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terça-feira, maio 17, 2016

[Resenha] A Mancha de Sangue - Asa Larsson

Dezoito meses após os acontecimentos descritos em Aurora Boreal, a advogada Rebecka Martinson ainda sofre com o trauma causado pela última investigação de assassinato. Porém, o escritório no qual trabalha recebe a missão de investigar a morte de uma pastora de uma igreja local e ela e seu colega Thorsten Karlsson partem para a cidadezinha. Chegando lá, porém, eles logo percebem que a líder religiosa foi brutalmente assassinada e a polícia local não consegue encontrar o criminoso. Mistérios, segredos e religião em uma trama reveladora e capaz de prender o leitor até a última página.



Não sei ao certo se gostei do livro ou se fiquei decepcionada. Provavelmente os dois.

Bem, antes de mais nada, é preciso voltar no tempo. Melhor dizendo, voltar ao primeiro livro da série, Aurora Boreal. Não, não vou soltar spoilers aqui, mas é bom dizer que é imprescindível ler o primeiro livro antes deste aqui. Não que as duas histórias- ou os dois mistérios- sejam continuação, mas o estado psicológico de Rebecka Martinson é. Tudo o que ela é, ou tudo o que ela está sentindo, é uma consequência do que aconteceu no primeiro livro.

A questão é que Rebecka NÃO é a personagem principal de A Mancha de Sangue. Sim, ela tem um papel essencial, mas na maioria do tempo é apenas uma espectadora. Anna-Maria, a investigadora, é quem conduz a trama, porém, o livro é mesmo da vítima, a pastora Mildred Nilsson. É ela quem vai pautar as ações, pensamentos e acontecimentos do livro. Tudo gira em torno dela.

O livro já começa com a morte de Mildred e logo vamos descobrindo que, apesar de ser uma pastora, ela não era a mais amada das pessoas. Nem a mais fácil. Como todo romance policial que se preze, todos parecem que tinham algo contra ela. Até mesmo quem gostava dela.

Assim como no primeiro livro (tem o link da minha resenha no final do post), senti dificuldade em ter empatia pelos personagens. Eu gostei que Rebecka não foi retratada como aquele tipo de heroína que passa por um trauma e nada sente, mas a melancolia dela começou a me irritar- e a Mildred, affe! Até eu fiquei com vontade de dar uns tapas na mulher.

Ao contrário de muitos livros do gênero, A Mancha de Sangue evolui de modo lento, com vários pontos de vista-e até mesmo a história de uma loba, que apesar de ter sido interessante, me pareceu mal aproveitada.
O que mais me chamou a atenção mesmo foi o personagem Nalle, um deficiente mental que passa a ter uma espécie de relação de amizade com Rebecka. É ali que está a beleza do livro, onde, pouco a pouco, o rapaz consegue “curar” a moça. Isto aliado à temas controversos como homossexualidade, religião e perda tornaram a trama bem interessante- mas mais no sentido de literatura dramática do que policial.

Em relação ao mistério em si, não foi algo totalmente desprovido nem surpreendente, mas o resultado foi lógico e foi de encontro com o que foi apresentado. O problema- o GRANDE- problema foi o final. Ou a falta dele. Sério, WTF foi aquilo?!

Em suma, A Mancha de Sangue foi uma leitura interessante, mas sem grandes brilhantismos e um final decepcionante. Não é um livro para todos os gostos, porém quem está a fim de ler algo diferente dos romances policiais usais é uma boa pedida.




A Série
Rebecka Martinsson
Livro 1- Aurora Boreal - editado pela Planeta
Livro 2- A Mancha de Sangue - editado pela Planeta
Livro 3- Svart Stig (The Black Path)Inédito no Brasil
Livro 4-Till dess din vrede upphör (Until Thy Wrath Be Past ) -Inédito no Brasil
Livro 5-Till offer åt Molok Inédito no Brasil e sem tradução em Inglês


Título Original: Till dess din vrede upphör
Autor: Asa Larsson
Editora: Planeta
Gênero: Romance Policial
Série:- Rebecka Martinson
Sub-Gênero/Assunto: Crime e Mistério, Homossexualidade, Homens da Lei
Período: Contemporâneo. Suécia.


Outra Capa:


3.5/5
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terça-feira, agosto 26, 2014

Êxtase, de Nicole Jordan

Depois de ver sua mãe definhar por causa de um amor perdido, Raven Kendrick jurou nunca entregar seu coração. Mas quando sua vida se transforma em um escândalo, ela é forçada a aceitar uma proposta de casamento do sensual prorietário da casa de jogos mais conhecida de Londres. Embora fortemente atraída por seu enigmático salvador, Raven luta para resistir ao marido, cujas carícias prometem um êxtase além de suas fantasias mais selvagens. Para salvar a reputação da inocente jovem, Kell Lasseter se vê obrigado a sacrificar sua liberdade casando-se com a deslumbrante garota, uma vez que o irmão dele foi o causador da ruina de Raven. Desprezado por seu sangue irlândes e seu passado obscuro, Kell não pode negar que essa mulher geniosa e encantadora é diferente de todas as outras que já conheceu... Assim como não pode reprimir o desejo ardente que sente por ela. Dividido entre a lealdade para com o irmão e seus sentimentos crescentes por sua noiva rebelde, Kell precisa libertar o coração relutante de Raven de alguma forma, para que eles possam conhecer o extase do verdadeiro amor.


O melhor livro da série.

