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quarta-feira, setembro 14, 2016

[Resenha] Nunca Julgue uma dama pela aparência- Sarah Maclean


“Duncan West, assim como todos os homens, enxerga apenas o que quer…
Mas ele estava prestes a ver o que não queria.

Para a aristocracia, Lady Georgiana é a pobre irmã de um duque, rejeitada pela família após ter sido arruinada no pior tipo de escândalo possível: uma mulher que fez escolhas infelizes ao entregar-se de corpo e alma para um rapaz que todos desconhecem.

Mas a verdade é sempre muito mais chocante! 

 Brilhante, inteligente e bonito como o pecado, o jornalista Duncan West está intrigado com a linda mulher – que de alguma forma está ligada a um mundo de trevas e perdição. Ele sabe que Georgiana é muito mais do que parece e promete desvendar todos os seus segredos, expondo seu passado, ameaçando seu presente e arriscando tudo o que ela tem de mais precioso. Inclusive seu coração.


Esta resenha não tem spoilers deste ou dos livros anteriores, MAS se você ainda não leu a série, NÃO leia sinopse!

Ah, não dá uma tristezinha quando uma série que a gente gosta chega ao fim? Tudo bem que tem a spin-off, Irmãs Talbot, mas não é a mesma coisa. O Clube dos Canalhas foi uma leitura que eu comecei sem grandes expectativas mas que acabou se tornando uma grata e deliciosa surpresa.

Em Nunca Julgue uma dama pela aparência, o último livro da série, temos a história de Lady Giorgiana que, apesar de ser irmã de um duque, é uma pária na rígida sociedade inglesa do séc. 19: ela é mãe solteira . Um escândalo! Giorgiana, apesar de sentir falta de bailes e festas, não vê muito problema de viver à margem, porém, ela começa perceber que precisa voltar aos bons olhos da sociedade e arrumar um bom partido, pois só assim sua filha terá alguma chance na sociedade. Sangue nobre ou não, a menina é uma bastarda. E ser mulher e bastarda não era algo muito positivo.

Para alcançar seu intento, Giorgiana recebe a ajuda de Duncan West, o mais importante jornalista da cidade. O problema é que tanto ela quanto ele tem segredos inconfessáveis e que pode por tudo a perder. E a paixão que vai surgindo entre os dois não irá ajudar em nada.

Ah, que delícia de livro! Claro que o ponto principal eu não posso comentar aqui, mas a autora soube conduzir muito bem os livros anteriores até este momento. Tudo se encaixa muito bem- e Giorgiana é uma personagem fantástica. Não somente original, se formos pensar em outras mocinhas de romances de época, mas corajosa e cheia de atitude. Ela e Duncan são perfeitos juntos. Apesar, claro, de termos vontade, em alguns momentos, de chacoalhar a cabeça dos dois para deixarem de ser tão obtusos. O vilão talvez deixe um pouco a desejar, um pouco caricato demais, mas a filhinha dela e o pessoal do Clube, são coadjuvantes fantásticos; dão um tom todo especial à história.

Nunca Julgue uma dama pela aparência e uma ótima mistura de tudo que agrada num bom romance: drama, humor, mistério e, claro, uma bela história de amor.

Série fechada com chave de ouro. E se você ainda não começou a ler, o que está esperando?!

Recomendo.





Título Original: Never Judge a Lady by Her Cover
Autor: Sarah MacLean
Editora: Gutenberg
Gênero: Romance Histórico
Série: Clube dos Canalhas – Livro 4
Sub-Gênero/Assunto: Falsa Identidade, Jornalistas
Período: Regência. Inglaterra

Série:

O Clube dos Canalhas é um spin-off da série "Números do Amor"(que está sendo publicada pela Arqueiro). Por sua vez, a série Irmãs Talbot é um spin-off do Clube', e está sendo publicada pela Gutenberg.

Livro 1-Entre o Amor e a Vingança
Livro 2-Entre a Culpa e o Desejo
Livro 3-Entre a Ruína e a Paixão
Livro 4-Nunca Julgue uma Dama pela aparência




4.5/5



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quarta-feira, janeiro 20, 2016

[Resenha] Cortina de Fumaça, de Sandra Brown

Quando a jornalista Britt Shelley acorda sem roupa ao lado do detetive Jay Burgess, a jovem não tem a menor lembrança de como chegou ali, e, para sua maior surpresa, logo descobre que o policial está morto. Este é o começo de Cortina de fumaça, um livro intenso e perfeito para os fãs de grandes thrillers. A autora já vendeu mais de 70 milhões de exemplares, em 33 línguas.


