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terça-feira, julho 03, 2018

[Resenha] Procurando Gobi- Dion Leonard

Procurando Gobi é o relato espetacular de Dion Leonard, um ultramaratonista experiente que se depara com uma cachorrinha perdida enquanto percorria os 250 quilômetros pelo Deserto de Gobi, enfrentando condições extremas. A adorável filhotinha, que mais tarde seria batizada de Gobi, correu lado a lado com ele pelas montanhas, enfrentou uma tempestade de areia, o sol escaldante, cruzou dunas imensas e vilarejos remotos. 
Vendo sua determinação e coragem, Dion apegou-se cada vez mais à sua companheira de corrida, inclusive fazendo planos de cuidar dela dali em diante. Porém, antes que pudesse levá-la para casa, Gobi some em uma cidade chinesa com milhões de habitantes, e Dion começa, então, uma corrida contra o tempo para tentar encontrar a cachorrinha mais uma vez. ”


Para aquecer o coração.

Quando eu terminei de ler Procurando Gobi, fiquei em dúvida em como deveria qualificar o livro. Auto-ajuda? Não. Biografia? Nãao exatamente. Memórias? Talvez.

Procuranddo Gobi é, sim, uma história de amor. O amor incondicional entre um homem e uma pequena cadela.

Ao contar a inusitada história do encontro (e reencontro) de um ultra-maratonista e uma cadelinha, o livro nos mostra o poder da transformação e como vidas podem mudar.

Narrado em primeira pessoa, conhecemos um pouco da vida de Dion Leonard, a difícil infância na Austrália e a descoberta das corridas. Até determinado momento, parecia até uma história igual a tantas outras. Bela, inspiradora, mas não totalmente original. Isso muda quando ele conhece Gobi, uma cadelinha que passa a acompanhá-lo na ultra maratona no Deserto de Gobi, na China.

Gobi acaba se transformando num divisor de águas. O que essa cadelinha passa a representar não só para Dion, mas para outras milhares de pessoas é incrível. Foi impossível não se emocionar com a corrente de solidariedade para que Dion e Gobi tivessem um final feliz, juntos, na Escócia, onde ele mora.

Numa mistura de memórias, aventura e um pouco de drama, a trama nos conduz para aquele lugar especial onde a esperança ainda existe- e talvez alguns anjos tenham quatro patas.

Gobi é realmente uma garota muito especial.

Claro que eu recomendo!


Título Original: Finding Gobi
Autor: Dion Leonard
Editora: Harper &Collins Brasil
Gênero: Não Ficção
Sub-Gênero/Assunto: História Real, Animais, Esportistas
Período: Atual. China, Austrália e Escócia.




4/5
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segunda-feira, abril 10, 2017

[Resenha] O Ar Que Ele Respira - Brittainy C. Cherry


“Como superar a dor de uma perda irreparável? Elizabeth está tentando seguir em frente. Depois da morte do marido e de ter passado um ano na casa da mãe, ela decide voltar a seu antigo lar e enfrentar as lembranças de seu casamento feliz com Steven. Porém, ao retornar à pequena Meadows Creek, ela se depara com um novo vizinho, Tristan Cole. Grosseiro, solitário, o olhar sempre agressivo e triste, ele parece fugir do passado. Mas Elizabeth logo descobre que, por trás daquele ser intratável, há um homem devastado pela morte das pessoas que mais amava. Elizabeth procura se aproximar dele, mas Tristan tenta de todas as formas impedir que ela entre em sua vida. Em seu coração despedaçado parece não haver espaço para um novo começo. Ou talvez sim.”



Que história triste.

Que livro lindo!

Um ano após a trágica morte do marido,Elizabeth deixa a casa da mãe, onde ficou para “lamber as feridas” e, com a filha pequena, volta para sua cidade. Ela quer finalmente seguir em frente. Ou pelo menos, tentar.

É nesta tentativa de recomeço que ela conhece Tristan, um homem amargurado, odiado pela cidade e que parece ter sentimentos somente para o seu cachorro, Zeus.

(Pausa para dizer que o Zeus é um fofo! E a filhinha da Elizabeth também.)

Elizabeth e Tristan são duas almas quebradas que acabam encontrando um no outro, uma espécie de conforto.

O Ar Que Ele Respira fala sobre perda, dor e a dificuldade de seguir em frente. Estranhos no início, Elizabeth e Tristan passam a usar o sexo como fórmula de escape e uma tentativa de esquecimento- porém a dor continua lá, forte. É claro que a partir de um certo momneto, a relação entre eles deixa de ser somente sexual.

Eu gostei muito como a autora desenvolveu o casal e o relacionamento entre eles. Os dois são sentimentais e ao mesmo tempo que muitas vezes o sexo é quase raivoso, é impossível não perceber a amizade nascendo. Foi interessante ver um herói que não esconde sentimentos.

