destino a espera.
Iona chega à Irlanda sem nada além das orientações da avó, um otimismo sem fim e um talento inato para lidar com cavalos. Perto do encantador castelo onde ficará hospedada por uma semana, encontra a casa de seus primos Branna e Connor O’Dwyer, que a recebem de braços abertos em sua vida e em seu lar.

Quando arruma emprego nos estábulos locais, Iona conhece o dono do lugar, Boyle McGrath. Uma mistura de caubói, pirata e cavaleiro tribal, ele reúne três de suas maiores fantasias num único pacote.
Iona logo percebe que ali pode construir seu lar e ter a vida que sempre quis, mesmo que isso implique se apaixonar perdidamente pelo chefe. Mas as coisas não são tão perfeitas quanto parecem. Um antigo demônio que há muitos séculos ronda a família de Iona precisa ser derrotado.

Agora parentes e amigos vão brigar uns com os outros – e uns pelos outros – para manter viva a chama da esperança e do amor.”




Gostei bastante.

Eu tinha gostado da última série que li da Nora Roberts, Quarteto das Noivas, mas fiquei com uma certa sensação de decepção, esperava mais. Achei tudo meio insosso, a meu ver faltou drama, emoção.

Mas Nora é Nora, e mesmo que ela que se repita (e sim, ela se repete várias vezes), não há como negar que a danada tem um borogodó só dela. E em Bruxa da Noite esse “borogodó” estava a mil!

Eita livrinho danado de bom!

O livro começa nos idos do século XIII, no interior da Irlanda, aonde vive Sorcha, a “Bruxa da Noite”, uma bruxa “boa” que tenta defender a si próprio e seus três pequenos filhos de um Bruxo do mal chamado Cabhan. Cabhan é uma espécie de demônio que quer subjugar Sorcha e absorver os poderes da bruxa.
De alguma maneira ela consegue derrotá-lo, mas não completamente, e parte dele acaba sobrevivendo- e esta parte jura se vingar (lembrei muito do “conceito” de Harry Potter aqui!) dos descendes de Sorcha.

E é claro que para derrotá-lo, é preciso que os descendentes “certos” dela estejam juntos e formem um círculo de poder. Bem, basicamente isso, rs

Iona Sheehan é uma descendente de Sorcha e, apesar de ter a magia correndo nas veias, sempre viveu longe desse “meio”. Ignorada pelos pais, ela resolveu abandonar os EUA e começar uma vida na Irlanda ao lado dos primos.
Era o Círculo se encontrando para finalmente – tentar- exterminar Cabhan. Claro que Iona vai ter que ter umas aulinhas de magia antes, né?
Mas espera, cadê o romance?! Não poderia deixar de faltar! E ele está na figura de um típico (?) cowboy irlandês, Boyle McGrath, o dono do estábulo aonde ela vai trabalhar.

Eu gostei de Iona. De modo geral. Ela fala muuuuito. E se fosse uma pessoa real, iria me irritar, mas é uma boa pessoa, foi atrás dos seus sonhos, essas coisas, mas nada se compara à Boyle. Tudo bem, ele dá uma mancadinha em determinado momento, mas eu nem posso culpar muito o rapaz, viu.O casal, junto, é muito bom, e tem a química ideal- apesar de, honestamente, eu ter achado que ela foi um pouquinho inconveniente em alguns momentos.

Sabe, pra falar a verdade, eu gostei mesmo foi dos personagens masculinos. Todos são super interessantes; até mesmo o vilãozão. Já as mulheres... Branna, a prima que dá as “aulas” à Ilona tinha tudo para ser uma personagem fantástica, mas ô mulherzinha cricri! Só reclamava. Por outro lado gostei da Meara. Mais “livre, leve e solta.”

Neste livro, Nora trabalha com aqueles clichês de sempre; quem lê os livros dela já sabe o que esperar. Algumas vezes pode ser frustrante, mas neste caso não é. O romance “Noralico” básico combina muito bem com a trama de fundo de magia. É tudo muito bem desenvolvido e as relações de amor, amizade e parentesco são muito bem delineadas.



É uma leitura agradável, rápida, mas não foi o tipo de leitura “de uma sentada só”. Eu precisei de “pausas”; em alguns momentos o texto me cansava, apesar de estar me divertindo.
 


De qualquer maneira, Um ótimo livro para quem gosta de romance, com uma pitada de magia.

Recomendo!

