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segunda-feira, setembro 17, 2018

[Resenha] As Elizas - Sara Shepard


“Sara shepard, autora da série best-seller pretty little liars, deixa sua marca em mais uma história com uma narrativa hitchcockiana cheia de mentiras, memórias falsas e uma protagonista que precisa descobrir a verdade para sobreviver. quando a escritora estreante eliza fontaine é encontrada no fundo da piscina de um hotel, sua família acredita ter sido mais uma tentativa de suicídio fracassada. Mas eliza jura que foi empurrada, e sua única testemunha é quem a salvou. desesperada para encontrar o culpado, eliza toma para si a investigação do caso. Mas, conforme a data de lançamento do seu primeiro livro se aproxima, ela se vê com mais perguntas do que respostas. Por que a editora, agente e a família estão misturando os acontecimentos de sua vida com os de seu livro? ele não é totalmente ficcional?”


Intrigante.

As Elizas é um livro sobre a mente humana.

Tudo começa quando Eliza, uma jovem escritora, cai numa piscina. Os parentes e amigos acham que foi uma tentativa de suicídio, afinal, não teria sido a primeira vez. Eliza tem certeza de que foi empurrada. Mas empurrada por quem? E por qual motivo? Na sua busca por respostas, a jovem começa a perceber que não deve confiar em ninguém.

Nem nela mesma.

Muito menos nela.

E é aí que está a grande questão do livro. No que acreditar? Num primeiro momento, parece que estamos diante de uma história de mistério genérica: um crime (ou tentativa, no caso) e a tentativa de solucioná-lo. Sim, o mote inicial até pode ser esse, mas Eliza não é uma protagonista comum. Psicologicamente instável, ela sofre com lembranças que não parecem ser dela.

Ao mesmo tempo, conhecemos a história d´As Dots, o livro que Eliza está prestes a lançar, que fala da relação entre uma tia e sua sobrinha. No início, a trama das Dots parece completamente fora de lugar. Contudo, a medida que a história de Eliza e a trama fictícia dela vão sendo alternadas, é possível perceber que existe uma ligação ali. Mas o que seria?

Confesso que gostei mais desta “trama secundária” do que da principal; fiquei mais envolvida com as personagens e a forma de como tudo ia se encaminhando (tá certo que o fato de, enquanto eu lia o livro, tava passando uma série na HBO que tratava do mesmo assunto meio que estragou a surpresa). Foi muito interessante ver como a aumentava o grau de loucura e dependência naquela relação. Me vi, por várias vezes, querendo saber mais das Dots do que da própria Eliza.

Não que a chamada “trama base” fosse ruim, mas achei que faltaram personagens secundários mais fortes. No final, o que mais importou foi Eliza. Ela é o centro de tudo.

De modo geral, eu gostei bastante da escrita e da forma como tudo conduzido, apenas achei o final um pouco rocambolesco demais e com algumas soluções forçadas. Porém, foi ótimo ler um suspense diferente e despretensioso.

Vale a pena a leitura!


*este livro foi gentilmente cedido pela editora*



3.5/5



Título Original: The Elizas
Autor: Sara Shepard
Editora: Harper Collins Brasil
Gênero: thriller psicológico
Sub-Gênero/Assunto: Doenças, Suspense
Período: Atual. Palm Springs, EUA.

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segunda-feira, outubro 10, 2016

[Resenha] Quando o amor bater à sua porta - Samanta Holtz



“Malu Rocha é uma escritora de 29 anos independente, confiante e bem-sucedida. Mora sozinha em São José dos Pinhais, perto de Curitiba, onde mantém uma rotina regrada de pedalar todas as manhãs, escrever e, semanalmente, visitar o avô de 98 anos em uma casa de repouso.

Porém sua vida toda controlada sai do eixo quando um homem bate à sua porta e se apresenta como Luiz Otávio Veronezzi, dizendo ter perdido uma reunião marcada com ela. Malu não se lembra do compromisso e sua primeira reação é dispensá-lo. Mas o belo desconhecido insiste, explicando que sofreu um acidente de carro, ficou em coma e perdeu a memória, assim como seus documentos. As únicas coisas que restaram foram um pouco de dinheiro e um papel com o nome e o endereço de Malu, o nome dele e a data da reunião. Luiz confessa que a escritora era sua última esperança para descobrir a própria identidade.

O problema é que ela não tem a menor ideia de quem ele seja.

Desconfiada, mas sentindo-se responsável pelo acontecido, Malu decide ajudá-lo e embarca em uma jornada para descobrir quem ele é – o que acaba trazendo à tona muitos fatos sobre si mesma, seus medos e segredos mais bem guardados, além de um passado que preferia esquecer.

A bela narrativa e a trama que prende do começo ao fim nos convidam a acompanhar Malu e Luiz nessa busca que se transforma em uma história de amor de tirar o fôlego.”



Uma história de amor.

Quando eu solicitei Quando o amor bater à sua porta à editora, eu não sabia muito bem o que esperar. Tinha lido ótimos comentários a respeito da autora, mas nunca tinha lido nada dela. A sinopse tinha chamado minha atenção e isto era o que bastava.

De forma bem direta, posso dizer que gostei bastante da leitura. Quando o amor bater à sua porta é uma bela história de amor e autoconhecimento- bem desenvolvida e , principalmente, muito bem escrita. E isso fez toda a diferença. A autora se valeu de alguns elementos clichês da literatura romântica (exemplo, o mocinho, Luiz Otávio, é perfeito demais) e soube conduzir uma história simples e delicada sem afetações ou melodramas. Não existe um vilão, mas as próprias angústias e dúvidas dos personagens, o que, a meu ver tornou tudo muito mais interessante.