Muito bom.

Particularmente, eu acho que os livros policiais e/ou de suspense são os mais difíceis de resenhar. Se por um lado, é um dos meus gêneros favoritos; por outro, quanto menos de falar sobre a história em si, melhor. É por isso que eu não vou falar sobre a história de Cortina de Fumaça. Não de forma objetiva, pelo menos.

Britt Shelley é uma jornalista que, certa manhã, acorda ao lado de um corpo- e não um corpo qualquer. O detetive Jay Burgess era um herói.

Raley Gannon é ex-bombeiro, especializado em incêndios criminosos, que, após um escândalo caiu em desgraça.

Britt quer saber o que aconteceu. Raley quer vingança.

Eu sei que eu não disse muita coisa. Pois é.

Cortina de Fumaça fala de um crime no presente que pode ser consequência de algo que aconteceu no passado- e de como situações e atos podem ter sérias consequências.

Não tem como mentir que haverá um interesse romântico entre Britt e Raley, mas nada é tão fácil assim. Aliás, os dois não são personagens fáceis e por vezes é difícil se apaixonar por eles. Eles são falhos e de personalidade forte. Para Raley, a vida se transformou em um busca pela verdade- e pela vingança e, talvez, Britt, esteja no caminho. Ela, por sua vez, é capaz de tudo pelo sucesso como jornalista. Até mesmo destruir a carreira de um homem.

É complicado torcer por personagens pelos quais você sente uma certa “desconfiança” mas aí é que está o talento da autora: nós acabamos por torcer por eles- e, claro, queremos saber o que realmente aconteceu.

A solução do mistério não é algo realmente surpreendente. Acho até que algumas pessoas até descobri-lo antes do final do livro, mas, Cortina de Fumaça não é somente sobre “quem matou” mas também sobre todo um esquema.
O livro é um quebra-cabeças e, ao final, as peças se encaixam com clareza e sem furos. Existe uma lógica- e uma dinâmica- em tudo o que acontece.

Com um ritmo dinâmico e uma escrita fluida e precisa, Cortina de Fumaça prende a atenção desde as primeiras páginas. O romance está muito presente, e a química entre o casal é imensa. Porém, em nenhum momento a parte policial é deixada de lado. Muito pelo contrário.

Cortina de Fumaça é um suspense romântico de tirar o fôlego. Só não espere heróis de contos de fadas.

Recomendo!

Título Original: Smoke Screen
Autor: Sandra Brown
Editora: Rocco
Gênero: Suspense Romântico
Sub-Gênero/Assunto: Bombeiros, Jornalistas, Crime e Mistério
Período: Sul dos EUA. Anos 2000


Outras Capas:





4/5

segunda-feira, dezembro 07, 2015

[Resenha] O Último dos Canalhas - Loretta Chase


“O devasso Vere Mallory, duque de Ainswood, está pronto para sua próxima conquista e já escolheu o alvo: a jornalista Lydia Grenville. Só que desta vez, além de seduzir uma bela mulher, ele deseja também se vingar dela.
Ao se envolver numa discussão numa taverna, Vere foi nocauteado por Lydia e se tornou alvo de chacota de toda a sociedade. Agora ele quer dar o troco manchando a reputação da moça.
Mas Lydia não está interessada em romance, principalmente com um homem pervertido feito Mallory. Em seus artigos, ela ataca nobres insen- satos como ele, a quem considera a principal causa dos problemas sociais.
Nesse duelo de vontades, Vere e Lydia se esforçam para provocar a der- rota mais humilhante ao mesmo tempo que lutam contra a atração que o adversário lhe desperta. E, nessa divertida batalha de sedução e malícia, resta saber quem será o primeiro a ceder à tentação.”




A-D-O-R-E-I!!!
Eu tinha gostado do outro livro da autora, O Príncipe dos Canalhas, mas não foi uma leitura que tenha me encantando completamente. Por isso, quando peguei para ler este O Último dos Canalhas estava sem grandes expectativas. Esperava gostar- e só.

