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terça-feira, julho 18, 2017

[Resenha] Boneco de Pano - Daniel Cole


“Um corpo.
Seis vítimas.

O polêmico detetive William Fawkes, conhecido como Wolf, acaba de voltar à ativa depois de meses em tratamento psicológico por conta de uma tentativa de agressão. Ansioso por um caso importante, ele acredita que está diante da grande chance de sua carreira quando Emily Baxter, sua amiga e ex-parceira de trabalho, pede a sua ajuda na investigação de um assassinato. O cadáver é composto por partes do corpo de seis pessoas, costuradas de forma a imitar um boneco de pano.

Enquanto Wolf tenta identificar as vítimas, sua ex-mulher, a repórter Andrea Hall, recebe de uma fonte anônima fotografias da cena do crime, além de uma lista com o nome de seis pessoas – e as datas em que o assassino pretende matar cada uma delas para montar o próximo boneco. O último nome na lista é o de Wolf.

Agora, para salvar a vida do amigo, Emily precisa lutar contra o tempo para descobrir o que conecta as vítimas antes que o criminoso ataque novamente. Ao mesmo tempo, a sentença de morte com data marcada desperta as memórias mais sombrias de Wolf, e o detetive teme que os assassinatos tenham mais a ver com ele – e com seu passado – do que qualquer um possa imaginar.

Com protagonistas imperfeitos, carismáticos e únicos, aliados a um ritmo veloz e uma deliciosa pitada de humor negro, Boneco de pano é o que há de mais promissor na literatura policial contemporânea.”



Instigante.
Quando eu recebi Boneco de Pano eu não sabia muito bem o que esperar; na verdade, quando se trata de romances policiais/suspenses quanto menos se souber antes de começar a leitura, melhor. Isto torna escrever a resenha ainda mais complicado.

Tudo se inicia com um julgamento.

Não, existe um “corpo”é descoberto. Um “boneco” grotesco formado pelas partes de 6 diferentes corpos.

Ligado a isso, uma lista com seis futuras vítimas. Um policial com sérios problemas psicológico. Uma jornalista em busca da “grande chance”em sua carreira.

Boneco de Pano”é uma mistura de filme policial padrão com CSI, onde a vida perturbada de seus personagens está intrinsecamente ligada à investigação. É aquele tipo de história em que tudo tem uma razão de ser, por mais desconexa que pareça.

Ao mesmo tempo em que o caso em si é instigante, bem original e prende bastante a atenção, o que vemos no decorrer da trama que o centro da história é o detetive Willian “WOLF” Fawkes. De certa maneira, tudo gira em torno dele. Wolf é aquele tipo de personagem intenso e falível mas que, não sei bem explicar o por quê, repele um pouco o leitor.

É um estranho fascínio.

Além disso, é interessante notar a crítica nem um pouco sutil a imprensa e sua “sede”de escândalos. Boneco de Pano tem uma história muito interessante, bem construída e com boas virada. Tudo se encaixa perfeitamente, exceto por um detalhe (que, confesso, me deixou na dúvida #spoiler)

Não foi o melhor romance policial que li, mas a escrita agradável e a história bem original, tornaram a leitura muito boa.

Muita ação e bons personagens.

Ah, e um final frustrante.

Recomendo.


**Livro cedido gentilmente pela Editora**


Título Original: Ragdoll
Autor: Daniel Cole
Editora: Arqueiro
Gênero: Romance Policial
Série: Detetive William-Fawkes- Livro 1
Sub-Gênero/Assunto: Serial Killer, Crime e Mistério, Suspense, Homens da Lei
Período: Atual. Londres, Inglaterra.


4/5
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segunda-feira, julho 18, 2016

[Resenha] Flores Partidas - Karin Slaughter

“Quando Lydia contou para a irmã que o cunhado havia tentado estuprá-la, Claire não acreditou. Dezoito anos depois, porém, tudo o que Claire achava saber sobre o marido se provou uma mentira. Quando vídeos escondidos no computador de Paul mostram uma face terrível do homem que ela julgava conhecer, Lydia percebe que o drama de sua família tem muitas camadas que precisarão ser descobertas antes que a assustadora verdade por fim venha à tona..”


Que livro. Que livro.

Ainda estou tentando “processar” tudo. Flores Partidas pode não ser uma leitura para todos, mas é, sem sombra de dúvida, um livro fantástico.

Lydia e Claire são duas irmãs que não se falam há 18 anos, desde que a primeira contou para a irmã que o cunhado, Paul havia tentado violentá-la. Claire ficou do lado do marido. Afinal, como confiar em Lydia, já que esta era uma drogada promíscua. Além disso, a família havia há muito se desintegrado desde o desaparecimento de Júlia, a mais velha das irmãs. 25 anos haviam se passado e aquele sumiço continuava a ser um mistério. Quando Paul de forma trágica, Claire, acaba descobrindo, por acaso, uma série de vídeos perturbadores.

Talvez Lydia tivesse falado a verdade. Talvez Paul não fosse quem Claire pensasse que ele fosse. Com o desaparecimento de uma jovem invadindo a mídia, velhas dores e lembranças parecem ainda mais atuais e Claire busca a ajuda da irmã para descobrir a verdade.

É isso. Só isso e nada pode ser dito. Flores Partidas não é um livro de mistério, mas desde o princípio a autora vai desencadeando surpresa atrás de surpresa. Choques, literalmente.

O livro fala sobre o universo sombrio do Snuff Porn e da Internet Oculta, onde vídeos de estupro e assassinato são produzidos e amplamente divulgados. É mostrado o lado mais feio e cruel do ser humano. Honestamente poucas vezes sente tanto ódio e ojeriza. É triste e repugnante. Flores Partidas mostra como a tragédia acaba não só a vítima mas com toda a sua família.