O livro é lindo, cheio de passagens lindas e muitas vezes dolorosas. O problema, a meu ver, a inclusão de um vilão na trama. Foi desnecessário;um elemento que não acrescentou em nada (apesar do final ter sido emocionante, eu admito!) Particularmente, preferiria que os únicos vilões a serem combatidos tivessem sido eles mesmos.

De qualquer forma, O Ar Que Ele Respira foi uma leitura maravilhosa, que me fez rir e me emocionar. Com uma escrita fluida, a autora soube muito bem mexer com os sentimentos.

Ah,como soube!

Claro que recomendo!

***O livro faz parte da série Elements. São livros independentes que tem em comum um Elemento da natureza.***


Título Original: The air he breathes
Autor: Brittainy C. Cherry
Editora: Record
Série Elements-Livro 1
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Drama, viúva, crianças, segunda chance
Período: Atual. EUA
Outra Capa:


4.5/5
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terça-feira, fevereiro 03, 2015

Paixão Ao Entardecer, de Lisa Kleypas

#resenha
"Mesmo sendo uma família nada tradicional, quase todos os irmãos Hathaways se casaram, até mesmo Leo, que era o mais avesso a essa ideia. Mas para a caçula Beatrix, parece não haver mais esperança.
Dona de um espírito livre, apaixonada por animais e pela natureza, Beatrix se sente muito mais à vontade ao ar livre do que em salões de baile. E, embora já tenha frequentado as temporadas londrinas e até feito algum sucesso entre os rapazes, nunca foi seriamente cortejada, tampouco se encantou por nenhum deles.
Mas tudo isso pode mudar quando ela se oferece para ajudar uma amiga.
A superficial Prudence recebe uma carta de seu pretendente, o capitão Christopher Phelan, que está na frente de batalha. Mas parece que a guerra teve um forte efeito sobre ele, e seu espírito, antes muito vivaz, se tornou bastante denso e sombrio.
Prudence não tem a menor intenção de responder, mas Beatrix acha que ele merece uma palavra de apoio – mesmo depois de tê-la chamado de estranha e dito que a jovem é mais adequada aos estábulos do que aos salões. Então começa a escrever para ele e assina com o nome da amiga. Beatrix só não imaginava o poder que as palavras trocadas teriam sobre eles.
De volta como um aclamado herói de guerra, Phelan está determinado a se casar com a mulher que ama. Mas antes disso vai ter que descobrir quem ela é. "






Estou triste. Eu sinto como estivesse me despedindo de amigos de longa data; esta certo os Hathaways sempre estarão esperando por mim na estante mas foi com um misto de tristeza e satisfação que eu terminei este último livro da série.

É engraçado, sabe. Quando eu estava lendo o primeiro livro, mal conseguia imaginar a pequena Beatrix como protagonista de sua prórpria história de amor mas eis que chegou a sua vez. E Beatrix não é mais a menina espevitada dos livros anteriores e sim uma jovem de 23 anos, porém, ao mesmo tempo que ela cresceu isso não quer dizer que seu carater e personalidade mudou radicalmente. Agradeço Lisa Kleypas por isso.

Paixão Ao Entardecer é uma releitura bem livre da história de Cyrano de Bergerac . Cartas trocadas e uma identidade falsa. A princípio, Beatrix estava apenas ajudando a fútil Prudence; esta não sabia ( e não queria) como se corresponder com seu pretendente, Christopher Phelan, que estava lutando na Guerra da Criméia. Phelan era um rapaz belo e divertido nos bailes mas as cartas mostravam uma outra realidade, uma realidade que Prudence não estava nem um pouco a fim de conhecer.

A correspondência entre Beatrix, passando-se por Prudence, e Phelan, deveria ser curta, apenas um par de cartas. Algo para lhe animar os ânimos e, pouco a pouco, foi se transformando em amizade e quando ela se deu por si, estava apaixonada. O problema é que ela não era a doce e bela Prudence, a pretendente dele, mas sim Beatrix Hathaway, a qual ele não tinha muita simpatia e que, certa vez, dissera, que pertencia mais aos estábulos do que aos salões de baile.
O que dizer quando ele finalmente voltasse?

E Christopher Phelan volta, mas ele não é mais o mesmo. Não é o belo e inconsequente rapaz dos salões e, até certo ponto, nem o amigo das cartas. A guerra havia acontecido. Embora ele não estivesse fisicamente ferido, sua alma estava.

Que história linda! Lisa Kleypas sabe das coisas. Ela construiu um romance envolvente e deliciosamente cativante. Eu adorei tudo. Senti raiva e dor por Christopher. Céus, ele podia ser realmente cruel com Beatrix, mas ao mesmo tempo meu coração sofria por ele. Uma guerra modifica uma pessoa- e nem todos conseguem conviver bem o fato de terem...sobrevivido.

