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domingo, janeiro 20, 2019

[RESENHA] A Outra Sra. Parrish, de Liv Constantine


“Amber Patterson não aguenta mais. Está cansada de ser uma ninguém: uma mulher sem graça e invisível que não se destaca na multidão. Ela merece mais – uma vida de dinheiro e poder como a que Daphne Parrish, a deusa loira dos olhos azuis, tem e não valoriza. Para todos na pequena cidade de Bishops Harbor em Connecticut, a socialite e filantropa Daphne e seu marido Jackson, o magnata do mercado imobiliário, são um casal que parece recém-saído de um conto de fadas. A inveja de Amber poderia consumi-la por dentro... Se ela não tivesse um plano. Amber usa da compaixão de Daphne para se inserir na vida da família – o primeiro passo de um esquema meticuloso para destruí-la. Em pouco tempo, ela se torna a amiga mais próxima de Daphne, vai para a Europa com os Parrish e suas duas belas filhas, e se aproxima de Jackson.

No entanto, um fantasma de seu passado pode destruir tudo que ela construiu e, se seu segredo for descoberto, seu plano perfeito pode ir por água abaixo.

Com reviravoltas chocantes e segredos tão profundos que te deixarão tentando adivinhá-los até o final da história, A Outra Sra. Parrish é um thriller repleto de emoções e completamente viciante, escrito por mãos diabolicamente imaginativas .”


Interessante, mas irregular.

A outra Sra. Parrish parte de uma premissa já vista muitas outras vezes em livros, filmes e telenovelas: a jovem que se finge de boazinha para tomar o lugar da “melhor amiga”. Quando utilizado corretamente, esse artificio dramático pode produzir obras fantásticas, como o clássico filme A Malvada e a telenovela Celebridade. Infelizmente, não foi o caso aqui.

Amber Patterson é a malvada da vez. De origem humilde e muito ambiciosa, tudo o que ela quer é vencer na vida- e para isso, precisa de um homem rico. No caso, o milionário Jackson Parrish. O problema é que Jackson é casado com a doce Daphne. Resta então à Amber se aproximar de Daphne, conquistar sua confiança...e roubar seu marido.

Escrita em primeira pessoa, a primeira parte de A Outra Sra. Parrish mostra todas as frustrações e vilanias de Amber para tomar o lugar de Daphne. Ter uma história sob o ponto de vista do vilão é, no mínimo, bem interessante. O problmea é que Amber, a vilã, é simplesmente...uma vilã. Não nos é apresentado nuances de caráter ou qualquer outro tipo de ambiguidade. A personagem é totalmente linear e sem surpresas, tornando-se maçante e cansativa.

Quando o chega o momento da “virada”, onde alguns segredos são revelados, a trama (e a escrita em si) se tornam mais interessantes, mas não o suficiente para me prender na leitura. Além disso, a forma como as autoras representaram a violência doméstica e como alguém merece ou não tal abuso me incomodou.

A Outra Sra. Parrish é um livro com uma ideia interessante, mas com desenvolvimento fraco e personagens unilaterais. Uma pena.

Esperava mais.



Título Original: The Other Mrs Parrish
Autor: Liv Constantine
Editora: Harper Collins Brasil
Gênero: Suspense
Sub-Gênero/Assunto: Falsa Identidade, Família, Abuso
Período: Atual. EUA.



2.5/5


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sábado, janeiro 05, 2019

[RESENHA] Os Imortalistas, de Chloe Benjamin


“Se você soubesse a data de sua morte, como viveria sua vida? É 1969 no Lower East Side de Nova York e os rumores na vizinhança são sobre a chegada de uma mulher mística, uma vidente que se diz ser capaz de dizer a qualquer um qual será o dia de sua morte. As crianças Gold – quatro adolescentes que estão começando a conhecer a si mesmos – saem de casa sorrateiramente para saber sua sorte. As profecias informam as próximas cinco décadas de sua vida. Simon, o menino de ouro, escapa para a costa oeste, procurando por amor na São Francisco dos anos 80; a sonhadora Klara se torna uma ilusionista em Las Vegas, obcecada em misturar realidade e fantasia; Daniel, o filho mais velho, luta para se manter seguro como um médico do exército após o 9 de setembro; e Varya, a amante dos livros, se dedica a pesquisas sobre longevidade, nas quais ela testa os limites entre ciência e imortalidade. Um romance notavelmente ambicioso e profundo com uma brilhante história de amor familiar, Os imortalistas explora a linha tênue entre destino e escolha, realidade e ilusão, este mundo e o próximo. É uma prova emocionante do poder da literatura, da essência da fé e da força implacável dos laços familiares.”


Estou de volta!!!