Intercalando a ação presente com as cartas do pai para a filha desaparecida, o livro nos faz  sentir na alma a dor daquele homem. É extremamente triste, mas também belo. Se eu pudesse, eu abraçaria aquele homem cuja vida simplesmente acabou no dia em que a filha desapareceu.

A ação se passa em poucos dias, horas, e isso dá um aspecto ainda mais desesperador à trama, fazendo com o leitor fique constantemente à flor da pele. Apesar de não existe uma violência gráfica, mas ela está lá, sempre presente e implacável. Por isso, a leitura talvez não indicada a todos. Eu mesma me senti incomodada em algumas passagens; uma sensação de mal estar.

Claire é uma mulher que vive uma vida quase perfeita. Rica e casada com um homem praticamente perfeito, ela criou para si uma bolha de felicidade e harmonia. É muito diferente de Lydia que, após anos de sexo e drogas, luta muito para cuidar da filha adolescente. São duas vidas completamente opostas- com personalidade bem diferentes, mas que em determinado momento é necessário olhar para trás. Não existe o perdão fácil, se é que ele existe.

Eu gostei muito como as duas personagens são desenvolvidas e como a força pode aparecer nos momentos mais desesperadores- e como é tentadora a vontade de desistir.

É um livro de leitura rápida, mas que devido ao tema eu senti a necessidade de dar “paradas”na leitura. Karin Slaughter sabe muito bem criar um ambiente de tensão. Com uma linguagem direta e muito envolvente, Flores Partidas tem um ritmo fluido e muito bem desenvolvido, com personagens complexos e soluções bem arquitetadas e nada fáceis.

O final me fez sentir aquele aperto doído no coração. Agridoce.

Recomendadíssimo!


OBS: A Garota dos Olhos Azuis é a prequel de Flores Partidas e conta as horas antes de Julia desaparecer. Apesar de ser uma prequel eu aconselho ler DEPOIS do livro. O conto pode ser baixado gratuitamente na Amazon.




Título Original: Pretty Girls
Autor: Karin Slaughter
Editora: Harper Collins Brasil
Gênero: Thriller
Sub-Gênero/Assunto: Suspense, Serial Killer
Período: Contemporâneo. Atlanta, EUA.
Outra Capa:



5/5
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quarta-feira, junho 15, 2016

[Resenha] Fique Comigo - Harlan Coben

A vida de Megan Pierce nem sempre foi um mar de rosas. Houve uma época em que ela nunca sabia como seria o dia seguinte. Mas hoje é mãe de dois filhos, tem um marido perfeito e a casa dos sonhos de qualquer mulher – e, apesar disso, se sente cada vez mais insatisfeita.

Ray Levine já foi um fotógrafo respeitado, mas agora, aos 40 anos, tem um emprego em que finge ser paparazzo para massagear o ego de jovens endinheirados obcecados em se tornar celebridades.

Broome é um detetive incapaz de esquecer um caso que nunca conseguiu resolver: há 17 anos, um pai de família desapareceu sem deixar rastro. Todos os anos ele visita a casa em que a mulher e os filhos do homem esperam seu retorno.

Essas pessoas levam vidas que nunca desejaram. Agora, um misterioso acontecimento fará com que seus caminhos se cruzem, obrigando-as a lidar com as terríveis consequências de fatos que pareciam enterrados havia muito tempo.

E, à medida que se deparam com a faceta sombria do sonho americano – o tédio dos subúrbios, a angústia da tentação, o desespero e os anseios que podem se esconder nas mais belas fachadas –, elas chegarão à chocante conclusão de que talvez não queiram deixar o passado para trás.




Primeiro livro de Harlan Coben, fora os da Myron Bolitar, que eu leio, Fique Comigo é uma leitura envolvente e interessante. Apesar d’eu ainda preferir Myron, Win e sua turma, esta foi uma boa leitura.


Ao meu ver, o livro não é exatamente m romance policial mas um romance de mistério com algumas tintas dramáticas. Sei que já disse isso várias vezes, mas quando se trata de um romance de mistério/suspense, quanto menos se souber melhor- e o básico aqui pode ser descoberto através da sinopse.

O que temos são três personagens, três pessoas, diferentes ligadas por um fato e um passado. Um desaparecimento no presente que parece ter resquícios com um caso do passado. Eu gostei bastante de como o autor mostrou os personagens principais, como cada um mudou mas ainda assim está, de alguma forma preso ao que fora antes. Apenas achei que um maior desenvolvido psicológico teria sido bom, principalmente no caso de Ray. Por ais que o livro seja de suspense, acho que seria sido bom se nós, os leitores, soubéssemos mais sobre o personagem.

Confesso que no inicio, o livro não estava me cativando. Não que fosse uma leitura chata ou algo do tipo, mas por se tratar deste gênero específico, esperava algo mais empolgante. Mas não é que, de repente, tudo mudou? É aí que entra o talento do autor. A partir de uma história sem grandes surpresas ou inovações, ele conseguiu transformar Fique Comigo numa leitura altamente envolvente.

Mesclando violência, drama e pitadas de um humor irônico, Fique Comigo torna-se impossível de se largar. E o livro se torna bom não somente porque fica mais “eletrizante”, mas sim porque, apesar de todo aparente caos e dissintonia, tudo faz sentido e se encaixa. Até mesmo aquelas peças que parecem “soltas” demais.

O que me incomodou, no entanto, foi o final. Mais respectivamente, como o final foi apresentado. Gostei bastante da ideia do motivo, mas a forma como ele é revelado ficou parecendo fala de vilão em desenho animado. Foi bastante forçado.

De qualquer forma, para quem é fã de histórias de suspense e mistério, Harlan Coben é sempre um nome a ser considerado e Fique Comigo é uma leitura mais do que indicada. Com um escrita leve (apesar do gênero e de algumas passagens), fluida e precisa, este livro é para deixar o leitor incapaz de dormir antes de saber o final.




