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terça-feira, janeiro 14, 2020

[RESENHA] Eu Sei Onde Você Está- Claire Kendal


“Rafe está em todos os lugares. E Clarissa vai encontrá-lo, mesmo sendo a última coisa que gostaria que acontecesse. Vai encontrá-lo na universidade onde ambos trabalham, na estação de trem, no portão do prédio onde mora. As mensagens do homem lotam a secretária eletrônica de Clarissa, os presentes dele abarrotam sua caixa de correio. Desde a noite traumática que passaram juntos alguns meses antes, ela se vê em uma armadilha da qual não consegue escapar. E ele se recusa a aceitar um não como resposta. A única saída de Clarissa para esse pesadelo angustiante são as sete semanas que passará em um tribunal, onde foi escalada para compor um júri popular. A vítima em questão viveu experiências que revelam uma similaridade macabra com a vida da jurada. Conforme o julgamento se desenrola, Clarissa percebe que, para sobreviver às investidas obcecadas de Rafe, será necessário se arriscar. Começa então a reunir evidências da insanidade do perseguidor para usá-las contra ele e relata todo o terror psicológico e físico a que é submetida, o que a obriga a reviver cada momento doloroso que vem tentando desesperadamente esquecer. Escrito de forma primorosa, Eu sei onde você está explora a tênue fronteira entre amor e compulsão, fantasia e realidade. Um retrato perturbador de uma mulher perseguida, determinada a sobreviver.”


Bom na ideia. Ruim na execução.

Muitas vezes uma ideia boa acaba se perdendo numa trama sem emoção.
É o caso de Eu Sei Onde Você.

Clarissa é uma mulher jovem, que trabalha numa universidade. Intimada para ser júri num caso de violência contra mulher, ela acaba usando o período em que precisa ficar “incomunicável” para ficar longe de Rafe, um ex-colega, que a persegue.
No decorrer do julgamento, Clarissa começa a ver semelhanças entre a vítima e ela mesma.

A violência contra mulher, o feminicídio, a perseguição e o abuso são temas fortes, (infelizmente) atuais e que merecem estar sem em foco e devem ser combatidos. A autora começa bem ao fazer uma “ligação” entre um caso de obsessão e perseguição que acontece em primeiro plano (Clarissa e Rafe) e uma trágica história de violência sexual (o julgamento), porém o que parece ser algo impactante acaba se tornando chato e sem interesse.

Eu sei onde você está tem uma protagonista insípida e pela qual a gente simplesmente não liga. O fato de ser narrado em primeira pessoa poderia tornar o drama de Clarissa mais próximo, mais real, porém, o fato é que eu realmente não dei a mínima para o que ela estava passando. E me senti péssima com isso.

Rafe é o vilão desprezível, facilmente odiavel, contudo, é tudo tão pasteurizado e sem graça que nem ele e suas maldades importam. Apesar da linguagem fácil e de um desenvolvimento adequado para a história, em certo momento eu percebi que qual que fosse o final, eu não mais me importaria. Não ligava mais. Mesmo.

O que foi ótimo. Sem expectativas, sem frustrações, né. Porque...eita finalzinho mal ajambrado.

No todo, foi uma leitura decepcionante na qual fiquei com a impressão que poderia ter sido muito melhor. Potencial tinha. Faltou potência.

Título Original: The Book Of You
Autor: Claire Kendal
Editora: Intrínseca
Gênero: Thriller
Sub-Gênero/Assunto: Drama, Abuso, Suspense
Período: Atual. Inglaterra.

2/5

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segunda-feira, junho 04, 2018

[Resenha] Uma Mentira Perfeita - Lisa Scottoline

“Chris Brennan acaba de se mudar para Central Valley, na Pensilvânia. Ele veio atrás de um emprego como professor substituto e treinador de beisebol na escola de ensino médio local, com um currículo impecável e boas maneiras que só um bom homem poderia ter. Mas tudo sobre ele é uma mentira. Seu nome é um pseudônimo, seu currículo é falso. E ele veio para a cidade com um plano, que a princípio é perfeito – e para cumpri-lo, precisa ficar de olho no time de beisebol.
Encontrar o que precisa para cumprir seus planos não deve ser tarefa difícil, e Chris foca sua busca em três meninos cujas vidas (e as de suas mães) giram em torno do time: Raz Sematov, o arremessador, um menino geralmente alegre e bem humorado que acabou de perder o pai; Evan Kostis, que é rico, mimado e problemático além de ser a sensação do time, e Jordan Larking, o novato, um garoto tímido e reservado.
Encantador e repleto de suspense, A mentira perfeita é um incrível thriller emocional, uma história criminal suburbana que prende os leitores até o final, com reviravoltas impressionantes e personagens que você não esquecerá facilmente. ”



Surpreendente.

Realmente surpreendente.

Quando comecei a ler Uma Mentira Perfeita, eu não sabia muito o que iria encontrar. A sinopse oficial não diz muita coisa, o que é ótimo.

Não há muito o que dizer sobre a trama em si, sem entregar muita coisa. Chris Brennan, o recém-chegado professor substituto e auxiliar do time de baseball de uma escola de ensino médio numa pequena cidade americana. Jovem, bonito, simpático. Chris logo conquista a todos. O problema é que ele não é exatamente quem diz.
Ele tem um plano. E três alunos, jogadores do time, são essenciais para que o que quer que Chris planeje.