Notorious , ao meu ver é uma série de altos e baixos, mas este é aquele livro que responde a pergunta, “Por que eu continuo acompanhando esta série?”. Tirando alguns detalhes, pequenos poréms, Êxtase é um ótimo romance.
À principio, a história é bastante similar com os outros livros da série: tudo gira em torno de um casamento de conveniência e relação dos recém-casados, o desejo crescente e as desconfianças. Não nego que me incomodou como a trama, ou argumento, pudesse tão parecido com os outros livros, mas aí é que entra a forma como a autora desenvolve a história. Ela não foi exatamente original, mas soube conduzir muito a sua história.

Kell Lasseter somente se casa com a jovem Raven Kendrick para salvá-la da ruína social e do escândalo, este provocado pelo próprio irmão dele. Meio-Irlândes e dono de uma casa de jogos, Kell não é exatamente o marido “de sangue-azul” que Raven esperava e sonhava, mas seus planos não saíram como esperava. Um casamento, mesmo que com um irlandês misterioso, era melhor do que se tornar uma pária na sociedade.

Apesar de ser um casamento de conveniência, e sem expectativas de amor, a atração física entre os dois é clara e forte desde o principio. O sexo não parece ser algo tão ruim, contando que o amor não entrasse em cena. Raven tem seus próprios motivos para não querer se apaixonar e Kell vive os melindres de estar casado com a mulher por que seu irmão é obcecado.

Raven e Kell são personagens fortes. Eles enfrentam seus demônios da maneira que podem e quando o casamneto começa a se tornar algo bem além de simplesmente “de conveniência”, algumas resoluções e crenças pessoais começam a ser postas em xeque.
Kell, apesar de ter salvado a reputação de Raven, não se assemelha em nada como um príncipie no cavalo branco. Por vez, Raven, apesar de tudo, não é nenhuma “donzela em perigo”.

Êxtase conta uma história de amor à segunda vista, com personagens que aprendem a se conhecerem e se amar. Além de romance e drama, o livro ainda tem uma leve carga de suspense que, apenas de não ser o ponto principal da história, dá um ótimo tempero à trama; e não algo forçado “apenas” com o intuito de subtrama.

Eu adorei Êxtase do começo ao fim, gostei da história, dos personagens e principalmente da interação do casal. O que me incomodou ( e que foi o principal motivo para eu não ter dado 5 estrelas) foi que apesar da autora ser bastante detalhista nas cenas de sexo, o mesmo não ocorreu em outras, principalmente em alguns de grande tensão. Senti uma certa frustração quando numa momento de clímax da trama, a situação (ou momento) não foi devidamente detalhado, apenas “contado” depois que passou. As cenas eróticas são ótimas e dentro do contexto, nada gratuitas, porém, fiquei com a impressão de que, no geral a autora tomou mais cuidado com estas cenas específicas do que com outras.

De qualquer forma, Êxtase é um romance maravilhoso, sexy e romântico.

Recomendo!




A Série

Livro 1 – Sedução ( The Seduction )
Livro 2- Paixão -
Livro 3- Desejo-
Livro 4- Êxtase -
Livro 5- The Prince of Pleasure - inédito no Brasil.

Título Original: Ecstasy
Autor: Nicole Jordan
Editora: Essência
Gênero: Romance Histórico

Série:Notorious-Livro 4
Sub-Gênero/Assunto: Casamento de Conveniência, Casados, Hot
Período: Regência.


Outras Capas:


4/5

terça-feira, maio 13, 2014

O Pessegueiro, de Sarah Addison Allen

Willa Jackson vem de uma antiga família que ficou arruinada gerações antes. A mansão Blue Ridge Madam, construída pelo bisavô de Willa durante a época área de Walls of Water, e outrora a mais grandiosa casa da cidade, foi durante anos um monumento solitário à infelicidade e ao escândalo. Mas Willa soube há pouco que uma antiga colega de escola – a elegante Paxton Osgood – da abastada família Osgood, restaurou a Blue Ridge Madam e a devolveu à sua antiga glória, tencionando transformá-la numa elegante pousada. Talvez, por fim, o passado possa ser deixado para trás enquanto algo novo e maravilhoso se ergue das suas cinzas. Mas o que se ergue, afinal, é um esqueleto, encontrado sob o solitário pessegueiro da propriedade, que com certeza irá fazer surgir coisas terríveis. Pois os ossos, pertencentes ao carismático vendedor ambulante Tucker Devlin, que exerceu os seus encantos sombrios em Walls of Water setenta e cinco anos antes, não são tudo o que está escondido longe da vista e do coração. Surgem igualmente segredos há muito guardados, aparentemente anunciados por uma súbita onda de estranhos acontecimentos em toda a cidade.
’

Mágico.
Magia é a palavra ideal para descrever os livros de Sarah Addison Allen. A autora tem um jeito todo especial e mágico de escrever suas histórias. O Pessegueiro não foi diferente.

Este é um daqueles livros para se ler com um sorriso no rosto e que, invariavelmente, deixam o nosso coração mais leve. Sei que estou me repetindo, mas é o toque de “magia” nas palavras.

Eu penso que é justamente este “toque” que faz os livros da autora serem tão especiais, até mesmo aqueles que não configuram entre os meus favoritos, como foi o caso d’ “ O Pessegueiro”. Sim, não vou mentir, comparado aos dois livros da autora que li anteriormente, este foi o que menos gostei, mas mesmo assim me proporcional uma deliciosa experiência de leitura.

Acho eu que o livro poderia ter sido maior- e mais desenvolvido em algumas partes. Eu tive a impressão de que a ação ainda estava para acontecer, como se eu estivesse no aguardo e um grande acontecimento.

É uma sensação difícil e colocar em palavras e não se vocês compreenderam bem o que eu quero dizer; acho que eu queria mais páginas e um pouco mais de Willa e Colin, Pax e Sebastian. Apesar de ter uma história de amor, o livro não é sobre isso; O Pessegueiro é um livro singelo que fala, antes de mais nada, sobre amizade. A amizade que ultrapassada décadas e esconde segredos, amizade que se transforma em amor e amizade nova que surge nas improbabilidades.