Recomendo.


Título Original: Stay Close
Autor: Harlan Coben
Editora: Arqueiro
Gênero: Suspense
Sub-Gênero/Assunto: Crime e Mistério, Serial Killer, Falsa Identidade
Período: Atual. Atlantic City, EUA.
Outra Capa:

Achei essa capa MUITO melhor que a nacional.


4/5

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quinta-feira, fevereiro 04, 2016

[Resenha] A Próxima Vítima - Julie Garwood

“O Detetive Alec Buchanan considera a oferta recebida para ocupar uma posição de destaque no FBI a oportunidade perfeita para deixar Chicago, onde mora, e seguir os passos de seu irmão, ascendendo ao alto escalão dos responsáveis pela manutenção da lei. Mas, primeiro, ele precisa realizar uma última tarefa - atuar como guarda-costas de Regan Hamilton Madison, herdeira de uma cadeia de hotéis. A charmosa executiva se vê envolvida em negócios perigosos quando alguém lhe envia uma foto da cena de um crime. Regan suspeita que o problema tenha começado quando concordou em ajudar uma amiga jornalista a desmascarar um guru de auto-ajuda charlatão que se aproveitava de mulheres solitárias e vulneráveis. 
Na esperança de encontrar alguma prova, Regan participa de um seminário de Shields. Durante o encontro, o psicólogo persuade seus convidados a tomarem parte de um exercício de limpeza. Ele pede que faça, uma lista de todas as pessoas que, através dos anos, os tenham magoado ou enganado, e lança uma pergunta Seu mundo seria melhor se estas pessoas deixassem de existir? Regan joga o jogo. A experiência fica esquecida, até que a primeira pessoa da lista de Regan aparecesse morta. O choque se transforma em horror quando os outros nomes da lista também começam a aparecer mortos e uma terrível dança de morte e desejo é desencadeada.”


Um bom suspense romântico.

O quarto livro da série Buchanan-Renard não é tão bom quanto seu antecessor (Prazer de Matar) mas mesmo assim contém uma história interessante e prende a atenção desde as primeiras páginas.

Regan é uma herdeira de uma famosa rede de hotéis que, após um exercício, em um seminário de motivação se vê em uma situação delicada. Neste seminário, uma das tarefas era escrever uma lista de pessoas que ela gostaria que fossem “eliminadas”. A intenção era queimar esta lista após o término da palestra, mas acontece um imprevisto e isto não acontece.

Claro que isso não seria nada demais- se as pessoas na lista de Regan não começassem a morrer.

É aí que entra Alec Buchnan, um detetive de Chicago que tem como última missão antes de ir para o FBI , justamente servir de “guarda-costas” de Regan. Claro que ele não está muito feliz com a incumbência, porém, como este seria seu último trabalho, resolveu aceitar sem maiores questionamentos.

Não seria nada muito difícil, certo? Bem, provavelmente ela era apenas mais uma riquinha mimada, mas, ele saberia lidar.

Acontece que Regan é tudo menos uma deslumbrada cheia de mimimis e quando o assassino começa a tentar entrar em contato com ela- e a matar mais gente- Alec percebe que tudo pode ser muito mais difícil.

Um livro bem legal. Eu uso a palavra legal porque eu acho que é a que melhor adjetiva A Próxima Vítima. Para quem é acostumado a ler romances policiais, o desenvolvimento da trama pose até parecer um pouco previsível, mas a autora sobe usar muito bem dos clichês.

Alec é um típico herói, com aquela mistura adorável de “macheza” e fofura. Ele e Regan formam um bom par, apesar de ter achado ela um pouco passiva demais em relação à algumas coisas.

Eu não diria que A Próxima Vítima é uma trama extremamente emocionante, porém a combinação de bons personagens e um plot interessante dá uma liga absurda. Os personagens, até mais que a história (em alguns momentos) fazem toda a diferença. E não estou falando apenas do casal ou do vilão. Os ditos “coadjuvantes” realmente contribuem com a leitura.

Mas falando em vilões, em A Próxima Vítima a autora novamente usa o artifício de colocar a narrativa sob o ponto de vista dos “mocinhos” e do “vilão”. É uma decisão muito acertada; Dá uma outra dinâmica- e compreensão- à história.

O livro não apresenta exatamente um mistério mas eu gostei que, quando a gente pensa que já sabe de tudo, a autora nos faz mais uma surpresinha.

Além disso, o lado policial da trama está sempre em evidência- mesmo quando o romance surge.

Como eu disse anteriormente, este livro não não tão bom quanto o anterior mas é uma leitura mais do que indicada.

Aliás, não canso de repetir, a série toda vale a pena.

Recomendo!


A Série:

Tragédia, este é o teu nome. A série Buchanan/Renard estava sendo lindamente publicada pela Editora Landscape, porém, oh, porém, a editora MORREU. FALIU. Pois é. Espero sinceramente que outra editora passe a publicar não somente esta série mas também os outros livros da autora. De qualquer forma, ainda vale MUITO a pena ler os livros lançados no Brasil (sebos!) . Afinal, temos o Noah...




Buchanan-Renard


1. Heartbreaker (2000) - A Confissão.
2. Mercy (2001) O Testamento
3. Killjoy (2002) – O Prazer de Matar
4. Murder List (2004) - A Próxima Vítima.
5. Slow Burn (2005) - Marcada para Morrer.
6. Shadow Dance (2006) - A Dança das Sombras.
7. Fire and Ice (2008) - Fogo e Gelo.
8. Sizzle (2009) - Ainda não publicado no Brasil.
9. The Ideal Man (2011)- Ainda não publicado no Brasil.
10.Sweet Talk (2012)- Ainda não publicado no Brasil.
11.Hot Shot (2013)- Ainda não publicado no Brasil.
12.Fast Track -



Título Original: Murder List
Autor: Julie Garwood
Editora: Landscape
Série Buchanan-renard
Gênero: Suspense Romântico
Sub-Gênero/Assunto: Crime e Mistério, Homens da Lei, Serial Killer
Período: Atual. Chicago, EUA.
Outra Capa:

Acho essa capa tão melhor que a nacional!





