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sexta-feira, julho 29, 2016

[Resenha] O Bicho da Seda - Robert Galbraith


“Quando o escritor Owen Quine desaparece, a sua mulher contrata os serviços do detetive privado Cormoran Strike. De início pensa que o marido se ausentou por uns dias - como já acontecera anteriormente - e recorre a Strike para o encontrar e trazer de volta a casa.
No decorrer da investigação, torna-se claro que o desaparecimento do escritor esconde algo mais. Quine tinha acabado de escrever um romance onde caracterizava de forma perversa quase todas as pessoas que conhecia. Se o livro fosse publicado iria certamente arruinar algumas vidas - pelo que haveria várias pessoas interessadas em silenciá-lo.
E quando Quine é encontrado, brutalmente assassinado em circunstâncias estranhas, começa uma corrida contra o tempo para tentar perceber a motivação do cruel assassino, um assassino diferente de todos aqueles com quem Strike se tinha cruzado...
Um policial de leitura compulsiva com um enredo que não dá tréguas ao leitor, O Bicho-da-Seda é o segundo livro desta aclamada série protagonizada por Cormoran Strike e pela sua jovem e determinada assistente Robin Ellacott.”



Uma série cada vez melhor.

Eu já tinha gostado de O Chamado do Cuco, mas foi somente com O Bicho da Seda que eu posso dizer, com absoluta convicção, que a série com certeza me fisgou. Se o primeiro livro me deixou com algumas dúvidas, este foi paixão na certa.

Em O Bicho da Seda, o autor soube narrar e tecer os fatos muito bem, mesclando com maestria os dramas dos personagens, os horrores dos fatos e aquela pitada de mistério com ares de livros de outrora. Impossível não se lembrar dos grandes detetives da literatura como Poirot e Sherlock, enquanto testemunhamos as desventuras de Cormoran Strike pelo mundo dos editores, livros e escritores.

Sim, porque é o mundo literário um dos grandes protagonistas de O Bicho da Seda. E um protagonista que não foi pintado com cores muito favoráveis. A partir do desaparecimento de um escrito excêntrico porém medíocre, com mais inimigos do que amigos, somos apresentados ao universo cheio de rancores e futilidades, aonde o talento nem sempre é o mais importante, e amizades são facilmente desfeitas. Com a ajuda cada vez mais sagaz de assistente, Robin, Cormoran pouco a pouco vai descobrindo como um simples caso de desaparecimento se torna algo muito mais complexo.

O Bicho da Seda é narrado de forma linear, mas nada simplista ou óbvio. É uma trama de tensão crescente, no qual o mistério vai surgindo no decorrer das páginas. Apesar de uma forte inspiração na literatura de detive mais clássica, o autor não se deteve apenas no lado “detetivesco” da história; assim, também podemos descobrir um pouco mais de Cormoran como pessoa e, claro, a presença cada vez mais atuante de Robin. Foi ótimo ver como ela cresceu como personagem e não é apenas mais uma coadjuvante à sombra do patrão.

Apesar de ser mais pautado no trabalho de detetive, o livro apresentada algumas cenas bem grotescas, mas apesar de causarem ojeriza, elas são partes cabais da história e não estão ali somente para “chocar”o leitor. É essa percepção que faz a diferença.

O Bicho da Seda é um livro de diálogos e a descrições precisas mas bem desenvolvidas; não é um thriller de consumo rápido. Muito pelo contrário, é um livro de leitura densa mas mesmo assim altamente envolvente. Assim que a gente começa não consegue parar de ler.

Eu só não dei 5 estrelinhas devido à alguns errinhos de grafia e ortografia/gramática.

Recomendo.


Série:

Livro 1- O Chamado do Cuco
Livro 2- O Bicho da Seda
Livro 3- Vocação para o mal

Título Original: The Silkworm
Autor: Robert Galbraith, J.K. Rowling
Editora: Rocco
Gênero: Romance Policial
Série: Cormoran Strike- Livro 2
Sub-Gênero/Assunto: Imperfeições, Crime e Mistério, Detetives, Escritores
Período: Atual. Londres, Inglaterra.