Sim, vocês devem ter percebido que o blog ficou numa espécie de hiatus, né? Pois é, eu tive alguns probleminhas pessoais que , somados a uma terrível ressaca literária e ao fato do meu computador ter morrido, fizeram com que eu deixasse o Conversa um pouco de lado.

Mas é bom estar de volta!

Bem, agora vamos ao que interessa. A primeira resenha de 2019 é de um livro que li no final do ano passado e, sinceramente, ainda não tenho uma opinião totalmente formada sobre ele.
Os Imortalistas é um livro diferente; talvez essa seja a única certeza.

Tudo se basea na questão: “O que você faria se soubesse o dia de sua morte?”
Na Nova Iorque de 1969, quatro irmãos de origem judaica, no que seria uma aventura aparentemente inconsequente, acaba por mudar a vida deles para sempre.

A partir desse momento, Os Imortalistas é divido em quatro partes. Cada uma mostrando o que acontece com cada irmão, como cada umresolveu “viver” a vida, sabendo exatmente o dia em que ela terminaria.

O jovem que vai viver o amor livre na San Francisco dos anos 80; a sonhadora que revolve ser mágica; o médico que viveu as consequencias do 11 de setembro, e aquela que busca a eternidade.
O ponto em comum entre eles é a vida em si; como vivê-la (ou não) em sua plenitude. O problema, a meu ver, é forma como isso foi conduzido. Tirando a história de Simon, e sua vida de excessos e descoberta da própria sexualidade, achei tudo pasteurizado demais. Sem emoção.

Eu achei interessante como a autora coloca a fé e tradições judaicas no contexto do livro, mas nada é muito aprofundado. Nem mesmo questões pertinentes como o suicídio e o transtorno pós-traumático.
Os Imortalista me deixou a impressão de ser uma ideia ambiciosa, mas que morreu na praia. Não consegui me conectar com os personagens, nem com os seus dramas. Uma pena.

E vocês, já leram o livro? Se sim, me contem o que acharam.

Ah, e o que vocês fariam se soubessem o dia de sua morte?

***

O livro foi gentilmente cedido pela editora. E a edição é linda, viu. Capa dura e aveludada. Magnífico trabalho de arte.
Título Original: The Immortalists
Autor: Chloe Benjamin
Editora: Harper Collins Brasil
Gênero: Drama
Sub-Gênero/Assunto: Família
Período: 1969-2017. Nova York, Las Vegas e São Francisco, EUA.


2.5/5




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quarta-feira, outubro 03, 2018

[Resenha] A Boa Filha, de Karin Slaughter

“Quando eram adolescentes, a vida tranquila de Charlotte e Samantha Quinn foi destruída por um terrível ataque em sua casa. Sua mãe foi assassinada. Seu pai – um famoso advogado de defesa de Pikeville, Geórgia – ficou arrasado. E a família foi dividida por anos, para além de qualquer conserto, consumida pelos segredos daquela noite terrível. Vinte e oito anos depois, Charlie seguiu os passos de Rusty, seu pai, e se tornou advogada – mas está determinada a ser diferente dele. Quando outro caso de violência assombra Pikeville, Charlie acaba embarcando em um pesadelo que a obriga a olhar para trás e reviver o passado. Além de ser a primeira testemunha a chegar na cena, o caso também revela as memórias que ela passou tanto tempo tentando esconder. Agora, a verdade chocante sobre o crime que destruiu sua família há quase trinta anos não poderá mais permanecer enterrada e Charlotte precisa se reencontrar com Samantha, não apenas para lidar com o crime, mas também com o trauma vivido. A boa filha é mais uma obra-prima de Karin Slaughter, um enredo sólido, com caracterizações fortes e reviravoltas extraordinárias, um misto de drama e terror que faz arrepiar até os leitores mais corajosos.”


Avassalador.

A Boa Filha é mais uma prova de que Karin Slaughter é a melhor autora de suspense da atualidade. É impossível passar imune à qualquer história escrita por ela.
Este livro não poderia ser diferente.

O livro já começa arrebatador, com um prólogo de estremecer. Duas adolescentes, meninas, Charlie e Samantha passam pelo maior horror de suas vidas. É uma sequencia dura, triste. Diria até impiedosa. Sabe aquela leitura que deixa quase desconfortável? Pois então. A autora nos transforma numa testemunha, um cúmplice, incapaz de fazer qualquer coisa.

E foi apenas o prólogo! É de se pensar que o primeiro capítulo seja mais calmo. Ledo engano! 28 anos depois, somos levados a um tiroteio numa escola de ensino fundamental. Segurando a arma, uma adolescente com sério deficit de inteligencia.

Novamente envolvidas em um crime bárbaro, as irmãs precisam lidar com os acontecimentos recentes e, finalmente, encarar o que aconteceu anos atrás. As consequências foram tanto físicas quanto psicológicas e por mais que tentem esconder, o sentimento de culpa ainda é latente.

