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segunda-feira, setembro 17, 2018

[Resenha] As Elizas - Sara Shepard


“Sara shepard, autora da série best-seller pretty little liars, deixa sua marca em mais uma história com uma narrativa hitchcockiana cheia de mentiras, memórias falsas e uma protagonista que precisa descobrir a verdade para sobreviver. quando a escritora estreante eliza fontaine é encontrada no fundo da piscina de um hotel, sua família acredita ter sido mais uma tentativa de suicídio fracassada. Mas eliza jura que foi empurrada, e sua única testemunha é quem a salvou. desesperada para encontrar o culpado, eliza toma para si a investigação do caso. Mas, conforme a data de lançamento do seu primeiro livro se aproxima, ela se vê com mais perguntas do que respostas. Por que a editora, agente e a família estão misturando os acontecimentos de sua vida com os de seu livro? ele não é totalmente ficcional?”


Intrigante.

As Elizas é um livro sobre a mente humana.

Tudo começa quando Eliza, uma jovem escritora, cai numa piscina. Os parentes e amigos acham que foi uma tentativa de suicídio, afinal, não teria sido a primeira vez. Eliza tem certeza de que foi empurrada. Mas empurrada por quem? E por qual motivo? Na sua busca por respostas, a jovem começa a perceber que não deve confiar em ninguém.

Nem nela mesma.

Muito menos nela.

E é aí que está a grande questão do livro. No que acreditar? Num primeiro momento, parece que estamos diante de uma história de mistério genérica: um crime (ou tentativa, no caso) e a tentativa de solucioná-lo. Sim, o mote inicial até pode ser esse, mas Eliza não é uma protagonista comum. Psicologicamente instável, ela sofre com lembranças que não parecem ser dela.

Ao mesmo tempo, conhecemos a história d´As Dots, o livro que Eliza está prestes a lançar, que fala da relação entre uma tia e sua sobrinha. No início, a trama das Dots parece completamente fora de lugar. Contudo, a medida que a história de Eliza e a trama fictícia dela vão sendo alternadas, é possível perceber que existe uma ligação ali. Mas o que seria?

Confesso que gostei mais desta “trama secundária” do que da principal; fiquei mais envolvida com as personagens e a forma de como tudo ia se encaminhando (tá certo que o fato de, enquanto eu lia o livro, tava passando uma série na HBO que tratava do mesmo assunto meio que estragou a surpresa). Foi muito interessante ver como a aumentava o grau de loucura e dependência naquela relação. Me vi, por várias vezes, querendo saber mais das Dots do que da própria Eliza.

Não que a chamada “trama base” fosse ruim, mas achei que faltaram personagens secundários mais fortes. No final, o que mais importou foi Eliza. Ela é o centro de tudo.

De modo geral, eu gostei bastante da escrita e da forma como tudo conduzido, apenas achei o final um pouco rocambolesco demais e com algumas soluções forçadas. Porém, foi ótimo ler um suspense diferente e despretensioso.

Vale a pena a leitura!


*este livro foi gentilmente cedido pela editora*



3.5/5



Título Original: The Elizas
Autor: Sara Shepard
Editora: Harper Collins Brasil
Gênero: thriller psicológico
Sub-Gênero/Assunto: Doenças, Suspense
Período: Atual. Palm Springs, EUA.

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terça-feira, abril 17, 2018

[Resenha] Antes que a luz se apague - Flavia Cunha


“Amanda acabou de se formar na universidade e apesar de ainda não estar empregada, consegue trabalhar em sua profissão. Tem um noivo maravilhoso e juntos estão organizando o casamento e a casa nova. Sua família está sempre presente e ajudando nos momentos em que ela mais precisa. Sua vida está perfeita e ela poderia ser considerada a pessoa mais feliz do mundo.

Até que uma notícia inesperada destrói o seu mundo de sonhos e os seus projetos do futuro. Ela se afasta daqueles que ama e entra em desespero. Agora, toda sua vida depende de uma única resposta. Quanto tempo ela tem... Antes que a luz se apague? ”




Sentimentos bons.
Antes que a luz se apague... é uma história sobre esperança e como, mesmo sem milagres, podemos seguir em frente. Mesmo que isso posso parecer impossível.

Logo de início já sabemos que Amanda está ficando cega e como a vida parece ter perdido o sentido. A família amorosa, o casamento por vir com o homem que ela ama...tudo parece estar caindo aos pedaços. Nada faz mais sentido se “a luz está prestes a acabar.”.
Mas a esperança existe- e ela sempre está a espreita, mas talvez não do modo que a gente espera.

Esta não é uma história de amor. Romance. Apesar dele estar presente; nem mesmo de soluções mágicas.

Flavia Cunha é especialista em cowboys fortes, másculos e mocinhas decididas e isto é maravilhoso, mas aqui, o caminho foi diferente. Leonardo, o noivo de Amanda não é um herói de capa e espada (ou de chapéu e botas), mas sim um companheiro, no sentido mais específico da palavra. E quando todas as luzes parecem estar se apagando para Amanda (literal e figurativamente), é ele quem está ao seu lado.

Escrito de forma direta e simples, mas nunca simplória, Antes que a luz se apague mostra que a vida pode ser difícil mas há sempre lugar para a esperança e o amor (romântico, fraternal e familiar) é o que nós faz fortes. O livro é curto, pouco maior que um conto, mas sabe aquela leitura que te deixa leve, com um sorriso no rosto? Antes que a luz se apague é assim.

Nem sempre a gente precisa de romances arrebatadores para se sentir mais leve.

Claro que eu recomendo!


Título Original: Antes que a luz se apague
Autor: Flavia Cunha
Gênero: Romance
Sub-Gênero/Assunto: Romance Contemporâneo, Lit. Nacional, Doenças, Imperfeições
Período: .Curitiba. Atual.