Outra Capa:



4.5/5

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segunda-feira, julho 25, 2016

[Resenha] Obsessão - Sandra Brown



“O telefone toca na casa do cirurgião Lee Howell em plena madrugada, após uma festa. Sua presença é requisitada após um grave acidente na estrada, com dezenas de feridos. O que acontece com ele logo em seguida, no estacionamento do Hospital Geral de Fort Worth, no Texas, dá início a uma trama repleta de suspense, violência e algumas generosas doses de erotismo. Rennie Newton, a cirurgiã que substitui o Dr. Howell num cargo de chefia no hospital, é vista como suspeita, embora nada se prove contra ela. Excelente profissional, atenciosa e responsável, a médica, no entanto, tem um passado que revela uma adolescência complicada. A autora mantém o passado da Dra. Newton como uma mancha em seu caráter por todo o livro, mas no final começa a revelar o que se esconde neste mistério tão bem guardado.”


Bom, mas poderia ser melhor. Bem melhor.

Sandra Brown é uma das poucas autoras que eu compro/leio um livros sem antes ler a sinopse mentira, eu sempre leio a sinopse antes, mas no caso dela, mesmo se sinopse não chamar muito a minha atenção, eu quero ler mesmo assim.) Por isso, mesmo com a medonha capa brasileira eu queria ler Obsessão. O livro tem aquela boa mistura de romance e suspense, mas deixou um leve sabor de decepção.

Como o próprio título já diz, Obsessão fala da fixação de Lozada, um assassino de aluguel, por Rennie Newton, uma jovem e bela médica. Rennie havia sido jurada em um julgado no qual Lozada era réu- e saiu livre. De uma forma um pouco (bastante) perturbada, ele passou a acreditar que os dois estavam destinados um ao outro. E ele faria tudo por ela. Até mesmo matar um rival do trabalho.

Wick Threadgill é um policial afastado da corporação que fez da missão de sua vida capturar o homem que matou seu irmão. Lozada. E a bela doutora é o melhor meio para esse fim.

Sabe aquele livro que tem bons elementos mas não consegue te prender? Foi o meu caso com Obsessão. Além da história em si não ter me prendido, achei o vilão muito ruim, beirando o ridículo, o que acabou por prejudicar o clima de tensão do livro. Lozada é descrito alguém desequilibrado, mal como o pica-pau, mas, pra mim, ele mais pareceu um vilãozinho barato de filme B. Não me causou tensão nem ódio- e a coleção de escorpiões vivos dele foi um toque no mínimo risível. Sorry, Sra. Brown, mas dessa vez não deu.

Eu até consegui suportar a mocinha, um tanto quanto chatinha pois o Wick é sim um herói romântico que se presa. Ogro com açúcar, sabem como é? O que eu gosto nos livros da Sandra Brown é que, apesar de qualquer defeito, ele nunca deixa o suspense de lado. E aqui não foi diferente. O romance de Wick e Rennie vai crescendo pouco a pouco, primeiro cercado de desconfianças e, depois, de tensão. Porém, em nenhum momento, a trama policial é deixa de lado. É ela a razão de ser do livro. E é por isso que eu gosto tanto da autora. Mesmo em livros não tão bons ela ainda consegue me cativar e ficar morrendo de curiosidade para saber como tudo vai acabar.

Apesar dos defeitos óbvios, a trama é bem construída. A autora soube usar bem o fato de já sabermos quem é o vilão e ir construindo o suspense- e a tensão a partir daí.

Se você nunca leu a autora, talvez esse não seja o melhor livro para se começar, porém, Sandra Brown é sempre recomendável. Romance e suspense na medida certa.



Título Original: The Crush
Autor: Sandra Brown
Editora: Rocco
Gênero: Suspense Romântico
Sub-Gênero/Assunto: Thriller, Suspense, Homens da Lei, Médicos
Período: Atual. Texas, EUA.
Capa Original:



3.5/5

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quarta-feira, janeiro 20, 2016

[Resenha] Cortina de Fumaça, de Sandra Brown

Quando a jornalista Britt Shelley acorda sem roupa ao lado do detetive Jay Burgess, a jovem não tem a menor lembrança de como chegou ali, e, para sua maior surpresa, logo descobre que o policial está morto. Este é o começo de Cortina de fumaça, um livro intenso e perfeito para os fãs de grandes thrillers. A autora já vendeu mais de 70 milhões de exemplares, em 33 línguas.