Dos livros que li da autora, este foi o que mais se aprofundou no aspecto dramático da trama. Tão importante quanto saber a verdade sobre o que aconteceu, a relação entre Sam e Charlie é parte crucial da história. São duas personagens fascinantes, diferentes entre si, mas que lutam muito para seguir em frente.

A Boa Filha é aquele tipo de livro que a gente simplesmente não consegue parar de ler. Envolvente e dinâmica. Eu só não dei 5 estrelinhas por que achei o final um pouco corrido e, devo dizer, uma certa solução um pouco forçada. De qualquer forma, é uma leitura mais do que recomendada. Gostando você de romances policias ou não.

Se for fã do gênero, então, não é só uma leitura recomendada. É obrigatória.



Título Original: The good daughtter
Autor: Kaarin Slaughter
Editora: Harper Collins Brasil
Gênero: Suspense
Sub-Gênero/Assunto: Imperfeições, Crime e Mistério
Período: 1989 e tempo atual. Georgia, EUA.
Outra Capa:



4.5/5
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segunda-feira, setembro 17, 2018

[Resenha] As Elizas - Sara Shepard


“Sara shepard, autora da série best-seller pretty little liars, deixa sua marca em mais uma história com uma narrativa hitchcockiana cheia de mentiras, memórias falsas e uma protagonista que precisa descobrir a verdade para sobreviver. quando a escritora estreante eliza fontaine é encontrada no fundo da piscina de um hotel, sua família acredita ter sido mais uma tentativa de suicídio fracassada. Mas eliza jura que foi empurrada, e sua única testemunha é quem a salvou. desesperada para encontrar o culpado, eliza toma para si a investigação do caso. Mas, conforme a data de lançamento do seu primeiro livro se aproxima, ela se vê com mais perguntas do que respostas. Por que a editora, agente e a família estão misturando os acontecimentos de sua vida com os de seu livro? ele não é totalmente ficcional?”


Intrigante.

As Elizas é um livro sobre a mente humana.

Tudo começa quando Eliza, uma jovem escritora, cai numa piscina. Os parentes e amigos acham que foi uma tentativa de suicídio, afinal, não teria sido a primeira vez. Eliza tem certeza de que foi empurrada. Mas empurrada por quem? E por qual motivo? Na sua busca por respostas, a jovem começa a perceber que não deve confiar em ninguém.

Nem nela mesma.

Muito menos nela.

E é aí que está a grande questão do livro. No que acreditar? Num primeiro momento, parece que estamos diante de uma história de mistério genérica: um crime (ou tentativa, no caso) e a tentativa de solucioná-lo. Sim, o mote inicial até pode ser esse, mas Eliza não é uma protagonista comum. Psicologicamente instável, ela sofre com lembranças que não parecem ser dela.

Ao mesmo tempo, conhecemos a história d´As Dots, o livro que Eliza está prestes a lançar, que fala da relação entre uma tia e sua sobrinha. No início, a trama das Dots parece completamente fora de lugar. Contudo, a medida que a história de Eliza e a trama fictícia dela vão sendo alternadas, é possível perceber que existe uma ligação ali. Mas o que seria?

Confesso que gostei mais desta “trama secundária” do que da principal; fiquei mais envolvida com as personagens e a forma de como tudo ia se encaminhando (tá certo que o fato de, enquanto eu lia o livro, tava passando uma série na HBO que tratava do mesmo assunto meio que estragou a surpresa). Foi muito interessante ver como a aumentava o grau de loucura e dependência naquela relação. Me vi, por várias vezes, querendo saber mais das Dots do que da própria Eliza.

Não que a chamada “trama base” fosse ruim, mas achei que faltaram personagens secundários mais fortes. No final, o que mais importou foi Eliza. Ela é o centro de tudo.

De modo geral, eu gostei bastante da escrita e da forma como tudo conduzido, apenas achei o final um pouco rocambolesco demais e com algumas soluções forçadas. Porém, foi ótimo ler um suspense diferente e despretensioso.

Vale a pena a leitura!


*este livro foi gentilmente cedido pela editora*



3.5/5



Título Original: The Elizas
Autor: Sara Shepard
Editora: Harper Collins Brasil
Gênero: thriller psicológico
Sub-Gênero/Assunto: Doenças, Suspense
Período: Atual. Palm Springs, EUA.

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domingo, agosto 19, 2018

[Resenha] O rei das Cinzas - Raymond E. Feist


“O mundo de Garn já foi composto de cinco grandes reinos, até que o rei da Itrácia foi derrotado e todos os membros de sua família foram executados por Lodavico, o implacável rei de Sandura, um homem com ambições de dominar o mundo. A família real de Itrácia eram os lendários Jubardentes, e representavam um grande perigo para os outros reis. Agora restam quatro grandes reinos, que estão à beira de uma guerra.