4/5
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quinta-feira, julho 07, 2016

[Resenha] O Sobrevivente - Gregg Hurwitz


“No parapeito de uma janela de banheiro no 11º andar do First Union Bank, Nate só tem mais um objetivo na vida - reunir a coragem necessária para saltar e acabar com os seus problemas.De repente, ele ouve tiros dentro do banco e, ao espiar o que está acontecendo, vê uma cena terrível - criminosos mascarados disparando cruelmente em qualquer um que se coloque em seu caminho. Enquanto sustenta o olhar de uma mulher agonizante, Nate toma uma decisão. Lançando mão de seu treinamento militar, ele consegue render e matar todo o grupo, exceto o seu líder. Antes de escapar, o homem deixa claro que ele se arrependerá de seu ato heroico. Ele está certo. Em poucos dias, Nate é sequestrado pela mafia ucraniana e recebe uma ameaça - precisa voltar ao banco e concluir a tarefa que os bandidos não puderam cumprir. Do contrário, sua ex-mulher - pela qual ainda é apaixonado - e a filha adolescente, que não o reconhece mais como pai, serão brutalmente assassinadas. Enquanto o tempo corre de maneira implacável e o prazo de Nate se aproxima do fim, ele luta não só para salvar as duas da morte, mas também para recuperar sua confiança e seu amor.”

Quando eu vi a capa de O Sobrevivente pela primeira vez não fiquei muito empolgada. Sei lá, mas me parecia ser um romance sci-fi. Contudo, comecei a ler alguns comentários empolgados ( de pessoas nas quais eu confio) e então o bichinho da curiosidade me pegou. Na última Bienal ele estava com um bom preço e pensei, por que não?.

Quase um ano se passou e só agora consegui ler o bendito e... gostei, mas não me empolguei.

Tudo começa com uma tentativa frustrada de suicídio. Aos 36 anos, diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotráfica, sofrendo de transtorno pós-traumático após ver o melhor amigo morrer em batalha e longe da mulher e da filha, Nate Overbay não vê outra alternativa a não ser se jogar 11 andar de um edifício bancário. Era um plano perfeito, o problema é justamente naquele momento escolhido por Nate, o banco foi assaltado-e ele, num último ato de heroísmo, resolve intervir.

O problema é que não era um roubo comum, assim como não eram comuns aqueles por trás do crime e, claro (não precisamos ser muito espertos para adivinhar) Nate iria pagar. Nem que fosse com a vida da filha. Ele só teria que “terminar” o serviço.

O que eu mais gostei em O Sobrevivente foi o seu enredo, o seu pontapé inicial. O autor começa sua história sem meias palavras, entrando com a ação já de supetão. Equilibrando muitíssimo bem a adrenalina do assalto com o drama e tragédia iminente do suicídio. É um começo diferente e espetacular e embora o ritmo de “thriller” não diminua durante todo o livro, senti que a história em si começa a deixar a desejar.

Ao mesmo tempo que eu gostei da forma como Nate vai voltando à vida da filha e da ex-mulher, achei o “lado do bandido” um pouco forçado demais, me fazendo lembrar daqueles filmes “B” de ação que passam depois do Fantástico. Muita adrenalina, mas bem forçado no que diz respeito às relações humanas. Sem contar que ter um herói que só pensa em se suicidar é bem deprimente.
Apesar disso, O Sobrevivente é daqueles livros que te pegam de jeito. Como eu já mencionei, o início é espetacular e depois dele é impossível sossegar antes de terminar a leitura. Sem contar que o autor usou de alguns elementos interessantes na obra, como as “conversas” entre Nate e o “fantasma” de seu amigo. A meu ver, são os momentos mais humanos no livro, onde podemos ver, enxergar, como a guerra realmente afetou nosso herói. O clima sombrio é quebrado pelo namorado sem noção da filha de Nate.

Dentro de seu gênero, O Sobrevivente é um livro interessante e movimentado, com uma narrativa segura e muito bem desenvolvida. O problema é que “eu” não consegui me empolgar, me apaixonar pela história e seu protagonista. É onde entra a velha questão do gosto pessoal. O final é maior exemplo disso: não gostei, mas achei perfeito.

Para quem gosta de thrillers de ação, com bastante movimento e uma pitada de drama, O Sobrevivente é uma leitura interessante, bem acima da média.



Título Original: The Survivor
Autor: Gregg Hurwitz
Editora: Arqueiro
Gênero: Thriller
Sub-Gênero/Assunto: Doenças, Suspense
Período: Atual. Califórnia, EUA.
Outra Capa:


3.5/5

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quinta-feira, abril 14, 2016

[Resenha] Os Sombras - J. R. Ward @universodoslivros

“Dois irmãos, ligados por algo maior que o laço de sangue, lutam para evitar um destino brutal. Trez "Latimer" não existe de fato. E não só porque essa identidade foi criada para que o Sombra pudesse viver no mundo humano. Trez fugiu de sua prisão no palácio dos Sombras há anos, e agora vive em Caldwell como cafetão, sempre tentando evitar seu fatal destino como escravo sexual da rainha. Ele nunca teve em quem confiar de verdade... a não ser no irmão, iAm. 

O único objetivo de iAm sempre foi impedir que o irmão de autodestruísse, e ele sabe que fracassou nisso. Só depois que Selena, uma Escolhida, entra na vida de Trez, é que o macho começa a dar a volta por cima; porém, é tarde demais. Chegou a hora de cumprir a profecia de se compromissar com a filha da rainha, e Trez não poderá fugir ou se esconder, e não há como negociar.

Encurralado entre o desejo de seu coração e um destino que nunca aceitou, Trez deve decidir se põe a si mesmo e aos outros em perigo, ou se esquece para sempre a fêmea amada. Após uma tragédia inimaginável, da beira do seu abismo emocional, Trez precisará encontrar um motivo para continuar ou se arriscará a perder tudo, inclusive a alma. Será que iAm, em nome do amor fraterno, aceitará realizar um derradeiro sacrifico em lugar do irmão?”