Muito bom.

Particularmente, eu acho que os livros policiais e/ou de suspense são os mais difíceis de resenhar. Se por um lado, é um dos meus gêneros favoritos; por outro, quanto menos de falar sobre a história em si, melhor. É por isso que eu não vou falar sobre a história de Cortina de Fumaça. Não de forma objetiva, pelo menos.

Britt Shelley é uma jornalista que, certa manhã, acorda ao lado de um corpo- e não um corpo qualquer. O detetive Jay Burgess era um herói.

Raley Gannon é ex-bombeiro, especializado em incêndios criminosos, que, após um escândalo caiu em desgraça.

Britt quer saber o que aconteceu. Raley quer vingança.

Eu sei que eu não disse muita coisa. Pois é.

Cortina de Fumaça fala de um crime no presente que pode ser consequência de algo que aconteceu no passado- e de como situações e atos podem ter sérias consequências.

Não tem como mentir que haverá um interesse romântico entre Britt e Raley, mas nada é tão fácil assim. Aliás, os dois não são personagens fáceis e por vezes é difícil se apaixonar por eles. Eles são falhos e de personalidade forte. Para Raley, a vida se transformou em um busca pela verdade- e pela vingança e, talvez, Britt, esteja no caminho. Ela, por sua vez, é capaz de tudo pelo sucesso como jornalista. Até mesmo destruir a carreira de um homem.

É complicado torcer por personagens pelos quais você sente uma certa “desconfiança” mas aí é que está o talento da autora: nós acabamos por torcer por eles- e, claro, queremos saber o que realmente aconteceu.

A solução do mistério não é algo realmente surpreendente. Acho até que algumas pessoas até descobri-lo antes do final do livro, mas, Cortina de Fumaça não é somente sobre “quem matou” mas também sobre todo um esquema.
O livro é um quebra-cabeças e, ao final, as peças se encaixam com clareza e sem furos. Existe uma lógica- e uma dinâmica- em tudo o que acontece.

Com um ritmo dinâmico e uma escrita fluida e precisa, Cortina de Fumaça prende a atenção desde as primeiras páginas. O romance está muito presente, e a química entre o casal é imensa. Porém, em nenhum momento a parte policial é deixada de lado. Muito pelo contrário.

Cortina de Fumaça é um suspense romântico de tirar o fôlego. Só não espere heróis de contos de fadas.

Recomendo!

Título Original: Smoke Screen
Autor: Sandra Brown
Editora: Rocco
Gênero: Suspense Romântico
Sub-Gênero/Assunto: Bombeiros, Jornalistas, Crime e Mistério
Período: Sul dos EUA. Anos 2000


Outras Capas:





4/5

segunda-feira, novembro 09, 2015

[Resenha] Inveja - Sandra Brown


“Uma editora resolve ler o prólogo de um manuscrito retirado de uma pilha imensa de textos enviados por autores esperançosos. O título é Inveja e o que a editora lê a interessa tanto que ela resolve partir em busca do tal autor, que assina apenas as iniciais e não deixa endereço ou telefone. "Estava fisgada, ansiosa para saber mais, queria ler o resto da história." O problema é que ele vive isolado numa ilha, não quer contato com ninguém e parece arrependido de ter enviado o prólogo. Pelo menos, é isso o que parece.

Sandra Brown constrói uma história em dois planos. Num deles, narra seu romance Inveja e em outro o livro homônimo de Parker, o autor recluso, que começa a ser escrito. A editora, Maris, uma mulher bonita, independente e ambiciosa, resolve encarar como um desafio a recusa inicial de Parker, ao mesmo tempo em que seu marido e a amante libidinosa dele preparam uma surpresa desagradável para Maris, que é completamente apaixonada por ele, mas... "declarações de amor não significavam nada para ele. Eram seqüências de palavras sem qualquer relevância".



Sandra Brown é uma das minhas autoras favoritas. Quando um livro dela é lançado eu já quero logo ler, comprar. Infelizmente, aqui no Brasil, ela é publicada pela Rocco. E, bem, vocês sabem como a Rocco é. O que me resta são os importados, mas às vezes nem sempre é fácil comprar. Quando eu ganhar um capa-dura com o autógrafo dela num Giveaway do GoodReads mal pude acreditar!