O interessante é que, assim como os personagens não sabem sobre as verdadeiras motivações de Chris, nós, leitores, também não sabemos. Tudo, fica a cargo da suposição. De início, Uma Mentira Perfeita lembra muito tantos outros dramas famílias passados nos subúrbios americanos.

Ao detalhar o drama pessoal de cada um dos três alunos, a autora mostra que qualquer que sejam os planos de Chris ele afetará não somente a vida de três adolescentes mas também de suas famílias.

É uma interessante mistura de suspensa e drama familiar que faz com que a gente se sinta presa na leitura, louca para saber o que vai acontecer. Eu gostei muito que Chris é um personagem extremamente humano mas misterioso. Em determinado momento, eu não sabia se torcia por ele, ou o temia.

Herói ou Vilão?

Em sua primeira metade, como eu já havia mencionado, o equilíbrio entre drama e suspense ´é ótimo, porém, na parte final do livro, senti que o ritmo caiu um pouco. Não, melhor dizendo, o ritmo não caiu mas mudou um pouco de foco. Além disso, achei um pouco desnecessário o toque “romântico” (só pra lembrar, este não é um suspense romântico, tá?!).

De qualquer maneira, esta foi uma leitura incrível, cheia de mistérios e reviravoltas e personagens interessantes. Personagens sem papeis pré-definidos, humanos e misteriosos. Assim como Chris é fascinante, os três adolescentes, em momento algum são descritos de forma estereotipada. O mesmo vale para suas famílias, ou mães, que apresentam papéis que parecem já ser conhecidos em tantos outros dramas famílias, mas que aqui se apresentam de forma única. Mais do que simplesmente uma história de mistério, o drama humano se fez muito presente e isto fez toda a diferença.


Não conhecia a autora, mas é alguém para se ficar de olho. Definitivamente.

Claro que recomendo!

Título Original: One Perfect Lie
Autor: Lisa Scottoline
Editora: Harper &Collins Brasil
Gênero: Romance Policial
Sub-Gênero/Assunto: Thriller, Suspense, Falsa Identidade, Homens da Lei
Período: Atual. EUA.
Capa Original:



4/5
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terça-feira, maio 23, 2017

[Resenha] O Nadador - Joakim Zander


Em uma acelerada perseguição pela Europa, um ex-agente secreto tenta salvar a única pessoa capaz de exorcizar os fantasmas de seu passado.

Damasco, Síria, início dos anos 1980. Um agente secreto norte-americano abandona a filha recém-nascida em meio a um bombardeio, entregando-a a um destino incerto. A incapacidade de se perdoar o faz fugir do passado, levando-o ao Líbano, ao Afeganistão, ao Iraque – a qualquer lugar onde o perigo e a tensão o permitam esquecer seu erro.

Klara Walldéen foi criada pelos avós em uma ilha remota na Suécia. Assessora em início de carreira no Parlamento Europeu, em Bruxelas, ainda está aprendendo a navegar pelo ardiloso mundo da política quando acessa informações que não deveria, e se torna alvo de uma perigosa perseguição pela Europa. Apenas o ex-agente secreto poderá salvá-la. Mas, para isso, os dois precisarão revelar quem são. E o tempo está se esgotando.”




Para um thriller ser um bom thriller é preciso uma boa história e um bom personagem principal.
O nadador, thriller de suspense sueco, falha neste dois aspectos.

Normalmente, histórias de espiões e espionagem envolvem uma trama complexa e um personagem central pelo qual a gente torce, apesar de muitas vezes não seguir a cartilha do bom mocismo.

Apesar da trama do livro acontecer toda em volta de Klara Walldéen , uma jovem assessora do Parlamente Europeu, faltou aqui um personagem realmente cativante e pelo qual pudéssemos torcer.

Além disso, a trama central deO Nadador me pareceu dispersa e, para ser sincera, desinteressante. Aliás, mal pude perceber uma “trama” em si, mas uma série de eventos com um denominador comum.

Apesar da narrativa direta e da linguagem fácil, achei a leitura morosa, quase entediante. Simplesmente não me cativou.

O ponto positivo, devo dizer, ficou pelo fato dos EUA não serem exatamente os mocinhos. Neste ponto, o autor saiu do lugar-comum.

Não recomendo, mas acho que cada um deve ter a sua própria opinião.

Título Original: Simmaren
Autor: Joakim Zander
Editora: Intrinsica
Gênero: Thriller
Série: Klara Walldéen
Sub-Gênero/Assunto: Espiões
Período: Atual. EUA, Suécia e Bélgica.
A série:

Livro 1- O Nadador
Livro 2- O Crente

Outra Capa:




2/5


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domingo, outubro 30, 2016

[Resenha] O Medo mais Profundo - Harlan Coben



“Na época da faculdade, Myron Bolitar teve seu primeiro relacionamento sério, que terminou de forma dolorosa quando a namorada o trocou por seu maior adversário no basquete. Por isso, a última pessoa no mundo que Myron deseja rever é Emily Downing.

Assim, ele tem uma grande surpresa quando, anos depois, ela aparece suplicando ajuda. Seu filho de 13 anos, Jeremy, está morrendo e precisa de um transplante de medula óssea – de um doador que sumiu sem deixar vestígios. E a revelação seguinte é ainda mais impactante: Myron é o pai do garoto.

Aturdido com a notícia, Myron dá início a uma busca pelo doador. Encontrá-lo, contudo, significa desvendar um mistério sombrio que envolve uma família inescrupulosa, uma série de sequestros e um jornalista em desgraça.