E o que dizer de Beatrix? Ela é porreta! Sensível, sim, mas não é de deixar aquele que ame se destruir lentamente. O amor dela pelos animais é lindo, assim como o seu amor por Christopher. Até certo ponto, existe um paralelo, ela vê nele um animalzinho machucado que precisa ser cuidado.

O melhor de tudo é que enquanto estamos envolvidos pela história de Christopher e Beatrix, os outros Hathaways não são deixados de lado. Ah, como adoro suas aparições!

Pobre Christopher, só tenho isso a dizer.

Claro que não poderia deixar de mencionar Albert, o cão. Ele é grande parte desta adorável história de amor. E teve o epílogo praticamente todo dedicado à ele. Nada mais merecido.

Uma crítica? Bem, senti falta do Hodger. ;)

Paixão Ao Entardecer foi um final de série com chave ouro. Um livro leve, romântico e divertido.

Vou sentir saudades desta família.

*** E bem que autora podia fazer um spin-off contando a história de um outro certo casal! (não vou contar para não soltar spoiler!)

A Série
Apesar de ser o primeiro livro de uma série, Os Hathaways, Desejo à Meia-Noite faz parte do mesmo “universo” da série Wallflowers , uma série nunca publicada no Brasil (será publicada pela Arqueiro!!!)mas conhecida das meninas que compram na Wook. A Série Os Hathaways passa-se, mais ou menos, 4 anos após os eventos da outra série. Não é necessário ler a “pré-série” mas quem já leu, irá reconhecer alguns personagens.

Livro 1- Desejo à Meia-Noite [RESENHA]
Livro 2- Sedução ao Amanhecer – [Resenha]
Livro 2.5- A Hathaway Wedding-
Livro 3-Tentação ao Pôr-do –Sol –[Resenha]
Livro 4- Manhã de Núpcias [RESENHA]
Livro 5- Paixão ao Entardecer-



Este livro foi gentilmente cedido pela editora.



Título Original: Love in the afternoon
Autor: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Série: Os Hathaways- livro 5
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Romance Epistolar, Falsa Identidade, Imperfeições, Superação, Amor e Ódio , hot, Animais
Período: Era Vitoriana. Interior da Inglaterra.


Outras Capas

5/5

quarta-feira, novembro 26, 2014

Suspeitos, de Robert Crais


Scott não está bem desde a aterrorizante noite em que homens não identificados assassinaram sua parceira Stephanie e quase o mataram também, deixando-o cheio de ódio, humilhado e sempre à beira de um ataque de nervos. Maggie também não está bem. A pastora-alemã sobreviveu a três temporadas no Iraque e Afeganistão farejando explosivos até perder seu tratador no ataque de um homem-bomba. Seu estresse pós-traumático é tão grave quanto o de Scott.
Eles são a última chance um do outro. Ele era um jovem policial em ascensão, ela foi criada para cuidar e proteger. Juntos, vão começar a investigar o caso que ninguém quer que investiguem: a identidade dos homens que assassinaram Stephanie. O que os dois descobrem é que nada é o que parece ser. Eles seguirão por um caminho que os levará através das obscuras lembranças de seus infernos pessoais. Será que conseguirão sair dessa e encontrar os culpados? Ninguém pode prever..


Você gosta de cachorros? E de Romances Policiais?
Se sim, esse livro é pra você.

Quando eu terminei de ler Suspeitos, fiquei pensando em como seria essa resenha. Claro, eu poderia simplesmente falar sobre o aspecto “policial” do livro, o que seria válido, sem dúvida, mas esta não é simplesmente uma história sobre um jovem policial que tenta descobrir quem matou sua parceira. O livro fala sobre a busca pela verdade mas também sobre companheirismo, amizade e recomeços.

Quase 1 ano se passou desde que a parceira do jovem policial Scott James foi assassinada e ele também quase perdeu a vida. Foi uma noite que trouxe sequelas tanto físicas quanto emocionais. O certo seria que Scott fosse aposentado por invalidez mas sua teimosia a necessidade de tentar descobrir o que acontecer o impelem a conseguir, nem que seja em um outro departamento: o K-9, a divisão canina da polícia.
É no K-9 que Scott vai conhecer sua nova parceira, Maggie. Maggie também veio de um trauma, assim como Scott, ela perdeu seu parceiro em ação e ainda não conseguiu se recuperar do trauma.

Maggie é uma cachorra pastora-alemã.

Eu me apaixonei completamente por Maggie. E por Scott também. Por diversas vezes, eu tinha vontade de entrar dentro do livro e abraçá-los, dizer que as coisas a iriam melhorar, que tudo iria acabar bem. Ao passo em que Scott vai tentando descobrir o que verdadeiramente na fatídica noite em que sua parceira morreu, o autor nos mostra que a superação dos traumas- físicos e emocionais- não é nada fácil; é preciso muito mais que simplesmente “força de vontade”, mas também dedicação.