**ESTA RESENHA NÃO CONTÉM SPOILERS, APENAS COMENTÁRIOS ALEATÓRIOS-. COM SENTIDO, OU NÃO!**

O que dizer? O que dizer?

Tenho uma confissão para fazer: nunca tinha me ligado muito nos irmãos Trez e Iam. Tá bom, eles eram “maneros” mas particularmente não eram personagens favoritos meus; apenas coadjuvantes interessantes. Porém, após ler O Rei,não teve COMO não esperar com avidez (e altas expectativas) o livro sobre estes gêmeos Sombras.
Bem, as expectativas...pois é. Os Sombras é uma boa leitura, fantasia de qualidade, mas poderia ter sido mais.MUITO mais.

A base da história, para quem já conhece a trama, é aquela: Trez e Iam e um decreto real. Tem amor proibido e tem drama, muito drama mesmo. Estou sendo vaga de propósito, tá? Eu tive a sorte de não ter pego não spoiler e foi a melhor coisa.
Tudo bem, estou P*&@ da vida com a autora. Fala sério, que meleca foi aquela?! Tão- mas TÃO desnecessário. Só espero que tenha havido um motivo. Afe.

Bem, mas voltando. A história principal é muito bonita, daquelas de suspirar mesmo. A relação de Trez e a Escolhida Selena é de uma doçura sem tamanho; claro, a parte sexy também está fortemente presente mas é o modo como o amor dos desenrola que realmente faz a diferença. Sem contar é claro com a “parceria” dele com Iam. É muito mais do que uma relação de irmãos, é pura cumplicidade.

*suspira*

Se fosse só isso, o livro seria ótimo. Mas nãoooooo! A autora tinha que entochar umas trocentas subtramas. Sério, pra quê?! Até achei interessante a parte do Rhage (que foi uma espécie de prévia para o próximo livro) mas de resto? Tudo dispensável. Não gosto do Xerox coma Layla, o Assolan tanto faz quanto fez e os redutores... who cares?!

O fato é que tantas subtramas e personagens secundários acabaram por prejudicar o andamento da leitura. Em determinado momento, fui me cansando. E olha que a narrativa, como de costume, é fluida e com bom desenvolvimento, com uma ótima trama principal.
É a história de amor de Trez e Selena que relativamente vale. Não sou de chorar (não chorei aqui) mas senti aquele calombinho incomodo na garganta em diversas passagens. É drama puro- e da melhor qualidade.

Os Sombras tem os seus problemas, mas é da Adaga Negra e só por isso já vale muito a pena!

Recomendo!


Só não esqueça de ler os livros na ordem certa!

A Série
Livro 1- Amante Sombrio (Dark Lover)
Livro 2- Amante Eterno (Lover Eternal )
Livro 3- Amante Desperto(Lover Awakened )
Livro 4- Amante Revelado(Lover Revealed )
Livro 5- Amante Liberto (Lover Unbound )
Livro 6- Amante Consagrado ( Lover Enshrined)
Livro 6.5- Father Mine: Zsadist and Bella's Story - Publicada no Guia Oficial como “faixa bônus” .
Livro 7- Amante Vingado (Lover Avenged )
Livro 8- Amante Meu (Lover Mine)
Livro 9- Amante Libertada Lover Unleashed
Livro 10- Amante Renascido (Lover Reborn) -
Livro 11- Amante Finalmente (Lover at Last)
Livro 12- O Rei (The King)
Livro 13- Os Sombras ( The Shadows )

Livro 14- The Beast
A série ainda conta com um Guia Oficial, escrito pela própria autora.



Título Original: The Shadows
Autor: J.R. Ward
Editora: Universo dos Livros
Série Irmandade da adaga Negra- Livro
Gênero: Fantasia
Sub-Gênero/Assunto: Doenças, Amor Proibido, Vampiros, paranormal,Gêmeos
Período: Atual. EUA.
Outra Capa:




4/5

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quinta-feira, janeiro 28, 2016

[Resenha] Mais uma chance - Abbi Glines


“Grant Carter encontrou na doce e linda Harlow algo que não esperava ter: uma mulher com quem desejasse passar toda a sua vida. Para ficar com ela, precisou provar que não era apenas um playboy sedutor.

Mas quando ela lhe contou um doloroso segredo, ele se deixou levar por seus medos mais profundos e pode ter destruído sua única chance de viver um amor verdadeiro.

Desesperado por ter perdido sua paixão, Grant busca seu paradeiro, sem saber que ela se prepara para arriscar a própria vida por um sonho. Agora ele terá que conquistar a confiança de Harlow e decidir o que é mais importante: a segurança ou os sonhos da mulher da sua vida.”



Gostei bastante.

Abbi Glines é um caso a ser estudado. Se analisarmos friamente, suas histórias não tem nada demais, porém, quando começamos a ler ficamos completamente viciados. É praticamente impossível largar.

Leitura rápida, descompromissada e altamente viciante.

Isso é Abbi Glines. E Mais uma Chance não foge à regra.

Não vou falar sobre a história em si. Me perdoem por isso, mas, mesmo que o desdobramento da história de Carter e Harlow seja meio óbvio, acho legal cada um descobrir por si mesmo. Bem, o que eu posso dizer? Acho que o mais importante seja que eu REALMENTE gostei do livro. Na verdade, ele configura entre os meus favoritos da série.

Primeiramente tem a questão do tem em si (tema que vou me abster de contar. Spoilers, minha gente!) mas também tem o fato da autora nem ter tomado “desvios melodramáticos” para conduzir sua história. Mais uma chance tem uma única linha de fatos, um só tema principal- e isto foi ótimo; fez com que a história se tornasse muito mais impactante. E bela.

Claro, Abbi é Abbi. Ou seja, o melodrama está fortemente presente mas não é que ele faz sentido? E a romântica dentro de mim amou!