Tá certo, eu nunca deixaria um homem estranho (por mais lindo e sexy que fosse) entrar na minha casa. Ainda mais se eu morasse sozinha. Por outro lado, adorei a forma como a relação entre a jovem escrita Malu Rocha e o desmemoriado Luiz Otávio se desenvolve. Claro, desde o início existe uma atração mas os dois já não começam o livro mal se olhando e arrancando as roupas um do outro. É algo que vai se construindo aos poucos.

Quando o amor bater à sua porta seria um daqueles romances favoritos e "praticamente"perfeitos se não fossem alguns detalhes como, a mocinha. Malu é uma chata. Chatilda chatona. Descrita como uma jovem de 29 anos, ela age como se fosse uma solteirona ranzinza de 50. Luiz Otávio é puro sol, Malu é cinza. Talvez se ela tivesse 30 e poucos anos até eu poderia ter compreendido ela melhor, mas uma pessoa de 29 com a alma velha daquele jeito? Não deu para aguentar. Eu amei a forma como ela cresce como pessoa e me apaixonei pela relação dela com o avô. Lindo. Mas foi isso; no geral, ela era insuportável.

Outro ponto que eu não gostei foi o tom muito "auto-ajuda" de algumas passagens. Já mencionei o quanto gostei da escrita de Samanta Holtz e justamente por isso, achei que alguns momentos de "lição de vida" me soaram destoantes com a qualidade da obra. Ficou algo meio professoral demais. Desnecessário.

Por fim, o fato de não ser mostrado o momento em que Luiz Otávio recobra a memória foi altamente frustrante. Sério mesmo, Samanta?! Esperei o livro inteiro por essa cena.

Nossa, até tá parecendo que eu só vi defeitos no livro! Muito pelo contrário. Apesar de tudo, Quando o amor bater à sua porta é daqueles romances envolventes que fazem a gente se sentir bem, mais leves. Não é uma história de paixões arrebatadoras, mas sobre pessoas que se encontram fora de seus eixos, de seus portos-seguros. Até mesmo o clichê de algumas situações foi muito bem explorado.Além disso, adorei o fato do livro se passar no Brasil, com personagens brasileiros- e nomes brasileiros!

Por fim, Quando o amor bater à sua porta é um romance altamente recomendável. Uma história de amor que vale muito a pena ler.Já posso dizer que vou ficar de olho nessa autora.


Recomendo.



Título Original: Quando o amor bater à sua porta
Autor: Samanta Holtz
Editora: Arqueiro
Gênero: Romance
Sub-Gênero/Assunto: Escritores, Romance Contemporâneo
Período: Atual. Paraná e São Paulo, Brasil.

4/5



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sexta-feira, julho 29, 2016

[Resenha] O Bicho da Seda - Robert Galbraith


“Quando o escritor Owen Quine desaparece, a sua mulher contrata os serviços do detetive privado Cormoran Strike. De início pensa que o marido se ausentou por uns dias - como já acontecera anteriormente - e recorre a Strike para o encontrar e trazer de volta a casa.
No decorrer da investigação, torna-se claro que o desaparecimento do escritor esconde algo mais. Quine tinha acabado de escrever um romance onde caracterizava de forma perversa quase todas as pessoas que conhecia. Se o livro fosse publicado iria certamente arruinar algumas vidas - pelo que haveria várias pessoas interessadas em silenciá-lo.
E quando Quine é encontrado, brutalmente assassinado em circunstâncias estranhas, começa uma corrida contra o tempo para tentar perceber a motivação do cruel assassino, um assassino diferente de todos aqueles com quem Strike se tinha cruzado...
Um policial de leitura compulsiva com um enredo que não dá tréguas ao leitor, O Bicho-da-Seda é o segundo livro desta aclamada série protagonizada por Cormoran Strike e pela sua jovem e determinada assistente Robin Ellacott.”



Uma série cada vez melhor.

Eu já tinha gostado de O Chamado do Cuco, mas foi somente com O Bicho da Seda que eu posso dizer, com absoluta convicção, que a série com certeza me fisgou. Se o primeiro livro me deixou com algumas dúvidas, este foi paixão na certa.

Em O Bicho da Seda, o autor soube narrar e tecer os fatos muito bem, mesclando com maestria os dramas dos personagens, os horrores dos fatos e aquela pitada de mistério com ares de livros de outrora. Impossível não se lembrar dos grandes detetives da literatura como Poirot e Sherlock, enquanto testemunhamos as desventuras de Cormoran Strike pelo mundo dos editores, livros e escritores.

Sim, porque é o mundo literário um dos grandes protagonistas de O Bicho da Seda. E um protagonista que não foi pintado com cores muito favoráveis. A partir do desaparecimento de um escrito excêntrico porém medíocre, com mais inimigos do que amigos, somos apresentados ao universo cheio de rancores e futilidades, aonde o talento nem sempre é o mais importante, e amizades são facilmente desfeitas. Com a ajuda cada vez mais sagaz de assistente, Robin, Cormoran pouco a pouco vai descobrindo como um simples caso de desaparecimento se torna algo muito mais complexo.

O Bicho da Seda é narrado de forma linear, mas nada simplista ou óbvio. É uma trama de tensão crescente, no qual o mistério vai surgindo no decorrer das páginas. Apesar de uma forte inspiração na literatura de detive mais clássica, o autor não se deteve apenas no lado “detetivesco” da história; assim, também podemos descobrir um pouco mais de Cormoran como pessoa e, claro, a presença cada vez mais atuante de Robin. Foi ótimo ver como ela cresceu como personagem e não é apenas mais uma coadjuvante à sombra do patrão.