Série:

Livro 1- Bruxa da Noite
Livro 2- Feitiço da Sombra
Livro 3- Blood Magick


***Este Livro foi Gentilmente Cedido Pela Editora***

Título Original: Dark Witch
Autor: Nora Roberts
Editora: Arqueiro

Série: Primos O’Dwyer – Livro 1
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Fantasia, Magia, Paranormal, Família
Período: Atual. Irlanda


4/5

terça-feira, janeiro 06, 2015

826 notas de amor para Emma, de Garth Callaghan

" Uma história de amor comovente de um pai por uma filha. Pouco depois de Emma completar 12 anos, seu pai, Garth Callaghan, descobriu que tinha câncer de rim. Determinado a fazer do tempo que lhe restava relevante, ele compilou diversos valores para auxiliar sua filha até a formatura do Ensino Médio.
Garth começou a escrever seus recados em guardanapos quando Emma ainda estava nos primeiros anos de escola. À medida que a filha foi crescendo, suas notas tornaram-se mais significativas.
826 notas de amor para Emma é um relato familiar inspirador, repleto de amor e sabedoria. No início de cada capítulo, Garth apresenta um dos recados de guardanapo para, em seguida, compartilhar uma história ligada àquela mensagem e à sua própria vida. Com olhar sensível e sábio, Garth consegue confortar os corações e tocar as almas dos leitores.
Partilho este livro porque nenhum de nós sabe quanto tempo ainda nos resta. Sim, nós caminhamos pelo planeta com a esperança de sermos invencíveis, mas todos nós sabemos que a vida pode ser tirada em qualquer instante. Eu tenho a dádiva de perceber que o fim está se aproximando. Posso reservar um tempo para fazer um balanço e dizer às pessoas que amo o quanto elas significam para mim. É a única coisa que importa. Sua casa, sua conta bancária, suas habilidades, sua profissão - nada disso importa. Tudo se resume aos relacionamentos duradouros que construímos. É isso. É tudo isso. "


**


Eu não costumo ler livros de auto-ajuda. Nem mesmo livros não-ficcionais sobre superação.

Eu não vou atrás deste tipo de leitura. Honestamente, não faz o meu estilo. Contudo, algumas vezes na vida, certas leituras veem até você. E te conquistam.
Foi o caso de 826 Notas de Amor para Emma.




Garth Callaghan estava com 40 e poucos anos quando descobriu que tinha câncer no rim. Sua única filha, Emma, estava com 12 anos e as chances de Garth vê-la se formando no Ensino Médio eram de apenas 8%, por isso ele resolveu escrever bilhetes em guardanapos (uma tradição que ele já tinha mesmo antes da doença) para que ela pudesse lê-los até terminar a escola. Seria o seu legado. Nestes bilhetes, Garth escreve conselhos e palavras de encorajamento.

Ele deixa um pouco de si para a filha.

826 Notas de Amor para Emma não é um livro sobre doença, ou morte- apesar das duas coisas fazerem parte da jornada de Garth. O livro é sobre a vida; sobre seguir vivendo. Apesar de tudo.

Garth é um homem de fé. E eu uso a palavra fé num sentido muito além do religioso. Ele acredita na família, no amor. Porém, ele não é nenhum tolo. Ele sabe da seriedade de sua doença, sabe que irá morrer disso. Contudo isto não significa que ele pensa em desistir.

Ele é um lutador, mas é também um ser humano com falhas e fraquezas. O que mais me tocou no livro, além do amor incondicional à filha, foi a forma como ele lida com a doença. Garth não tenta se fazer de super-herói. Ele quer se forte, mas muitas vezes a realidade bate na porta, e por mais otimista que ele seja, o diagnóstico está lá. É uma realidade. A questão é como viver com isso. Ele resolve seguir vivendo e não simplesmente sobrevivendo



Este é um livro tocante, que faz a gente pensar sobre amor, família, e as prioridades da vida. Na vida. Garth mostra, de uma jeito simples e bem coloquial, a importância de saber lidar com as dificuldades; mostra como coisas são simplesmente coisas.

Objetos, que no fim das contas, não tem a menos importância.

Como já diz a sinopse, 826 Notas de Amor para Emma é a história do amor de um pai pela sua filha e como deixar esse amor se perpetuar. Nem que seja em guardanapos de papel.

Mesmo se você for como eu, não muito fã desse tipo de leitura, dê uma chance ao livro. Você pode- irá- se surpreender.

Recomendo!

Este livro foi gentilmente cedido pela editora.


Título Original: Napkin Notes: Make Lunch Meaningful, Life Will Follow
Autor: Garth Callaghan
Editora: Leya
Gênero: Não Ficção
Sub-Gênero/Assunto: Doenças, Superação, Família, Auto-Ajuda
Período: Atual. EUA.