Nesse jogo de verdades dolorosas, Myron terá que descobrir uma forma de não perder o filho com quem sequer teve a chance de conviver.”



Um livro para se ler “de uma sentada só”.

Após os acontecimentos do livro anterior (Detalhe Final) , Myron Bolitar está morando com Win em Nova Iorque e mais do que disposto a reerguer sua empresa. Tudo o que ele menos quer é se envolver em mais uma investigação. Obviamente, querer não é poder. Quando sua ex-namorada, Emily reaparece pedindo a ajuda de Myron, o mais fácil seria negar. Infelizmente, o mais fácil não é possível. O filho dela, Jeremy, está sofrendo de uma terrível doença e precisa urgentemente de um transplante de medula. Um doador compatível foi encontrado- o que seria ótimo se ele não tivesse sumido da face da Terra. Emily quer que Myron o encontre.

Bem, Myron poderia até dizer que sente muito por ela, mas não faz mais este tipo de serviço, mas Emily lhe conta mais: Myron é o pai biológico do garoto.
Com seu habitual senso de dever e sem ao menos ter um tempo mais para “digerir” a nova informação, Myron sai em busca do doador desaparecido. E se depara com uma história que envolve segredos de família, jornalista em desgraça e um serial killer.
Como já se era de esperar, nada com Myron pode ser fácil, né?

Ai, que livro incrível. Você começa pensando que vai ser sobre determinada coisa e de repente o autor te leve para um lugar completamente diferente, onde a gente não sabe o que pensar. Não é uma questão de surpresas fácil e maniqueístas com o afã de mexer com o leitor. São desdobramentos na trama que me deixaram de queixo caído e doida para saber o que mais o Sr. Coben me reservava.

O O humor, tão presente nos livros da série, aparece de forma mais tímida em O medo Mais Profundo Assim como no livro anterior, existe aqui um certa melancolia.
Os personagens continuam incríveis, com um Myron mais introspectivo e finalmente ciente da finitude das coisas- e como tudo pode mudar. Win, ah, Win! Este continua sendo meu personagem favorito, uma alma aparentemente fria mas que sabe como ninguém avaliar situações e pessoas.
Ele é o ponto de equilíbrio.

O medo Mais Profundo é um livro emocionante, com uma trama bem escrita e desenvolvida. O melhor de tudo é que quando você pensa que está tudo solucionado, algo novo aparece e muda tudo. O livro provoca um sentimento meio paradoxal no qual ao mesmo tempo em que queremos saber logo o que aconteceu, não queremos que a história termine.

Recomendo!

**Este livro foi gentilmente cedido pela editora**


A Série

Livro 1- Quebra de Confiança [RESENHA]
Livro 2- Jogada Mortal [RESENHA]
Livro 3- Sem Deixar Traços [RESENHA]
Livro 4- O Preço da Vitória (Back Spin)[RESENHA]
Livro 5- Um Passo em falso[RESENHA]
Livro 6- Detalhe Final[RESENHA]
Livro 7 O Medo Mais Profundo [RESENHA]
Livro 8- A Promessa – lançado pela editora ARX
Livro 9- Quando ela se foi
Livro 10- Alta Tensão
Livro 11- Home ---> Sim, você não leu errado TEM LIVRO NOVO DA SÉRIE!!!!



Título Original: Darkest fear
Autor: Harlan Coben
Editora: Arqueiro
Série Myron Bolitar-Livro 7
Gênero: Suspense
Sub-Gênero/Assunto: Serial Killer, Crime e Mistério
Período: Anos 200. Nova Iorque e Nova Jersey, EUA.



5/5
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quarta-feira, outubro 19, 2016

[Resenha] Inferno - Dan Brown

“Neste fascinante thriller, Dan Brown retoma a mistura magistral de história, arte, códigos e símbolos que o consagrou em "O Código Da Vinci", "Anjos e Demônios" e "O Símbolo Perdido" e faz de Inferno sua aposta mais alta até o momento.

No coração da Itália, Robert Langdon, o professor de Simbologia de Harvard, é arrastado para um mundo angustiante centrado numa das obras literárias mais duradouras e misteriosas da história: O Inferno, de Dante Alighieri.

Numa corrida contra o tempo, ele luta contra um adversário assustador e enfrenta um enigma engenhoso que o leva para uma clássica paisagem de arte, passagens secretas e ciência futurística. Tendo como pano de fundo poema de Dante, e mergulha numa caçada frenética para encontrar respostas e decidir em quem confiar, antes que o mundo que conhecemos seja destruído.”



Robert Langdon é o cara!

Depois de uma aventura um tanto sem graça em O Símbolo Perdido, o professor de História e simbologista mais querido está de volta em um thriller de suspense de tirar o fôlego. Anjos e Demônios continua sendo o meu favorito da série, mas Inferno não está muito atrás.

Este é daqueles livros de aventura e suspense que te prendem desde a primeira até a última linha. O que poderia ser algo cansativo e modorrento, nas m!aos de Dan Brown faz a gente roer as unhas. Assim como Indiana Jones, Langdon (ou seria Dan?) faz da História algo vivo e empolgante. Nada de lições maçantes. Florença está tão viva em Inferno que podemos praticamente sentir seus cheiros e ouvir seus ruídos. Impossível não ficar morrendo de vontade de voar para a Itália!

Quanto a trama, quanto se menos souber melhor. Até porque nem Langdon sabe. Sim, ele perdeu a memória dos dois anteriores. Isso já seria um problema, mas o que dizer quando você se encontra desmemoriado e com pessoas tentando te matar e você nem sabe o por quê. Ah, e você está em Florença.