O Pessegueiro é o tipo de livro que eu indico de olhos fechados- aquele livro que mesmo tendo faltado “algo” me encheu de alegria.
Mágico.


Título Original: The Peech Keeper
Autor: Sarah Addison Allen
Editora: Planeta
Gênero: Romance Contemporâneo
Sub-Gênero/Assunto: Amizade, Segunda Chance, Realismo Fantástico
Período: Atual. Sul dos EUA.
Outras Capas:



3.5/5

quinta-feira, abril 03, 2014

Desejo, de Nicole Jordan

Lucian, mais conhecido como o sensual conde de Wycliff, é do tipo que sempre escapa dos votos de matrimônio. Quando acaba encarando a morte de perto, mas sobrevive, ele passa a desejar um herdeiro que possa carregar o seu nome. É então que se depara com a sedutora Brynn Caldwell, de cabelos da cor do fogo e olhos de esmeralda, e tem certeza que encontrou a mulher ideal para ser sua esposa. Brynn acredita que o fascínio do libertino por ela é impulsionado por uma maldição que há séculos condena as mulheres de sua família. Sua beleza enlouquece qualquer pretendente, e o homem que por ela se apaixonar, e for retribuído, estará condenado à morte. Brynn se vê obrigada a aceitar a proposta de casamento de Lucian. Ela se renderá às suas carícias, mas não se atreverá a lhe dar o coração. Presos em uma batalha de desejo e sedução, Lucian começa a suspeitar que Brynn é uma traidora e está envolvida com contrabandistas. Pouco a pouco ele se verá em uma teia de perigo onde o preço para conquistar o coração de sua noiva e descobrir a verdade pode ser a própria vida.

’

Desejo é a prova de quê, muitas vezes, devemos continuar insistindo em uma série literária mesmo se um dos livros da mesma não for tão bom assim.

Sedução, o primeiro livro da série Notorious é um queridinho das leitoras apaixonadas por romances históricos românticos. Particularmente, não é um favorito meu, mas não posso negar a força da história e a boa escrita. Sendo assim, esperava-se algo parecido do segundo livro. Não foi o que aconteceu. Paixão é um livro chaaato, pra dizer o mínimo. Ainda bem que Nicole Jordan se redimiu neste terceiro livro. Não vou dizer que é perfeito, mas é uma ótima leitura.

Desejo, no fundo, no fundo,conta a história de dois cabeças-duras que, por conta do destino, acabam se casando. Pois é, acho que já lemos isso antes,né? Mas aqui tem uma “pitadinha” diferente. Lucien,o conde de Wycliff é conhecido por ser um libertino; que só quer saber de mulheres e festas. O que não se sabe é,na realidade, Wycliff é um espião e que trabalha para a Coroa britânica. Durante uma investigação em uma praia na Cornualha , ele conhece a jovem Brynn Caldwell e decide fazer dela sua esposa. Não é uma decisão aleatória, mas muito bem pensada: Lucian acredita que Brynn e sua família estejam envolvidos no esquema de contrabando da região. Para ele, Brynn é uma traidora.

Lucian é um ótimo partido e qualquer moçoila ficaria honrada em receber uma proposta sua. Bem, qualquer, menos Brynn. Ela acredita que sofre uma maldição na qual todo homem que se apaixona por uma mulher de sua família acaba morrendo. O problema é que com maldição ou não, a situação financeiramente precária dela acaba falando mais alto.

Desejo conta uma história de amor que atravessa caminhos tortuosos; Brynn e Lucian são duas personalidades fortes que acreditam piamente em suas crenças e parecem não conseguir dar margem a uma alternativa à aquilo que acreditam.

O livro também aborda, mesmo que de maneira sutil, o papel da mulher naquela sociedade e como a falta de opções e expectativas para aquelas que não tinham meios sociais e/ou econômicos tornava tudo muito mais difícil, ou até mesmo impossível. Brynn, no início, achava até que era livre; solteira, vivendo com os irmãs, porém, era apenas uma liberdade relativa. Não importava se ela não queria se casar. Era esse o seu papel. E depois de casada, a sua “liberdade” estava a cargo de seu marido.

Eu gostei muito da inteiração entre Brynn e Lucian; o romance não é tão explícito, pelo menos não no início, mas o amor vai acontecendo aos poucos. Como os outros livros da autora, Desejo tem muitas sensuais e muito bem escritas.

O problema do livro, a meu ver, é que muitas vezes, a autora pareceu se estender e se repetir em alguns assuntos. Além disso, não posso negar que a Brynn me irritou um pouco com aquela história de maldição.Pareceria um disco quebrado.

Desejo é um livro envolvente e romântico, com  drama, um pouco de humor e uma boa dose de aventura. 

Recomendo.




Título Original: Desire
Autor: Nicole Jordan
Editora: Planeta
Gênero: Romance Histórico
Série:Notorious- Livro 3
Sub-Gênero/Assunto: Casamento por Conveniência, Amor e Ódio, Espiões
Período: Regência. Inglaterra.


A Série

Livro 1 – Sedução ( The Seduction )
Livro 2- Paixão -
Livro 3- Desejo-
Livro 4- Êxtase -
Livro 5- The Prince of Pleasure - inédito no Brasil.