Mas há rumores de que o filho recém-nascido do último rei de Itrácia sobreviveu, levado durante a batalha e acolhido pelo Quelli Nacosti, uma sociedade secreta cujos membros são treinados para infiltrar e espionar os ricos e poderosos de Garn. Com medo de isso ser verdade, e a criança crescer com um coração cheio de desejo de vingança, os quatro reis oferecem uma enorme recompensa pela cabeça da criança.

Na pequena vila de Oncon, Declan é um aprendiz de ferreiro, aprendendo os segredos da produção do fabuloso aço do rei. Oncon está situada na Covenant, uma região neutra entre dois reinos. Desde que a área de Covenant foi declarada, a região existiu em paz, até a violência explodir com traficantes de escravos indo até a vila capturar jovens homens para serem soldados em Sandura. Declan precisa escapar, para levar seu conhecimento precioso para o barão Daylon Dumarch, comandante de Marquensas, talvez o único homem que pode derrotar Lodavico de Sandura, que agora se aliou à fanática Igreja do Deus Único e está marchando pelo continente, impondo sua forma extrema de religião sobre a população e queimando descrentes pelo caminho.

Enquanto isso, na ilha de Coaltachin, o domínio secreto da Quelli Nacosti, três amigos estão sendo instruídos nas artes mortais de espionagem e assassinato: Donte, filho de um dos mais poderosos mestres da ordem; Hava, uma menina séria com habilidades de luta que poderiam derrubar qualquer oponente; e Hatu, um rapaz estranho e conflituoso no qual fúria e calma lutam constantemente, e cujo cabelo é de um tom brilhante e ardente de vermelho. ”




Livros de fantasia são complicados. Se por um lado, as histórias (quase sempre) nos fascinam, por outro lado, os autores desse gênero tendem a ser muito prolixos e detalhistas, tornando suas obras quase...cansativas.
Por isso, quando peguei para ler O Rei da Cinzas, eu estava sentindo um misto de expectativa e apreensão. Pela sinopse, a história parecia ser ótima, mas e o medo de que tudo fosse uma enrolação sem fim?

Ainda bem que eu estava certa. E errada.

Por ser o primeiro livro de uma série (ou trilogia; os outros ainda não foram lançados) de fantasia, uma explicação sobre o mundo a ser apresentado se faria necessária. E ela existe mas não é de nenhum modo enfadonha. O autor se utiliza de um prólogo curto mais intenso e no decorrer na história vai nos mostrando mais sobre este “Mundo de Garn” e tudo o que envolve. Pra mim, isso tornou a leitura muito mais leve e interessante.

Partindo de uma história de traição, ocorrida 17 anos antes, O Rei da Cinzas nos conta duas histórias que parecem distintas: a do jovem ferreiro Declan e a do órfã Hatu. Contadas em separado, as vidas desses dois personagens seguem caminhos distintos, mas que, de certa forma, sabemos, que ocorrerá uma ligação no final. Só não sabemos como. Foi interessante ver como cada capítulo era dedicado a um deles, fazendo com que muitas vezes parecesse que estava lendo dois livros distintos.

O livro não se passa em um momento de guerra, mas também não é mais sobre uma época de paz. Toda a ação transcorre dentro de um ar de falsa calmaria, onde pequenos (e grandes) acontecimentos mostram que algo maior está por vir. As identidades de Hatu e Declan não são expostas mas, nós, os leitores, sabemos quem eles são. É como aquele segredo óbvio que não precisa ser dito.

Não conhecia o autor e gostei bastante do que encontrei. Os personagens são humanos e misteriosos na medida certa; o heroísmo está presente, mas não de maneira óbvia. Devo dizer que foi fácil torcer por Hatu e Declan. Porém, o que mais me chamou atenção no livro foi como o autor usou uma história de fantasia ´para falar de traição, machismo e, principalmente, religião. Não pude deixar de enxergar a “Igreja do Deus Único” como uma alegoria dos primeiros anos do Cristianismo, mais especificamente, da Igreja Católica. De maneira bem discreta, mas certeira, o autor, critica a intolerância.

Além disso, apesar dos protagonistas serem jovens, o livro não pode ser classificado como uma Fantasia Juvenil. Sim, questões da juventude e adolescência estão presentes, mas o tom adulto e sério se faz presente desde o início. Penso que este talvez seja o principal (se não único) defeito de O Rei das Cinzas: a seriedade, ou melhor dizendo, falta de humor. Não é um livro pesado, mas faltou um pouco de leveza em determinados momentos. Humor.