4/5

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quarta-feira, janeiro 06, 2016

[RESENHA] O Prazer de Matar - Julie Garwood


“Avery Delaney sempre tentou deixar seu passado para trás. Abandonada por uma mãe assustadoramente perturbada, quando ainda era um bebê, Avery foi criada pela avó e por Carolyn, sua tia adorada. Aos onze anos, ela presenciou a morte violenta da avó e depois de receber um tiro, foi abandonada para morrer, sem esperança de socorro. Milagrosamente, sobreviveu. O homem responsável pela atrocidade está cumprindo pena em uma penitenciária na Flórida. Esta experiência traumática fez com que Avery escolhesse uma vida dedicada à lei e à justiça. Sua mente aguçada, aliada à habilidade de recolher e selecionar informações vitais e de decifrar pistas, transformaram Avery em uma importante analista do FBI, especializada na solução dos mais diversos crimes e logo ela terá que usar toda a sua perícia para solucionar um caso que vai mexer em suas mais dolorosas lembranças.

Carolyn Salvetti, tia de Avery, viciada em trabalho, tem certeza que fez a reserva para o Spa Utopia. Mas Carollyn não vai conseguir chegar ao Spa.

Sob falsos pretextos ela é levada para um local isolado por um estranho simpático, de voz suave, sorriso generoso e intenções sombrias. Seu nome é Monk, um assassino de aluguel. Com pista insuficiente e recursos escassos, Avery junto com John Paul vai ter que desvendar o mistério de salvar Carolyn - só que, para isso, terá que vencer um exímio matador profissional, sobreviver a uma perigosa trama de loucura e vingança mortal.”



Vamos falar de coisa boa?

Porque a série Buchanan-Renard é boa demais!

Antes de mais nada, gostaria de dizer que, apesar dos livros serem independentes, é aconselhável lê-los na ordem correto. Não só porque alguns personagens vão sendo introduzidos “pelo caminho” mas, especialmente neste livro, existe uma forte conexão com o livro anterior.

Em O testamento (lá no final do post tem um link pra minha resenha, se vocês estiverem curiosos!) somos apresentados à John Paul Renard, um ex fuzileiro naval e agente da CIA, não muito fã do FBI e que mora no meio do mato. Na verdade, no meio do Pãntano. Será ele o mocinho desta aventura. Mas falaremos disso depois.
Inicialmente, é preciso falar de Avery Delaney. Filha de pai desconhecido e de uma mãe psicopata, aos 11 anos, após uma frustrada tentativa de sequestro (forjada pela própria mãe) foi deixada para morrer após a ver a avó sendo assassinada. Criada pela tia, Carrie, Avery simplesmente bloqueou a figura materna de seu sistema. Dada como morta, a mãe de Avery era apenas um triste pesadelo de seu passado.

Anos depois, Avery é uma jovem analista do FBI e sonha em um dia se tornar Agente de Campo. A tia não concorda muito com a opção de carreira da sobrinha mas...fazer o quê? Apesar de morarem em estados diferentes (Carrie na California e Avery, na Virginia) , as duas são muito unidas e quando surge uma chance de passarem um final de semana juntas em um SPA luxuoso no Colorado, elas aceitam (apesar daquilo não fazer o menor estilo das duas).

Mas, que mal poderia haver? Elas simplesmente teriam que se encontrar lá e aproveitar. O problema é que as coisas não saem exatamente como o planejado. Primeiro, Avery perde o seu voo e quando finalmente consegue chegar ao local, descobre que não só sua tia não está lá, como cancelou a reserva!

É neste momento em que o caminho de Avery cruza com o do já citado (tudo di bão!) John Paul Renard. Ele pode ter pistas sobre o que aconteceu com Carrie, mas não está muito a fim de compartilhar as informações. Contudo, quando se torna claro que a vida da própria Avery está em perigoso, tudo fica diferente e os dois partem em buscas de respostas- e, quem sabe, de um salvamento.

Esta é mais ou menos uma ideia geral do inicio do livro (fui vaga em alguns pontos propositalmente). Prazer de Matar é sobre psicopatas, mortes e também relações humanas.

Apesar de ter como foco principal, a viagem de Avery e John Paul, o fato do livro ser narrado sob três pontos de vista, torna tudo muito mais interessante e intrigante. Assim como o ponto de vista do casal, somos testemunha do que está acontecendo com Carrie e também do que se passa no “lado negro da força”.

A questão aqui não é o mistério- até porque (até certo ponto) sabemos quem são os vilões- mas como tudo irá se resolver. Os personagens são fascinantes (apesar d’eu querer estapear um ou outro) e mesmo aqueles com os quais simplesmente não dá pra sentir nenhum tipo de compaixão e impossível não sentir um certo fascínio- porque sim a mente de um assassino é fascinante. Na verdade, uma mistura de asco e fascinação.

Por outro lado, John Paul e Avery são quase um casal cômico- sem nenhum intenção de o ser. Os dois, a principío, são completamente diferente, mas, aos poucos vamos percebendo como são, na realidade, bem parecidos.

JohnPaul é do tipo durão e carrancudo mas, ao contrário de outros heróis românticos, ele não é cheio de traumas ou veio de uma família disfuncional. Muito pelo contrário. Avery, apesar do aspecto frágil, não é uma daquelas mocinhas cheias de mimimis e nhenhenhes. Claro que ela sente medo, mas se mantém na pose!

Com um escrita enxuta e segura, a autora nos conduz por uma história aparentemente óbvia mas, na realidade, cheia de surpresas. O romance acontece de forma natural e a parte policial nunca é deixada de lado.