Sem contar é claro que Carter e Harlow são um ótimo casal. No livro anterior eu fiquei com um pouco de birra dele, mas aqui...preparem seus coraçõezinhos! O livro tem passagens realmente lindas (as cartas... #QuemLeuEntenderá )

Infelizmente, nem tudo são flores. Por mais que eu tenha amado o livro, teve uma coisa que me incomodou bastante: o sexo. Ou melhor dizendo, o excesso dele. Não tenho nada contra histórias mais “apimentadas”. Muito pelo contrário. Todavia, achei que,aqui, a autora forçou um pouco a barra. Mais uma chance, em termos gerais, fala sobre amor e abnegação e o excesso de sexo vulgarizou um belo enredo. Algumas cenas realmente tocantes foram comprometidas por uma “finalização” sexual. Desnecessário.


De qualquer modo, de maneira geral, eu adorei o livro. Mais uma chance foi uma leitura envolvente, emocional e muito romântica.
Recomendo!

**Este livro foi gentilmente cedido pela editora**


A Série
Mais uma chance faz parte da duologia Chance que, por sua vez,  faz parte do universo "Rosemary Beach", da qual a Trilogia Sem Limites também faz parte.

Trilogia Sem Limites
Livro 1- Paixão Sem Limites
Livro 2- Tentação Sem Limites
Livro 3-Amor Sem Limites
Livro 4- Rush Sem Limites

Perfeição
Livro 1 (Livro 5)-Estranha Perfeição
Livro 2-(Livro 6) Simples Perfeição

Chance
Livro 1 (Livro 7)- A primeira Chance
Livro 2 (Livro 8)- Mais uma chance

Livro 9- Pra Sempre Minha
Livro 10- Kiro's Emily (short Story)
Livro 11- When I am Gone.

Livro 12- When You are bak
Livro 13-The Best GoodBye.
Livro 14 - Up in flames

Todos os livros da série e a ordem cronológica correta: AQUI

Título Original: One More Chance
Autor: Abbi Glines
Editora: Arqueiro
Série Rosemary beach
Gênero: New Adult
Sub-Gênero/Assunto: hot, gravidez
Período: Atual. Flórida, EUA.
Capa Original:


Gostei bem mais dessa capa. Achei que o moço da capa original não tinha nada a ver com Grant!


4.5/5

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quinta-feira, dezembro 17, 2015

[Resenha] O calor do vaqueiro - Sable Hunter


“Aron McCoy largou a mulher. Ele se machucou uma vez e não pretende cair na armadilha matrimonial novamente.

Quando Libby Fontaine chega ao Rancho Tebow, ela está determinada a viver uma vida inteira em poucos meses, já que o médico não lhe deu certeza de uma remissão permanente para sua leucemia.

A atração entre eles é instantânea e avassaladora. Mas quando Aron descobre que Libby é virgem, ele recua. Aron não tem nada a oferecer para uma garota que merece laço branco e promessas, mas quando ele a encontra nua no tanque de armazenamento de água do rancho e a escuta gritar seu nome em prazer - o calor explode!!! ”



Bem fraquinho.

Tudo bem, eu não esperava que O Calor do Vaqueiro (Título péssimo, por sinal) fosse a mais incrível obra literária dos últimos tempos, porém, eu esperava mais; bem mais.

O Calor do Vaqueiro não somente tem uma história muito fraca como também sofre de um grande mal: uma PÉSSIMA REVISÃO. Sério,são tantos erros que fica até difícil numerá-los. A tradução parece ser algo saído de um google tradutor da vida.
Mas sabe, se a história fosse incrível, otimamente conduzida, os erros da revisão talvez não parecessem tão gritantes.

À primeira vista, O Calor do Vaqueiro até parece uma versão erótica dos livrinhos da Diana Palmer, com a mocinha virginal e cowboy-ogro com alergia de mulheres, principalmente as virgens. Antes fosse. Titia Palmeirão tem muito mais estilo.

A premissa da história é interessante, e foi isso que me chamou a atenção de início. Libby é uma jovem de 25 que desde a adolescência vive entrando e saindo de hospitais; quando sua leucemia entra em remissão, ela resolve que é a hora de finalmente começar a viver, de fazer aquilo tudo que não pode. Como o médico lhe diz que esta remissão pode não ser permanente, ela sabe que tem que aproveitar ao máximo a vida que ainda lhe resta.

A oportunidade de mudança vem quando ela é contratada para substituir a empregada de um rancho. E não é um rancho qualquer; O rancho Tebow era a morada dos irmãos McCoy e Aron, o mais velho deles e chefe da família era uma paixonite de adolescência de Libby.

Nem preciso dizer o que acontece, né? Aron é um grosseirão, mas no fundo tem um coração mole. Logo ele se interessa por Libby, mas OH! Ela é virgem! Ele não sai com virgens. Ah, besteira!E Libby tá louca pra ter uma...intimidade com o patrão, o cowboy gostosão.

Eis então que...SEXO. SEXO. SEXO. SEXO.

Parece até estranho dizer que o livro tinha sexo demais (Thaís, é um livro erótico!) mas foi o caso aqui. Era tanta cena de sexo- e só sexo- que fiquei, não só cansada, como entediada. A autora me deu a impressão que estava mais interessada nas relações sexuais de Libby e Aron do que construir uma boa história. Em determinado momento, foi como se a história em si tivesse sido posta totalmente de lado- e, pior, as cenas de sexo nem eram muito boas. Faltou delicadeza.

A trama até tinha alguns elementos que poderiam resultar em ótimos momentos, mas a autora os desperdiçou completamente focando apenas no erotismo.
Eu acho triste quando me deparo com uma história que tinha um bom potencial (hei! Eu adoro Diana Palmer) mas se perde totalmente.

Sei que muitas pessoas gostaram do livro; gosto é gosto. Pra mim, não funcionou.
Uma pena.