Apesar de ser mais pautado no trabalho de detetive, o livro apresentada algumas cenas bem grotescas, mas apesar de causarem ojeriza, elas são partes cabais da história e não estão ali somente para “chocar”o leitor. É essa percepção que faz a diferença.

O Bicho da Seda é um livro de diálogos e a descrições precisas mas bem desenvolvidas; não é um thriller de consumo rápido. Muito pelo contrário, é um livro de leitura densa mas mesmo assim altamente envolvente. Assim que a gente começa não consegue parar de ler.

Eu só não dei 5 estrelinhas devido à alguns errinhos de grafia e ortografia/gramática.

Recomendo.


Série:

Livro 1- O Chamado do Cuco
Livro 2- O Bicho da Seda
Livro 3- Vocação para o mal

Título Original: The Silkworm
Autor: Robert Galbraith, J.K. Rowling
Editora: Rocco
Gênero: Romance Policial
Série: Cormoran Strike- Livro 2
Sub-Gênero/Assunto: Imperfeições, Crime e Mistério, Detetives, Escritores
Período: Atual. Londres, Inglaterra.

Outra Capa:



4.5/5

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terça-feira, dezembro 29, 2015

[Resenha] A Pousada Do fim do Rio - Nora Roberts

“Os pais de Olivia foram um dos casais mais famosos dos anos dourados de Hollywood... até a noite em que o monstro apareceu. O monstro que destruiu seu lar maravilhoso e afastou sua mãe para sempre. O monstro que tinha o rosto de seu pai.”

Começa bem mas, como sempre (em se tratando de Nora), derrapa no final.

Eu gosto bastante dos livros da Nora Roberts, especialmente os suspenses românticos; acho que é neste gênero que ela melhor se destaca. Porém, percebo, livro após livro, que a autora-por mais talentosa que seja- deixa quase sempre deixa a desejar nos finais. Com A Pousada do fim do rio não foi diferente.
Aos 4 anos de idade, Olivia foi a principal testemunha que levou seu pai, um famoso ator de cinema, à prisão, acusado de matar a esposa, também uma famosíssima atriz. Buscando proteger a neta, os avós maternos dela a levaram para morar com eles, em uma afastada pousada da qual eram donos, no estado de Washington.

Olivia viveu ali sem nunca querer voltar para Los Angeles e mantendo-se firme na decisão de não relembrar o passado. Claro, como já é de se esperar, isso irá mudar- e a mudança acontece justamente através do filho do principal investigador do crime. Noah escreve livros baseados em crimes reais e sempre se sentiu atraído pela aquela história fantástica do grande astro de Hollywood que havia matado a própria esposa. Ele sabia que não poderia fazer um bom livro sem os depoimentos dos envolvidos no caso e quando o ex-ator resolve contar-lhe sua versão, Noah sabe que precisa também do depoimento de Olivia.

Obviamente ela não quer saber de reviver tudo- até porque era muito pequena na época, mas quando o pai (finalmente) consegue a liberdade condicional talvez tenha chegado a hora de retirar alguns esqueletos do armário.

Particularmente, eu não sou muito fã de livros protagonizados por atores e atrizes (ou o mundinho de Hollywoood, no geral) mas confesso que achei a premissa de A Pousada do fim do rio bem interessante. O livro começa justamente com o fim de um conto-de-fadas; um casamento que chega tragicamente ao fim.

Além disso, as razões (e questões) que levam o herói, Noah, a encontrar a
mocinha,Olivia, são interessantes e vão um pouco além do lugar comum. O encontro tem uma razão de ser e não é apenas uma obra do destino. Isso é legal. O problema é como essa relação se desenvolve. Não só a relação mas o livro como um todo.

Em sua primeira metadeA Pousada do fim do rio é um livro dinâmico, pendendo muito mais ao drama do que ao romance ou mesmo ou suspense. A questão é que por mais que esta primeira primeira parte tenha sido boa, eu tive a impressão que nada mais era que um longo prólogo- e que o livro não havi “começado” verdadeiramente.

E,olha, isso demora pra acontecer. Parece estranho o que vou dizer, mas a relação de Olivia e Noah era romãntica- mas ao mesmo tempo não era. Achei que a autora demorou muito para consolidar os dois como casal; tudo bem, havia várias “questões” a serem resolvidas, mas achei que o impasse demorou muito e a parte do mistério também não era muito bem trabalhada.

Aliás, o “mistério” é que foi a grande baixa do livro. ÓBVIO demais. Fiquei decepcionada. Não como negar que o livro tinha os seus problemas, mas era- até quase o final- quele tipo de leitura que te prende de um jeito que é praticamente impossível de largar. O problema é que Nora Roberts, mesmo com todo seu talento, resolveu, mas uma vez fazer um final apressado e incrivelmente óbvio. Uma pena.

Eu não amei o casal, até porque, pra mim, Olivia, beirava a chatice várias vezes. Tudo bem, eu sei que ela sofreu mas era muito cheia de não me toques, “eu sei me cuidar”, “sou uma mulher moderna”. Já de Noah, eu gostei, apesar de achar que ele pisou na bola algumas vezes. Porém o melhor personagem sem dúvidas é o pai de Olivia. O mais bem acabado e desenvolvido do livro.

A Pousada do fim do rio foi aquele tipo de leitura que tinha muito potencial mas que acabou se perdendo pelo caminho. Pode até parecer que eu não tenha gostado, mas eu gostei bastante do livro.

Todavia, apesar de tudo, acho que vale bastante a pena dar uma conferida. Nora Roberts tem talento- só precisa aperfeiçoar seus finais.

Recomendo!