Uma ótima leitura.

Recomendo!

Ah! E Noah aparece... #EntendedoresEntenderão



A Série:

Tragédia, este é o teu nome. A série Buchanan/Renard estava sendo lindamente publicada pela Editora Landscape, porém, oh, porém, a editora MORREU. FALIU. Pois é. Espero sinceramente que outra editora passe a publicar não somente esta série mas também os outros livros da autora. De qualquer forma, ainda vale MUITO a pena ler os livros lançados no Brasil (sebos!) . Afinal, temos o Noah...




Buchanan-Renard


1. Heartbreaker (2000) - A Confissão.
2. Mercy (2001) O Testamento
3. Killjoy (2002) – O Prazer de Matar
4. Murder List (2004) - A Próxima Vítima.
5. Slow Burn (2005) - Marcada para Morrer.
6. Shadow Dance (2006) - A Dança das Sombras.
7. Fire and Ice (2008) - Fogo e Gelo.
8. Sizzle (2009) - Ainda não publicado no Brasil.
9. The Ideal Man (2011)- Ainda não publicado no Brasil.
10.Sweet Talk (2012)- Ainda não publicado no Brasil.
11.Hot Shot (2013)- Ainda não publicado no Brasil.
12.Fast Track -

Título Original: Killjoy
Autor: Julie Garwodd
Editora: Landscape
Série Buchanan/Renard- livro 3
Gênero: Suspense Romântico
Sub-Gênero/Assunto: Crime e Mistério, Serial Killer,Suspense
Período: Atual. EUA.


 




Outras Capas

5/5



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terça-feira, janeiro 27, 2015

Herança de Sangue, de Mark Billingham


 #resenha
"Enquanto cumpria pena por ter matado sete mulheres, o assassino em série Raymond Garvey foi diagnosticado com um tumor cerebral e morreu na prisão. Quinze anos depois de ele ter aterrorizado a Inglaterra com seus crimes bárbaros, os filhos de suas vítimas começam a ser assassinados. As mortes estão conectadas por uma pista: uma série de fragmentos de radiografia ensanguentados, encontrados na palma da mão de cada um dos cadáveres.

O inspetor Tom Thorne precisa agir rápido e proteger os que ainda estão na lista do criminoso, mas nada e ninguém são o que parecem ser. Não quando se está lidando com um dos assassinos mais desequilibrados que já existiu."


**


Inspiração zero para resenha, mas lá vamos nós! O livro é bom, viu!

Romances policiais, de mistério e/ou suspense estão entre os meus favoritos e não posso negar que gosto muito quando me deparo com tramas diferentes, aspectos psicológicos intrincados e novidades linguísticas mas também é muito bom ler um romance policial à moda antiga. É o caso de Herança de Sangue, um romance policial procedual que comparado com alguns thrillers poderia até ser considerado um “simples” livro de investigação mas que de “simples” não tem nada- e que prende a atenção da primeira até a última página.

Tom Thorne é um investigador de polícia que está no meio de uma crise pessoal quando se vê diante de um novo um novo crime, aparentemente banal: uma mulher é encontrada morta, segurando o parece ser um pedaço de radiografia. No início parece ser um crime isolado, mas logo Tom decobre que outra equipe de polícia havia se deparado com outro crime semelhante. As mortes, a primeira vista estão associadas à estes pedaços de radiografia, mas não só isso, os mortos, descobre-se são filhos de vítimas de um serial killer chamado Raymond Garvey. O problema é que Garvey foi condenado , preso e, diagnosticado com um tumor cerebral, morreu na prisão.
Herança de sangue é uma corrida contra o tempo para encontrar os filhos (ainda vivos) das vítimas de Garvey e, ao mesmo tempo, tentar descobrir, o que realmente estaria acontecendo.

O livro segue uma mais tradição do romance policial, com uma trama, em sua grande parte, linear. Eu diria que é um romance procedual apesar de não se aprofundar totalmente nos aspectos técnicos da investigação e não deixar deixar de lado a questão psicológica. É estranho, pois, à primeira vista, eu não diria que este é um romance psicológico, mas ao final da leitura, a gente percebe como ela estava presente.
Muito da história é contado sob o ponto de vista de Tom, o investigador, mas o autor nos deixa algumas surpresas bem interessantes. E por falar em interessantes, a caracterizantes dos personagens é muitos boa. Obviamente, não posso entrar em detalhes, mas muita coisa é simplesmente uma questão de... prestar atenção.

A trama se passa na Londres atual e eu adorei isso. Não sei quanto à vocês, mas faz bastante tempo que eu não leio um livro passado na Inglaterra nos dias de hoje! :D
O grande problema, a meu ver, é o fato do livro ser o oitavo de uma série. Sim, você não leu errado. OITAVO. Claro, dá para ler e entender perfeitamente, a história POLICIAL, porém eu senti que ficou muita coisa faltando em relação à tom Thorne, como pessoa, personagem. Muita coisa referente à vida pessoal dele e a casos antigos são mencionados e isto acaba se “perdendo”.

De qualquer forma, Herança de Sangue é um livro muito bom, com um trama ágil e inteligente, muito bem desenvolvida e amarrada.

Recomendo.

Para saber mais sobre a série Tom Thorne : AQUI
Título Original: Bloodline
Autor: Mark Billingham
Editora: Record
Série: Tom Thorne- livro 8
Gênero: Romance Policial
Sub-Gênero/Assunto: Crime e Mistério, Serial Killer, Thriller, Suspense
Período: Atual. Londres, Inglaterra.