Título Original: Cowboy Heat
Autor: Sable Hunter
Editora: Qualis
Série Hell yeah!
Gênero: Erótica
Sub-Gênero/Assunto: Cowboys, Família,Hot,Doenças
Período: Atual. EUA
Capa original:



2/5

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terça-feira, outubro 20, 2015

[Resenha] A Estrada do Mar - Barbara Delinsky


“Após dez anos de casamento, Rachel Keats e Jack McGill se divorciaram e seguiram caminhos separados. Jack permaneceu em San Francisco. Já Rachel mudou-se com suas as filhas pequenas para Big Sur.
Seis anos mais tarde, um alarmante telefonema no meio da noite, faz Jack pôr de lado a sua vida ocupada e a carreira como arquiteto chefe, para correr à cama de hospital onde sua ex-esposa está. Enquanto ela permanece em coma, Jack mantém-se em vigília constante, o que o faz conhecer Rachel melhor do que em todos os anos em que estiveram juntos - por meio de suas filhas, seus amigos, e, ainda mais, por meio de sua arte.

Enquanto isso, a beleza e a graça de Redwood canyon, onde ela fez seu lar, também exerce sua própria alquimia especial sobre Jack. Ele começa a ver Rachel, suas filhas, e a história de seu casamento com novos olhos.”



Um favorito.

Eu leio (não com tanta frequência, é verdade) YAs. Eu adoro os New Adults, e tenho toda uma simpatia pelos chick-lits. Adoro os romances água com açúcar com seus personagens que ainda estão para descobrir o amor. É bom ler sobre pessoas jovens- sobre o amor jovem.Porém, também é muito bom sair um pouco deste panorama e ler sobre personagens adultos, com uma vida adulta.

Um romance adulto. Uma história sobre reencontro e segundas-chances.

A estrada do mar é justamente sobre isso. Segunda-chance, e compreensão do passado.

Rachel e Jack estão divorciados à mais de 10 anos. O casamento de 5 anos acabou quando ela partiu de São Francisco para morar em uma pequena cidade no litoral da Califórnia. Os dois não ficaram totalmente sem contato, afinal, eles tinham duas filhas, uma de 13 e outra de 15 anos, mas os seus reencontros se resumiam às visitas de domingo que ele fazia.

Cada um tem sua nova vida, com seus projetos e ambições. Porém, quando Jack recebe um telefonema dizendo que a ex-esposa sofreu uma acidente de carro e está em coma, ele sabe que precisa ir até lá e tomar providências. Afinal, como ele mesmo costuma dizer, o divórcio foi da esposa e não das filhas.

O problema é que quando ele chega lá, Jack percebe que não pode ir embora. Ele não quer ir embora. E é nesta estada, nesta espera, que ele acaba descobrindo coisas sobre Rachel. Sobre a vida dela e sobre os motivos que a levaram a ir embora de São Francisco. Além, é claro, de conhecer melhor as duas filhas.

Eu amei. Fiquei completamente apaixonada por esse livro. À primeira vista, parece ser uma história parada sobre um homem velando uma mulher em coma, mas é muito mais do que isso. A Estrada do Mar fala sobre relações humanas, sobre erros e acertos. Jack e Raquel não se separaram por que deixaram de se amar,e aos poucos ele vai percebendo isso. Á medida que o tempo passa, e ela não acorda, Jack começa a ter consciência daquilo que deixou escapar e, principalmente, de que ainda a ama.
Ao mesmo tempo, ele também vai aprendendo como é ser par em tempo integral; como lidar com uma filha adolescente temperamental, e a outra, extremamente sensível, com uma gatinha doente.

Alternando o presente com flashbacks, a autora constrói uma trama sólida e cheia de significados. As histórias paralelas fazem sentido, é como se complementassem com a trama principal. E até mesmo o ambiente externo, o lugar e suas peculiaridades tem a sua importância.

À medida que eu fui lendo, eu fui me envolvendo, até ficar totalmente encantada pela história e seus personagens. Adorei que a autora não tratou ninguém como herói ou vilão. Todos ali tinham a sua parcela de culpa, ou acerto.
No livro não tem muito romance exatamente, mas a história de amor está ali, forte, em cada palavra e gesto.

Eu gosto muito da escrita da Barbara Delinsky. Ela sabe falar sobre as pequenas delicadezas humanas, os dramas, sem parecer piegas ou cansativa. É uma pena que seus livros, aqui no Brasil, sejam tão caros. Ainda mais se pensarmos que, além de tudo, tem páginas brancas!

A minha única crítica é em relação ao fina. Achei muito abrupto e , com certeza, faltou um epílogo. Mas, sabe, eu gostei tanto da história que não consegui dar menos que 5 estrelinhas (e olha que isso é difícil, hein?!).

Se eu recomendo?Claro que sim!


Título Original: Slightly Scandalous
Autor: Barbara Delinsky
Editora: Bertrand
Gênero: Drama
Sub-Gênero/Assunto: Romance, Doenças, Reencontro, Segunda Chance
Período: Final dos Anos 90. Litoral da Califórnia, EUA.

Outra Capa:



5/5

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domingo, outubro 04, 2015

[Resenha] Sr. Daniels - Brittainy C. Cherry



“Depois de perder a irmã gêmea para a leucemia, Ashlyn Jennings é enviada pela mãe descompensada para a casa do pai, com quem mal conviveu até então. Devastada, Ashlyn viaja de trem para Edgewood carregando poucos pertences, muitas lembranças e uma caixa misteriosa deixada pela irmã. Na estação, Ashlyn conhece o músico Daniel, um rapaz lindo e gentil. A atração é imediata, e, depois de um encontro romântico, os dois descobrem que compartilham não só o amor pela música e por William Shakespeare, mas também a dor provocada por perdas irreparáveis. O único problema é que, quando Ashlyn começa o ano letivo na escola onde o pai é diretor, descobre que Daniel é o Sr. Daniels, seu professor de inglês, com quem não pode de jeito algum ter um relacionamento amoroso. Desorientados, os dois precisam manter seu amor em segredo, e são forçados a se ver como dois desconhecidos na escola. E, como se isso já não fosse difícil o bastante, ainda precisam tentar de todas as formas superar problemas do passado e sobreviver a alguns conflitos inesperados e dramáticos que a vida apresenta – e que poderiam separá-los para sempre. ”


Simplesmente lindo.