Outras Capas:


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4/5

segunda-feira, janeiro 13, 2014

Paixão, de Nicole Jordan [Notorious 2]


A bela e sensual Aurora Demming acaba de perder o seu prometido e para garantir seu futuro, seu autoritário pai arranja-lhe um casamento de conveniência com um homem bem mais velho que ela. Com o fim de espantar a tristeza da sua vida, viaja às Ilhas Britânicas Ocidentais onde conhece Nicholas Sabine, um perigoso e sedutor americano condenado à forca por assassinato e pirataria com quem faz um estranho pacto. Aurora aceita se casar com o enigmático estrangeiro e tornar-se tutora de sua meia-irmã para fugir do acordo paterno. Há porém outra condição essencial, é preciso legitimar a união dos dois e para isso, a angelical donzela deverá realmente consumar a noite de núpcias, um breve espaço de tempo no qual o encantador Nicholas mostrará a Aurora parte dos segredos voluptuosos de dois corpos em um mesmo leito. Viúva, de volta à sociedade inglesa e com a irmã de Nicholas sob a sua responsabilidade, ela inicia uma uma nova vida, independente mas desprovida de amor.



Um livro que começa muito bem, mas se perde no meio do caminho.

Eu sou uma das poucas pessoas que não se apaixonaram pelo primeiro livro da série Notorius, Sedução. Não que eu tenha desgostado do livro, eu apenas não me apaixonei pela história. Isso fez com que eu não tivesse muitas expectativas em relação à este segundo livro, Paixão. E foi justamente essa “falta”de expectativas que fez com que eu não me decepcionasse ainda mais.

O livro começa com uma trama bem improvável, pra não dizer novelesca, mas ainda assim intrigante e, de certa forma, irresistível.

Por uma série de circunstâncias, a bela Aurora se vê prestes a casar com um condenado a forca, Nicholas Sabine. É para ser apenas um casamento de conveniência. Enquanto o casamento ( e futura viuvez) a livra de um pretendente indesejável e , mais importante, a livra do pai tirano, Aurora deve tutelar a irmã mais jovem de Nicholas em sua “estreia” em Londres.

O casamento ocorre, é consumado, e tudo acontece dentro do previsto. Ou pelo menos, assim aparenta. Aurora é agora uma respeitável viúva. O problema é que Nicholas volta “dos mortos” querendo reatar o casamento, algo que Aurora não quer nem pensar na possibilidade.

O retorno de Nicholas é a grande virada história- e é também quando a autora começa a se perder. O início de Paixão é ótimo. Diferente e com um toque aventuresco. A situação pode ser um pouco difícil de acreditar, mas isto se torna irrelevante diante da forma como é mostrada. É uma sequência que prende a atenção do leitor, faz com que a gente queira saber mais sobre aquela situação, aquele negócio, insólito. Além disso, os personagens são dinâmicos e bem representados. Nicholas tem o toque ideal de mistério e charme, e Aurora é ao mesmo tempo ingênua e lutadora.

O problema é que a partir do momento em que a trama vai sendo conduzida, essa Aurora “interessante” simplesmente desaparece! E dá lugar à uma mocinha simplesmente chatérrima. Mas a culpa não é só dela. O texto acaba se tornando tão chato quanto.

São páginas e mais páginas discutindo as mesmas questões, o mesmo assunto. Até mesmo os diálogos pareciam iguais, uma espécie de festival de Ctrl+C/Ctrl+V. Eu gosto de histórias em que os protagonistas já são casados e muitas vezes estas histórias envolvem o mesmo assunto, mas se esse for o caso é preciso ser muito cuidadoso para que o texto seja interessante e não enfadonho.

Em Paixão, infelizmente, até mesmo as inúmeras cenas sensuais acabaram se tornando enfadonhas e repetitivas.

Eu senti que a autora tinha até uma boa intenção. Há no livro uma crítica sobre a condição da mulher, de como ela passa de “propriedade”do pai a “propriedade”do marido e isso ;é muito interessante de ver sendo explorado quando é bem explorado, o que infelizmente não aconteceu aqui. Depois de certo tempo de leitura, eu simplesmente não dava mais à mínima para os anseios de Aurora e toda a sua necessidade de ser “ independente”.

É claro que o livro todo não foi uma tortura, além do ótimo início, perto do final, ocorre uma pequena reviravolta que dá um ânimo na trama- um pouco de ação acontece e eu senti como se tivesse despertado de um estado de monotonia.

Paixão não é um livro de todo ruim, mas não vou negar que tem problemas de ritmo e condução da trama. Pensando friamente, acho o que –ou quem- se salvou ali foi Nicholas. Ele sim o único personagem verdadeiramente interessante. Sexy, misterioso e com um irresistível toque de malícia, ele trouxe interesse e leveza ao texto. Assim como Lorde Sin, de Sedução, Nicholas merecia uma mocinha melhor.

Ou uma história mais bem desenvolvida.


Título Original: The Passion
Autor: Nicole Jordan
Editora: Planeta
Gênero: Romance Histórico
Coleção:---
Série: Notorius–Livro 2
Sub-Gênero/Assunto: Casamento de Conveniência, Falsa Identidade, Casados
Período: Regência.

A Série

Livro 1 – Sedução ( The Seduction )
Livro 2- Paixão -
Livro 3- Desejo-
Livro 4- Êxtase -
Livro 5- The Prince of Pleasure - inédito no Brasil.