Título Original: River’s End
Autor: Nora Roberts
Editora: Bertrand
Gênero: Suspense Romântico
Sub-Gênero/Assunto: Crime e Mistério, Atrizes, Jornalistas, Suspense
Período: Contemporâneo. Anos 90. Estados da California e de Washington, EUA.

Outras Capas

4/5

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segunda-feira, novembro 16, 2015

[Resenha] De Repente, o Destino - Susan Fox

“A vida de Theresa Fallon sempre foi cercada de estudo e teses, afinal, ela é o gênio da família e se orgulha disso. Mas o destino... ah, o destino! Voltando da Austrália para o Canadá para o casamento de sua irmã mais nova, Theresa conhece Damien Black, um homem elegante e extremamente sedutor. Apesar de sua personalidade um tanto arrogante negar a atração, existe algo nele que faz com que ela queira se entregar totalmente.
Damien já está cansado de ser assediado por mulheres. Escritor de sucesso e incrivelmente sexy, ele não precisa se esforçar muito na área da conquista feminina. Quando conhece Theresa, o jogo da conquista se torna realmente tentador e ele usará seus dotes para conquistá-la.
Será um longo voo. E nessas horas eles terão tempo suficiente para aproveitar essa brincadeira do destino...".



A literatura erótica vem, normalmente, acompanhada de alguma polêmica ou discussão. Alguns detestam, outros adoram, vários acham que é tudo muito do mesmo. Gostos pessoais a parte, estes não deixam de ter certa razão. Se pensarmos bem, é difícil acharmos- em qualquer gênero literário- algo realmente original, mas nos livros eróticos e/ou sensuais, esta “mesmice” parece ser ainda maior. Quando se fala em um livro erótico/sensual já pensamos que vai ter aquele milionário de sempre e a mocinha inocente. Passa o tempo, mas cansa.

Por isso, é muito bom se deparar com um livro hot que consegue sair, nem que seja um pouco, da mesmice. De Repente, o destino é assim.
No livro não tem milionários, nem mocinhas virgens. E não, a ação não se passa em um escritório, ou empresa qualquer.

Theresa Fallon é uma socióloga/antropóloga canadense que mora na Austrália e vive para seus estudos e suas aulas na faculdade. Depois de ter sido traída (e não da forma como vocês devem estar pensando) por seu ex-marido, ela decidiu que não queria mais nenhum tipo de envolvimento romântico.

Damien Black, por sua vez, é um autor bestseller australiano que, após ter sido eleito um dos solteiros mais sexy da Australia não teve mais sossego.
Ao passo que Thereza quer ter tudo certo e sobre controle, Damien gosta de experimentar coisas novas.

Os dois não se conhecem ( aliás, Thereza é daquelas intelectuais que menosprezam o tipo de literatura que Damien faz: romance policial popular. ) mas acabam por ser companheiros de viagem, vizinhos de poltrona, em longo voo da Australia para o Canadá, com direito à conexão no Havaí.

Theresa está indo para o casamento da irmã mais nova e Damien está prestes a fazer a sua primeira turnê internacional.

Os dois não podiam ser mais diferentes, mas sabe-se lá o que pode acontecer num voo de várias horas, não é mesmo?
A primeira vista pode parecer estranho um livro romântico-sensual se passar, em sua maior parte, dentro de um avião, mas autora soube trabalhar muito bem a questão- e o ambiente.

Theresa ( e nem mesmo Damien) é daquele tipo de mulher que transaria com um estranho num banheiro de avião, mas a história é conduzida de uma forma, que isto se torna “acreditável”. Mais do que uma forte atração sexual, começa a surgir entre Damien e ela um certo companheirismo, empatia mesmo. Semelhanças, até então escondidas, vão surgindo.

O sexo está lá, claro, mas ele faz parte da história. E, além de excitante, não é nem um pouco constrangedor ou vulgar.

Susan Fox conseguiu transformar o que seria algo sem grande emoção ou novidade, em um livro dinâmico e gostos de se ler. Mesmo se tratando de um livro erótico- e que muitos poderiam torcer o nariz- o talento da autora fez muita diferença. Não vou mentir dizendo que os personagens são super profundos e enigmáticos, mas eles são sim desenvolvidos na medida certa. Damien é um descente de aborígenes que ainda não sabe direito como se enquadrar; ao mesmo tempo que ele quer descobrir e respeitar suas origens, existe sim um resquício de preconceito dentro dele. Theresa, por sua vez, é aquele tipo de pessoa que pode ser muito irritante. Incrivelmente controladora, ela não se deixa uma margem de erros. Com isso, ela acaba afastando as pessoas que amam.

É interessante ver que, além do sexo, os dois vão descobrindo coisas em comum- e planos de negócios (não só de vida) vão sendo feitos. Claro que é clichê dizer isso, mas eles vão mudando um ao outro.

Vale ressaltar também que além do romance, a autora nos brinda com um pouco da história dos indígenas/aborígenes da Austrália.

De repente, o destino é uma leitura despretensiosa mas muito interessante. É um livro incrivelmente romântico, com uma roupagem diferente das histórias sensuais de sempre.

Vale a Pena a Leitura!


A Série

De Repente, o Destino é uma série de quatro livros que tem como protagonistas as irmãs Fallon. O ponto em comum é o casamento da mais jovem delas. Cada um dos livros se passa em um meio de transporte.