Ao mesmo tempo, o perigo de uma nova Peste parece cada vez mais perto. Parece confuso, mais não é. Narrado sob vários pontos de vista, o autor nos dá as pistas nos momentos certos, revelando sim, mas não demais. E nem sempre as coisas são como parecem ser. E o fato de Langdon não lembrar de nada dá um nervosinho!

Inferno é uma aventura de primeira, com personagens fascinantes e uma trama que, aparentemente fantasiosa, faz pensar.


Não posso deixar de citar a tradução, muito boa. Langdon me pareceu mais jovial aqui e as frases tinham um ar mais descontraído e coloquial do que nos livros anteriores.

Claro que recomendo!

(PS: Ainda não vi o filme)


Título Original: Inferno
Editora: Arqueiro
Série Robert Langdon-Livro 4
Gênero: Suspense
Sub-Gênero/Assunto: Thriller, Aventura
Período: Atual. Itália e Turquia.

Outra Capa:



4/5

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quarta-feira, outubro 05, 2016

[Resenha] A Farsa - Christopher Reich @editoraarqueiro


“Durante uma escalada nos Alpes suíços, o cirurgião Jonathan Ransom e sua bela esposa, Emma, são surpreendidos por uma avalanche. Na tentativa de buscar abrigo contra uma tempestade iminente, ela fratura a perna, cai em uma greta e morre.
Vinte e quatro horas depois, Jonathan recebe um misterioso envelope endereçado à mulher contendo dois recibos de bagagem de uma longínqua estação de trem. Ao resgatar as malas, ele é surpreendido por dois homens que tentam tirá-las de suas mãos. Durante a briga, o médico acaba matando um deles e deixando o outro gravemente ferido - e só então descobre que eram policiais.
No meio desse turbilhão de acontecimentos, ele jamais poderia imaginar que a situação ficaria ainda pior. Ao abrir as malas, Jonathan descobre estranhos objetos que revelam a verdadeira identidade de Emma: uma agente secreta envolvida em atos terroristas e espionagem internacional.
Procurando desesperadamente compreender os fatos e salvar a própria vida, ele se torna alvo de uma perseguição implacável, tomando parte em uma conspiração que coloca em risco a humanidade.
Sua chance de sobreviver é descobrir a realidade por trás da enigmática Emma, que, sob a fachada de enfermeira da ONG Médicos Sem Fronteiras, tinha ligações com terrorismo, manipulação de urânio e tentativas de destruição de Israel.
Aclamado pelos críticos como um novo mestre do suspense, Christopher Reich mescla personagens e fatos surpreendentes nesta trama de espionagem cheia de reviravoltas, aventuras e intrigas.”


EU VOLTEEEI!!!!

Após um longo e tenebroso inverno, estou de volta! Setembro foi um mês de muito trabalho, sem finais de semana e feriados, mas agora as coisas estão voltando ao normal.

Vamos então falar de livros? Não li muito; simplesmente não tive tempo e o único livro que consegui finalizar (que vergonha!) foi... bem, vamos dizer assim, O livro Errado Na Hora Errada. Sim, A Farsa, primeiro livro de uma série de thrillers, foi aquele tipo de livro “legal” mas que demandava mais atenção do que aquela que eu estava propícia a dar.

Jonathan Ransom é um médico da Médicos Sem Fronteiras que após perder a esposa em um trágico acidente durante a escalada descobre que nada era o que parecia; principalmente sua esposa. Jonathan parte então em busca de respostas, ao mesmo tempo em que uma trama de morte e espionagem acontece e ele se vê completamente envolvido- e perseguido.

Para quem gosta de livros de ação e suspense, A Farsa é um prato cheio. Desde as primeiras frases, o autor nos envolve em uma trama de ritmo frenético, com muitos acontecimentos e desdobramentos. Este é o grande trunfo do livro, mas, para mim, também o grande problema.

 A farsa é daqueles livros em que não podemos desviar a atenção um só segundo, qualquer semi-informação é importante para trama e, honestamente, eu não estava no clima para um livro assim. O fato é, eu não consegui aproveitar a leitura. Eu sabia que o livro era interessante e queria muito saber como tudo iria se resolver, mas a leitura simplesmente não conseguiu me prender. O interessante é que eu realmente gostei do protagonista, um homem “quase” comum, sem a pretensão de ser um super-herói ou algo do tipo. Ao mesmo tempo em que Jonathan é muita emoção, ele sabe ser frio quando é necessário. Além disso, gostei também do fato da narrativa ser feita sob vários pontos-de-vista; o autor nos dá pistas e respostas durante toda a leitura, mas sem entregar totalmente as surpresas.


É por isso que eu não pude dar uma nota para o livro: não seria justo. Eu teria aproveitado muito mais a leitura se tivesse lido em outro momento.

A Farsa é uma leitura interessante, que demanda atenção- e que deve agradar muito aos fãs do gênero.