Apesar de ser um livro longo, O Rei das Cinzas é uma uma história bem estruturada, com bom ritmo e desenvolvimento. Foi certamente uma bela surpresa- com um final que a me deixou querendo muito mais!!

Claro que recomendo!

**Este livro foi gentilmente cedido pela editora**


Título Original: King of ashes
Autor: Raymond E. Feist
Editora: Harper Collins Brasil
Série A Saga dos Jubardentes – Livro 1
Gênero: Fantasia
Sub-Gênero/Assunto: Aventura
Período:



4.5/5


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terça-feira, julho 03, 2018

[Resenha] Procurando Gobi- Dion Leonard

“Procurando Gobi é o relato espetacular de Dion Leonard, um ultramaratonista experiente que se depara com uma cachorrinha perdida enquanto percorria os 250 quilômetros pelo Deserto de Gobi, enfrentando condições extremas. A adorável filhotinha, que mais tarde seria batizada de Gobi, correu lado a lado com ele pelas montanhas, enfrentou uma tempestade de areia, o sol escaldante, cruzou dunas imensas e vilarejos remotos. 
Vendo sua determinação e coragem, Dion apegou-se cada vez mais à sua companheira de corrida, inclusive fazendo planos de cuidar dela dali em diante. Porém, antes que pudesse levá-la para casa, Gobi some em uma cidade chinesa com milhões de habitantes, e Dion começa, então, uma corrida contra o tempo para tentar encontrar a cachorrinha mais uma vez. ”


Para aquecer o coração.

Quando eu terminei de ler Procurando Gobi, fiquei em dúvida em como deveria qualificar o livro. Auto-ajuda? Não. Biografia? Nãao exatamente. Memórias? Talvez.

Procuranddo Gobi é, sim, uma história de amor. O amor incondicional entre um homem e uma pequena cadela.

Ao contar a inusitada história do encontro (e reencontro) de um ultra-maratonista e uma cadelinha, o livro nos mostra o poder da transformação e como vidas podem mudar.

Narrado em primeira pessoa, conhecemos um pouco da vida de Dion Leonard, a difícil infância na Austrália e a descoberta das corridas. Até determinado momento, parecia até uma história igual a tantas outras. Bela, inspiradora, mas não totalmente original. Isso muda quando ele conhece Gobi, uma cadelinha que passa a acompanhá-lo na ultra maratona no Deserto de Gobi, na China.

Gobi acaba se transformando num divisor de águas. O que essa cadelinha passa a representar não só para Dion, mas para outras milhares de pessoas é incrível. Foi impossível não se emocionar com a corrente de solidariedade para que Dion e Gobi tivessem um final feliz, juntos, na Escócia, onde ele mora.

Numa mistura de memórias, aventura e um pouco de drama, a trama nos conduz para aquele lugar especial onde a esperança ainda existe- e talvez alguns anjos tenham quatro patas.

Gobi é realmente uma garota muito especial.

Claro que eu recomendo!


Título Original: Finding Gobi
Autor: Dion Leonard
Editora: Harper &Collins Brasil
Gênero: Não Ficção
Sub-Gênero/Assunto: História Real, Animais, Esportistas
Período: Atual. China, Austrália e Escócia.




4/5
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segunda-feira, junho 04, 2018

[Resenha] Uma Mentira Perfeita - Lisa Scottoline

“Chris Brennan acaba de se mudar para Central Valley, na Pensilvânia. Ele veio atrás de um emprego como professor substituto e treinador de beisebol na escola de ensino médio local, com um currículo impecável e boas maneiras que só um bom homem poderia ter. Mas tudo sobre ele é uma mentira. Seu nome é um pseudônimo, seu currículo é falso. E ele veio para a cidade com um plano, que a princípio é perfeito – e para cumpri-lo, precisa ficar de olho no time de beisebol.
Encontrar o que precisa para cumprir seus planos não deve ser tarefa difícil, e Chris foca sua busca em três meninos cujas vidas (e as de suas mães) giram em torno do time: Raz Sematov, o arremessador, um menino geralmente alegre e bem humorado que acabou de perder o pai; Evan Kostis, que é rico, mimado e problemático além de ser a sensação do time, e Jordan Larking, o novato, um garoto tímido e reservado.
Encantador e repleto de suspense, A mentira perfeita é um incrível thriller emocional, uma história criminal suburbana que prende os leitores até o final, com reviravoltas impressionantes e personagens que você não esquecerá facilmente. ”



Surpreendente.

Realmente surpreendente.

Quando comecei a ler Uma Mentira Perfeita, eu não sabia muito o que iria encontrar. A sinopse oficial não diz muita coisa, o que é ótimo.