Livro 1- De repente, O Destino
Livro 2- De repente, o Amor
Livro 3- De repente, o Desejo
Livro 4- De Repente, é ele

Título Original: Sexy Drive
Autor: Susan Fox
Editora: Única
Série De repente- Livro 1
Gênero: Romance Contemporâneo,
Sub-Gênero/Assunto: Erótica, Hot, Viagem , Escritores
Período: Atual. Austrália, Havaí e Canadá
Capa original:


3.5/5

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segunda-feira, novembro 09, 2015

[Resenha] Inveja - Sandra Brown


“Uma editora resolve ler o prólogo de um manuscrito retirado de uma pilha imensa de textos enviados por autores esperançosos. O título é Inveja e o que a editora lê a interessa tanto que ela resolve partir em busca do tal autor, que assina apenas as iniciais e não deixa endereço ou telefone. "Estava fisgada, ansiosa para saber mais, queria ler o resto da história." O problema é que ele vive isolado numa ilha, não quer contato com ninguém e parece arrependido de ter enviado o prólogo. Pelo menos, é isso o que parece.

Sandra Brown constrói uma história em dois planos. Num deles, narra seu romance Inveja e em outro o livro homônimo de Parker, o autor recluso, que começa a ser escrito. A editora, Maris, uma mulher bonita, independente e ambiciosa, resolve encarar como um desafio a recusa inicial de Parker, ao mesmo tempo em que seu marido e a amante libidinosa dele preparam uma surpresa desagradável para Maris, que é completamente apaixonada por ele, mas... "declarações de amor não significavam nada para ele. Eram seqüências de palavras sem qualquer relevância".



Sandra Brown é uma das minhas autoras favoritas. Quando um livro dela é lançado eu já quero logo ler, comprar. Infelizmente, aqui no Brasil, ela é publicada pela Rocco. E, bem, vocês sabem como a Rocco é. O que me resta são os importados, mas às vezes nem sempre é fácil comprar. Quando eu ganhar um capa-dura com o autógrafo dela num Giveaway do GoodReads mal pude acreditar!

Isso foi à quase 2 anos. Li outros livros dela, mas sempre deixava Inveja (Envy) pra depois. Até agora.

Inveja fala sobre vingança e...livros.

Herdeira de uma das mais importantes editoras de Nova Iorque, Maris Matherly também é uma excelente editora. Seu talento em conhecer ( e reconhecer) sucessos é inegável. Ela tem, por assim dizer, “faro”. Por isso, quando ela encontra “perdido” o prólogo de uma romance chamado Inveja, Maris sabe que precisa encontrar o autor e apresentar logo um contrato à ele. Aquelas poucas páginas eram boas demais para ficarem incompletas. O problema é que o rascunho estava apenas assinado com uma inicial.

Depois de muita procura, Maris descobre que o misterioso escritor é Parker Evans, que mora numa remota ilha da Georgia. É aí que aparece outro problema: Parker não quer ser achado. Nem que seu livro seja editado. Ele diz que o envio daquele manuscrito havia sido um erro- e que ela o esquecesse.

Claaaaro que Maris não faz isso: ela parte para Georgia atrás dele.
Para Maris, os livros são mais que o “negócio da família” ou o seu emprego. Ela os ama apaixonadamente. Até mesmo seu casamento aconteceu devido à literatura; antes de conhecer e se apaixonar por seu futuro marido, ela já havia sido totalmente “fisgada” por suas palavras, através do único (e enorme sucesso) livro que ele escreveu.
Bem, a base da história é isso. A busca por um autor e um manuscrito inacabado. Mas, é claro, não é somente, mas também pode ser que isso seja tudo.
Inveja é narrado em duas “frentes”: a “real” com Maris, e de “Inveja”, o livro inacabado. Porém, a partir que os capítulos de inveja vão sendo “escritos”, a gente começa a perceber que as duas histórias podem estar interligadas. Falando assim, parece até algo complicado, mas a autora soube trabalhar muito bem essa quase metalinguagem.

O livro não é necessariamente um livro de mistério; pelo menos, não de forma óbvia. É um suspense tenso no qual a gente começa logo a perceber que não pode confiar em ninguém. O único personagem que tem um papel definido como “mocinha” é mesmo Maris, porém, apesar do que possa parecer à princípio, a trama (ou as motivações, melhor dizendo) não ocorrem por causa dela. Maris é uma heroína romântica, não há dúvidas. Todavia, eu gostei muito que a autora fez dela um ser pensante, inteligente. Tirando um pequeno deslize na trama, Maris é aquele tipo de mulher que sabe o que quer.
Analisando friamente, a trama de Inveja não apresenta muitas novidades, mas o que realmente faz a diferença é a forma como a história é construída- e como vai sendo revelada. São duas histórias que, pouco a pouco, vão se fundindo.

Os personagens são um destaque à parte. Ouso dizer que são o melhor do livro- eles fazem o livro. A Dissimulação é um elemento muito presente- tanto para o bem quanto para o mal. Eu achei ótimo poder me surpreender. No início, tudo parece ser muito banal, quase sem graça, mas daí que vem o charme da sutileza. São pequenos detalhes, palavras e gestos que vão aparecendo aleatoriamente mas que começam a formar toda uma situação.

Inveja é um livro envolvente, aquele tipo de leitura viciante. Não sei se seria certo chamar o livro de “suspense romântico”. Claro, existe um pouco de romance na história- e este romance é um ponto importantíssimo, mas ao mesmo tempo, o romance não é o mais importante. É apenas um aspecto de um todo.

O que eu gosto nos livros da Sandra Brown é que ela não se deixa prender por esse lado totalmente romântico; o principal *é* o suspense e, mais do que isso, seus personagens são humanos, terrivelmente humanos e...falíveis.

Eu posso dizer que adorei a leitura de Inveja...até quase o final. Aí, veio a decepção. Sim, o final foi totalmente coerente mas achei tudo muito corrido e sem um devido clímax. Foi uma penas, pois a história havia sido muito bem construída até então.