Título Original: Rules of Deception
Autor: Christopher Reich
Editora: Arqueiro
Gênero: Thriller
Série: Jonathan Ransom – Livro 1
Sub-Gênero/Assunto: Falsa Identidade, Médicos, Suspense
Período: Atual. Suiça.
Outra Capa:


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segunda-feira, julho 25, 2016

[Resenha] Obsessão - Sandra Brown



“O telefone toca na casa do cirurgião Lee Howell em plena madrugada, após uma festa. Sua presença é requisitada após um grave acidente na estrada, com dezenas de feridos. O que acontece com ele logo em seguida, no estacionamento do Hospital Geral de Fort Worth, no Texas, dá início a uma trama repleta de suspense, violência e algumas generosas doses de erotismo. Rennie Newton, a cirurgiã que substitui o Dr. Howell num cargo de chefia no hospital, é vista como suspeita, embora nada se prove contra ela. Excelente profissional, atenciosa e responsável, a médica, no entanto, tem um passado que revela uma adolescência complicada. A autora mantém o passado da Dra. Newton como uma mancha em seu caráter por todo o livro, mas no final começa a revelar o que se esconde neste mistério tão bem guardado.”


Bom, mas poderia ser melhor. Bem melhor.

Sandra Brown é uma das poucas autoras que eu compro/leio um livros sem antes ler a sinopse mentira, eu sempre leio a sinopse antes, mas no caso dela, mesmo se sinopse não chamar muito a minha atenção, eu quero ler mesmo assim.) Por isso, mesmo com a medonha capa brasileira eu queria ler Obsessão. O livro tem aquela boa mistura de romance e suspense, mas deixou um leve sabor de decepção.

Como o próprio título já diz, Obsessão fala da fixação de Lozada, um assassino de aluguel, por Rennie Newton, uma jovem e bela médica. Rennie havia sido jurada em um julgado no qual Lozada era réu- e saiu livre. De uma forma um pouco (bastante) perturbada, ele passou a acreditar que os dois estavam destinados um ao outro. E ele faria tudo por ela. Até mesmo matar um rival do trabalho.

Wick Threadgill é um policial afastado da corporação que fez da missão de sua vida capturar o homem que matou seu irmão. Lozada. E a bela doutora é o melhor meio para esse fim.

Sabe aquele livro que tem bons elementos mas não consegue te prender? Foi o meu caso com Obsessão. Além da história em si não ter me prendido, achei o vilão muito ruim, beirando o ridículo, o que acabou por prejudicar o clima de tensão do livro. Lozada é descrito alguém desequilibrado, mal como o pica-pau, mas, pra mim, ele mais pareceu um vilãozinho barato de filme B. Não me causou tensão nem ódio- e a coleção de escorpiões vivos dele foi um toque no mínimo risível. Sorry, Sra. Brown, mas dessa vez não deu.

Eu até consegui suportar a mocinha, um tanto quanto chatinha pois o Wick é sim um herói romântico que se presa. Ogro com açúcar, sabem como é? O que eu gosto nos livros da Sandra Brown é que, apesar de qualquer defeito, ele nunca deixa o suspense de lado. E aqui não foi diferente. O romance de Wick e Rennie vai crescendo pouco a pouco, primeiro cercado de desconfianças e, depois, de tensão. Porém, em nenhum momento, a trama policial é deixa de lado. É ela a razão de ser do livro. E é por isso que eu gosto tanto da autora. Mesmo em livros não tão bons ela ainda consegue me cativar e ficar morrendo de curiosidade para saber como tudo vai acabar.

Apesar dos defeitos óbvios, a trama é bem construída. A autora soube usar bem o fato de já sabermos quem é o vilão e ir construindo o suspense- e a tensão a partir daí.

Se você nunca leu a autora, talvez esse não seja o melhor livro para se começar, porém, Sandra Brown é sempre recomendável. Romance e suspense na medida certa.



Título Original: The Crush
Autor: Sandra Brown
Editora: Rocco
Gênero: Suspense Romântico
Sub-Gênero/Assunto: Thriller, Suspense, Homens da Lei, Médicos
Período: Atual. Texas, EUA.
Capa Original:



3.5/5

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segunda-feira, julho 18, 2016

[Resenha] Flores Partidas - Karin Slaughter

“Quando Lydia contou para a irmã que o cunhado havia tentado estuprá-la, Claire não acreditou. Dezoito anos depois, porém, tudo o que Claire achava saber sobre o marido se provou uma mentira. Quando vídeos escondidos no computador de Paul mostram uma face terrível do homem que ela julgava conhecer, Lydia percebe que o drama de sua família tem muitas camadas que precisarão ser descobertas antes que a assustadora verdade por fim venha à tona..”


Que livro. Que livro.

Ainda estou tentando “processar” tudo. Flores Partidas pode não ser uma leitura para todos, mas é, sem sombra de dúvida, um livro fantástico.

Lydia e Claire são duas irmãs que não se falam há 18 anos, desde que a primeira contou para a irmã que o cunhado, Paul havia tentado violentá-la. Claire ficou do lado do marido. Afinal, como confiar em Lydia, já que esta era uma drogada promíscua. Além disso, a família havia há muito se desintegrado desde o desaparecimento de Júlia, a mais velha das irmãs. 25 anos haviam se passado e aquele sumiço continuava a ser um mistério. Quando Paul de forma trágica, Claire, acaba descobrindo, por acaso, uma série de vídeos perturbadores.

Talvez Lydia tivesse falado a verdade. Talvez Paul não fosse quem Claire pensasse que ele fosse. Com o desaparecimento de uma jovem invadindo a mídia, velhas dores e lembranças parecem ainda mais atuais e Claire busca a ajuda da irmã para descobrir a verdade.

É isso. Só isso e nada pode ser dito. Flores Partidas não é um livro de mistério, mas desde o princípio a autora vai desencadeando surpresa atrás de surpresa. Choques, literalmente.