“Ela estava tão feliz em vê-lo que pousou a cabeça em seu colo. Ele coçou as orelhas dela e afagou e Maggie se agitou de alegria.
Ela farejou o chão, virou-se até encontrar a exata posição e deitou-se ao lado dele.
Alfa seguro.
Caixote seguro.
Matilha segura.”


E assim como a superação não é fácil, desvendar o crime também não é. Scott não é um detetive renomado ou algo do tipo; ele é apenas um jovem policial comum, daqueles que andam de viatura e vestem uniforme. Suas pistas são pedaços de informações e muitas vezes estas mesmas informações não parecem ser de todo válida. Sei que estou me repetindo aqui, mas quanto menos se souber sobre o “aspecto policial” do livro melhor. Não que o mistério seja muito grande, ou difícil de ser decifrado, mas é interessante de se ir descobrindo aos poucos. O lado policial, aliás, é a parte mais fraca do livro. Não que seja ruim, mas comparado com a relação entre Maggie e Scott, ele sai perdendo. A trama é bem articulada e o autor não deixa pontas soltas nem se utiliza de soluções miraculosas mas quem é fã do gênero irá sentir uma certa falta de “refinamento” , uma simplicidade linguística.

Simplicidade essa que não se aplica à, como eu já mencionei, amizade de Maggie e Scott. É simplesmente arrebatador. Eles simplesmente se completam. Suspeitos é narrado sob dois pontos de vista: o de Scott e... o de Maggie. Sim, o de Maggie. O autor soube capturar como poucos o amor de um cão pelo seu dono, a necessidade de fazer parte da matilha, a dor da perda. Lindo.

Suspeitos é um livro especial, belo e tocante.

Queria poder- conseguir- falar mais.

Recomendo.


Título Original: Suspect
Autor: Robert Crais
Editora: Companhia Editora Nacional
Gênero: Romance Policial
Sub-Gênero/Assunto: Homens da Lei, Crime e Mistério, Animais
Período: Atual. Los Angeles, EUA

Outras Capas:


4.5/5

segunda-feira, dezembro 09, 2013

Se você fosse minha, de Bella Andre [+18]


Zach, o mais arredio dos Sullivan, é mecânico e corredor de pistas de alta velocidade. Suas únicas preocupações são: como gastar seu dinheiro e com que mulher passar a próxima noite… Até que ele recebe a difícil tarefa de cuidar do filhote de yorkshire de seu irmão por duas semanas — um total contratempo para um homem como ele. Mas Zach não tem como negar este favor a Gabe e, muito a contragosto, acaba aceitando cuidar de Ternurinha, a cachorrinha que, para piorar, é um terror e certamente precisa de treinamento. Heather Linsey não acreditava que teria de treinar o fi lhote do arrogante Zach Sullivan. De todos os homens que já conhecera, Zach era o mais atrevido. Palavras como arrogante, esnobe, pretensioso cabiam especialmente bem no mecânico da família Sullivan. Além disso, a beleza e o charme de Zach eram desconcertantes e a atração entre eles, inevitável… Heather estava francamente disposta a negar esse trabalho, mas teve que pensar duas vezes antes de recusar, pois fora indicada por uma grande amiga. De qualquer forma, ela sabia que podia controlar as investidas de Zach Sullivan, caso ele se mostrasse desrespeitoso. O que ela não sabia é que sua rejeição ia despertar os mais profundos e obstinados desejos no mecânico…




Valeu pelos cachorros.

Mas não pelos cachorros, vejam bem. Apesar de eles serem a melhor parte do livro. Sim, o “estranho” casal formado pelo Dogue Alemão grandalhão e a pequena Yorkshire é simplesmente encantador.

A série Sullivan, de Bella Andre é uma das minhas favoritas dentre os livros “sensuais”(está à anos-luz de ser “erótica”, sejamos honestos, né?), apesar de não a achar um primor de literatura. Os Sullivans é um bom passatempo e é isso que importa. Quem espera mais, algo mais elaborado, deve procurar outro tipo de leitura, honestamente.

Como os outros livros da série, Se Você fosse Minha parte de uma premissa simples e um desenvolvimento bem básico: o do casal que se apaixona e... bem, e demora um pouquinho pra aceitar que foram feitos um para o outro. É algo conhecido, funciona, mas confesso que cansa um pouco, apesar de eu ter gostado de Zach.

A questão aqui é que os chamados “traumas” que os personagens tinham e que o faziam ser “alérgicos” a amor e compromissos foram apresentados de maneira muito superficiais e fez com que parecessem ser banais, o que de fato não eram. Eu li numa crítica que Zach e Heather pareciam mais adolescentes do que dois adultos e tenho que concordar; achei que faltou força nos personagens.

Bella Andre certa vez disse que que se inspirou nos Bridgertons, da Julia Quinn, para escrever Os Sullivans e quem leu “Visconde Que Me Amava” vai encontrar algumas semelhanças entre as questões íntimas de Anthony e Zach, porém se naquele livro eu senti por Anthony, aqui o trauma de Zach pareceu-me quase “banal”.