De qualquer forma, Inveja foi uma leitura intensa, que me despertou sentimentos. Como odiei um certo personagem! Só por me depertar tantas emoções já valeu a pena.

Se você gosta de um bom suspense, com uma pitada de romance, Inveja é mais do que recomendado.

Claro que eu recomendo!

**Resenha enorme e não sei se fiz algum sentido, rs! **

Título Original: Envy
Autor: Sandra Brown
Editora: Rocco
Gênero: Romance Policial
Sub-Gênero/Assunto: Vingança, Suspense Romântico, Escritores
Período: Atual. EUA.


Outras Capas


4/5

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segunda-feira, julho 28, 2014

O Amor é uma Canoa, de Ben Schrank

Stella Petrovic é uma ambiciosa editora com uma missão quase impossível: colocar um livro nas listas de bestsellers mais concorridas dos Estados Unidos. Mas não se trata de um livro qualquer e sim do manual de autoajuda O Casamento é uma Canoa, que foi publicado há já cinquenta anos. Peter Herman é um herói nacional graças a esse mesmo livro, o primeiro e último da sua carreira. Os conselhos sentimentais de O Casamento é uma Canoa inspiraram gerações de americanos. Com um casamento longo e feliz, Peter era a prova da eficácia das suas próprias palavras. Agora, viúvo e sem esperança, duvida de tudo o que escreveu tantos anos antes. Para Stella, o que está em jogo não suporta dúvidas ou hesitações. A editora está disposta a tudo para convencer o mundo de que O Casamento é, de fato, uma Canoa. E nada melhor do que encontrar um casal em busca de salvação. Emily e Eli estão casados há pouco tempo mas a paixão que os uniu está desgastada pela rotina. São perfeitos para o plano que Stella tem em mente… mas, para isso, ela terá de conseguir o apoio da única pessoa que não acredita no livro: o seu autor.


Que ódio!

O Amor é uma Canoa é um romance sobre livros. Não, melhor refrasear. O Amor é uma Canoa é um anti-romance que tem como pano de fundo o mundo editorial. Sim, assim está bem melhor. Mais apurado.
O livro tem como ponto de convergência, ou ponto básico, um livro de auto-ajuda chamado O Casamento é uma Canoa. Escrito no início dos anos 70, por um jovem chamado Peter Herman, o livro contava o período em que Peter, então com 12 anos, passou com os avós após o difícil divórcio de seus pais. Casamento é uma Canoa falava sobre família, amizade e, principalmente, casamento. Eram flashes daquele tempo em que o jovem Peter aprendera muitas coisas. O livro ainda contava com mensagens e “instruções” para o que seria um casamento sólido e feliz e como mantê-lo assim. Foi um sucesso.

Os anos se passaram e Peter acabou sendo autor de um livro só e o livro, apesar de continuar à venda e ainda ser conhecido não tinha mais o sucesso de antes. Pensando em mudar esse quadro e, principalmente, alavancar a carreira, a jovem editora Stella resolve fazer um concurso no qual um casal em crise tem a chance de conhecer e passar um dia na companhia de Peter.

Tudo parece perfeito. Até mesmo o casal escolhido, Emily e Eli. Os dois são jovens, bonitos e estão enfrentando a primeira crise séria no casamento. Além disso, Emily vê em Peter uma espécie de herói da sua infância.

O problema com coisas que parecem perfeitas é que geralmente elas não o são. Peter, recém-viúvo, não é mais aquele jovem que escreveu Casamento e talvez nunca o tenha sido. Além disso, o seu próprio casamento não tenha sido tão perfeito assim.

O Amor é uma Canoa começa devagar, mostrando lentamente quais são os personagens e as situações. Pouco a pouco vamos conhecendo Stella e seu mundinho meio O Diabo Veste Prada com sua relação com a chefe, Peter com decisões a fazer e Emily, uma jovem que sempre quis ter tudo sobre controle mas que começa a ver a própria vida se desmoronar. No meio disso tudo temos trechos de O Casamento.
Este foi um daqueles livros que foi me conquistando aos poucos. No início, confesso, a história não estava me fisgando e a única coisa que realmente me mantinha o interesse eram as partes de Metalinguagem, com a história de O casamento e a passagem do pequeno Peter na casa dos avós. Contudo, as outras “seções” do livro começaram a me interessar também. Eu me vi sofrendo pela Emily e achando agora senhor Peter um charme. Apenas Stella não me conquistou. As reuniões de pauta e toda a questão editoral me pareceram bem maçantes. Além disso, ao contrário de Emily e Peter que eram personagens com contradições, bem desenvolvidos, Stella me pareceu muito unidimensional, sem atrativos. Não gostei nem desgostei dela. Achei-a nula.

Carregado de ironia, O Amor é um Canoa satiriza as “verdades” dos livros de auto-ajuda e questiona o casamento ideal e o amor perfeito. Até aí tudo bem. Porém, eu não esperava que o autor fosse ESTRAGAR TUDO com um FINAL PÉSSIMO. Eu odiei o final, com todas as minhas forças. Sabe aquele tipo de final que acaba destruindo todo um livro? Pois é.

Eu nem sei o que dizer, sério. Eu geralmente não dou muitas 5 estrelas para as minhas leituras. Sou bem exigente, porém é raro eu ter lido livros que realmente me decepcionaram. E este foi um caso. Até chegar ao final, O Amor é Canoa não seria, de forma alguma, qualificado como um livro ótimo mas ali estava uma história que tinha me agradado e que, pouco a pouco, conseguira me conquistar. Contudo, o final estragou tudo.

Uma pena.