Isso foi à quase 2 anos. Li outros livros dela, mas sempre deixava Inveja (Envy) pra depois. Até agora.

Inveja fala sobre vingança e...livros.

Herdeira de uma das mais importantes editoras de Nova Iorque, Maris Matherly também é uma excelente editora. Seu talento em conhecer ( e reconhecer) sucessos é inegável. Ela tem, por assim dizer, “faro”. Por isso, quando ela encontra “perdido” o prólogo de uma romance chamado Inveja, Maris sabe que precisa encontrar o autor e apresentar logo um contrato à ele. Aquelas poucas páginas eram boas demais para ficarem incompletas. O problema é que o rascunho estava apenas assinado com uma inicial.

Depois de muita procura, Maris descobre que o misterioso escritor é Parker Evans, que mora numa remota ilha da Georgia. É aí que aparece outro problema: Parker não quer ser achado. Nem que seu livro seja editado. Ele diz que o envio daquele manuscrito havia sido um erro- e que ela o esquecesse.

Claaaaro que Maris não faz isso: ela parte para Georgia atrás dele.
Para Maris, os livros são mais que o “negócio da família” ou o seu emprego. Ela os ama apaixonadamente. Até mesmo seu casamento aconteceu devido à literatura; antes de conhecer e se apaixonar por seu futuro marido, ela já havia sido totalmente “fisgada” por suas palavras, através do único (e enorme sucesso) livro que ele escreveu.
Bem, a base da história é isso. A busca por um autor e um manuscrito inacabado. Mas, é claro, não é somente, mas também pode ser que isso seja tudo.
Inveja é narrado em duas “frentes”: a “real” com Maris, e de “Inveja”, o livro inacabado. Porém, a partir que os capítulos de inveja vão sendo “escritos”, a gente começa a perceber que as duas histórias podem estar interligadas. Falando assim, parece até algo complicado, mas a autora soube trabalhar muito bem essa quase metalinguagem.

O livro não é necessariamente um livro de mistério; pelo menos, não de forma óbvia. É um suspense tenso no qual a gente começa logo a perceber que não pode confiar em ninguém. O único personagem que tem um papel definido como “mocinha” é mesmo Maris, porém, apesar do que possa parecer à princípio, a trama (ou as motivações, melhor dizendo) não ocorrem por causa dela. Maris é uma heroína romântica, não há dúvidas. Todavia, eu gostei muito que a autora fez dela um ser pensante, inteligente. Tirando um pequeno deslize na trama, Maris é aquele tipo de mulher que sabe o que quer.
Analisando friamente, a trama de Inveja não apresenta muitas novidades, mas o que realmente faz a diferença é a forma como a história é construída- e como vai sendo revelada. São duas histórias que, pouco a pouco, vão se fundindo.

Os personagens são um destaque à parte. Ouso dizer que são o melhor do livro- eles fazem o livro. A Dissimulação é um elemento muito presente- tanto para o bem quanto para o mal. Eu achei ótimo poder me surpreender. No início, tudo parece ser muito banal, quase sem graça, mas daí que vem o charme da sutileza. São pequenos detalhes, palavras e gestos que vão aparecendo aleatoriamente mas que começam a formar toda uma situação.

Inveja é um livro envolvente, aquele tipo de leitura viciante. Não sei se seria certo chamar o livro de “suspense romântico”. Claro, existe um pouco de romance na história- e este romance é um ponto importantíssimo, mas ao mesmo tempo, o romance não é o mais importante. É apenas um aspecto de um todo.

O que eu gosto nos livros da Sandra Brown é que ela não se deixa prender por esse lado totalmente romântico; o principal *é* o suspense e, mais do que isso, seus personagens são humanos, terrivelmente humanos e...falíveis.

Eu posso dizer que adorei a leitura de Inveja...até quase o final. Aí, veio a decepção. Sim, o final foi totalmente coerente mas achei tudo muito corrido e sem um devido clímax. Foi uma penas, pois a história havia sido muito bem construída até então.