Além disso, tem a eterna questão do “fast Love”. Ou “Como se apaixonar loucamente em 30 segundos”. Eu entendo atração. Entendo fazer sexo sem nem saber o nome da outra pessoa, mas se apaixonar “do nada” pra mim, não dá! Meu senso de fantasia não vai a tanto.

É, tá parecendo que eu odiei o livro, mas não é verdade. Juro que não. Bella Andre tem uma escrita envolvente e a história em si é interessante. Além disso, apesar dos pesares, eu gostei do casal. Achei que os dois tinham química-(apenas, eram um tanto imaturos para a idade.)

E não só a química entre o casal mas também entre Heather e Zach e os cães, principalmente entre o forte e sexy Zach e pequena Ternurinha. Sério, impossível não se apaixonar.

Sinceramente? Ternurinha e Atlas valem qualquer defeito que o livro tenha! #fofosDemais


Para quem gosta de um romance leve, divertido e descompromissado, Se Você Fosse Minha é uma boa pedida.


Vale a pena a leitura.



Título Original: If You Were Mine
Autor: Bella Andre
Editora: Novo Conceito
Gênero: Romance Contemporâneo
Série: Sullivans- Livro 5
Sub-Gênero/Assunto: Hot, Animais
Período: Atual. Chicago, EUA.

Série:
Livro 1- Um Olhar de Amor
Livro 2- Por um Momento Apenas
Livro 3- Não Posso Me Apaixonar
Livro 4- Só Tenho Olhos Pra Você
Livro 5- Se Você Fosse Minha
Livro 6- Quero Ser Seu
Livro 7- Come a little bit closer
Livro 8- Always on my mind-
Livro 8.5- One Perfect Night
Livro 9- The Way You Look Tonight
Livro 10-Kissing Under the Mistletoe
Livro 11- It Must Be Your Love- expectativa de publicação: 2013
Honestamente, acho que essa série nao deve ter mais fim não , viu!

Capa Original:


3.5/5

sexta-feira, julho 19, 2013

Black Hills, de Nora Roberts

Passar o verão no Rancho de seus avós não era a ideia de diversão de Cooper Sullivan, aos 11 anos de idade. As coisas se tornam um pouco mais suportáveis quando ele conhece a vizinha, Lil Chance e sua “gaiola de rebatidas” para beisebol. Mesmo passeios a cavalo acabam não sendo tão terríveis como Coop achava que seriam. A visita anual de verão da Coop, a amizade se aprofunda a partir de jogos inocentes a beijos roubados, mas há uma experiência compartilhada que irá assombrá-los para sempre: a terrível descoberta do corpo de um andarilho.

As estações mudam e os anos passam, e Lil permanece firme com seus sonhos de se tornar uma bióloga e proteger as terras de sua família, enquanto Coop luta contra a demanda de seu pai para que ele estudar direito e entre na empresa da família. Doze anos após a última vez caminharam juntos de mãos dadas, o destino trouxe-os de volta para o Black Hills, quando as coisas e pessoas que lhe são mais caras e preciosas precisam deles.

Um investigador em Nova York, Coop recentemente deixou sua vida agitada para cuidar de seus avós e doo rancho a que ele veio chamar de lar. Embora a memória de seu toque ainda a assombre, Lil deixou nunca deixou para trás  seu sonho de abrir a Wildlife Refuge, mas alguma coisa. . . ou alguém. . . vem mantendo uma vigilância cerrada. Quando pequenas brincadeiras e atos de destruição começam a escalar para o assassinato cruel do amado puma de Lil, recordações de um assassinato não solucionado nessas mesmas colinas trazem Coop à ação para manter Lil segura.


(Esta é uma versão resumida da sinopse. A Sinopse Original e completa em Inglês está AQUI)




Um típico caso de livro com início ótimo, mas que o desenvolvimento deixou muito a desejar. Tá certo que a Nora é mais especialista em relacionamentos do que tramas policiais, mas podia ter caprichado um pouco mais, né?

O início de Black Hills é muito bom, fofo demais. Contado sob o ponto de vista de do mocinho, Cooper ‘Coop’ Sullivan , aos 11 anos, sendo “obrigado” a passar as férias de verão no Rancho dos avós . Não é um prospecto muito bom, ainda mais para um garoto tipicamente novaiorquino e que não era muito afeito à vida no campo. Mas é justamente no campo, e aos 11 anos, que ele conhece seu melhor amigo, ou amiga, Lilian ‘Lil’ Chance, uma garota de 9 anos filha dos vizinhos de seus avós. O tempo passa e a amizade entre Coop e Lil, como era de se esperar transforma-se em algo a mais.