O livro fala sobre o universo sombrio do Snuff Porn e da Internet Oculta, onde vídeos de estupro e assassinato são produzidos e amplamente divulgados. É mostrado o lado mais feio e cruel do ser humano. Honestamente poucas vezes sente tanto ódio e ojeriza. É triste e repugnante. Flores Partidas mostra como a tragédia acaba não só a vítima mas com toda a sua família.

Intercalando a ação presente com as cartas do pai para a filha desaparecida, o livro nos faz  sentir na alma a dor daquele homem. É extremamente triste, mas também belo. Se eu pudesse, eu abraçaria aquele homem cuja vida simplesmente acabou no dia em que a filha desapareceu.

A ação se passa em poucos dias, horas, e isso dá um aspecto ainda mais desesperador à trama, fazendo com o leitor fique constantemente à flor da pele. Apesar de não existe uma violência gráfica, mas ela está lá, sempre presente e implacável. Por isso, a leitura talvez não indicada a todos. Eu mesma me senti incomodada em algumas passagens; uma sensação de mal estar.

Claire é uma mulher que vive uma vida quase perfeita. Rica e casada com um homem praticamente perfeito, ela criou para si uma bolha de felicidade e harmonia. É muito diferente de Lydia que, após anos de sexo e drogas, luta muito para cuidar da filha adolescente. São duas vidas completamente opostas- com personalidade bem diferentes, mas que em determinado momento é necessário olhar para trás. Não existe o perdão fácil, se é que ele existe.

Eu gostei muito como as duas personagens são desenvolvidas e como a força pode aparecer nos momentos mais desesperadores- e como é tentadora a vontade de desistir.

É um livro de leitura rápida, mas que devido ao tema eu senti a necessidade de dar “paradas”na leitura. Karin Slaughter sabe muito bem criar um ambiente de tensão. Com uma linguagem direta e muito envolvente, Flores Partidas tem um ritmo fluido e muito bem desenvolvido, com personagens complexos e soluções bem arquitetadas e nada fáceis.

O final me fez sentir aquele aperto doído no coração. Agridoce.

Recomendadíssimo!


OBS: A Garota dos Olhos Azuis é a prequel de Flores Partidas e conta as horas antes de Julia desaparecer. Apesar de ser uma prequel eu aconselho ler DEPOIS do livro. O conto pode ser baixado gratuitamente na Amazon.




Título Original: Pretty Girls
Autor: Karin Slaughter
Editora: Harper Collins Brasil
Gênero: Thriller
Sub-Gênero/Assunto: Suspense, Serial Killer
Período: Contemporâneo. Atlanta, EUA.
Outra Capa:



5/5
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quinta-feira, julho 07, 2016

[Resenha] O Sobrevivente - Gregg Hurwitz


“No parapeito de uma janela de banheiro no 11º andar do First Union Bank, Nate só tem mais um objetivo na vida - reunir a coragem necessária para saltar e acabar com os seus problemas.De repente, ele ouve tiros dentro do banco e, ao espiar o que está acontecendo, vê uma cena terrível - criminosos mascarados disparando cruelmente em qualquer um que se coloque em seu caminho. Enquanto sustenta o olhar de uma mulher agonizante, Nate toma uma decisão. Lançando mão de seu treinamento militar, ele consegue render e matar todo o grupo, exceto o seu líder. Antes de escapar, o homem deixa claro que ele se arrependerá de seu ato heroico. Ele está certo. Em poucos dias, Nate é sequestrado pela mafia ucraniana e recebe uma ameaça - precisa voltar ao banco e concluir a tarefa que os bandidos não puderam cumprir. Do contrário, sua ex-mulher - pela qual ainda é apaixonado - e a filha adolescente, que não o reconhece mais como pai, serão brutalmente assassinadas. Enquanto o tempo corre de maneira implacável e o prazo de Nate se aproxima do fim, ele luta não só para salvar as duas da morte, mas também para recuperar sua confiança e seu amor.”

Quando eu vi a capa de O Sobrevivente pela primeira vez não fiquei muito empolgada. Sei lá, mas me parecia ser um romance sci-fi. Contudo, comecei a ler alguns comentários empolgados ( de pessoas nas quais eu confio) e então o bichinho da curiosidade me pegou. Na última Bienal ele estava com um bom preço e pensei, por que não?.

Quase um ano se passou e só agora consegui ler o bendito e... gostei, mas não me empolguei.

Tudo começa com uma tentativa frustrada de suicídio. Aos 36 anos, diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotráfica, sofrendo de transtorno pós-traumático após ver o melhor amigo morrer em batalha e longe da mulher e da filha, Nate Overbay não vê outra alternativa a não ser se jogar 11 andar de um edifício bancário. Era um plano perfeito, o problema é justamente naquele momento escolhido por Nate, o banco foi assaltado-e ele, num último ato de heroísmo, resolve intervir.

O problema é que não era um roubo comum, assim como não eram comuns aqueles por trás do crime e, claro (não precisamos ser muito espertos para adivinhar) Nate iria pagar. Nem que fosse com a vida da filha. Ele só teria que “terminar” o serviço.

O que eu mais gostei em O Sobrevivente foi o seu enredo, o seu pontapé inicial. O autor começa sua história sem meias palavras, entrando com a ação já de supetão. Equilibrando muitíssimo bem a adrenalina do assalto com o drama e tragédia iminente do suicídio. É um começo diferente e espetacular e embora o ritmo de “thriller” não diminua durante todo o livro, senti que a história em si começa a deixar a desejar.