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Como tudo é uma questão de gosto, não vou dizer “fujam desse livro!” Talvez vocês até apreciem o seu final, achem “divertido”. Sarcástico. Eu não achei. E se alguém já leu O Amor é uma Canoa me conte o que achou!



Título Original: Love is a Canoe
Autor: Ben Schrank
Editora: Quinta Essência
Gênero: Drama
Sub-Gênero/Assunto: Casados, Escritores,
Período: Anos 70 e Atual. EUA.

Capa Original:



Cotação:
2/5


quarta-feira, outubro 16, 2013

A Princesa de Gelo, de Camilla Läckberg


De regresso à cidadezinha onde nasceu depois da morte dos pais, a escritora Erica Falk encontra uma comunidade à beira da tragédia. A morte da sua amiga de infância, Alex, é só o princípio do que está para vir. Com os pulsos cortados e o corpo mergulhado na água congelada da banheira, tudo leva a crer que Alex se suicidou. Erica, que não a via desde a infância, vê-se de repente no centro dos acontecimentos e ao mesmo tempo, Patrik Hedström, que investiga o caso, começa a perceber que as coisas nem sempre são o que parecem. Mas só quando ambos começam a trabalhar juntos é que vem a verdade sobre aquela cidadezinha com um passado profundamente perturbador.




Primeiro livro que leio da autora sueca Camilla Läckberg e não me arrependi.

Com um estilo que mistura dramas pessoais, suspense e um toque de romance, A Princesa de Gelo é um exemplar mais light da literatura policial nórdica, mas nem por isso menos interessante ou contundente.

O livro já começa com a descoberta de um corpo. A bela Alexandra “Alex” Wijkner é encontrada morta em sua banheira por sua ex-melhor amiga de infância, a biógrafa Erica Falck. À principio, suspeita-se de suicídio mas logo fica provado que Alex foi assassinada.
Erica, num misto de curiosidade quase profissional de escritora e uma vontade de , alguma forma, tentar se reconectar com a amiga de infância, vai atrás de peças para solucionar o mistério. É claro que, ela, uma simples civil, não tem nenhum poder oficial. É aí que entra a figura de Patrik Hedström, instigador de polícia, divorciado, que já foi apaixonado por Erica quando eles eram adolescentes.

A Princesa de Gelo entra naquela categoria de romances policias que se passam em pequenas cidades e um crime brutal acaba trazendo à tona diversas questões dos habitantes locais. É a velha questão dos segredos sendo desenterrados. Sim, eu digo “velha questão” porque isso é algo que já foi vista em vários outros romances do gênero, mas não quer dizer que é mal empregado aqui. Muito pelo contrário.

A autora vai formando, desde o primeiro capítulo, uma espécie de networking, uma rede de pessoas, que, de uma forma ou de outra, estão- ou estavam- envolvidas com Alex.

Na capa do livro está escrito “Rainha do Crime” e o título “a nova Agatha Christie” é por muitas vezes mencionado na imprensa para descrever Camilla Läckberg. Não é preciso forçar a amizade, porém eu gostei muito como ela juntou a investigação policial em si com os dramas pessoais dos personagens; são pequenas cenas do cotidiano que vão formando um cenário maior e muitas vezes dão pistas sobre o caráter dessas pessoas e principalmente a forma como elas lidam com a adversidade.

Além do tema morte em si, A Princesa de Gelo fala também sobre abuso, vício e erros. Porém, eu não achei o livro uma leitura pesada, apesar de tudo. Penso que o principal motivo para isso é o “alívio romântico” da relação de Erica e Patrick. Erica pode até ser um pouco parecida com algumas protagonistas de romances policias americanos: bela, jovem e enxerida. Porém Patrik não é nada como os “galãs” que estamos acostumados. Ele é inteligente, corajoso, sim. Mas está longe de ser um deus grego, sexy e atlético e cheio de si.

Gostei dele.

[O livro tem este “lado romântico”, porém o foco dele é a investigação policial.]

A Princesa de Gelo foi uma leitura de ritmo agradável, como um romance policial deve ser. Eu gostei que a autora não tentou fazer tudo uma corrida contra o tempo, mas também não ficou se demorando em descrições infinitas. Eu gosto de equilíbrio, o ponto onde há ação mas onde também eu possa "sentir" os personagens. Não devo negar que, porém, por muitas vezes senti uma sensação de angústia como se por medo que algo de ruim pudesse acontecer. Vá entender.

O ponto que mais deixou a desejar na leitura foi a investigação em si. Ou como os personagens chegavam às conclusões de certos fatos. Eles descobriam algo, mas esta descoberta não era compartilhada com o leitor. Eu gosto de participar do processo de investigação. Da pista deduzida, encontrada. Senão, ao final, parece que a solução apareceu do nada.

De qualquer maneira, A Princesa de Gelo é uma é uma ótima leitura. Não vejo a hora de ler os outros livros da série.

Recomendo.

A Edição

A Princesa de Gelo é um livro que teve muitos problemas com a edição. Diversas pessoas reclamaram da péssima qualidade da revisão e da quantidade enorme de erros que havia no livro. Por esse motivo, pelo que me consta, a Planeta chegou a fazer um recall dos livros “danificados” nas livrarias e publicando/lançando uma segundo edição revisada. Foi esta segunda edição que eu li. Ainda pude encontrar alguns pequenos errinhos, mas nada gritante. Por isso, se vocês forem comprar esse livro, verifiquem se o mesmo tem na capa um pequeno selo avisando que é a Segunda Edição Revisada.



Título Original: The Ice Princess
Autor: Camilla Läckberg
Editora: Planeta
Gênero: Romance Policial
Série: Patrik Hedström- Livro 1/8
Sub-Gênero/Assunto: Suspense Romântico, Crime e Mistério, Abuso,
Período: Contemporâneo. Suécia.