Como eu disse, esse início é ótimo. Lindinho mesmo. Desde os dois crianças até a descoberta da sexualidade, a primeira vez juntos. É tudo descrito de forma simples e incrivelmente delicada e se o livro fosse só sobre isso eu já ficaria feliz. Sabe aquelas cenas que te deixam com um sorriso bobo no rosto? Pois é.

Mas o tempo passa, e o livro continua. E circunstâncias fazem com que Coop e Lil se separem voltando a se encontrar 12 anos depois (ela tinha 17 anos na época) quando Coop precisa voltar ao Rancho para os avós, quando o avó sofre um acidente. É claro que como todo reencontro, este não será fácil, até porque a separação não foi fácil.
‘Ah, e a parte policial?’, vocês devem estar se perguntando. Pois é, neste meio tempo um doido começa a “perturbar” Lil e aos animais que ela cuida no Abrigo de Vida Selvagem no qual é dona. E esta parta “policial” é fraca demais, prejudicando bastante o livro. Não só a trama “de mistério” é sem graça como o desenvolvimento é tolo e muito previsível.

Honestamente, foi um aspecto da história que poderia muito bem ter sido eliminado sem dano nenhum ao livro. Foi tudo muito blá.

O que acabou sendo uma pena porque os personagens e casal protagonista, principalmente, eram interessantes. Não digo que Coop e Lil formavam o casal mais fantástico que já li, mas a interação dos dois era agradável de se ler- apesar dos momentos “vamos ser cabeça dura”. Mas isso é básico, né? rs Gosto muito desta questão de reencontros e de, no caso de Coop, tomar uma nova direção na própria vida.

O livro mostra que mudanças, rompimentos, podem ser dolorosos mas também dar forças e, de certa maneira, ser necessários, para poder seguir em frente. Ou voltar.


Uma mocinha que não é chata e nem cheia de “não me toques” sempre ganha pontos comigo e Lil é ótima nesse aspecto. Ela até analisa e “psicologiza” menos as coisas do que outras mocinhas da Nora, o que eu achei ótimo. O único problema, a meu ver, é essa necessidade de na hora do pega pra capar é a eterna necessidade do “herói salvador”.

Além disso, particularmente, eu não sou muito fã do assunto “ecologia/ biologia” e Nora fez a lição de casa. Eu até gosto o Encantador de Cães no Animal Planet, mas ler sobre tigres e afins... enfim, é um aspecto do livro que é simplesmente uma questão de gosto.

No todo, eu gostei sim da leitura. Eu gostei simplesmente porque simpatizei com Coop e Lil e adorei a primeira parte.

Black Hills foi uma leitura agradável, não perfeita, mas que irá agradar aos fãs da autora. Uma boa diversão.

Vale a pena a leitura.



Título Original: Black Hills
Autor: Nora Roberts
Editora: Jove (importado)
Gênero: Suspense Romântico
Sub-Gênero/Assunto: Romance Contemporâneo, Animais, Serial Killer, Amizade, Reencontro
Período: Anos 2000. Dakota do Sul, EUA.


Este livro foi a minha leitura deste mês para o Desafio Literário. O tema era "Cor ou cores no título".





Outras Capas:


3.5/5

quinta-feira, março 28, 2013

Dewey- um gato entre livros, de Vicki Myron


A rotina da pacata cidade de Spencer, Iowa, Estados Unidos, se transforma após Dewey, um gato, ser encontrado na Biblioteca Pública. A diretora da Biblioteca, que achou o gatinho na caixa de devolução, resolve contar a história e lança o livro, Dewey, um gato entre livros. O livro escrito por Vicki Myron, com colaboração de Bret Witter é a história real de um gato que fez da biblioteca - e da cidade de Spencer- sua casa e de seus habitantes, os melhores amigos.










Eu sempre fui mais uma pessoa de cachorros. Contudo não pude deixar de me emocionar com a história de Dewey ReadMore Books, ou simplesmente, Dewey,  um gato ruivo, morador da Biblioteca Pública da Cidade de Spencer, nos Estados Unidos.


Dewey, um gato entre livros não é a biografia de um gato muito especial. Ou talvez não seja só isso. O livro conta não só a vida de Dewey, mas principalmente como ele tocou a vida de outras pessoas, como ele, de certa maneira, mudou uma biblioteca, uma cidade.

É engraçado isso de “favorito”. Acredito que nem sempre o nosso favorito particular seja o mais perfeito, mesmo para gente. Para mim, o que faz de um livro, filme, “favorito” é a capacidade que ele teve de me emocionar, me tocar. Sempre achei um pouco brega quando dizem que tal livro, filme, o que seja “toca o coração”, mas aqui eu não posso me desviar do lugar comum. Dewey me tocou.
Algumas partes são um pouco enfadonhas, como, por exemplo, a questão da crise agrícola. Eu até me interesso sobre crise econômicas e assuntos do tipo mas não era algo que eu estava a fim de ler em um livro como Dewey, nem mesmo as implementações e melhorias da Biblioteca. Além disso, achei um pouco irritante como a Vicki, a autora e narradora da história, “endeusa” a cidade de Spencer. É muita perfeição para pouca cidade. Duvido que a cidade seja realmente tão acolhedora e perfeita assim. Porém, esses pequenos defeitos são muito poucos para tirar o charme do livro. De Dewey.