Outras Capas:

Cotação:

2.5/5
Eu tive certa dificuldade me dar uma nota para o livro. Por um lado, o livro é monótono e repetitivo. Por outro, o início é ótimo e o final é bem interessante, além de possuir um protagonista charmoso e interessante. Mereceria ele 3 estrelinhas em vez de 2.5?

quarta-feira, janeiro 08, 2014

Gritos do Passado, de Camilla Läckberg

Em uma manhã do início do verão, um garoto sai para brincar na praia, na cidade de Fjällbacka. Porém, suas brincadeiras são interrompidas de maneira abrupta quando ele encontra o cadáver de uma jovem nua. A polícia é chamada à cena e não demora muito para concluir que a mulher fora assassinada. O mistério aumenta quando os policiais descobrem que embaixo do corpo da mulher foram colocados esqueletos de outras duas jovens dadas como desaparecidas desde o final dos anos 1970. Para juntar as peças desse quebra-cabeça, o policial Patrik Hedström é designado como chefe da investigação, o que o obriga a abandonar suas férias e sua esposa, Erica Falck, grávida de seu primeiro filho. Erica, porém, não consegue ficar sem se envolver e, mesmo nas últimas semanas de gravidez, decide ajudar Patrik pesquisando informações na biblioteca local. A partir daí, novas revelações começam a dar forma à investigação: os esqueletos podem ser de duas jovens desaparecidas há mais de vinte anos. 



Sempre achei difícil, complicado, resenhar romances policiais. Tenho medo de , ao tentar passar minhas impressões sobre a leitura, acabar “soltando”algum spoiler. Penso que, em livro de mistério/suspense qualquer spoiler é crucial e é por isso que quanto menos se souber da história, melhor. Até a sinopse oficial, eu dou umas “editadas”. Sério, acho que elas contam DEMAIS sobre o livro.

E por que eu estou dizendo isso? Porque uma resenha de livro policial é mais sobre as minhas sensações, impressões, sobre a leitura do quê uma discussão sobre a obra em si.

Gritos do Passado é o segundo livro protagonizado pelo investigador Patrik Hedström. Patrik está de férias quando o chamam para investigar o aparecimento de um corpo. Seria mais um caso comum, ideal para Patrik melhorar seu tédio naquele quentíssimo verão Sueco (sim, eu sei que “quente”, “verão” e “Suécia” não combinam mas a história se passa em um período de extremo calor) se não tivessem descoberto, embaixo do corpo encontrado, duas outras ossadas, que podem ser de duas garotas desaperecidas há 20 anos. Além disso, neste ínterim, uma adolescente de 17 anos desaparece.

É aí que começa a corrida contra o tempo.

Como o título nacional já sugere, os crimes do presente estão intimamente ligados com questões do passado. E assim como em seu livro anterior, A Princesa de Gelo, mais uma vez, muitas gente tem algo a esconder.

Gritos do Passado é um suspense “quem matou?” com algumas peculiaridades. Não é centrado numa mansão no interior da Inglaterra, nem num trem de luxo, mas os personagens circulam como se estivessem em um grande tabuleiro de xadrez. Claro, alguns desses personagens são apenas “âncoras” mas eles servem para contrabalancear e, sim, afetar, a vida dos protagonistas.

E falando em protagonistas, Patrik continua do meu agrado. Gosto do seu jeito mais verdadeiro e não idealizado como herói sem falhas ou lindo de morrer. Ele é uma pessoa real, com problemas reais. Ao mesmo tempo em que fica cada vez mais obcecado com o caso, preocupa-se com Erica, sua esposa grávida de 8 meses e que não pode sair de casa. Aliás, se teve algo, no enredo, que eu não gostei, foi o pouco aproveitamento de Erica na trama. No livro anterior, ela era praticamente a personagem principal, aqui, transformou-se em mais um coadjuvante de luxo ( e falando em coadjuvantes, tô pegando muita birra da irmã dela!). Ela passa praticamente o livro todo tentando se livrar de visitas indesejáveis (sério, sueco é povo meio mal educado hein?) Outro ponto que eu também não me agradou foi a solução dada a... bem, não posso falar, obviamente, mas devo dizer que não gostei!

Em A Princesa de Gelo me incomodou o fato de quê algumas pistas só eram descobertas pelos personagens, deixando os leitores no escuro. Aqui, ocorre o contrário. Achei a tática bem interessante, apesar de dar uma certa agonia em saber mais do quem está “no livro”.

Não vou dizer que Gritos do Passado foi o melhor romance policial que eu já li, porque obviamente não foi, mas ele cumpre com louvor o seu papel de entreter e prender a atenção. Eu gosto da escrita de Camilla Lackberg; é um estilo direto, porém não desprovido das descrições necessárias para nos ambientarmos melhor na história. Ela mescla cenas do passado e do presente, nunca tornando a leitura confusa ou cansativo. Além disso, a trama faz sentido e as peças se encaixam no final. E mesmo que a gente chegue a pensar que algumas pontas ficaram soltas, a resposta aparece.

Eu gostei muito do fato de quê a trama não foi totalmente focada na investigação policial; ao decorrer da trama, assuntos pertinentes vão surgindo. A autora fala de morte e sequestro, mas também de fanatismo religioso e relações familiares. Os personagens são humanos, dignos de pena, raiva e , também, admiração.

Para quem gosta de um bom romance policial, Gritos do Passado é uma ótima pedida.


*
Só devo lembrar que a série deve ser lida na ordem. Apesar d’os casos policiais terem começo, meio e fim, os acontecimentos nas vidas pessoais dos personagens tem uma sequência- e consequências (além disso, vale lembrar, toda vez que alguém diz “não ligo em ler fora da ordem” está dando carta branca para que as editoras publiquem séries fora da ordem e/ou com livros faltando. Pense nisso.)
*


Recomendo!

Título Original:
Autor: Camilla Läckberg
Editora: Planeta
Gênero: Romance Policial
Série: Patrik Hedström- Livro 1/8 -Livro 2/8
Sub-Gênero/Assunto: Serial Killer, Crime e Mistério
Período: Atual. Fjällbacka, Suécia.