A Série
Livro 1-A Princesa de Gelo
Livro 2-Gritos do Passado
Livro 3-O Cortador de Pedras
Livro 4-O estranho
Livro 5- The Hidden Child- Inédito no Brasil
Livro 6- Sjöjungfrun -Inédito no Brasil
Livro 7- Fyrvaktaren -Inédito no Brasil
Livro 8- Änglamakerskan- Inédito no Brasil
* Mord og mandelduft (livro paralelo, faz parte do mesmo universo, pelo o que eu entendi. )- Inédito no Brasil

https://www.goodreads.com/series/44263-fj-llbacka

Outras Capas:


4/5

***
Qualquer erro, favor avisar para que eu possa corrigir! :)

quinta-feira, outubro 10, 2013

Mentiras Genuínas, de Nora Roberts



Eve Benedict fez de quase tudo na vida. Foi uma das maiores atrizes da história de Hollywood, ganhou dois Oscar e um Tony, teve quatro maridos e uma legião de amantes. Sua beleza é estonteante, seu poder, inigualável. Não há segredo ou mentira de Hollywood que ela não conheça. Após cinquenta anos sob os holofotes, ela quer passar sua vida para o papel. Mas todos estão a seus pés, implorando para que ela não faça isso. Até que ponto a renomada biógrafa Julia Summers estará disposta a arriscar a própria vida pelos segredos de outra mulher?

Mentiras genuínas traz uma história eletrizante de suspense, intriga e romance. Para isso, Nora Roberts criou um cenário vívido de Hollywood, centro cinematográfico mais importante do mundo, onde muitos mistérios pairam no ar. No fim, por meio de muitas reviravoltas, o leitor terminará o sem acreditar no desfecho.



Muito bom suspense romântico que tem como pano de fundo o “mundinho” das grandes estrelas de Hollywood.

Mentiras Genuínas começa com a jovem biógrafa Júlia Summers sendo acusada pelo assassinato da atriz e lenda do Cinmea, Eve Benedict. A partir desse breve prólogo o livro retrocede até meses atrás, quando Júlia é contratada para escrever a biografia da grande diva do cinema. Eve, aos 67 anos, decide que é hora de contar alguns segredos. Assim, Júlia, muda-se, junto com seu filho de 10 anos, para a mansão de Eve, a fim de fazer o seu trabalho.

Obviamente, nem todos estão satisfeitos com o prospecto dessa “bombástica” biografia. Aliás, ningué, está satisfeito. Como já era de se esperar, existe muito a perder caso alguns segredos sejam revelados e no mundo Hollywoodiano, as aparências são mais so que importantes. São vitais.

Paul Winthrop, é uma dessas pessoas que acham péssima a ideia de uma biografia “escancarando os segredos”. Porém, ao contrário de muitos, não tem medo de ter os próprios segredos revelados. Como enteado de Eve, ele percebe desde o início o perigo que aquela empreitada pode trazer à mulher que ele considera mais que a própria mãe.

Isso sem contar com a certa antipatia em relação com biógrafas. Isso porque ele próprio é um escritor! Porém, é claro, que já sabemos aonde essa antipatia vai parar, né? E quando Julia começa a receber bilhetes ameaçadores, a porção macho-alfa-protetor-da-minha-fêmea vem à tona.

Julia é uma mãe solteira, que trabalha duro, não só para ter uma carreira, mas para criar uma muralha de proteção de falsa mulher fria em volta de si mesma para ter tempo e disposição para lidar com escritorizinhos metidos a besta. pessoas como Paul.

É, conhecemos essa história.

Isso não quer dizer que não adoramos!

Mentiras Genuínas tem um estilo clássico de história de suspense. É um típico “Who Did It” (Quem Matou), em que todos os personagens parecem culpados e são suspeitos, lembrando muito a dinâmica de livros da Dama Agatha Christie. Como já sabemos desde praticamente a primeira página que Eve será assassinada, a questão é saber quando e comoisso irá acontecer e,claro, prestando a atenção a cada “passo” dos personagens.
E além de suas ações, Nora vai nos mostrando suas “personas” e muitas, vezes, como agiram, no passado, através, das memórias de Eve.

Em termos de suspense, Mentiras Genuínasnão apresenta grandes surpresas. A pessoa culpada é bem óbvia, assim como alguns “mistérios” , mas a escrita nos envolve de tal forma que até mesmo essa obviedade se torna irrelevante. A minha maior crítica, contudo, fica para o fato de ter demorado muito para chegar o “momento”. A morte de Eve. E, posteriormente, a investigação. Achei que esta parte ficou muito rápida, corrida. Particularmente, não gosto quando, em um livro policial/suspense, tudo parece ser solucionado de forma fácil.

De qualquer forma, Mentiras Genuínas é um livro ótimo. Romântico e Divertido. Nunca 626 páginas passaram tão rápido!

A Edição:

Eu particularmente, não gosto da capa (sei lá, parece que ela tá num caixão, com todas essas flores em volta da cabeça!) mas é uma questão de gosto, então...) Porém, o que eu não curti "mesmo" foi a font do texto. Acho que é New Times Roman (Alguém me corrija, se tiver errada), mas é muito ruim. Parece que foi "batida"à máquina sem contar que algumas letras, como o "e" aparecem borradas.

Título Original: Genuine Lies
Autor: Nora Roberts
Editora: Bertrand
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Escritores, Artistas, Crime e Mistério, Suspense
Período: Início dos ans 90. Beverly Hills, EUA.

Outras Capas:


4/5

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