Ao mesmo tempo que eu gostei da forma como Nate vai voltando à vida da filha e da ex-mulher, achei o “lado do bandido” um pouco forçado demais, me fazendo lembrar daqueles filmes “B” de ação que passam depois do Fantástico. Muita adrenalina, mas bem forçado no que diz respeito às relações humanas. Sem contar que ter um herói que só pensa em se suicidar é bem deprimente.
Apesar disso, O Sobrevivente é daqueles livros que te pegam de jeito. Como eu já mencionei, o início é espetacular e depois dele é impossível sossegar antes de terminar a leitura. Sem contar que o autor usou de alguns elementos interessantes na obra, como as “conversas” entre Nate e o “fantasma” de seu amigo. A meu ver, são os momentos mais humanos no livro, onde podemos ver, enxergar, como a guerra realmente afetou nosso herói. O clima sombrio é quebrado pelo namorado sem noção da filha de Nate.

Dentro de seu gênero, O Sobrevivente é um livro interessante e movimentado, com uma narrativa segura e muito bem desenvolvida. O problema é que “eu” não consegui me empolgar, me apaixonar pela história e seu protagonista. É onde entra a velha questão do gosto pessoal. O final é maior exemplo disso: não gostei, mas achei perfeito.

Para quem gosta de thrillers de ação, com bastante movimento e uma pitada de drama, O Sobrevivente é uma leitura interessante, bem acima da média.



Título Original: The Survivor
Autor: Gregg Hurwitz
Editora: Arqueiro
Gênero: Thriller
Sub-Gênero/Assunto: Doenças, Suspense
Período: Atual. Califórnia, EUA.
Outra Capa:


3.5/5

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quarta-feira, novembro 25, 2015

[Resenha] Você é o Próximo - Gregg Hurwitz

“Mike Wingate teve uma infância difícil: aos 4 anos, foi abandonado em um parque e mandado para um lar adotivo. Ninguém nunca apareceu para buscá-lo e ele tem apenas algumas lembranças esparsas e fragmentadas de seus pais.

Agora, já adulto, ele leva a vida que sempre sonhou: é casado com uma mulher maravilhosa, tem uma linda filha de 8 anos e sua empresa de construção civil está prestes a terminar um condomínio de casas ecologicamente sustentáveis que garantirá um futuro sólido para todos eles.

Então o inimaginável acontece: Mike depara com demônios de um passado do qual nem mesmo se lembra. Dois sujeitos cruéis surgem do nada e começam a ameaçar não somente a ele, mas também sua família.

Quando as intimidações se transformam em ataques violentos, o instinto de sobrevivência passa a ser o único combustível de Mike e ele recorre a um aliado dos velhos tempos, um sujeito muito perigoso – e seu único amigo verdadeiro. Juntos, os dois farão o que for preciso para manter Mike, a esposa e a filha a salvo de seus inimigos implacáveis. ”



Eu adoro Romances Policiais. Claro que eu também amo os romances românticos, mas os policias tem um lugarzinho especial no meu coração. É por isso que me pergunto por que demorei tanto para ler algum livro de Gregg Hurwitz. Tudo bem, ele não é exatamente o romancista policial mais conhecido do mundo, mas seus livros sempre me chamaram a atenção- e eu ainda tinha dois deles em casa sem nunca ter lido!
Ainda bem que eu acabei com isso.

Você é o Próximo foi o primeiro livro que eu li do autor e, com certeza, não será o último. Talvez não tenha sido o melhor livro policial que eu já li, mas Gregg consegue fazer uma história envolvente e coerente, com personagens interessantes e ação na medida certa.

No centro de toda a trama está Mike Wingate, um homem de trinta e poucos anos, casado e com uma filha, que vive o que se poderia se chamar o melhor momento de sua vida. Seu casamento está bem, sua filha é uma alegre e esperta menina de 8 anos e ele está prestes a concluir o projeto que irá mudar sua vida.

Tudo parecia perfeito até... que não somente ele, mas também sua família passam a sofrer ameaças. É neste momento que Mike precisa olhar para o passado e resgatar fatos que há muito ele queria esquecer. Mike foi abandonado pelos pais aos 4 anos de idade e morou desde então em um lar adotivo. Porém, se o Mike de hoje dia é praticamente o cidadão perfeito, o Mike de anos atrás era muito diferente. Mas aquele Mike tinha um amigo, Shep, um único amigo verdadeiro que ele teria que reencontrar se quisesse descobrir o que estava acontecendo e, principalmente, proteger sua mulher e filha.

A primeira coisa que me chamou a atenção no livro foi o senso de família que é apresentado na história. A esposa e a filha não são somente elementos soltos numa trama maior, elas fazem parte do enredo. O estado civil do protagonista é mais do que meramente um fato. (É interessante ver como acontecimentos prosaicos, como o problema de piolho na filha, e se mesclam perfeitamente ao lado mais “suspense” do livro) Assim, como Shep é muito mais do que um simples amigo de infância. Existe entre eles uma cumplicidade enorme, apesar dos dois terem tomado caminhos diferentes na vida.

Mike não é um super-heroí, nem um gatão musculoso mas ele tem os seus trucos e, em alguns momentos, as habilidades de “ex-trombadinha”. É ótimo ver um personagem que não é um herói inabalável, sem erros ou medos. Apesar de Você é o próximo ter um mistério que acompanha a hist´roia desde o início, não diria que este é o ponto principal do livro. Antes de qualquer coisa, este é um romance de ação, um Thriller. O modo como as coisas vão se sucedendo acaba até por ser mais importante do que a resposta final em si. Pelo menos, foi o que eu achei. Até porque foi justamente o “por quê” de tudo o que menos me agradou. Tudo fez sentido e se encaixou perfeitamente, mas não foi algo que tenha me agradado particularmente. Questão de gosto.