A Série


Livro 1-A Princesa de Gelo [RESENHA]
Livro 2-Gritos do Passado
Livro 3-O Cortador de Pedras
Livro 4-O estranho
Livro 5- The Hidden Child- Inédito no Brasil
Livro 6- Sjöjungfrun -Inédito no Brasil
Livro 7- Fyrvaktaren -Inédito no Brasil
Livro 8- Änglamakerskan- Inédito no Brasil
* Mord og mandelduft (livro paralelo, faz parte do mesmo universo, pelo o que eu entendi. )- Inédito no Brasil

Mais Informações no Goodreads

Outras Capas:
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Gostei bastante da capa espanhola.

4/5

quarta-feira, outubro 16, 2013

A Princesa de Gelo, de Camilla Läckberg


De regresso à cidadezinha onde nasceu depois da morte dos pais, a escritora Erica Falk encontra uma comunidade à beira da tragédia. A morte da sua amiga de infância, Alex, é só o princípio do que está para vir. Com os pulsos cortados e o corpo mergulhado na água congelada da banheira, tudo leva a crer que Alex se suicidou. Erica, que não a via desde a infância, vê-se de repente no centro dos acontecimentos e ao mesmo tempo, Patrik Hedström, que investiga o caso, começa a perceber que as coisas nem sempre são o que parecem. Mas só quando ambos começam a trabalhar juntos é que vem a verdade sobre aquela cidadezinha com um passado profundamente perturbador.




Primeiro livro que leio da autora sueca Camilla Läckberg e não me arrependi.

Com um estilo que mistura dramas pessoais, suspense e um toque de romance, A Princesa de Gelo é um exemplar mais light da literatura policial nórdica, mas nem por isso menos interessante ou contundente.

O livro já começa com a descoberta de um corpo. A bela Alexandra “Alex” Wijkner é encontrada morta em sua banheira por sua ex-melhor amiga de infância, a biógrafa Erica Falck. À principio, suspeita-se de suicídio mas logo fica provado que Alex foi assassinada.
Erica, num misto de curiosidade quase profissional de escritora e uma vontade de , alguma forma, tentar se reconectar com a amiga de infância, vai atrás de peças para solucionar o mistério. É claro que, ela, uma simples civil, não tem nenhum poder oficial. É aí que entra a figura de Patrik Hedström, instigador de polícia, divorciado, que já foi apaixonado por Erica quando eles eram adolescentes.

A Princesa de Gelo entra naquela categoria de romances policias que se passam em pequenas cidades e um crime brutal acaba trazendo à tona diversas questões dos habitantes locais. É a velha questão dos segredos sendo desenterrados. Sim, eu digo “velha questão” porque isso é algo que já foi vista em vários outros romances do gênero, mas não quer dizer que é mal empregado aqui. Muito pelo contrário.

A autora vai formando, desde o primeiro capítulo, uma espécie de networking, uma rede de pessoas, que, de uma forma ou de outra, estão- ou estavam- envolvidas com Alex.

Na capa do livro está escrito “Rainha do Crime” e o título “a nova Agatha Christie” é por muitas vezes mencionado na imprensa para descrever Camilla Läckberg. Não é preciso forçar a amizade, porém eu gostei muito como ela juntou a investigação policial em si com os dramas pessoais dos personagens; são pequenas cenas do cotidiano que vão formando um cenário maior e muitas vezes dão pistas sobre o caráter dessas pessoas e principalmente a forma como elas lidam com a adversidade.

Além do tema morte em si, A Princesa de Gelo fala também sobre abuso, vício e erros. Porém, eu não achei o livro uma leitura pesada, apesar de tudo. Penso que o principal motivo para isso é o “alívio romântico” da relação de Erica e Patrick. Erica pode até ser um pouco parecida com algumas protagonistas de romances policias americanos: bela, jovem e enxerida. Porém Patrik não é nada como os “galãs” que estamos acostumados. Ele é inteligente, corajoso, sim. Mas está longe de ser um deus grego, sexy e atlético e cheio de si.

Gostei dele.

[O livro tem este “lado romântico”, porém o foco dele é a investigação policial.]

A Princesa de Gelo foi uma leitura de ritmo agradável, como um romance policial deve ser. Eu gostei que a autora não tentou fazer tudo uma corrida contra o tempo, mas também não ficou se demorando em descrições infinitas. Eu gosto de equilíbrio, o ponto onde há ação mas onde também eu possa "sentir" os personagens. Não devo negar que, porém, por muitas vezes senti uma sensação de angústia como se por medo que algo de ruim pudesse acontecer. Vá entender.

O ponto que mais deixou a desejar na leitura foi a investigação em si. Ou como os personagens chegavam às conclusões de certos fatos. Eles descobriam algo, mas esta descoberta não era compartilhada com o leitor. Eu gosto de participar do processo de investigação. Da pista deduzida, encontrada. Senão, ao final, parece que a solução apareceu do nada.

De qualquer maneira, A Princesa de Gelo é uma é uma ótima leitura. Não vejo a hora de ler os outros livros da série.

Recomendo.

A Edição

A Princesa de Gelo é um livro que teve muitos problemas com a edição. Diversas pessoas reclamaram da péssima qualidade da revisão e da quantidade enorme de erros que havia no livro. Por esse motivo, pelo que me consta, a Planeta chegou a fazer um recall dos livros “danificados” nas livrarias e publicando/lançando uma segundo edição revisada. Foi esta segunda edição que eu li. Ainda pude encontrar alguns pequenos errinhos, mas nada gritante. Por isso, se vocês forem comprar esse livro, verifiquem se o mesmo tem na capa um pequeno selo avisando que é a Segunda Edição Revisada.



Título Original: The Ice Princess
Autor: Camilla Läckberg
Editora: Planeta
Gênero: Romance Policial
Série: Patrik Hedström- Livro 1/8
Sub-Gênero/Assunto: Suspense Romântico, Crime e Mistério, Abuso,
Período: Contemporâneo. Suécia.