Ah, como eu me enganei! O Último dos Canalhas entrou na lista dos TOP 10 deste ano.

Primeiramente, vamos esquecer esta sinopse. O livro não se trata de vingança, pelo menos eu não entendi desse modo. O livro é sobre sedução e, devo dizer, formas de irritar o outro.

Vere Mallory, o duque de Ainswood, é um devasso. Após sucessivas perdas, uma em especial que definiu seu destino, ele simplesmente resolveu viver para o prazer. O aqui e agora. Para ele o título pouca importa e se o ducado morrer com ele, tanto melhor. Seu modo de vida é motivo de comentários e especulações de toda a sociedade londrina. Ele pouco se importa. Nem mesmo se aborrece quando vê suas “aventuras” ilustradas nos jornais.

Em um desses jornais trabalha a jornalista, ou escrevinhadora, Lydia Grenville. Órfã filha de um ator fracassado e uma dama deserdada pela família, Lydia, aos 28 anos, não tem pretensões quanto a se casar. O que ela quer mesmo é continuar o seu trabalho como jornalista e, assim, alertar a sociedade para os problemas como a exploração de menores.

Lydia e Vere não se conhecem a não ser pelos artigos pouco elogiosos que ela faz a respeito do nobre. Bem isso, obviamente, muda. E não do jeito que Vere poderia imaginar. Durante uma discussão na rua, o duque acaba sendo nocauteado por Lydia!

E como era de se imaginar, vira a chacota da vez em toda a Londres.
É então que...

Pára! Pára!

O Último dos Canalhas é uma história tão cheia de momentos e emoções que dizer mais alguma coisa seria uma pena. A autora conseguiu fazer o que poderia se tornar um verdadeiro samba do criolo doido em em algo dinâmico, romântico e, principalmente, coerente.

Eu não poderia dizer que Vere e Lydia são inimigos declarados, mas eles tem um talento todo especial de mexer com outro; mexer no limiar da irritação. O fato é que, por mais irritação que possam sentir, existe também uma certa curiosidade. Lydia poderia muito bem acreditar em todas as fofocas que dizem à respeito de Vere- e muitas delas são verdadeira- mas aos poucos ela começa a perceber uma outra faceta do “canalha”; faceta essa que Vere não quer que os outros descubram. Para ele, é muito melhor que achem que seja um devasso sem coração.

Sem dúvidas Lydia é uma personagem interessante, original. É bom ver uma mocinha que vai além das moçoilas inocentes. Ao contrário de muitas mulheres da época, ela tem uma profissão e é dona de seu próprio corpo. Em alguns momentos eu achei a personagem um pouco chata, orgulhosa demais. Era algo que fazia parte de sua persona mas mesmo assim me incomodou um pouco.

È por isso que, para mim, Vere é o grande personagem. A autora se vale do tradicional “mocinho traumatizado” de uma forma que não fica forçado nem com aquele gosto de clichê requentado. Claro que os acontecimentos moldaram a vida dele, mas a essência de sua personalidade continuou a mesma- e é disso que ele tem medo.

Eu não poderia deixar de destacar os coadjuvantes que ajudam a tornar a história muito mais deliciosa e interessante. Além disso, não posso não mencionar Susan, a mastim temperamental de Lydia. Aquele “monstro” era realmente da pá virada. :P

Como tantos romances românticos, os primeiros encontros de Lydia e Vere são carregados de tensão sexual. Porém, por mais que esse calor seja óbvio, o que é mais interessante de observar é a forma como os dois se relacionam. Meio que sem querer eles acabam se tornando amigos.

Os dois tem química e isso faz com que o desenvolver do relacionamento tenha sido muito mais real- e gostoso- de acompanhar. De uma forma ou outra, sabemos o que irá acontecer no final mas mesmo assim torcemos loucamente por um final feliz.

Lançado originalmente em 1998, o livro não apresenta mais aquele tipo de mocinho típico dos anos 80 e 90 em que beiravam a cafajestada, mas mesmo assim é possível alguns elementos datados daquela época; o principal foi a figura da vilã. Não acho que tenha sido algo necessário e, mesmo que fosse, o tom dado à ela foi inadequado. Por mais que uma determinada cena tenha sido emocionante, a vilã careceu daquela força dramática tão presente em antagonistas. Pra mim, esse foi o único ponto verdadeiramente negativo do livro.