Você é o próximo tem um ritmo constante e fluido. A escrita de Gregg Hurwitz é detalhada na medida certa. Ele vai despejando pequenos pitacos informações no decorrer da leitura, o que torna tudo bem interessante. Narrado em terceira pessoa, mas sob o ponto de vista de Mike, Você é o próximo apresenta dos momentos da vida do protagonista:> sua infância e adolescência e a sua vida atual, adulta. E a partir do que é mostrado, pouco a pouco, de seu passado podemos compreender mais o personagem no dias atuais.

Apesar de minha curiosidade em relação ao autor, eu não sabia muito o que esperar e devo dizer que gostei muito. Não é um tipo de romance policial muito profundo ou cheio de psicologia, porém também não é somente uma aventura policial só com ação. É entretenimento, mas tem a sua “sustância”. Eu diria que Você é o próximo é aquele tipo de leitura ideal para quem nunca leu uma história policial e não sabe por onde começar.

Recomendo!


Título Original: You’re next
Autor: Greg Hurwitz
Editora: Arqueiro
Gênero: Romance Policial
Sub-Gênero/Assunto: Suspense, Thriller, Crime e Mistério
Período: Atual. California, EUA.
Capa Original:





4/5


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quarta-feira, novembro 18, 2015

[Resenha] O Delator - Tess Gerritsen

“Em uma noite chuvosa, no meio da estrada, um estranho fugindo de assassinos surge bem na frente do carro de Cathy Weaver. O comportamento delirante de Victor Holland dava a entender que se tratava de um homem à beira da loucura. Mas sua afirmação de que estava sendo perseguido poderia ser atestada pelo temor no olhar e pela bala cravada no ombro. À medida que as horas passam e os perseguidores se aproximam, Cathy não consegue evitar um único pensamento; se ela estaria ajudando uma pessoa em perigo ou se estaria colocando sua vida nas mãos de um homem perigoso”


Quem conhece Tess Gerritsen apenas por sua série Rizzole & Isles pode estranhar um pouco este livro, até mesmo achá-lo de qualidade literária menor, porém, como um todo, O Delator é um suspense romântico simpático e agradável de se ler.

É só não se esperar muito- e a satisfação será garantida.

O Delator é um emocionante (bem, talvez “emocionante” seja uma palavra muito forte, mas também, de forma alguma, é um livro parado) thriler romântico no qual a autora se vale da conhecida premissa em que dois estranhos precisam correr contra o tempo, salvar seus traseiros e capturar os vilões. Tudo muito fácil e tranquilo, obviamente! rs

Victor, um bioquímico e Cathy , uma maquiadora de filmes de terror B se conhecem por acaso, mas circunstâncias fazem com que eles precisem fugir juntos tanto da polícia quanto de homens nem um pouco bem encarados que querem matá-los. Tudo está relacionado com uma fórmula farmacêutica e seu uso inapropriado.

Acho que O Delator também poderia ser definido como uma versão de David contra Golias, onde Victor é apenas um homem tentando ir contra uma grande empresa.
O livro é legal. Esta é a primeira- e principal- coisa a ser dita. O livro não apresenta grandes novidades; é aquele tipo de leitura despretenciosa ideal para se passar o tempo. Me parece horrível dizer isso, mas O Delator é uma típica leitura média que não emociona mas também não compromete.

O talento da autora se faz presente, mesmo que seja apenas nos detalhes. Obviamente os livros mais novos dela são melhor escritos- e acho até que isso é inevitável, mas aqui já se pode notar a sua qualidade. É interessante ver que, apesar de ser uma literatura romântica, o lado policial tem um grande papel no enredo. Não é apenas uma “desculpa” para uma história de amor.

Não existe um mistério propriamente dito; nós sabemos quem são os mocinhos e quem são os vilões. A questão aqui- e devo dizer que foi algo muito bem trabalhado pela autora- é a tensão, o senso de perigo.

Victor e Cathy são dois personagens interessantes; não particularmente envolventes, mas interessantes de qualquer maneira. Gostei que ele não é um ex-militar ou algo do gênero. A autora fez bem em não cair em mais esse clichê e mesmo que Cathy seja mais uma mocinha magoada pelo ex, ela não deixa dominar por isso. Aliás, o ex tem uma importante função da trama.
Não achei o casal extremamente apaixonante, mas também não foi um daqueles casos em mocinho e mocinha eram “nada a ver”. Como eu disse anteriormente, esta é uma leitura “média”.

Durante a leitura não teve o que realmente tivesse me incomodado, tlavez, penso eu, tenha sido o “vai- não vai” em realção à Cathy ficar ou não com Victor. Ela queria ficar com ele; ele a queria longe, em segurança. Soooono.

No geral, O Delator foi um passatempo agradável, sem grandes surpresas mas que cumpriu seu papel de entreter.

Para quem nunca leu a autorta, talvez seja melhor começar pela sua série mais famosa. Para aqueles que já estão familiarizados com sua obra, vale a conferida.

Título Original: Whistleblower
Autor: Tess Gerrritsen
Editora: Harlequin
Gênero: Suspense Romântico
Sub-Gênero/Assunto: Thriller
Período: Anos 90. EUA
Outra Capa:


3/5


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