De qualquer forma, Inveja foi uma leitura intensa, que me despertou sentimentos. Como odiei um certo personagem! Só por me depertar tantas emoções já valeu a pena.

Se você gosta de um bom suspense, com uma pitada de romance, Inveja é mais do que recomendado.

Claro que eu recomendo!

**Resenha enorme e não sei se fiz algum sentido, rs! **

Título Original: Envy
Autor: Sandra Brown
Editora: Rocco
Gênero: Romance Policial
Sub-Gênero/Assunto: Vingança, Suspense Romântico, Escritores
Período: Atual. EUA.


Outras Capas


4/5

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quarta-feira, maio 27, 2015

[Resenha] O Chamado do Cuco - Robert Galbraith


“Quando uma perturbada modelo despenca para a morte de uma varanda coberta de neve, fica assumido que ela cometera suicídio. Entretanto, seu irmão tem suas dúvidas e telefona um detetive particular, Cormoran Strike, para investigar o caso.

Strike é um veterano de guerra – ferido física e psicologicamente – e sua vida está uma bagunça. O caso lhe fornece uma salvação financeira, porém com um custo pessoal: quanto mais ele se aprofunda no complexo mundo da jovem modelo, mais sombrias as coisas vão se tornando – e mais perto ele fica do terrível perigo...
Um elegante e dominante mistério mergulhado na atmosfera de Londres – desde as silenciosas ruas de Mayfair aos bares clandestinos de East End até a agitação de Soho .”



Muito bom.
Sejamos sinceros, a primeira coisa que se falou- ou se pensa- a respeito de O Chamado do Cuco é que é um romance policial escrito pela autora da série Harry Potter. Mesmo que J.K. Rowling use um pseudônimo desta vez, a curiosidade (e associação) é quase que imediata.

Talvez por isso seja bom ir logo avisando que, neste livro, não serão encontrados bruxos, duendes ou animagos. O Chamado do Cuco é um romance policial em estilo clássico, bastante semelhante (em estilo) com autores como Agatha Christie. Mas se no conteúdo, o livro não tem nada a ver com Harry Potter, pude perceber algumas similaridades em relação à forma.

Longas descrições e uso corrente de adjetivações parecem ser marca da autora.
Como (quase) todo romance policial, O Chamado do Cuco começa com uma morte. Suspeita. Uma topmodel comete um aparente suicídio, porém seu irmão de criação não estando convencido disso, contrata um antigo colega de infância, e agora detetive particular, para investigar o caso.

Cormoran Strike é um deleite para fãs de histórias de detetives; assim com Poirot ou Sherlock, ele tem características bem específicas e inconfundíveis. Ex-militar, Strike perdeu uma perna no Afeganistão e acaba de ser “convidado a se retirar” de casa pela companheira. Não bastasse isso, sua situação financeira não está nada bem, e o fato de ser filho bastardo de um astro do rock não contribui em nada.
Quando ele recebe o caso da morte da modelo, seu primeiro pensamento é não aceitar. A hipótese de suicídio era a mais plausível, porém o dinheiro a ser ganho era muito bom para ser ignorado e, de uma forma ou outra, ele conhecia a parte envolvida.
Auxiliado por Robin, a nova secretária temporária, ele parte para a investigação- sem muitas esperanças de descobrir algo. O que Strike não contava era que ele acaba descobrindo detalhes muito importantes e que Robin, a temporária, iria ser uma ótima companheira de investigação.

A jovem secretária, para desespero do noivo, acaba ficando empolgadíssima com o fato de estar ajudando a investigar um crime.

Como eu havia mencionado no início, O Chamado do Cuco segue a linha do romance policial clássico, linear, aonde os detalhes vão sendo descobertos aos poucos e os personagens vão criando importância atráves do desenvolver da trama. É um livro mais pausado, bastante centrado na figura de Strike, o detetive. Eu particularmente, aprecio bastante o estilo, mas é uma questão de gosto. O leitor mais acostumado com romances policiais mais rápidos, ligeiros, como os de James Patterson, ou até mesmo Harlan Coben podem estranhar. Especialmente no início. Apesar de ter gostado bastante do livro, achei que a autora se estendeu um pouco demais no começo. A leitura ficou um pouco maçante.