Uma das coisas que mais gosto de fazer é me perder nas Livrarias, me aventurar por pilhas e estantes sem muito rumo ou objetivos. Foi numa nessas “aventuras” que eu descobri Sr.Daniels. Até aquele momento não tinha lido nenhum comentário sobre o livro, mas simplesmente resolvi me arriscar.

Ainda bem que fiz isso.

Poucas vezes um livro me tocou tanto. Foi simplesmente uma leitura inesquecível.
Normalmente eu inicio uma resenha com uma espécie de resumo da história, uma breve sinopse, mas achei que aqui isso não faz necessário. A sinopse oficial já suficiente e, honestamente, isto não importa. Sim, Sr. Daniels é sobre um amor proibido entre professor e aluna, mas, ao mesmo tempo é sobre muito mais.
Sr. Daniels é sobre a morte- e sobre a vida. É sobre como convivemos com a perda, e como podemos seguir em frente.

Ashlyn, a aluna nova, e Daniel, o Sr. Daniels, professor de Inglês Avançado, são duas pessoas marcadas pela dor da perda. Da perda recente e sem sentido. Quando os dois se apaixonam é algo forte e inesperado. Avassalador. E mesmo sendo aquele tipo de amor proibido, improvável, é também uma forma de cura.
Eu não sou de chorar em livros ou filmes (posso contar nos dedos as vezes em que isso aconteceu) e, honestamente, eu não chorei aqui, mas em muitos momentos eu senti meu coração sangrar. O livro mosta, de forma extremamente tocante, que a vida não perfeita, que o ser humano não e perfeito. A dor da perda e a necessidade está presente, mas também está presente a necessidade de ser aceito.

Além de tocar na questão da perda e do amor proibido, a autora também nos brinda com a questão da aceitação- e do perdão. Nunca havia lido nada dela e me maravilhei com sua escrita. É meio clichê falar isso, mas a sua prosa é quase poética. Toca fundo.
Sr. Daniels mais do que simplesmente me emocionar, me fez pensar, refletir. O romance apresentado é daqueles fortes, viscerais , que fazem a gente sonhar, suspirar.


   "Tenho pensado que devíamos fazer algo,
Devíamos nos apaixonar lá pelas duas.
E assim que der quatro horas,
Infinitas vezes mais eu vou te amar. "



Não existem vilões nessa história, apenas circunstâncias- e incompreensão. Bullying, homossexualidade, incompreensão- está tudo presente, mas, em nenhum momento, a trama se transforma em uma miscelânea de temas polêmicos. Nem se resvala no melodrama barato e "feito pra chorar".

Eu achei o final um pouco corrido, mas isso não foi o suficiente para estragar a leitura.

Sr. Daniels foi uma leitura linda e especial.

Ah, e, sim, eu quero um Daniel Daniels pra mim. ^.^

Recomendo!


Título Original: Loving Mr. Daniels
Autor: Brittainy C. Cherry
Editora: Record
Gênero: Jovem Adulto (YA)
Sub-Gênero/Assunto: Doenças, Amor Proibido, Superação, Professores
Período: Atual. EUA.

Capa Original:



5/5

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terça-feira, maio 19, 2015

[RESENHA] Um Estranho Perfeito - Susan Fox


“Caribou Crossing é uma cidade de recomeços. E assim o era para Brooke Kincaid que, há cinco anos, tenta reparar os erros de seu passado. Quando, porém, uma moto Harley-Davidson destrói sua cerca e um estranho perigoso e irresistível literalmente invade sua vida, ela mal imagina as ameaças que a chegada desse fugitivo traria. Jake Brannon sabe que Brooke é vulnerável, mas também forte, gentil e mais quente que o próprio inferno. A personalidade forte dessa mulher intrigante e seu charme perturbador são capazes de fazer até o maior aventureiro sossegar... Apenas para ter o gosto daquele delicioso romance. Agora ela precisa ajudar esse homem misterioso a continuar vivo ou as pessoas que ama estarão em perigo. Brooke precisa fazer as escolhas certas dessa vez. Pode ser sua última chance.”


Um Estranho Perfeito poderia até ser considerado mais um livro de romance sobre uma mulher solitária que, pelo acaso do destino, encontra seu grande amor. Sim, resumindo, bem resumindo, é basicamente isso, mas Um Estranho Perfeito é muito mais que isso. Esta foi uma leitura que foi além das primeiras impressões, ou aparências. O livro fala sobre amor, é claro, mas também sobre aceitação, segunda-chance, recomeços e aceitação.

Brooke Kincaid não é uma mocinha jovem e inocente. Longe disso. Mãe adolescente, viveu um casamento de abusos e negligências. Aos 43 anos, ela está disposta a recomeçar. Alcoólica em tratamento (porque quem é alcoólico o é para o resto da vida), e controlando sua bipolaridade, ela vê na reaproximação do único filho (e o nascimento de um neto) uma chance de se redimir.

Não é fácil. Cada dia é um dia, mas ela vai seguindo.Contente. Porém Brooke percebe que, apesar de estar feliz como não estava há tampos, ela não estava completa. Esta sensação de querer algo mais aparece quando um estranho em uma moto derruba sua cerca- e a faz refém em sua própria casa.

O que Brooke não sabe, a princípio, é que este estranho, Jake Brannon é na verdade um policial disfarçado tentando desvendar um assassinato.

Que livro lindo. Me conquistou desde as primeiras linhas. Eu não conhecia o trabalho dessa autora e fiquei muito bem impressionada; Susan Fox trata com delicadeza um amor na maturidade (mas, hei! 43 anos nem é tão velho assim né?!) e as dificuldades de ser feliz e “entrar nos eixos”. Brooke está há quase 5 anos sóbria e nem por isso é fácil. Em alguns momentos, existe sim aquela vontade de uma bebida. Eu gostei que ela tinha consciência dos próprios erros e não coloca toda a culpa na doença ou nas pessoas à sua volta.Em nenhum momento ela sente pena de si mesma ou se deixa afundar num poço de auto-piedade. O livro, apesar do tema proposto, não descamba para o sentimentalismo barato ou o melodrama. A autora não quer fazer o leitor chorar, mas sim se emocionar.