4/5

sábado, março 22, 2014

Julgamento Mortal, de J.D. Robb (Série Mortal 11)

Ela chega e, a partir desse instante, a vítima lhe pertence.
Um assassino de policiais ataca em uma boate chamada Purgatório. A tenente Eve Dallas desce ao inferno do submundo do crime, a fim de descobrir quem está matando seus colegas de farda.
Em uma boate de striptease, na parte norte da cidade, um tira é encontrado morto, cruelmente massacrado por um taco de beisebol. O crime? Um mistério, um surpreendente assassinato, que coloca Dallas em uma corrida desenfreada rumo à justiça e à ordem.
Eve comanda uma eletrizante investigação que revela um fato assustador: o clube privê onde ocorreu o crime é mais do que um lugar da moda. A boate Purgatório representa a última oportunidade de redenção - ali todos passam pelo julgamento final.
O destino dos considerados culpados tem conexão direta com seus pecados mais íntimos, e os segredos dos corruptos lançam almas inocentes em uma condenação regada a vícios e poder.






Décimo Primeiro livro da Série Mortal e um dos que eu mais gostei até agora.

Diferentemente dos livros anteriores (pelo menos, que eu me lembre, rs!) Julgamento Mortal começa com Eve Dallas já na cena do crime. Foi uma morte violenta e torna-se ainda pior quando é descoberto que a vítima era um policial.

A trama básica de Julgamento Mortal é sobre um serial killer de policiais e como a nosso destemida tenente Eve Dallas tenta capturá-lo. Bem, é claro que não é só isso, mas vocês não estão achando que eu vou contar muita coisa né?!

Tá bom, tá bom. O local aonde o policial foi morto é uma Boate de Strip-tease chamada Purgatório e ganha um doce quem disser quem o dono do lugar! Isso mesmo, o Sr. Eve Dallas, Roarke! Não podia ser diferente, né? E se não bastasse, um antigo “sócio” de Roarke pode estar envolvido no caso, sócio este cujos negócios com Roarke não terminaram da maneira mais amigável.

Eu sempre gostei de histórias que envolvem seriais killers e aqui não foi diferente e quando o passado de Roarke, de alguma forma, vem à tona, tudo fica ainda muito melhor. Dona Nora apresenta uma trama de mistério convincente. Em termos de suspense e mistério, a história tem lógica e um ótimo desenvolvimento, eu apesar que eu achei que a identidade da pessoa culpada era óbvia demais. Além disso, algo que me incomodou foi como Eve chegou conclusão de que poderia ser aquela pessoa. Tive a impressão de quê a pista “surgiu” do nada. Este detalhe fez com que eu não desse 5 estrelinhas ao livro.

De qualquer forma, eu adorei a leitura. Quem já leu minhas outras resenhas da série, sabe que a Eve não está entre as minhas personagens favoritas, mas, não é que eu até gostei dela aqui? Bem, não vou dizer que amei a personagem, mas que ela estava inacreditavelmente menos chata, isso ela estava. Quase nem reclamou! Eu gostei que a questão do passado de Eve não ficou tão em foco (claro que algo pertinente na série, mas sempre o mesmo assunto cansa #prontofalei). Neste livro, Eve parece começar (finalmente) a perceber o que é ser casada com Roarke (ou com qualquer outra pessoa) e tudo o que isso significa. Casamento é uma troca- e uma experiência. E nem sempre é fácil. Além disso, não passo deixar de mencionar os diversos momentos de “Roarke Nervoso e Ciumento” durante o livro. Sério, só por isso já vale! ^.^ Eu já gostava do personagem, fiquei apaixonada.

Julgamento Mortal é uma leitura rápida e empolgante, com muito mistério e romance. Como eu disse no início dessa pequena resenha, um dos meus favoritos da série!

Que venha o próximo! (Agora só me resta encontrar pra comprar Traição Mortal!)



Recomendo!


Título Original: Judgment in Death
Autor: J.D. Robb
Editora: Bertrand
Gênero: Suspense Romântico
Série:-Série Mortal-Livro 11
Sub-Gênero/Assunto: Serial Killer, Crime e Mistério, Sci-Fi
Período: 2059, Nova Iorque, EUA.




Minha quinta resenha para a Maratona Nora Roberts- Série Mortal (Minha Lista)


A Série
Testemunha Mortal Mortal faz parte da série Mortal, a qual Nora Roberts escreve sob o pseudônimo de J.D. Robb.

A série tem como personagens principais a detetive Eva Dallas e o milionário Roarke. A ação se passa em uma Nova York futurista, no anos 2050/60. É imprescindível que os livros sejam lidos na ordem.

No Brasil, já foram lançados 21 livros, todos editados pela Editora Bertrand e  que estão sendo, pouco a pouco,  reeditados pela BestBolso na Colação Vira-Vira Saraiva. infelizmente parece que não vão ser reeditados mais. UMA PENA!!

Livro 1- Nudez Mortal [RESENHA]
Livro 2- Glória Mortal [RESENHA]
Livro 3- Eternidade Mortal [RESENHA]
Livro 4- Êxtase Mortal [RESENHA]
Livro 5- Cerimônia Mortal -[RESENHA]
Livro 6-Vingança Mortal [Resenha]
Livro 7-Natal Mortal [RESENHA]
Livro 7.5- Midnight in Death
Livro 8-Conspiração Mortal[RESENHA]
Livro 9-Lealdade Mortal[RESENHA]
Livro 10-Testemunha Mortal[RESENHA]
Livro 11-Julgamento Mortal
Livro 12-Traição Mortal
Livro 12.5- Interlude in Death
Livro 13-Sedução Mortal
Livro 14-Reencontro Mortal
Livro 15-Pureza Mortal
Livro 16- Retrato Mortal
Livro 17- Imitação Mortal
Livro 17.5- Naquele Tempo (Remember When)- Lançado em Portugal*
Livro 17.5- Big Jack
Livro 18- Dilema Mortal
Livro 19- Visão Mortal
Livro 20- Sobrevivente Mortal
Livro 21- Origem Mortal
Livro 22- Memory in Death
Livro 22.5- Haunted in Death
Livro 23- Born in Death
Livro 24- Innocent in Death
Livro 24.5 Eternity in Death
Livro 25- Creation in Death
Livro 26- Strangers in Death
Livro 27- Salvation in Death
Livro 27.5- Ritual in Death
Livro 28- Promises in Death
Livro 29-Kindred in Death
Livro 29.5- Missing in Death (está no Livro The Lost)
Livro 30-Fantasy in Death
Livro 31- Indulgence in Death
Livro 31.5- Possession in Death – está no livro The Other Side ( livro com várias estórias, de autoras diversas)
Livro 32- Treachery in Death
Livro 33- New York to Dallas
Livro 33.5- The Unquiet-
Livro 34: Celebrity in Death –
Livro 35-Delusion in Death
Livro 36-Calculated in Death
Livro 37- Thankless In Death