Porém, se o início tem alguns tropeços, a partir da segunda parte, o livro toma um novo folêgo, se transformando rapidamente naquele tipo de leitura que é quase impossível largar. A autora soube equilibrar o caso policial e as questões psicológicas e pessoais dos personagens. Cormoran é um personagem único, cheio de nuances, imperfeito. A interação dele com Robin é ótima, dá uma dinâmica ótima à história.

Além disso, é apresentado um lado mais nebuloso da vida das modelos e celebridades.

O final não é totalmente inesperado, mas é plausível e faz sentido. Ao final da leitura as revelações fazem sentido e os não são deixados pontos soltos.

Para quem gosta de um bom romance policial, é uma ótima leitura.

Recomendo!

Série:

Livro 1- O Chamado do Cuco
Livro 2- O Bicho da Seda
Livro 3- Vocação para o mal


Título Original: The Cucko´s calling
Autor: Robert Galbraith, J.K. Rowling
Editora: Rocco
Série: Cormoran Strike – Livro 1
Gênero: Romance Policial
Sub-Gênero/Assunto: Crime e Mistério, Detetives,
Período: Atual. Londres, Inglaterra.

Capa Original:


4/5

quarta-feira, janeiro 14, 2015

Lançamentos de Janeiro- Editora Rocco




Clique nas Imagens para ler as Sinopses!:)


Para Saber mais, clique AQUI

terça-feira, março 18, 2014

Calafrio, de Sandra Brown.


A bem-sucedida jornalista Lilly Martin queria apenas vender seu chalé nas montanhas e se livrar do último vínculo que mantinha com seu ex-marido, o delegado Dutch Burton. Mas uma violenta tempestade de neve adia um pouco mais sua saída da gélida e afastada Clearly, na Carolina do Norte: ao deixar a cidade, Lilly perde o controle do carro e atropela acidentalmente Ben Tierney. Sem outra escolha, os dois são obrigados a esperar juntos, em um chalé, o mau tempo passar. Com a estrada interditada, celulares sem sinal, linhas telefônicas inoperantes, pouca comida, nenhuma lenha e a água congelando nos canos, Lilly descobre que sua maior ameaça não é o clima, mas o homem misterioso com quem divide a casa.




Um ótimo thriller de suspense.

Eu fiquei pensando em como começar essa resenha e realmente não cheguei a uma conclusão a contento. Acho extremamente difícil conseguir falar de um livro cuja leitura me prendeu completamente mas sobre cuja história muito pouco posso falar.

Calafrio é um thriller de suspense em sua excelência. onde, de um lado, temos a nossa jornalista Lilly Martin presa em cabana no meio nada

Eu fiquei pensando em como começar essa resenha e realmente não cheguei a uma conclusão a contento. Acho extremamente difícil conseguir falar de um livro cuja leitura me prendeu completamente mas sobre cuja história muito pouco posso falar.

Calafrio é um thriller de suspense em sua excelência. Tudo se passe durante uma tempestade, em uma pequena cidade do interior dos EUA. A trama vai se estabelecendo de forma devagar, com a autora nos mostrando os moradores daquela comunidade. Parece um lugar perfeito, com pessoas perfeitas, mas que de repente se veem diante da possibilidade de um serial killer estar por perto.

Não muito longe dali, presa numa cabana (devido ao tempo) está Lilly Martin, uma jornalista, cuja única missão naquela pequena comunidade era encerrar uma parte de sua vida. O problema é que ela não está sozinha. Ben Thierney é um jornalista de “aventura” e... seria ele um suspeito?

Tensão. Como este livro me deixou tensa! As coisas não acontecem rapidamente nem de maneira intensa, mas tudo meticulosamente calculado para que a gente, leitor, não confie em ninguém. Absolutamente ninguém. Não sei se estou conseguindo me exprimir direito mas sabe aquela angustia (literária) quando a gente não quer pensar mal de determinado personagem mas os fatos não ajudam? Pois é!