Apaixonei-me por esse gato cheio de personalidade.

[Pobre Vicki, a vida dela parece uma tragédia grega. Vou te falar!]

Não sou de chorar com livros. Não mesmo. Já me emocionei várias vezes, mas chorar- chorar mesmo, acho que a última vez foi quando li Harry Potter e o Cálice de Fogo . E eu chorei com Dewey. Começou com um aperto na garganta e quando dei por mim, as lágrimas já estavam caindo.

Desde o início sabemos qual será o final da história- não é algo surpreendente ou fora de propósito, mas nem por isso menos...difícil
(breve comentário "escondidinho" caso alguém ache que é um spoiler.)

Eu ri, chorei e me emocionei com esse gato pra lá de especial.


Resenha curtinha, eu sei! Mas, algumas vezes- quanto menos se falar, melhor. Nah, balela! Eu simplesmente não consegui encontrar palavras suficientes para demonstrar o quanto esse livro me emocionou.



Recomendo!

O P.S: Spencer tem 11 mil e poucos habitantes e tem uma Biblioteca municipal. Razoavelmente grande. Quantas cidades brasileiras podem dizer isso? Em São Vicente, nem sei se tem Biblioteca (acho que funciona uma “pseudo-biblioteca” no Instituto Histórico-Geográfico.). Em Santos, a Biblioteca Municipal “grande” está fechada e só funciona uma pequena num posto da praia. Uma vergonha.

Título Original: Dewey- the small-town library cat Who touched the world
Autor: Vicki Myron
Editora: Globo
Gênero: Biografia
Sub-Gênero/Assunto: Humor, Drama, Animais, Inspiracional
Período: Final dos Anos 80-meados dos anos 2000. Spencer, Iowa, EUA.


Um Vídeo com imagens reais de Dewey. É parte de uma reportagem que uma emissora de TV fez- e que é comentada no livro.


Não é um charme só? Como não se apaixonar?

Capa Original:



4/5

quinta-feira, março 21, 2013

O Gato Que Conhecia Shakespeare, de Lilian Jackson Braun


Tem alguma coisa de podre na pequena cidade de Pickax... pelo menos para o faro sensível do milionário jornalista Qwilleran e seus dois gatos siameses, Koko e Yum Yum.
Enquanto Koko passa horas na estante, entre livros de Shakespeare, uma viúva da cidade parece escandalosamente alegre, e alguém, em algum lugar, não ama com sensatez mas excessivamente.
Foi um acidente de carro que tirou a vida do editor do jornal local... ou um assassinato?




Agatha Christie com Coleção Vaga-Lume.

O Gato Que Conhecia Shakespeare é uma divertida história que segue os passos dos romances de mistério clássicos. Apesar de ser uma leitura leve e despretensiosa, não é um livro infantil.

Na pequena e gelada Pickax, o jornalista e milionário Qwilleran desconfia que a morte acidental do editor do jornal local não tenha sido tão acidental, ao mesmo tempo em que vai percebendo que algumas coisas parecem definitivamente erradas com a cidade e os seus moradores. A história poderia parar por aí , mas Qwill, como é chamado, conta com um “auxílio luxuoso”: seu casal de gatos de siameses, Koko e Yum Yum.

Os dois gatos são o melhor do livro. Principalmente, Koko, um gatinho de atitude e que “ajuda” Qwill derrubando livros de Shakespeare da estante. E não são quaisquer livros, não. As histórias sempre tem algo a ver com o que está se passando. “A Tempestade” veio ao chão? Certeza de temporal se aproximando- e nem sempre, literalmente.

É um livro bem divertido com alta dose de humor e um mistério mas não espere a complexidade dos livros policiais atuais. Tudo é mostrado de forma leve, quase como uma anedota. E eu acho que aí é que está a graça da leitura, esse “jeitão” de mistério clássico.

O que não me agradou foi o final, não a solução em si, mas, a forma como foi conduzido. Achei tudo muito “simples”.

Além disso, O Gato que Conhecia Shakespeare é o sétimo livro de uma série (enorme!) e, apesar de conter uma história com começo, meio e fim, eu senti falta de ter um maior background à respeito de personagens e situações. Era como se todos se conhecessem, menos eu. Dando uma olhada em algumas das sinopses dos outros livros, percebi que as histórias e os acontecimentos tem uma certa sequencia.

Nunca havia lido nada na autora (falecida em 2011, aos 97 anos de idade) mas gostei de seu estilo. É leve e bem irônico. As passagens da previsão do tempo, que permeiam o livro, são muito divertidas.