O livro apresentou alguns outros probleminhas pontuais (sim, eles existem)mas em nenhum momento isso atrapalhou o livro como um todo- ou a forma como eu o vi. pensei até em dar 4,5 estrelinhas, mas achei que este canalha merecia nota máxima!

O Último dos canalhas é daqueles livros que a gente lê de uma sentada; com um início bem despretensioso ele vai pouco a pouco tomando toda a nossa atenção. A história de amor é muito bem intercalada por momentos de humor e, principalmente, por críticas à sociedade da época. A autora mostra com clareza, e também delicadeza, que nem tudo era belo e romântico.

Com personagens interessantes e uma história encantadora, O Último dos canalhas me conquistou completamente.

Nem preciso dizer que recomendo,né?

Genten, a resenha ficou enorme! O.o

PS: infelizmente o livro apresenta alguns errinhos de ortografia e gramática. Nada muito escandaloso, mas eles estão lá.

PS 2: Amei a capa!


**Este livro foi gentilmente cedido pela editora**

Série:
Scoundrels não é exatamente uma série, mas sim o conjunto de livros cujas histórias se passam no mesmo período. Contudo, O Último dos canalhas e O príncipe dos Canalhas devem ser lidos na ordem,pois um é (uma espécie de) sequência do outro.

Livro 1- The Lion's Daughter
Livro 2- Captives of the night
Livro 3- O Príncipe dos Canalhas
Livro 3.5-The Mad Earl's Bride
Three Times a Bride
Livro 4-O último dos Canalhas

Título Original: The last hellion
Autor: Loretta Chase
Editora: Arqueiro
Série Scoundrels
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Amor e ódio, jornalistas, humor
Período: Regência. Inglaterra.



Outras Capas


5/5

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terça-feira, outubro 15, 2013

Impasse, de Sandra Brown


Tiel McCoy, conhecida repórter de televisão, pretendia tirar férias e descansar no Novo México. Mas é convocada pelo seu editor Gully para acompanhar uma história que irá lhe render uma reportagem inédita e uma experiência única: apurar o paradeiro da filha adolescente do milionário Russel Dendy, que aparentemente havia sido sequestrada. No rastro de Sabra, Tiel descobre que a menina, grávida, na verdade havia fugido com o namorado, e subitamente se vê envolvida numa trama de desdobramentos imprevisíveis. Com ação eletrizante, a bestseller Sandra Brown prende a atenção do leitor da primeira à última linha.







Um bom thriller de suspense.

Tiel McCoy é uma repórter de televisão que se vê, de repente, diante da história que pode mudar a sua carreira e a sua vida. Dois adolescentes em fuga. Um sequestro.

A trama de Impasse desenrola-se praticamente toda dentro de um posto de conveniência onde o casal de adolescentes mantém reféns alguns poucos clientes. Entre eles, Tiel. É uma situação no limite, ainda mais porque o casal parece desesperado e sem esperança- e a jovem está prestes a dar a luz.

O pouco que a autora nos apresenta do “mundo exterior” nós dá uma ideia do que levou o casal até ali- e que talvez as consequências sejam trágicas. É interessante ver como tudo é uma cadeia de atos e consequências.

Quando se pensa em uma história de um cenário só, logo pode-se chegar à conclusão de algo parado, moroso, mas Impasse está longe disso. O posto/loja de conveniência é um pequeno cosmos onde todos os dramas ocorrem e a ação é ininterrupta. Sempre sob o olhar de Tiel. Ela sabe que ali está “a história”, mas, ao mesmo tempo, diferentemente de outras vezes, de outras reportagens, desta vez, ela também faz parte do drama e por isso, talvez, o olhar dela seja muito mais pessoal.

Além disso, a figura de um charmoso cowboy, ex-médico, parece mexer muito com ela.

Sim, Impasse tem um “casal”, além dos adolescentes, mas eu não diria que este é um clássico Suspense Romântico. Impasse é um Thriller de Suspense, onde o foco principal é a tensão da situação, como tudo aquilo irá terminar.