E vou dizer, Sandra Brown é uma mulher muito má! rs

Uma das coisas que eu mais gosto nos livros de suspense da Sandra Brown é que ela não abre concessões. Claro, sua obra é essencialmente “romântica” ou de “suspense romântico” mas o lado amoroso não se sobrepõe ao investigativo ou criminal- e como em muitos romances policiais, nem todos os personagens são puros e heroicos. Muito pelo contrário. Em Calafrio existe uma sordidez e mesquinhez humana que bem além do desvio de caráter. Senti verdadeira ojeriza por alguns tipos apresentados, não vou negar. O livro ainda apresenta um ponto que me fez pensar sobre moral e ética. Eticamente, acredito que aquilo que ocorre não era certo, mas, e moralmente? Alguns podem achar que sim.

Ah, vontade de falar mais! Falar da relação da relação de Lilly e Thierney na cabana e de tudo mais que envolve a trama, mas eu simplesmente não posso. Juro que não! Quanto menos se souber, melhor. Aliás, nem leiam a orelha do livro: informações DEMAIS!

Para quem gosta de um bom suspense, daqueles que a gente lê “de uma sentada só”, Calafrio é mais do que recomendado!


Resenha fraquinha, eu sei. Total falta de inspiração. Sorry! :(
Título Original: Chill Factor
Autor: Sandra Brown
Editora: Rocco
Gênero: Suspense Romântico
Sub-Gênero/Assunto: Thriller, Serial Killer, Crime e Mistério
Período: Anos 2000.Carolina do Norte,EUA.


Outras Capas:




4/5


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quarta-feira, janeiro 15, 2014

Os Contos de Beedle, o Bardo - J.K. Rowling


Os contos de Beedle, o Bardo são cinco histórias de fadas diferentes entre si. Cada uma delas é dotada de um caráter mágico próprio e proporcionarão, a seu turno, prazer, riso e a emoção do perigo mortal.

Trouxas e bruxos vão apreciar os comentários de autoria do professor Alvo Dumbledore, nos quais ele reflete sobre a moral ilustrada pelos contos e dá breves notícias sobre a vida em Hogwarts.

Um volume singularmente mágico, ilustrado pela autora, J.K. Rowling, e que ficará guardado na lembrança por muitos anos.(less)


Quem leu o último livro da série Harry Potter, ou até mesmo só assistiu os dois últimos filmes (POSER!! ^.^) sabe da importância de Contos de Beedle, o Brado para a história. O livro, na história, é uma compilação de Contos de Fadas para crianças bruxas. É um livro dentro do livro.
E “este” Contos de Beedle é o livro “real”, por assim. Uma verdadeira jogada de mestre (ótimo marketing!) de J.K. Rowling. Assim, como Quadribol através dos Séculos e Animais Fantásticos & Ondem Habitam, este livro é uma espécie de metalinguagem literária.

A primeira que deve dizer sobre o livro em si é, “não julgue pelo tamanho”. Contos de Beedle é sim um livro pequeno, de 103 páginas, composto de 5 contos curtos. Já sabem o que dizem sobre perfumes e frascos pequenos, não? Pois é. Contos de Beedle, o Brado é uma graça de livro! Uma delícia de leitura.

Quem nunca leu Harry Potter ou desconhece o Universo Mágico criado por J.K. Rowling pode sim ler o livro e seus contos, mas devo dizer que irá perder grande parte da magia (ou devo dizer referências?)

Os contos se passam durante a Idade Média europeia e apresentam histórias com vieses diferentes como amor, esperteza, sabedoria e morte- mas todas elas eu senti a questão do preconceito. Cada conto é comentado por Dumbledore, o que dá um charme mais especial ainda a história, apesar de quê, mesmo sem os comentários do Grande Diretor de Hogwarts, o livro ainda seria muito legal.

Não vou fazer uma análise sobre cada conto do livro, até porque penso que isso seria desnecessário, mas eu “tenho” que nomear o meu favorito, né? É o conto da Fonte da Sorte, sobre três Bruxas e um soldado Trouxa* em busca de uma fonte que traria sorte à quem a encontrasse. O conto é uma graça. Leve, romântico e com um toque de humor.

Os contos, em si, são bem parecidos com os Contos de Fadas “comuns”, mas com um pouco mais de nonsense. E aqui, bruxas e bruxos são os heróis da história.