Não espere em O Gato Que Conhecia Shakespeare um romance policial forte e denso. A proposta nem é essa. Este é um livro para se ler sem grandes expectativas, apenas por pura e total diversão. Um ótimo passatempo.

Vale a Leitura.

Título Original: The Cat Who Knew Shakespeare
Autor: Lilian Jackson Braun
Editora: Jove (Importado)/ Marco Zero
Gênero: Romance Policial
Série: The Cat Who- Livro 7
Sub-Gênero/Assunto: Crime e Mistério, Animais, Jornalistas
Período: Norte dos EUA. Final dos anos 80.


****
A Edição

A Edição que eu li foi a original em Inglês, que estava há séculos na estante pedindo pra ser lida. Foi preparando esta resenha que eu descobri que o livro já tinha sido lançado no Brasil.


Minha Leitura para Desafio Literário 2013, cujo tema do mês de março é "Animais Protagonistas"


A Série

Livro 1- The Cat Who Could Read Backwards (Inédito no Brasil)
Livro 2- The Cat Who Ate Danish Modern (Inédito no Brasil)
Livro 3- The Cat Who Turned On and Off (Inédito no Brasil)
Livro 4- The Cat Who Saw Red (Inédito no Brasil)
Livro 5- O Gato Que Tocava Brahms
Livro 6- The Cat Who Played Post Office (Inédito no Brasil)
Livro 7- O Gato Que Conhecia Shakespeare
Livro 8- The Cat Who Sniffed Glue (Inédito no Brasil)
Livro 9- The Cat Who Went Underground (Inédito no Brasil)
Livro 10- O Gato Que falava com fantasmas
Livro 11- The Cat Who Lived High (Inédito no Brasil)
Livro 12- O Gato Que Conhecia Um Cardeal
Livro 13- The Cat Who Moved a Mountain (Inédito no Brasil)
Livro 14- The Cat Who Wasn’t There (Inédito no Brasil)
Livro 15- The Cat Who Went Into the Closet (Inédito no Brasil)
Livro 16- The Cat Who Came to Breakfast (Inédito no Brasil)
Livro 17- The Cat Who Blew the Whistle (Inédito no Brasil)
Livro 18- The Cat Who Said Cheese (Inédito no Brasil)
Livro 19- O Gato Que Pegou um Ladrão (Seleções)
Livro 20- The Cat Who Sang For the Birds
Livro 21- The Cat Who Saw Stars (Inédito no Brasil)
Livro 22- The Cat Who Robbed a Bank (Inédito no Brasil)
Livro 23- The Cat Who Smelled a Rat (Inédito no Brasil)
Livro 24- The Cat Who Went Up the Creek (Inédito no Brasil)
Livro 25- The Cat Who Brought Down the House (Inédito no Brasil)
Livro 26- The Cat Who Talked Turkey (Inédito no Brasil)
Livro 27- The Cat Who Went Bananas (Inédito no Brasil)
Livro 28- The Cat Who dropped a bombshell (Inédito no Brasil)
Livro 29- The Cat Who Had 14 tales (Inédito no Brasil)
Livro 30- The Cat Who Who Had 60 Whiskers (Inédito no Brasil)


Outras Capas:


3.5/5

sábado, março 31, 2012

The Search, de Nora Roberts [Inédito]



Título Original: The Search
Autor: Nora Roberts
Gênero: Suspense Romântico
Sub-Gênero/Assunto: Romance Contemporâneo, Crime & Mistério, Serial Killer, Animais, Segunda Chance
Período: Atual, EUA.
To most people, Fiona Bristow seems to have an idyllic life-a quaint house on an island off Seattle's coast, a thriving dog-training school, and a challenging volunteer job performing canine search and rescues. Not to mention her three intensely loyal Labs. But Fiona got to this point by surviving a nightmare...

Several years ago, Fiona was the only survivor of the Red Scarf serial killer, who shot and killed Fiona's cop fiancé and his K-9 partner.

On Orcas Island, Fiona found the peace and solitude she needed to rebuild her life. But all that changes on the day Simon Doyle barrels up her drive, desperate for her help. He's the reluctant owner of an out-of-control puppy, foisted upon him by his mother. Jaws has eaten through Simon's house, and he's at his wit's end.

To Fiona, Jaws is nothing she can't handle. Simon, however, is another matter. A newcomer to Orcas, he's a rugged and in-tensely private artist, known for the exquisite furniture he creates from wood. Simon never wanted a puppy-and he most definitely doesn't want a woman. Besides, the lanky redhead is not his type. But tell that to his hormones.

As Fiona embarks on training Jaws, and Simon begins to appreciate both dog and trainer, the past tears back into Fiona's life. A copycat killer has emerged out of the shadows, a man whose bloodlust has been channeled by a master with one motive: to reclaim the woman who slipped out of his hands...


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