Não há muito o que dizer sobre a trama em si, sem entregar muita coisa. Chris Brennan, o recém-chegado professor substituto e auxiliar do time de baseball de uma escola de ensino médio numa pequena cidade americana. Jovem, bonito, simpático. Chris logo conquista a todos. O problema é que ele não é exatamente quem diz.
Ele tem um plano. E três alunos, jogadores do time, são essenciais para que o que quer que Chris planeje.

O interessante é que, assim como os personagens não sabem sobre as verdadeiras motivações de Chris, nós, leitores, também não sabemos. Tudo, fica a cargo da suposição. De início, Uma Mentira Perfeita lembra muito tantos outros dramas famílias passados nos subúrbios americanos.

Ao detalhar o drama pessoal de cada um dos três alunos, a autora mostra que qualquer que sejam os planos de Chris ele afetará não somente a vida de três adolescentes mas também de suas famílias.

É uma interessante mistura de suspensa e drama familiar que faz com que a gente se sinta presa na leitura, louca para saber o que vai acontecer. Eu gostei muito que Chris é um personagem extremamente humano mas misterioso. Em determinado momento, eu não sabia se torcia por ele, ou o temia.

Herói ou Vilão?

Em sua primeira metade, como eu já havia mencionado, o equilíbrio entre drama e suspense ´é ótimo, porém, na parte final do livro, senti que o ritmo caiu um pouco. Não, melhor dizendo, o ritmo não caiu mas mudou um pouco de foco. Além disso, achei um pouco desnecessário o toque “romântico” (só pra lembrar, este não é um suspense romântico, tá?!).

De qualquer maneira, esta foi uma leitura incrível, cheia de mistérios e reviravoltas e personagens interessantes. Personagens sem papeis pré-definidos, humanos e misteriosos. Assim como Chris é fascinante, os três adolescentes, em momento algum são descritos de forma estereotipada. O mesmo vale para suas famílias, ou mães, que apresentam papéis que parecem já ser conhecidos em tantos outros dramas famílias, mas que aqui se apresentam de forma única. Mais do que simplesmente uma história de mistério, o drama humano se fez muito presente e isto fez toda a diferença.


Não conhecia a autora, mas é alguém para se ficar de olho. Definitivamente.

Claro que recomendo!

Título Original: One Perfect Lie
Autor: Lisa Scottoline
Editora: Harper &Collins Brasil
Gênero: Romance Policial
Sub-Gênero/Assunto: Thriller, Suspense, Falsa Identidade, Homens da Lei
Período: Atual. EUA.
Capa Original:



4/5
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sexta-feira, junho 01, 2018

#Divulgação Lançamentos de Junho: Editora Harper Collins Brasil

Lançamentos de Junho da Editora Harper Collins Brasil. Tem aventura e doguinho fofo!:)



O rei das cinzas - Raymond E. Feist

O mundo de Garn já foi composto de cinco grandes reinos, até que o rei da Itrácia foi derrotado e todos os membros de sua família foram executados por Lodavico, o implacável rei de Sandura, um homem com ambições de dominar o mundo.
A família real de Itrácia eram os lendários Jubardentes, e representavam um grande perigo para os outros reis. Agora restam quatro grandes reinos, que estão à beira de uma guerra. Mas há rumores de que o filho recém-nascido do último rei de Itrácia sobreviveu, levado durante a batalha e acolhido pelo Quelli Nacosti, uma sociedade secreta cujos membros são treinados para infiltrar e espionar os ricos e poderosos de Garn. Com medo de isso ser verdade, e a criança crescer com um coração cheio de desejo de vingança, os quatro reis oferecem uma enorme recompensa pela cabeça da criança.
Na pequena vila de Oncon, Declan é um aprendiz de ferreiro, aprendendo os segredos da produção do fabuloso aço do rei. Oncon está situada na Covenant, uma região neutra entre dois reinos. Desde que a área de Covenant foi declarada, a região existiu em paz, até a violência explodir com traficantes de escravos indo até a vila capturar jovens homens para serem soldados em Sandura.
Declan precisa escapar, para levar seu conhecimento precioso para o barão Daylon Dumarch, comandante de Marquensas, talvez o único homem que pode derrotar Lodavico de Sandura, que agora se aliou à fanática Igreja do Deus Único e está marchando pelo continente, impondo sua forma extrema de religião sobre a população e queimando descrentes pelo caminho.
Enquanto isso, na ilha de Coaltachin, o domínio secreto da Quelli Nacosti, três amigos estão sendo instruídos nas artes mortais de espionagem e assassinato: Donte, filho de um dos mais poderosos mestres da ordem; Hava, uma menina séria com habilidades de luta que poderiam derrubar qualquer oponente; e Hatu, um rapaz estranho e conflituoso no qual fúria e calma lutam constantemente, e cujo cabelo é de um tom brilhante e ardente de vermelho...