O meu único porém fica por conta justamente dos comentários de Dumbledore e as notas de rodapé. SE por um lado, é bem legal; por outro, achei a linguagem intrincada demais para um livro infantil. Mas, tirando isso, e analisando apenas os contos em si, Os Contos de Beedle é um deleite.

Contos de Beedle, o Bardo é um livro divertido, rápido de se ler e que, com certeza irá agradar crianças e adultos que gostam de magia.




*Pessoa sem poderes mágicos, não bruxa.




Título Original: Tales of Beedle the Bard
Autor: J.K. Rowling
Editora: Rocco
Gênero: Infantil
Série: Harry Potter (Companion Book)
Sub-Gênero/Assunto: Contos de Fadas, Bruxas, Fantasia
Período: Idade Média. Europa.


Outras Capas:
4/5

segunda-feira, dezembro 30, 2013

Noite Feliz, de Mary Higgins Clark

Noite feliz reúne amor, fé, coragem, determinação e muito mistério, tendo como pano de fundo a charmosa cidade de Nova York, com suas vitrines decoradas e árvores especialmente iluminadas para a passagem do Natal. Mary Higgins Clark relata a história de Brian, um menino de 6 anos disposto a superar seus próprios limites para salvar a vida do pai, Tom Dornan, que sofre de leucemia. Brian está em Nova York com a mãe, Catherine, e seu irmão de 10 anos, Michael.

Véspera de Natal em Manhattan, Nova York. A partir deste tema, proposto por seus editores, a autora elaborou uma história em que o amor, a coragem de uma criança e a fé são postos à prova, num grande suspense.




Um simpático suspense Natalino.

Noite Feliz é uma curtinha, mas singela história que, através de um pouco de suspense, trás uma simpática mensagem de esperança. Uma simples história natalina, sim, mas bem agradável.

É época de Natal, mas Catherine Dornan não está sentindo nenhum pouco no espírito natalino. Ela está em Nova Iorque, com os dois filhos pequenos, visitando o marido, que está internado em um hospital da cidade, tratando da Leucemia. É uma situação estressante e difícil e para piorar , Brian, o filho menor, de 6 anos, desaparece enquanto Catherine e os filhos estavam olhando a árvore de Natal do Rockfeller Center.

Brian saiu atrás de uma mulher que pegou a carteira que Catherine havia deixado cair no chão. A carteira em si não era o problema, mas dentro dela estava uma medalhinha de São Cristóvão, a qual o pequeno acredita ter poderes para curar de seu pai.
O problema é que ao seguir a mulher, em busca da medalinha, Brian acaba se encontrando em uma situação bem perigosa.

Noite Feliz acompanha os passos do pequeno Brian, da mulher a quem ele segue e da polícia, que junto a uma desesperada Catherine, tenta encontrá-lo. Como, apesar de tudo, este é sim um livro de suspense, não vou dizer muito o que acontece, mas sim, a busca de Brian o põe em perigo.

Descobri o livro em um saldão da Bienal e confesso que comprei só por causa da autora e do preço (5 reais!) mas fiquei positivamente surpresa .

Como toda história natalina, Noite Feliz tem a sua dose de “mensagem de amor, paz e esperança” mas isso é esperado; porém, a trama também tem o seu quinhão de realidade, onde existem sim pessoas ruins e que nem todos se redimem.

O livro fala sobre fé, esperança e vontade de ter uma chance. Recomeçar.

Eu ri e me emocionei com a coragem do pequeno Brian.

É uma leitura simples, fácil, sem grandes momentos dramáticos, nem mesmo um suspense de “de arrepiar”, mas é o tipo de história agradável, que te prende, ideal para uma tarde chuvosa. A escrita de Mary Higgins é agradável e dinâmica e ela soube enquadrar perfeitamente a história nas poucas páginas do livro.

Uma bela história.

Vale a pena a leitura.



Título Original: Silent Night
Autor: Mary Higgins Clark
Editora: Rocco
Gênero: Romance Contemporâneo
Coleção:
Série:
Sub-Gênero/Assunto: Crianças, Sequestro, Suspense
Período: Atual. Nova Iorque.

Minha leitura de Dezembro para o Desafio Literário 2013. O tema era Natal.




Outras Capas:



4/5

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