Atente para o fato de que alguns livros são considerados .5 São estórias menores (novellas). Algumas dessas estórias aparecem em livros com diversas histórias.

Outras Capas:




4.5/5


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terça-feira, março 18, 2014

Calafrio, de Sandra Brown.


A bem-sucedida jornalista Lilly Martin queria apenas vender seu chalé nas montanhas e se livrar do último vínculo que mantinha com seu ex-marido, o delegado Dutch Burton. Mas uma violenta tempestade de neve adia um pouco mais sua saída da gélida e afastada Clearly, na Carolina do Norte: ao deixar a cidade, Lilly perde o controle do carro e atropela acidentalmente Ben Tierney. Sem outra escolha, os dois são obrigados a esperar juntos, em um chalé, o mau tempo passar. Com a estrada interditada, celulares sem sinal, linhas telefônicas inoperantes, pouca comida, nenhuma lenha e a água congelando nos canos, Lilly descobre que sua maior ameaça não é o clima, mas o homem misterioso com quem divide a casa.




Um ótimo thriller de suspense.

Eu fiquei pensando em como começar essa resenha e realmente não cheguei a uma conclusão a contento. Acho extremamente difícil conseguir falar de um livro cuja leitura me prendeu completamente mas sobre cuja história muito pouco posso falar.

Calafrio é um thriller de suspense em sua excelência. onde, de um lado, temos a nossa jornalista Lilly Martin presa em cabana no meio nada

Eu fiquei pensando em como começar essa resenha e realmente não cheguei a uma conclusão a contento. Acho extremamente difícil conseguir falar de um livro cuja leitura me prendeu completamente mas sobre cuja história muito pouco posso falar.

Calafrio é um thriller de suspense em sua excelência. Tudo se passe durante uma tempestade, em uma pequena cidade do interior dos EUA. A trama vai se estabelecendo de forma devagar, com a autora nos mostrando os moradores daquela comunidade. Parece um lugar perfeito, com pessoas perfeitas, mas que de repente se veem diante da possibilidade de um serial killer estar por perto.

Não muito longe dali, presa numa cabana (devido ao tempo) está Lilly Martin, uma jornalista, cuja única missão naquela pequena comunidade era encerrar uma parte de sua vida. O problema é que ela não está sozinha. Ben Thierney é um jornalista de “aventura” e... seria ele um suspeito?

Tensão. Como este livro me deixou tensa! As coisas não acontecem rapidamente nem de maneira intensa, mas tudo meticulosamente calculado para que a gente, leitor, não confie em ninguém. Absolutamente ninguém. Não sei se estou conseguindo me exprimir direito mas sabe aquela angustia (literária) quando a gente não quer pensar mal de determinado personagem mas os fatos não ajudam? Pois é!

E vou dizer, Sandra Brown é uma mulher muito má! rs

Uma das coisas que eu mais gosto nos livros de suspense da Sandra Brown é que ela não abre concessões. Claro, sua obra é essencialmente “romântica” ou de “suspense romântico” mas o lado amoroso não se sobrepõe ao investigativo ou criminal- e como em muitos romances policiais, nem todos os personagens são puros e heroicos. Muito pelo contrário. Em Calafrio existe uma sordidez e mesquinhez humana que bem além do desvio de caráter. Senti verdadeira ojeriza por alguns tipos apresentados, não vou negar. O livro ainda apresenta um ponto que me fez pensar sobre moral e ética. Eticamente, acredito que aquilo que ocorre não era certo, mas, e moralmente? Alguns podem achar que sim.

Ah, vontade de falar mais! Falar da relação da relação de Lilly e Thierney na cabana e de tudo mais que envolve a trama, mas eu simplesmente não posso. Juro que não! Quanto menos se souber, melhor. Aliás, nem leiam a orelha do livro: informações DEMAIS!

Para quem gosta de um bom suspense, daqueles que a gente lê “de uma sentada só”, Calafrio é mais do que recomendado!


Resenha fraquinha, eu sei. Total falta de inspiração. Sorry! :(
Título Original: Chill Factor
Autor: Sandra Brown
Editora: Rocco
Gênero: Suspense Romântico
Sub-Gênero/Assunto: Thriller, Serial Killer, Crime e Mistério
Período: Anos 2000.Carolina do Norte,EUA.


Outras Capas:




4/5


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quarta-feira, janeiro 08, 2014

Gritos do Passado, de Camilla Läckberg

Em uma manhã do início do verão, um garoto sai para brincar na praia, na cidade de Fjällbacka. Porém, suas brincadeiras são interrompidas de maneira abrupta quando ele encontra o cadáver de uma jovem nua. A polícia é chamada à cena e não demora muito para concluir que a mulher fora assassinada. O mistério aumenta quando os policiais descobrem que embaixo do corpo da mulher foram colocados esqueletos de outras duas jovens dadas como desaparecidas desde o final dos anos 1970. Para juntar as peças desse quebra-cabeça, o policial Patrik Hedström é designado como chefe da investigação, o que o obriga a abandonar suas férias e sua esposa, Erica Falck, grávida de seu primeiro filho. Erica, porém, não consegue ficar sem se envolver e, mesmo nas últimas semanas de gravidez, decide ajudar Patrik pesquisando informações na biblioteca local. A partir daí, novas revelações começam a dar forma à investigação: os esqueletos podem ser de duas jovens desaparecidas há mais de vinte anos. 