Eu sou uma grande fã da autora, mas como fã devo dizer que este não é um de seus melhores trabalhos, o que não implica dizer que é um mau livro. A questão é que tudo parece acontecer em mesmo lugar, rápido demais, coincidências demais. Além disso, talvez por ser um livro mais curto, achei que faltou um pouco de sutileza nos detalhes, algo facilmente encontrado em outros livros policiais dela. O livro me lembrou muito aqueles filmes policiais feitos para a TV.

Contudo, no todo, Impasse é um suspense acima da média. A gente se torna tão envolvida pela leitura que, quando vê, leu o livro em poucas horas. Pelo menos, este foi o meu caso. A autora soube alinhar muito bem os momentos de drama e a tensão constante.

Impasse é uma leitura ideal para quem procura um suspense mais leve mas cheio de emoção e ainda, por cima, com direito a (um pouquinho) de romance.

Recomendo.


Título Original: Standoff
Autor: Sandra Brown
Editora: Rocco
Gênero: Thriller
Sub-Gênero/Assunto: Suspense Romântico, Sequestro, Jornalistas, Amor Impossível
Período: Anos 2000. Texas, EUA.

Outras Capas:


3.5/5

quinta-feira, julho 04, 2013

Supostamente Culpada, de Tess Gerritsen


Quando Miranda Wood chega em seu chalé frio e sombrio, encontra um homem na cama morto a facadas. Ela se torna a principal suspeita, e parece ainda mais culpada quando sua fiança é paga por um doador anônimo. Enquanto luta para limpar o nome, Miranda desencava uma história de chantagem, corrupção e escândalo. E, ao se aproximar da verdade, fica óbvio que alguém tem a intenção de matá-la. Uma pessoa com fortes razões para tirá-la de seu caminho…




Eu ganhei Supostamente Culpada da Sabrina Pepe no Amigo Secreto das Blogueiras de 2011 (!!) e só agora tive oportunidade de ler. Sempre aparecia uma ou outra leitura que “passava na frente”.

Este livro faz parte da fase suspense romântico de Tess GuériGuéri , ops!, Gerritsen e quem conhece a autora por seus Thrillers médicos, principalmente a série Rizzoli & Isles, irá estranhar um pouco. Tess já era uma escritora talentosa, mas ainda era bem “crua” por assim dizer. Na verdade, o estilo dela neste livro me lembrou um pouco uma Sandra Brown pouco elaborada.

Supostamente Inocente fala sobre a clássica histórica do inocente que se vê, de repente, diante de uma situação, que parece sem saída- e que todas as provas parecem apontar contra ele. Ou ela, no caso.

Miranda Wood é uma jornalista, relativamente nova em uma pequena cidade dos EUA, que, de repente se vê acusada de ter matado seu Ex-chefe e ex- amante, Richard, um homem proveniente de uma das mais importantes famílias da cidade. E não ajuda nada, um doador anônimo ter pagado sua milionária fiança. Teria Miranda outros amantes? E o fato de alguém aparentemente estar tentando matá-la parece ser apenas um detalhe.

Ninguém acredita em sua inocência, a não ser seu velho vizinho, a simpática Sra. St. John (eu adorei ela!), um senhora com com ares de Miss Marple e, bem, Chase.

Não, Chase não acredita nela, à princípio. Ou simplesmente não quer acreditar. O fato de ele ser irmão de Richard prejudica bastante seu julgamento- e a crescente atração pela principal suspeita não ajuda em nada as coisas, né?

Por ser um suspense romântico, não espere uma trama policial especialmente elaborada. Todavia, isso não quer dizer que o aspecto “policialesco” tenha sido deixado de fora. Pelo contrário. O romance é forte, obviamente, mas já podemos sentir mesmo neste trabalho que Tess prezava por uma trama bem acabada e coerente. Não vou mentir, eu descobri quem era a pessoa culpada logo no início do livro, mas, sem falsa modéstia, não é algo tão óbvio, nem “tirado da cartola”. O fato é, quando se lê muitos livros policiais, a gente acaba ficando boa em “descobrir assassinos” rs

Supostamente Culpada é um livro sem grandes surpresas ou diferenciais mas é uma leitura que te prende do início ao fim. Quando você se dá por si, já são quase 4 da madrugada e você simplesmente não consegue largar o livro. É o tipo de coisa viciante. Muitos pontos pra Tess por isso.