A Série
Livro 1-A Princesa de Gelo
Livro 2-Gritos do Passado
Livro 3-O Cortador de Pedras
Livro 4-O estranho
Livro 5- The Hidden Child- Inédito no Brasil
Livro 6- Sjöjungfrun -Inédito no Brasil
Livro 7- Fyrvaktaren -Inédito no Brasil
Livro 8- Änglamakerskan- Inédito no Brasil
* Mord og mandelduft (livro paralelo, faz parte do mesmo universo, pelo o que eu entendi. )- Inédito no Brasil

https://www.goodreads.com/series/44263-fj-llbacka

Outras Capas:


4/5

***
Qualquer erro, favor avisar para que eu possa corrigir! :)

terça-feira, setembro 17, 2013

O que você quiser, de Sara Fawkes [+18]


O trabalho temporário de Lucy Delacourt não é o emprego dos sonhos, mas paga suas contas.
O momento alto de seu dia é andar de elevador com um atraente desconhecido. Tudo muda no dia que o desconhecido a seduz. Completamente fora de si, ela se entrega sem nenhuma resistência, mas não imagina que aqueles momentos de delírio com um homem que ela nem sabe o nome irão mudar sua vida para sempre.
Isso porque o rapaz sexy é ninguém menos que Jeremiah Hamilton, um bilionário executivo que não se contenta com uma noite para satisfazer seu prazer.
Conforme o endinheirado envolve Lucy em seu mundo de ambiciosos negócios e audaciosas aquisições, ele exige nada menos que sua total rendição.





Pois é.

Acho que cenas de sexo não foram feitas para dar risada. Total anticlímax, pra falar a verdade, mas foi isso o que aconteceu comigo em vários momentos enquanto eu lia O que você quiser.

Tá bom, algumas cenas eram bem sexy (apesar de um pouco “samba de uma nota só”), mas, na maioria das vezes, fiquei com vontade de rir mesmo. E isso mata qualquer clima.

O senso de “ridículo”(desculpa, mas não consigo pensar em uma palavra melhor) já começou logo no início da história. O “Eu posso sentir o cheiro da sua excitação” proferido pelo mocinho, um total estranho, naquele momento, foi de matar. E não no bom sentido.

Concordo com um comentário que li no Goodreads que dizia que se um estranho, por mais lindo que fosse, me dissesse isso no elevador, eu , ou cairia na gargalhada ou saíria gritando que tinha um tarado na área. Sério, por mais que eu tente fantasiar minha mente não consegue ir além do “que ridículo” para uma cena assim. Passada às 9 da matina. Num prédio comercial.

Se fosse numa balada, barzinho, sei lá, até passava. Seria brega, mas passava- mas ali?! Nem nos pornôs soft das madrugadas do Multishow.

Eu gosto de romances sensuais, eróticos. Não tenho nada contra, de verdade. Porém, O que você quiser não deu pra mim. Não apenas por cenas de sexo que me fizeram querer rir mas, principalmente por dois pontos:

1- O Contrato. Já tivemos um contralto em Cinquenta Tons de Cinza. Todas autoras agora precisam imitar a E.L. James nesse aspecto? E aqui, o tal contrato não teve a menor razão de ser e,

2- O BDSM. Tá na moda BDSM. Basicamente, uns 95% dos livros “eróticos” tem algum elemento de BDSM. Só por isso já seria cansativo (mais um efeito 50 tons) e piora quando a “questão sadomasô”  aparece do nada em alguns livros, como aqui. Se é pra ter esse elemento erótico, que faça sentido! Tem um momento na história em que Jeremy, o nosso mocinho “dominador” até pergunta pra mocinha, um pouco abismado e surpreso, “O quê você está fazendo?!” Então ele percebe que ela estava sendo "submissa” à ele. Foi ridículo.

Tá bom, o livro não é de todo péssimo, a autora até tentou fazer uma subtrama “detetivesca” que eu achei interessante mas que, infelizmente, não foi o suficiente para salvar a leitura. Talvez se tivesse ficado somente nesse aspecto thriller, eu tivesse gostado mais. O fato é, que além de achar os momentos sexuais risíveis (não o sexo em si, mas as situações criadas. Poderia ter sido super sexy, mas como eu disse as situações, as prelimianares, esbarraram no ridículo), o casal em si não me provocou nenhum suspiro. Não gostei nem odiei. Foi neutro. Até simpatizei com Jeremy, apesar dele ser um pouco mais do mesmo (bilionário, sexy, não quer se envolver, blá blá blá) mas Lucy... sei lá. Faltou algo nela. E devo confessar que depois do que li sobre a continuação, bem, a minha opinião sobre ela não melhorou. Acho que o melhor personagem do livro foi Lucas, o “irmão malvado” de Jeremy que, por um erro da autora, foi pouco explorado aqui.

O final do livro é em aberto, o que geralmente, eu não gosto, mas aqui eu até achei interessante- até sobre a história seguinte.

Deixe-me explicar , O que você quiser é, na verdade, a compilação de 5 short stories publicadas online e estas 5 “short stories” fecham a primeira parte da história. Até aí tudo bem se, com essa segunda parte toda a “dinâmica” da história não fosse modificada. Não quero entrar em detalhes, mas digamos assim, esta é uma história Pornô. PONTO. Não é um romance romântico erótico.

Comentário Spoilado ***
Pelo que eu entendi, a história se transforma em um threesome. Nada contra MFM. Na verdade, adoro histórias com MFM, mas autora não deu nenhum indício de que a história seria sobre isso. Até o final da primeira parte, a mocinha dizia estar apaixonada por Jeremy- e o “terceiro elemento” nem passava pela cabeça dela. Talvez eu esteja errada, mas é como se autora quisesse passar de um romance erótico para um pornô “do nada”. Na minha opinião, teria sido mais legítimo, começar como “pornô” puro e simples logo de cara.