Capa Original:



4/5

quarta-feira, outubro 15, 2014

Amor Sem Limites, de Abbi Glines


Blaire Wynn conheceu Rush Finlay num momento muito difícil da vida dela, logo depois de perder a mãe e a casa em que morava. Filho de um astro do rock, Rush vivia num mundo de luxo, sexo sem compromisso e total despreocupação com o futuro. Exatamente o oposto de tudo o que Blaire conhecia. Mesmo com tantas diferenças, a paixão entre os dois foi arrebatadora. Porém Rush guardava um segredo de sua família que levou ao fim do namoro e a um período de tristeza absoluta para o casal. Mas eles já não sabiam viver um sem o outro e cederam de novo àquele sentimento irresistível. Agora Blaire está grávida, eles estão felizes e planejam se casar. Mas nem tudo está garantido. O pai de Rush chega trazendo más notícias e novamente os antigos problemas de família podem fazer com que os dois se afastem.



E eis que chega ao fim o dramalhão mexicano a trilogia Sem Limites. Claro, que ainda podemos “visitar ” os personagens nos livros do universo “Rosemary Beach” (como a série Perfeição). Contudo, pode-se dizer que a história de Blaire e Rush termina aqui.

Amor Sem Limites- toda a trilogia, na verdade- é aquele tipo de leitura que a gente torce um pouco o nariz quando está lendo mas que, não adianta, fica completamente, FISGADA pela história. É um dramalhão mexicano dos mais melodramáticos e mesmo eu que nunca curti novela mexicana me envolvi com a história e os personagens.
SPOILERS PARA QUEM NÂO LEU OS LIVROS ANTERIORES

Neste terceiro livro, a relação de Blaire e Rush está muuuito melhor e eles estão à espera do nascimento do pequeno infante. Tudo lindo e fofo, né?Quase. Por que tem a irmã vaconilda de Rush, Nan. Ô, garota chata! Claro que ela só serve para atrapalhar a vida de TODO MUNDO. Sabe, sou super contra violência, ainda mais contra a mulher, porém uma boa chinelada na bunda faz bem, viu?!

Amor Sem Limites é basicamente Rush sendo obsessivo e tentando “contornar” a irmã, Blaire insegura e Nan, enchendo o saco. Ah, vocês podem estar pensando, mas então o livro é ruim! Não! É aí que entra a “mágica” de Abbi Glines. Ela sabe prender o leitor. E mesmo que a gente revire os olhos em alguns momentos, o livro tem partes bem fofas e românticas.

Particularmente, achei a quantidade de cenas de sexo um pouco excessiva. Cansou e me deu a impressão que eram apenas para encher linguiça; por outro lado, adorei conhecer mais o pai de Rush e até mesmo o pai de Blaire.

Para quem curte um romance despretensioso, sexy, divertido mas com bastante drama, Amor Sem Limites é mais do que indicado. Com uma escrita leve e dinâmica, Abbi Glines prende a nossa atenção da primeira à última página.

Recomendo!

E só um aviso! Leia Estranha Perfeição ANTES de ler este livro.

***
O livro foi gentilmente oferecido pela editora.

Título Original: Forever Too Far
Autor: Abbi Glines
Editora: Arqueiro
Gênero: New Adult
Série: Sem Limites- Livro 3
Sub-Gênero/Assunto: Gravidez, Família,
Período: Atual. EUA.


A Série
Amor Sem Limites faz parte da Trilogia Sem Limites (Too Far, na versão original). Esta trilogia converge em outras séries (spin-offs). Ou seja, é um grande- e mesmo- universo (Rosemary Beach)
Trilogia Sem Limites
Livro 1- Paixão Sem Limites
Livro 2- Tentação Sem Limites
Livro 3- Amor Sem Limites

Perfeição
Livro 1-Estranha Perfeição
Livro 2-Simples Perfection
Todos os livros da série e a ordem cronológica correta: AQUI

Outras Capas:



4/5

terça-feira, maio 27, 2014

Todas as coisas visíveis e invisíveis, de Marcia Peltier


'Todas as coisas visíveis e invisíveis' fala sobre a dor da perda; os sentimentos de uma mulher que é mãe, filha e esposa; os insights espirituais; a morte; a fé; a própria identidade; a singela alegria de existir. São memórias que, costuradas por linhas visíveis e invisíveis, apresentam a mulher em sua totalidade. Surpreendente e corajoso, é um livro que desafia leitores a assumirem todas as facetas de suas vidas.

Um livro de- e sobre- emoções.
Todas as coisas visíveis e invisíveis é uma coletânea de pensamentos aleatórios que, de alguma maneira, fazem sentido. Existem livros que são difíceis de serem resenhados, ou comentados. Os de ensaios e crônicas estão entre eles, ao meu ver. Especialmente, quando estes ensaios são pensamentos e sentimentos muito íntimos da autora.