Juntos para sempre - W. Bruce Cameron


A continuação de Quatro vidas de um cachorro, o best-seller do The New York Times que emocionou milhões!
Amigão, agora um cão velho que sentiu que cumpriu o seu objetivo de vida (ou vidas) vive feliz com Hannah. Porém, quando Gloria, uma aspirante a cantora, chega com Clarity, uma neta que Hannah não sabia que existia, Amigão se responsabiliza pelo bem-estar da menina, em especial ao ver o quanto Gloria não se importa com a própria filha. Assim, uma nova jornada começa, e o animal tem um novo objetivo: proteger e amar Clarity da forma incondicional que apenas um cachorro pode fazer.


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quinta-feira, abril 05, 2018

[Resenha] Coragem- Rose McGowan

“ROSE McGOWAN nasceu em um culto e o trocou por outro, mais visível: Hollywood.
Rose McGowan se tornou uma das atrizes mais desejadas de Hollywood da noite para o dia quando foi “descoberta” nas ruas de Los Angeles. O estrelato logo se tornou um pesadelo de exposição constante e sexualização. Todos os detalhes de sua vida pessoal se tornaram públicos, e as realidades de uma indústria inerentemente machista emergiam a cada roteiro, papel, aparição pública e capa de revista.
Hollywood esperava que Rose ficasse quieta e cooperasse. Em vez disso, ela se rebelou e impôs sua verdadeira identidade e voz.

Ela reemergiu sem roteiros nem desculpas, corajosa, controversa e sempre verdadeira. Liderando o movimento de denúncias de assédio sexual na indústria de entretenimento ao expor os crimes de Harvey Weinstein, Rose é hoje um dos rostos do movimento feminista e não hesita ao disparar verdades inconvenientes e exigir mudanças.

CORAGEM é seu livro de memórias em forma de manifesto — um relato sem censura nem piedade da ascensão de um ícone millennial, uma ativista sem medo e uma força de mudança imparável determinada a expor a verdade sobre a indústria do entretenimento, trazer à luz uma indústria multibilionária construída sobre a misoginia sistêmica e empoderar pessoas ao redor do mundo a acordarem e terem CORAGEM. ”


Forte e Triste.
Confesso que, até ler esse livro, eu sabia muito pouco sobre Rose mcGowan. Claro, ela tinha sido uma das protagonistas de Charmed, uma das minhas séries favoritas da juventude, e tinha namorado o Marilyn Mason. Mas fora isso, devo dizer que nunca pretei muita atenção nela.
Sabia que ela estava se colocando contra o staus quo hollywoodiano, mas era isso.

Em Coragem, Rose coloca o dedo na ferida. Sem dó.

Com um linguagem simples e se utilizando de memórias esparsas, a atriz conta a sua não tradicional história e como decidiu deixar de ser vitima. Nascida e criada na Itália, dentro de uma seita fundamentalista chamada Meninos de Deus, Rose desde a mais tenra infância sofreu abusos e agressões. Quando a família finalmente fugiu para os EUA, ela se viu diante de outras formas de sofrimento: primeiro a fome e o abandono nas ruas e depois, mais tarde, o abuso pelos poderosos de Hollywood.

Em um primeiro momento. Pode-se dizer que Rose teve sorte. Sua descoberta pelo “mundo dourado do cinema” foi daquelas que acontecem de 1 em 1 milhão (ela até brinca com isso). Mas, infelizmente, nada é tão fácil. Junto com os papeis em filmes, vieram a depressão e a constatação de que seu corpo estava a serviço dos outros.

A autora não cita todos os seus algozes nominalmente mas muitos são facilmente identificáveis como o diretor Roberto Rodriguez e o produtor Harvey Weinstein, esteve recentemente envolvido em um monstruoso escândalo de abuso.

Lendo Coragem, não achei que Hollywood foi a única responsável pelos problemas psicológicos de Rose. O sistema dali, os abusos e tudo mais, apenas pioraram algo que já existia. E de certa forma, ela (Rose) também se alimentou disso. A fama é viciante- e em nenhum momento ela menciona que queria abandonar tudo.

Coragem é uma leitura triste e dura, um tapa na cara de quem pensa que o mundo da celebridades é cor-de-rosa. O abuso existe (em todos os meios) e ele deve ser combatido. Porém, alguns aspectos do relato de Rose McGowan me causaram estranheza- e um senso critico. Um exemplo é a relação dela com os pais. Num momento, ela quer distância, noutro diz que certas pessoas os afastaram dela.
Coragem foi uma leitura muito boa, cheia de significados e com o ensinamento de que podemos ser donos do nosso próprio destino. Apenas fiquei com a impressão de que ainda existe mais na história de vida de Rose McGowan.

Vale a Pena a Leitura!