***Fim Comentário Spoilado.

Em suma, apesar do ritmo fluido e de prender a atenção, O que você quiser não foi uma leitura que me conquistou. Porém, gosto é gosto e cabe a cada um ter a sua própria opinião.

E vocês, já leram esse livro? Se sim, o que acharam?

Título Original: Anything he wants
Autor: Sara Fawkes
Editora: Planeta
Gênero: Erótica
Série: Envolvida por um Bilionário
Sub-Gênero/Assunto: Romance Contemporâneo, BDSM, Milionários, Amor de Escritório
Período: Contemporâneo. Eua e França

Capa Original:


Cotação:

segunda-feira, julho 29, 2013

A Dama Azul, de Javier Sierra


O autor Javier Sierra nos oferece um fantástico romance de mistério e intriga sobre uma das lendas mais antigas e estranhas da América? A Dama Azul.

Em Los Angeles, Jennifer Narody, antiga espiã do Departamento de Defesa, sonha repetidamente com uma fantasmagórica mulher vestida de azul. Jennifer não sabe, mas esse mesmo espírito apareceu, mais de três séculos antes, para os chefes de uma tribo indígena do Novo México. Ao que tudo indica, a verdadeira responsável por aqueles acontecimentos foi uma freira espanhola que podia ?bilocar? ? isto é, tinha a habilidade de estar em dois lugares ao mesmo tempo. Enquanto isso, na Espanha, uma tempestade de neve deixa o jornalista Carlos Albert isolado no distante povoado de Ágreda. Lá, ele conhece o convento fundado no século xvii por aquela mulher de hábito azul. Intrigado com seus poderes, decide investigar. Esses fios, unidos pelo suposto suicídio de um sacerdote em Roma, levarão Carlos até Los Angeles, onde os pesadelos de Jennifer Narody guardam a chave de um mistério que a Igreja católica, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos e outras misteriosas forças ? das quais é melhor não falar ? estão empenhados em ocultar. O segredo das bilocações da dama azul está em jogo.


A primeira coisa quando se lê a respeito de A Dama Azul ou até mesmo quando se começa a ler o livro é, de alguma forma, associá-lo ao Código Da Vinci. Nada mais justo. À princípio. Tramas internacionais e mistérios da Igreja Católica parecem sempre nos fazer lembrar de Dan Brown, pelo menos de alguns anos para cá. A semelhança com Dan Brown está justamente niss: uma trama com mistério e “assuntos da igreja”. Porém em A Dama Azul existe um toque de misticismo, quase fantasia, que não está tão presente nas obras do autor norte-americano.

Este é o típico livro difícil de se resenhar. Não há muito o que se dizer sem falar sobre a história e quanto menos se falar sobre esta, melhor. É como um ciclo vicioso. A trama conta com histórias aparentemente distintas, ocorrendo em lugares e datas diferentes (como a Itália dos Anos 90 e o Novo México do Séc. 17) que, pouco a pouco, vamos aprendendo a corelacionar. São “pontas soltas” cujo denominador comum é A Dama Azul; Irmã Maria de Jesus de Ágreda, uma freira espanhola do século 17 que, supostamente teria o poder de bilocar-se.

A irmã Maria de Jesus, assim como outros personagens do livro foram pessoas reais o que torna a leitura bem mais interessante e instigante. Mesclando fatos históricos e uma boa dose de fantasia, o autor nos leva para aquele mundo mágico das suposições.

O livro, é claro, também fala sobre a fé, a falta desta e sobre as coincidências; sobre propósitos. E é interessante ver que, embora o autor critique a Igreja em si ele nunca desrespeita a fé.

Eu adoro História e, apesar de, em alguns momentos, achar que o autor tenha viajado um pouco, A Dama Azul é o tipo de leitura que sempre me atrai. Mesmo sendo um livro ficcional, adoro poder conhecer mais sobre os personagens reais que aparecem na trama.

A Dama Azul não é um livro de leitura rápida. Pelo menos não foi comigo. Em nenhum momento o livro foi maçante ou algo do gênero, porém, são tantas informações e fatos acontecendo que o ritmo da leitura acaba por tornar-se mais lento. Além disso, são citados inúmeros nomes e lugares que até mesmo o menos curioso dos mortais de vê compelido a dar nem que seja uma única “espiadela” no Google.

Os grandes trunfos do autor foi fazer com que soasse minimamente crível uma história um tanto mirabolante e juntar as ‘pontas soltas’ para de modo que estas fizessem sentido. Contudo, este ponto positivo, também o que deixou a desejar no livro; apesar de tudo estar claramente interligado, senti falta de uma ligação mais concreta entre estas “pontas”. Talvez ligação não seja a palavra certa, e é difícil conseguir me expressar sem soltar spoilers mas, digamos assim que senti falta de um “arremate final”.

De qualquer forma, A Dama Azul é uma leitura instigante e que merece ser conhecida por quem gosta de livros do gênero.


Recomendo!
***
Este livro foi a minha segunda leitura neste mês para o Desafio Literário. O tema era "Cor ou cores no título".


Título Original: La Dama Azul
Autor: Javier Sierra
Editora: Planeta
Gênero: Romance* (no sentido de prosa ficcional, hein!)
Sub-Gênero/Assunto: Religião, Mistério, Paranormal , Romance Contemporâneo, Romance Histórico, anjos
Período: Novo México e Espanha, Séc. 17. Espanha, EUA e Itália, anos 90, séc. 20.

Outras Capas:

4/5

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