Claro que, pensando friamente, não sei se consigo aceitar (até Brooke saber a verdade) ela estar relativamente okay ( e normal) em ter em caso um suposto bandido, mas penso que é para isso que serve a fantasia, não? E a autora também deve ter pensado que Brooke não era o tipo de personagem que ficaria ajudando um bandido , por mais sexy que ele fosse, e logo fez Jake contar toda a verdade.

Para mim, a parte policial foi o ponto fraco da trama. Talvez por eu ser fã de livros do gênero, achei tudo simplório demais, fácil demais. Contudo, este foi apenas um detalhe em livro que vai muito além de uma simples história de romance com subtrama policial.

Um Estranho Perfeito tem personagens fortes e carismáticos, mas mais do que isso, tem personagens passíveis de erros, reais, tangíveis. A relação de Brooke e Jake começa como algo puramente sexual, uma atração, porém é nítido aos olhos do leitor como é muito mais do que isso.

Além disso, mostrar uma mocinha longe dos estereótipos de sempre, e ainda por cima mas velha que o mocinho (ele tem 35 anos) foi um diferencial muito bem vindo. Romances YA e New Adult são ótimos, mas não são só as jovenzinhas de 20 e pouco anos, magrinhas e loirinhas que merecem uma chance no amor, né?

O fato de ser o terceiro livro de uma série não prejudica o entendimento da história em si,mas fiquei com a sensação de que alguns detalhes (backgroundes) seriam melhor apreciados e compreendidos se eu tivesse lido os livros anteriores- pelo menos o segundo livro que conta a história de Evan, o filho de Brooke. Nem preciso deizer que já quero pra ontem, né? Ainda bem que a editora já lançou os 3 primeiros!

Recomendo!

***este livro foi gentilmente cedido pela editora***

Série (Ver No GoodReads)

Livro 1- Um Amor Perfeito
Livro 2- Um Sonho Perfeito
Livro 3- Um Estranho Perfeito
Livro 4- Love Me Tender
Livro 5- Love Someone Like You



Título Original: Gentle on My Mind
Autor: Susan Fox
Editora: Única
Série: Caribou Crossing – Livro 3
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Segunda-chance, Drogas e Álcool, Superação, Falsa Identidade, doenças
Período: Atual. Canadá.
Capa Original:

4.5/5

quinta-feira, março 05, 2015

[Resenha] Amante Libertada- J.R. Ward


"Payne, irmã gêmea do guerreiro Vishous, é finalmente libertada de sua mãe (a Virgem Escriba) e se revelará uma lutadora por natureza, descobrindo sua verdadeira essência. Ao sofrer uma lesão que a paralisa, o cirurgião Manny Manello é chamado para curá-la. Embora nunca tenha acreditado em vampiros, ele será logo sugado para o secreto e perigoso mundo da Irmandade dos vampiros-assassinos e seduzido por esta misteriosa mulher que precisa salvar. À medida que Payne e Manny descobrem que têm mais do que uma ligação erótica, eles precisam enfrentar o choque entre os mundos e uma dívida de séculos atrás que será cobrada de Payne e colocará tanto seu amor como sua vida em perigo. Uma paixão arrebatadora que promete ser quente... Essa ligação erótica entre os dois universos poderá se concretizar? "



NÃO CONTÉM SPOILERS DESTE LIVRO ESPECIFICAMENTE, MAS É BOM TER LIDO AO MENOS ATÉ AMANTE LIBERTO (LIVRO DO VISHOUS), POIS TEM MENÇÕES À FATOS DESTE LIVRO.

Adorei!

O livro anterior, Amante Meu não foi uma leitura fantástica, mas devo dizer que gostei muito mais do que eu pensei que fosse gostar, porém, este Amante Libertada verdadeiramente caiu nas minhas graças.

Depois de um longo tempo, J.R. Ward finalmente fez um livro “focado” na história principal, sem um dilúvio de subtramas e personagens sem interesse e razão de ser.
Como todos os outros livros, Amante Libertada é uma história sexy e sobre vampiros, mas mais do que isso, é uma bela história de amor- e, talvez, com exceção do livro do Rhage, é a mais romântica da série até este momento.
Amante Libertada fala de um amor proibido entre a irmã de Vishous, Payne, e o médico humano chamado para tratá-la, Manny. Não é nem uma questão dos dois viverem em mundos diferentes; eles tem biologias diferentes. É um amor fadado ao fracasso.

Ao mesmo tempo que este amor acontece, Payne precisa também encontrar forças para viver. A vontade de desistir é muito grande, mesmo que isso leve dor àqueles que a amam, como seu irmão.

Vishous é um elemento importantíssimo nessa história; aqui, temos mais dele e de suas angústias, sua relação com Jane e, principalmente, sua relação com Butch. Mais do que qualquer viés homossexual, a amizade dos dois atingi um patamar muito difícil de ser alcançado. Jane, para mim, sempre foi “não fede nem cheira” mas eu criei uma nova simpatia e respeito por ela aqui.
Payne foi uma grata surpresa. Ela é uma personagem forte, decidida mas que, de repente, se vê sem escolhas, sem motivos para seguir em frente. Pode até parecer um pouco melodramático- e talvez até seja- mas em determinado momento, não sei seu *eu* mesma não teria tido os mesmos pensamentos que a personagem.

Apesar do livro ser bastante focado na história de Payne e Manny, claro que tem aquela “pitada” de vilania- e, após os acontecimentos do último livro, novos vilões são apresentados. Bem mais interessantes, é verdade, mas ainda acho que falta algo neste quesito.