“Finais felizes não são automáticos. (...) Às vezes, é preciso correr atrás deles.”


Quem já é familiarizado com literatura policial pode achar o livro um pouco leve demais, até ingênuo, mas nunca chato ou não divertido. Pessoalmente, acho que é uma ótima pedida para quem não conhece o gênero e quer começar com algo um pouco mais “solto”.


Recomendo!

Ah, eu aconselho a não ler a orelha do livro. Não que tenha algum spoiler mas muita coisa escrita- e mistério é algo importante em livro de suspense, né?


Título Original: Presumed Guilty
Autor: Tess Gerritsen
Editora: Harlequin
Gênero: Suspense Romântico
Sub-Gênero/Assunto: Crime e Mistério, Romance Contemporâneo
Período: Anos 90. EUA.



Este livro foi minha leitura para o tema 5 do Desafio Realmente Desafiante-
Ler um livro que o autor tenha a mesma inicial que a sua.
Caso vocês não saibam: Thaís Gisele= Tess Gerritsen ^.^


Outras Capas:


4/5

segunda-feira, junho 24, 2013

Toda a Verdade, de David Baldacci



Shaw trabalha para uma agência secreta de inteligência e sua vida se resume a viajar pelo mundo à caça de bandidos perigosos. Abandonado ainda bebê, sem laços afetivos e nem mesmo um nome próprio, ele nunca se importou com o fato de não saber se chegaria vivo ao fim do dia. Até agora. 

Ao ver seus lucros diminuírem a cada mês, Nicholas Creel, dono da maior fornecedora de armamento militar do mundo, decide que é hora de provocar uma guerra. Para isso, contrata um especialista em manipular fatos e “criar a verdade”. Juntos, eles lançam uma campanha de difamação contra o governo russo, cujos efeitos são bombásticos. 

Em meio a tudo isso, Katie James, uma jornalista premiada que caiu em desgraça por causa do alcoolismo, tem acesso ao único sobrevivente do Massacre de Londres que pode lhe dar o furo capaz de mudar sua vida.


Enquanto as peças desse quebra-cabeça se juntam, Shaw parece ter pouco tempo para desarticular essa rede de intrigas e impedir que tenha início um conflito capaz de acabar com o mundo como o conhecemos.




Alguns livros parecem que foram feitos para serem transformados em filmes. Toda a Verdade é um desses livros e, ironicamente, até aonde eu sei, nunca fui adaptado para o cinema. O problema é que Toda a Verdade é o tipo da história, ou narrativa, que ficaria melhor somente nas telas do cinema.

Não foi um livro que me desagradou por completo, mas, sim, esperava muito mais.

A questão central do livro é muito boa; a ideia de simplesmente criar uma guerra para se tirar proveitos mercantis causa não só asco, mas um também um pouco de medo. Toda a Verdade mostra como todos nós podemos ser facilmente manipulados. As pessoas muitas vezes tendem a acusar as mídias “tradicionais” de serem manipuladas (vide os últimos acontecimentos em nosso país), mas não parecem perceber o quão fáceis podem ser manipuladas/manipuláveis pela internet.

O grande problema é a demora em “iniciar” a ação. A história mesmo só começa quase na metade do livro e até ali, apesar dos parágrafos curtos e de uma falsa sensação de “coisas acontecendo” , eu já estava me sentindo cansada da leitura.

Nesta primeira parte, o autor apresenta os fatos, um falso vídeo na internet que acaba causando uma crise internacional que pode culminar na terceira guerra mundial, e três personagens centrais Shaw, uma espécie de agente secreto, Nicholas Creel, dono de uma fornecedora de armamento militar e Katie James, uma repórter alcoólatra e em decadência.

É uma primeira parte que parece não terminar nunca; afinal esse era um thriller, um livro de ação... e aonde estava a ação? As colocações iniciais eram pertinentes mas se estenderam muito. Quando o *fato* acontece, confesso que parte de mim até ficou feliz. O livro finalmente tinha começado!
E quando começa, começa mesmo! A história parada do começo toma outros contornos. O ritmo fica completamente frenético e impossível de largar a leitura. É o típico caso do “fim que salva o começo.”