Sempre achei difícil, complicado, resenhar romances policiais. Tenho medo de , ao tentar passar minhas impressões sobre a leitura, acabar “soltando”algum spoiler. Penso que, em livro de mistério/suspense qualquer spoiler é crucial e é por isso que quanto menos se souber da história, melhor. Até a sinopse oficial, eu dou umas “editadas”. Sério, acho que elas contam DEMAIS sobre o livro.

E por que eu estou dizendo isso? Porque uma resenha de livro policial é mais sobre as minhas sensações, impressões, sobre a leitura do quê uma discussão sobre a obra em si.

Gritos do Passado é o segundo livro protagonizado pelo investigador Patrik Hedström. Patrik está de férias quando o chamam para investigar o aparecimento de um corpo. Seria mais um caso comum, ideal para Patrik melhorar seu tédio naquele quentíssimo verão Sueco (sim, eu sei que “quente”, “verão” e “Suécia” não combinam mas a história se passa em um período de extremo calor) se não tivessem descoberto, embaixo do corpo encontrado, duas outras ossadas, que podem ser de duas garotas desaperecidas há 20 anos. Além disso, neste ínterim, uma adolescente de 17 anos desaparece.

É aí que começa a corrida contra o tempo.

Como o título nacional já sugere, os crimes do presente estão intimamente ligados com questões do passado. E assim como em seu livro anterior, A Princesa de Gelo, mais uma vez, muitas gente tem algo a esconder.

Gritos do Passado é um suspense “quem matou?” com algumas peculiaridades. Não é centrado numa mansão no interior da Inglaterra, nem num trem de luxo, mas os personagens circulam como se estivessem em um grande tabuleiro de xadrez. Claro, alguns desses personagens são apenas “âncoras” mas eles servem para contrabalancear e, sim, afetar, a vida dos protagonistas.

E falando em protagonistas, Patrik continua do meu agrado. Gosto do seu jeito mais verdadeiro e não idealizado como herói sem falhas ou lindo de morrer. Ele é uma pessoa real, com problemas reais. Ao mesmo tempo em que fica cada vez mais obcecado com o caso, preocupa-se com Erica, sua esposa grávida de 8 meses e que não pode sair de casa. Aliás, se teve algo, no enredo, que eu não gostei, foi o pouco aproveitamento de Erica na trama. No livro anterior, ela era praticamente a personagem principal, aqui, transformou-se em mais um coadjuvante de luxo ( e falando em coadjuvantes, tô pegando muita birra da irmã dela!). Ela passa praticamente o livro todo tentando se livrar de visitas indesejáveis (sério, sueco é povo meio mal educado hein?) Outro ponto que eu também não me agradou foi a solução dada a... bem, não posso falar, obviamente, mas devo dizer que não gostei!

Em A Princesa de Gelo me incomodou o fato de quê algumas pistas só eram descobertas pelos personagens, deixando os leitores no escuro. Aqui, ocorre o contrário. Achei a tática bem interessante, apesar de dar uma certa agonia em saber mais do quem está “no livro”.

Não vou dizer que Gritos do Passado foi o melhor romance policial que eu já li, porque obviamente não foi, mas ele cumpre com louvor o seu papel de entreter e prender a atenção. Eu gosto da escrita de Camilla Lackberg; é um estilo direto, porém não desprovido das descrições necessárias para nos ambientarmos melhor na história. Ela mescla cenas do passado e do presente, nunca tornando a leitura confusa ou cansativo. Além disso, a trama faz sentido e as peças se encaixam no final. E mesmo que a gente chegue a pensar que algumas pontas ficaram soltas, a resposta aparece.

Eu gostei muito do fato de quê a trama não foi totalmente focada na investigação policial; ao decorrer da trama, assuntos pertinentes vão surgindo. A autora fala de morte e sequestro, mas também de fanatismo religioso e relações familiares. Os personagens são humanos, dignos de pena, raiva e , também, admiração.

Para quem gosta de um bom romance policial, Gritos do Passado é uma ótima pedida.


*
Só devo lembrar que a série deve ser lida na ordem. Apesar d’os casos policiais terem começo, meio e fim, os acontecimentos nas vidas pessoais dos personagens tem uma sequência- e consequências (além disso, vale lembrar, toda vez que alguém diz “não ligo em ler fora da ordem” está dando carta branca para que as editoras publiquem séries fora da ordem e/ou com livros faltando. Pense nisso.)
*


Recomendo!

Título Original:
Autor: Camilla Läckberg
Editora: Planeta
Gênero: Romance Policial
Série: Patrik Hedström- Livro 1/8 -Livro 2/8
Sub-Gênero/Assunto: Serial Killer, Crime e Mistério
Período: Atual. Fjällbacka, Suécia.

A Série


Livro 1-A Princesa de Gelo [RESENHA]
Livro 2-Gritos do Passado
Livro 3-O Cortador de Pedras
Livro 4-O estranho
Livro 5- The Hidden Child- Inédito no Brasil
Livro 6- Sjöjungfrun -Inédito no Brasil
Livro 7- Fyrvaktaren -Inédito no Brasil
Livro 8- Änglamakerskan- Inédito no Brasil
* Mord og mandelduft (livro paralelo, faz parte do mesmo universo, pelo o que eu entendi. )- Inédito no Brasil

Mais Informações no Goodreads

Outras Capas:
.
Gostei bastante da capa espanhola.

4/5

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