Amante Libertada teria facilmente recebido 5 estrelinhas se não fosse o final, assim como em Amante Liberto (seria mal de família?) , a solução dada foi bem acochambrada. Mandrake demais!

De qualquer forma, foi uma leitura maravilhosa e que me fez lembrar porque me apaixonei por essa série.
Claro que Recomendo!
(mas tem que ler na ordem, hein!)



A Série
Livro 1- Amante Sombrio (Dark Lover)
Livro 2- Amante Eterno (Lover Eternal )
Livro 3- Amante Desperto(Lover Awakened )
Livro 4- Amante Revelado(Lover Revealed )
Livro 5- Amante Liberto (Lover Unbound )
Livro 6- Amante Consagrado ( Lover Enshrined)
Livro 6.5- Father Mine: Zsadist and Bella's Story - Publicada no Guia Oficial como “faixa bônus” .
Livro 7- Amante Vingado (Lover Avenged )
Livro 8- Amante Meu (Lover Mine)
Livro 9- Amante Libertada Lover Unleashed
Livro 10- Amante Renascido (Lover Reborn) -
Livro 11- Amante Finalmente (Lover at Last)
Livro 12- O Rei (The King)
Livro 13- The Shadows

A série ainda conta com um Guia Oficial, escrito pela própria autora.



Título Original: Lover Unleashed
Autor: J.R. Ward
Editora: Universo dos Livros
Série: Irmandade da Adaga Negra- Livro 9
Gênero: Fantasia
Sub-Gênero/Assunto: Vampiros, Amor Impossível, Hot, Médicos, Doenças
Período: Atual. Caldwell, EUA.

Outras Capas




4.5/5

terça-feira, janeiro 06, 2015

826 notas de amor para Emma, de Garth Callaghan

" Uma história de amor comovente de um pai por uma filha. Pouco depois de Emma completar 12 anos, seu pai, Garth Callaghan, descobriu que tinha câncer de rim. Determinado a fazer do tempo que lhe restava relevante, ele compilou diversos valores para auxiliar sua filha até a formatura do Ensino Médio.
Garth começou a escrever seus recados em guardanapos quando Emma ainda estava nos primeiros anos de escola. À medida que a filha foi crescendo, suas notas tornaram-se mais significativas.
826 notas de amor para Emma é um relato familiar inspirador, repleto de amor e sabedoria. No início de cada capítulo, Garth apresenta um dos recados de guardanapo para, em seguida, compartilhar uma história ligada àquela mensagem e à sua própria vida. Com olhar sensível e sábio, Garth consegue confortar os corações e tocar as almas dos leitores.
Partilho este livro porque nenhum de nós sabe quanto tempo ainda nos resta. Sim, nós caminhamos pelo planeta com a esperança de sermos invencíveis, mas todos nós sabemos que a vida pode ser tirada em qualquer instante. Eu tenho a dádiva de perceber que o fim está se aproximando. Posso reservar um tempo para fazer um balanço e dizer às pessoas que amo o quanto elas significam para mim. É a única coisa que importa. Sua casa, sua conta bancária, suas habilidades, sua profissão - nada disso importa. Tudo se resume aos relacionamentos duradouros que construímos. É isso. É tudo isso. "


**


Eu não costumo ler livros de auto-ajuda. Nem mesmo livros não-ficcionais sobre superação.

Eu não vou atrás deste tipo de leitura. Honestamente, não faz o meu estilo. Contudo, algumas vezes na vida, certas leituras veem até você. E te conquistam.
Foi o caso de 826 Notas de Amor para Emma.




Garth Callaghan estava com 40 e poucos anos quando descobriu que tinha câncer no rim. Sua única filha, Emma, estava com 12 anos e as chances de Garth vê-la se formando no Ensino Médio eram de apenas 8%, por isso ele resolveu escrever bilhetes em guardanapos (uma tradição que ele já tinha mesmo antes da doença) para que ela pudesse lê-los até terminar a escola. Seria o seu legado. Nestes bilhetes, Garth escreve conselhos e palavras de encorajamento.

Ele deixa um pouco de si para a filha.

826 Notas de Amor para Emma não é um livro sobre doença, ou morte- apesar das duas coisas fazerem parte da jornada de Garth. O livro é sobre a vida; sobre seguir vivendo. Apesar de tudo.

Garth é um homem de fé. E eu uso a palavra fé num sentido muito além do religioso. Ele acredita na família, no amor. Porém, ele não é nenhum tolo. Ele sabe da seriedade de sua doença, sabe que irá morrer disso. Contudo isto não significa que ele pensa em desistir.

Ele é um lutador, mas é também um ser humano com falhas e fraquezas. O que mais me tocou no livro, além do amor incondicional à filha, foi a forma como ele lida com a doença. Garth não tenta se fazer de super-herói. Ele quer se forte, mas muitas vezes a realidade bate na porta, e por mais otimista que ele seja, o diagnóstico está lá. É uma realidade. A questão é como viver com isso. Ele resolve seguir vivendo e não simplesmente sobrevivendo



Este é um livro tocante, que faz a gente pensar sobre amor, família, e as prioridades da vida. Na vida. Garth mostra, de uma jeito simples e bem coloquial, a importância de saber lidar com as dificuldades; mostra como coisas são simplesmente coisas.

Objetos, que no fim das contas, não tem a menos importância.

Como já diz a sinopse, 826 Notas de Amor para Emma é a história do amor de um pai pela sua filha e como deixar esse amor se perpetuar. Nem que seja em guardanapos de papel.

Mesmo se você for como eu, não muito fã desse tipo de leitura, dê uma chance ao livro. Você pode- irá- se surpreender.

Recomendo!

Este livro foi gentilmente cedido pela editora.


Título Original: Napkin Notes: Make Lunch Meaningful, Life Will Follow
Autor: Garth Callaghan
Editora: Leya
Gênero: Não Ficção
Sub-Gênero/Assunto: Doenças, Superação, Família, Auto-Ajuda
Período: Atual. EUA.

Capa Original:



4/5

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