David Baldacci cria uma história bem amarrada e com personagens interessantes mas não inesquecíveis. Senti que ele resvalou um pouco em personagens clichês de thrillers. Nicholas Creel é o clichê ambulante de um super vilão de filmes do James Bond. Ou de qualquer desenho ou quadrinho do Batman. Ricão e Mauzão. Tinha até um submarino! Só faltava um dente de ouro! É uma da daquelas situações em que no somente no cinema, aquilo ficaria minimamente plausível. Ou menos risível. Na tela grande, com os efeitos e tudo mais, a gente muitas vezes passar passar a absurdidade da situação, mas lendo... o vilão torna-se ridículo.

Shaw, o herói, é um personagem interessante, sem nome, praticamente “programado para matar” e “preparado para morrer”. Eu me simpatizei com ele, sim, mas o achei muuuito parecido com o G. Callen do seriado NCIS-LA.

Os melhores personagens, sem dúvida, foram Katie e Frank, o chefe de Shaw. Katie foi ,a meu ver, a personagem que mais cresce na trama. Ela não é uma super-heroína, mas apesar de todas as falhas consegue lutar, apesar de algumas- muitas- quedas no caminho. Frank, eu ainda não sei se odiei muito ou só um pouco.

Em Suma, Toda a Verdade , apesar do começo morno e de algumas imperfeições da trama, é uma leitura que entretém, e de certa maneira, faz pensar. Só por isso, acho que já vale a pena. Fãs do gênero devem gostar.

Acima da média.


A Edição
Infelizmente, a edição deixou bastante a desejar. Além de vários problemas de grafia e concordância verbal, em algumas passagens os nomes dos personagens eram trocados, causando confusão. Além disso, eu não aconselho a ler a sinopse oficial (quarta capa e, principalmente, a orelha do livro). Achei que a editora revela DEMAIS. Na sinopse que coloquei nesta resenha, eu fiz alguns *cortes*.


Título Original: The Whole Truth
Autor: David Baldacci
Editora: Arqueiro
Gênero: Thriller
Série: Shaw- Livro 1
Sub-Gênero/Assunto: Romance Contemporâneo, Espionagem, Jornalistas
Período: Nova York EUA, dias atuais.
A Série

Livro 1- Toda a Verdade
Livro 2- Deliver Us From Evil- honestamente, não sei se já foi lançado no Brasil

Outras Capas:






Este livro foi minha leitura para o tema 2 do Desafio Realmente Desafiante-
Indicação de um amigo. 


3.5/5

quinta-feira, março 21, 2013

O Gato Que Conhecia Shakespeare, de Lilian Jackson Braun


Tem alguma coisa de podre na pequena cidade de Pickax... pelo menos para o faro sensível do milionário jornalista Qwilleran e seus dois gatos siameses, Koko e Yum Yum.
Enquanto Koko passa horas na estante, entre livros de Shakespeare, uma viúva da cidade parece escandalosamente alegre, e alguém, em algum lugar, não ama com sensatez mas excessivamente.
Foi um acidente de carro que tirou a vida do editor do jornal local... ou um assassinato?




Agatha Christie com Coleção Vaga-Lume.

O Gato Que Conhecia Shakespeare é uma divertida história que segue os passos dos romances de mistério clássicos. Apesar de ser uma leitura leve e despretensiosa, não é um livro infantil.

Na pequena e gelada Pickax, o jornalista e milionário Qwilleran desconfia que a morte acidental do editor do jornal local não tenha sido tão acidental, ao mesmo tempo em que vai percebendo que algumas coisas parecem definitivamente erradas com a cidade e os seus moradores. A história poderia parar por aí , mas Qwill, como é chamado, conta com um “auxílio luxuoso”: seu casal de gatos de siameses, Koko e Yum Yum.

Os dois gatos são o melhor do livro. Principalmente, Koko, um gatinho de atitude e que “ajuda” Qwill derrubando livros de Shakespeare da estante. E não são quaisquer livros, não. As histórias sempre tem algo a ver com o que está se passando. “A Tempestade” veio ao chão? Certeza de temporal se aproximando- e nem sempre, literalmente.