Este livro foi gentilmente cedido pela editora.
Título Original: brave
Autor: Rose McGowan
Editora: Harper Collins
Gênero: Não Ficção
Sub-Gênero/Assunto: Memórias, Atores e Atrizes, Cinema, Abuso
Período: Contemporâneo. EUA e Itália.
Capa Original:



3.5/5

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segunda-feira, julho 18, 2016

[Resenha] Flores Partidas - Karin Slaughter

“Quando Lydia contou para a irmã que o cunhado havia tentado estuprá-la, Claire não acreditou. Dezoito anos depois, porém, tudo o que Claire achava saber sobre o marido se provou uma mentira. Quando vídeos escondidos no computador de Paul mostram uma face terrível do homem que ela julgava conhecer, Lydia percebe que o drama de sua família tem muitas camadas que precisarão ser descobertas antes que a assustadora verdade por fim venha à tona..”


Que livro. Que livro.

Ainda estou tentando “processar” tudo. Flores Partidas pode não ser uma leitura para todos, mas é, sem sombra de dúvida, um livro fantástico.

Lydia e Claire são duas irmãs que não se falam há 18 anos, desde que a primeira contou para a irmã que o cunhado, Paul havia tentado violentá-la. Claire ficou do lado do marido. Afinal, como confiar em Lydia, já que esta era uma drogada promíscua. Além disso, a família havia há muito se desintegrado desde o desaparecimento de Júlia, a mais velha das irmãs. 25 anos haviam se passado e aquele sumiço continuava a ser um mistério. Quando Paul de forma trágica, Claire, acaba descobrindo, por acaso, uma série de vídeos perturbadores.

Talvez Lydia tivesse falado a verdade. Talvez Paul não fosse quem Claire pensasse que ele fosse. Com o desaparecimento de uma jovem invadindo a mídia, velhas dores e lembranças parecem ainda mais atuais e Claire busca a ajuda da irmã para descobrir a verdade.

É isso. Só isso e nada pode ser dito. Flores Partidas não é um livro de mistério, mas desde o princípio a autora vai desencadeando surpresa atrás de surpresa. Choques, literalmente.

O livro fala sobre o universo sombrio do Snuff Porn e da Internet Oculta, onde vídeos de estupro e assassinato são produzidos e amplamente divulgados. É mostrado o lado mais feio e cruel do ser humano. Honestamente poucas vezes sente tanto ódio e ojeriza. É triste e repugnante. Flores Partidas mostra como a tragédia acaba não só a vítima mas com toda a sua família.

Intercalando a ação presente com as cartas do pai para a filha desaparecida, o livro nos faz  sentir na alma a dor daquele homem. É extremamente triste, mas também belo. Se eu pudesse, eu abraçaria aquele homem cuja vida simplesmente acabou no dia em que a filha desapareceu.

A ação se passa em poucos dias, horas, e isso dá um aspecto ainda mais desesperador à trama, fazendo com o leitor fique constantemente à flor da pele. Apesar de não existe uma violência gráfica, mas ela está lá, sempre presente e implacável. Por isso, a leitura talvez não indicada a todos. Eu mesma me senti incomodada em algumas passagens; uma sensação de mal estar.

Claire é uma mulher que vive uma vida quase perfeita. Rica e casada com um homem praticamente perfeito, ela criou para si uma bolha de felicidade e harmonia. É muito diferente de Lydia que, após anos de sexo e drogas, luta muito para cuidar da filha adolescente. São duas vidas completamente opostas- com personalidade bem diferentes, mas que em determinado momento é necessário olhar para trás. Não existe o perdão fácil, se é que ele existe.

Eu gostei muito como as duas personagens são desenvolvidas e como a força pode aparecer nos momentos mais desesperadores- e como é tentadora a vontade de desistir.

É um livro de leitura rápida, mas que devido ao tema eu senti a necessidade de dar “paradas”na leitura. Karin Slaughter sabe muito bem criar um ambiente de tensão. Com uma linguagem direta e muito envolvente, Flores Partidas tem um ritmo fluido e muito bem desenvolvido, com personagens complexos e soluções bem arquitetadas e nada fáceis.

O final me fez sentir aquele aperto doído no coração. Agridoce.

Recomendadíssimo!


OBS: A Garota dos Olhos Azuis é a prequel de Flores Partidas e conta as horas antes de Julia desaparecer. Apesar de ser uma prequel eu aconselho ler DEPOIS do livro. O conto pode ser baixado gratuitamente na Amazon.




Título Original: Pretty Girls
Autor: Karin Slaughter
Editora: Harper Collins Brasil
Gênero: Thriller
Sub-Gênero/Assunto: Suspense, Serial Killer
Período: Contemporâneo. Atlanta, EUA.
Outra Capa:



5/5
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