Para mim, o livro foi um paradoxo. De um lado, era impossível não se conectar com Márcia, com sua força, sentir a sua dor diante de uma dor que deve ser imensurável. Por outro, me vejo muito distante da Márcia religiosa, regida pela fé.
A autora transmite cada fragmento de texto- e vida- com a mesma intensidade; claro que algumas passagens são mais tocantes mas, de uma forma ou de outra a emoção está impregnada em todas elas.

"(...) Com minha mãe aprendi a coisa mais importante da vida. O valor do amor e de saber perdoar. Sempre."


Eu, particularmente, não sou uma pessoa muito religiosa por isso a conexão dela coma religião me tocou como talvez toque quem seja, mas isso não quer dizer que eu me senti indiferente ao que eu li.

Como eu disse anteriormente, este é um livro difícil de se explicar. É para se sentir.

Vale a pena a leitura.


Título Original: Todas as coisas Visíveis e Invisíveis
Autor: Marcia Peltier
Editora: Casa da Palavra
Gênero: Crônicas
Sub-Gênero/Assunto: Não-Ficção, Família, Religiosidade, Memórias
Período: Atual e Final do Séc. 20

3/5

terça-feira, março 25, 2014

Paris Apaixonada, de Eloisa James

Em 2009, a autora best-seller do New York Times Eloisa James deu um passo com o qual muitas pessoas sonham: vendeu a casa, tirou um ano sabático no emprego de professora universitária de Literatura Shakespeariana e mudou-se com a família para Paris. Paris Apaixonada: Um Livro de Memórias registra seu alegre ano em uma das mais belas cidades do mundo.



Confesso que nunca fui muito de ler livros de memórias; não por desgostar ma por falta de oportunidade e porque são (ou foram ) poucos até agora que me chamaram a atenção. E a vontade de ler.

Porém Paris e Eloisa James mudam tudo , né? Conheço a Eloisa do Facebook ( e dos romances históricos, claro) e Paris...ah, Paris! Eu amo essa cidade.

Como a própria (breve) sinopse do livro diz, Eloisa James, o marido e o casal de filhos resolvem vender tudo o que tinham nos EUA e passar um ano sabático em Paris (para ela, é “meio” sabático já que ela continua a escrever textos acadêmicos e trabalhar em seu mais novo Romance. ) Esta decisão vem após ela perder a mãe para o câncer e ela mesma ter sido diagnosticada. Curada, Eloisa precisa de um período para refletir. E quer lugar melhor que Paris?

Paris Apaixonada fala justamente sobre este período em Paris. Escrito sob a forma de pequenos posts, o livro mostra as aventuras e desventuras de Eloisa e família na cidade; algumas dificuldades com a língua, os problemas dos filhos na nova escola, o sem-teto e seu cachorro e é claro, o grande mistério de como as mulheres francesas estão sempre magras e elegantes.




Justamente por ser em forma de “posts”, a leitura de Paris Apaixonada é bem rápida e dinâmica, por vezes divertida e sentimental. Ao mesmo tempo, este estilo traz uma falta de profundidade em alguns assuntos como a questão da morte e até mesma a relação da autora com o câncer. Honestamente, se fosse um livro de ficção, um romance, não sei se iria gostar, mas neste caso, apesar desta limitação ficou bem interessante- e dinâmico.

Para falar a verdade, o grande problema de Paris Apaixonada é a vontade enorme que dá na gente de também largar tudo e sair correndo para a cidade-luz. À parte as questões humanas (que são interessantes e relevantes), o livro é um deleite para quem conhece ou sonha em conhecer a capital francesa. Além disso, percebi que a autora tenta ao máximo evitar clichês sobre a cidade. Claro, a Torre Eiffel, o Sena estão lá, mas, Paris não é só isso. Paris é um estado de espírito.


Quando é o próximo voo?


Recomendo!

Infelizmente, não posso deixar de mencionar os erros de grafia e conjução verbal na edição. Nada que atrapalhe muito a leitura, porém impossíveis de serem ignorados.

Título Original: Paris in Love
Autor: Eloisa James
Editora: Leya
Gênero: Não Ficção
Coleção:
Série:-
Sub-Gênero/Assunto: Memórias, Doenças, Viagem
Período: 2009. Paris, França e alguns lugares da Itália.


Outras Capas:

Comentou? #Sorteio Loucamente Sua

 photo TopComentarista2_zps95fa6214.jpg

4/5

Share |