É um livro bem divertido com alta dose de humor e um mistério mas não espere a complexidade dos livros policiais atuais. Tudo é mostrado de forma leve, quase como uma anedota. E eu acho que aí é que está a graça da leitura, esse “jeitão” de mistério clássico.

O que não me agradou foi o final, não a solução em si, mas, a forma como foi conduzido. Achei tudo muito “simples”.

Além disso, O Gato que Conhecia Shakespeare é o sétimo livro de uma série (enorme!) e, apesar de conter uma história com começo, meio e fim, eu senti falta de ter um maior background à respeito de personagens e situações. Era como se todos se conhecessem, menos eu. Dando uma olhada em algumas das sinopses dos outros livros, percebi que as histórias e os acontecimentos tem uma certa sequencia.

Nunca havia lido nada na autora (falecida em 2011, aos 97 anos de idade) mas gostei de seu estilo. É leve e bem irônico. As passagens da previsão do tempo, que permeiam o livro, são muito divertidas.

Não espere em O Gato Que Conhecia Shakespeare um romance policial forte e denso. A proposta nem é essa. Este é um livro para se ler sem grandes expectativas, apenas por pura e total diversão. Um ótimo passatempo.

Vale a Leitura.

Título Original: The Cat Who Knew Shakespeare
Autor: Lilian Jackson Braun
Editora: Jove (Importado)/ Marco Zero
Gênero: Romance Policial
Série: The Cat Who- Livro 7
Sub-Gênero/Assunto: Crime e Mistério, Animais, Jornalistas
Período: Norte dos EUA. Final dos anos 80.


****
A Edição

A Edição que eu li foi a original em Inglês, que estava há séculos na estante pedindo pra ser lida. Foi preparando esta resenha que eu descobri que o livro já tinha sido lançado no Brasil.


Minha Leitura para Desafio Literário 2013, cujo tema do mês de março é "Animais Protagonistas"


A Série

Livro 1- The Cat Who Could Read Backwards (Inédito no Brasil)
Livro 2- The Cat Who Ate Danish Modern (Inédito no Brasil)
Livro 3- The Cat Who Turned On and Off (Inédito no Brasil)
Livro 4- The Cat Who Saw Red (Inédito no Brasil)
Livro 5- O Gato Que Tocava Brahms
Livro 6- The Cat Who Played Post Office (Inédito no Brasil)
Livro 7- O Gato Que Conhecia Shakespeare
Livro 8- The Cat Who Sniffed Glue (Inédito no Brasil)
Livro 9- The Cat Who Went Underground (Inédito no Brasil)
Livro 10- O Gato Que falava com fantasmas
Livro 11- The Cat Who Lived High (Inédito no Brasil)
Livro 12- O Gato Que Conhecia Um Cardeal
Livro 13- The Cat Who Moved a Mountain (Inédito no Brasil)
Livro 14- The Cat Who Wasn’t There (Inédito no Brasil)
Livro 15- The Cat Who Went Into the Closet (Inédito no Brasil)
Livro 16- The Cat Who Came to Breakfast (Inédito no Brasil)
Livro 17- The Cat Who Blew the Whistle (Inédito no Brasil)
Livro 18- The Cat Who Said Cheese (Inédito no Brasil)
Livro 19- O Gato Que Pegou um Ladrão (Seleções)
Livro 20- The Cat Who Sang For the Birds
Livro 21- The Cat Who Saw Stars (Inédito no Brasil)
Livro 22- The Cat Who Robbed a Bank (Inédito no Brasil)
Livro 23- The Cat Who Smelled a Rat (Inédito no Brasil)
Livro 24- The Cat Who Went Up the Creek (Inédito no Brasil)
Livro 25- The Cat Who Brought Down the House (Inédito no Brasil)
Livro 26- The Cat Who Talked Turkey (Inédito no Brasil)
Livro 27- The Cat Who Went Bananas (Inédito no Brasil)
Livro 28- The Cat Who dropped a bombshell (Inédito no Brasil)
Livro 29- The Cat Who Had 14 tales (Inédito no Brasil)
Livro 30- The Cat Who Who Had 60 Whiskers (Inédito no Brasil)


Outras Capas:


3.5/5

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