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quarta-feira, agosto 24, 2016

[Resenha] Entre a Ruína e a Paixão - Sarah MacLean

“Uma noiva desaparecida na véspera de seu casamento. Um poderoso duque acusado de assassinato. Uma noite que mudou duas vidas para sempre. Temple viu seu mundo desmoronar quando acordou completamente nu e desmemoriado em uma cama repleta de sangue. Destituído de seu título e acusado de assassinato, o jovem duque foi banido da sociedade. Doze anos depois, recuperado em sua fortuna e seu poder como um dos sócios do cassino mais famoso de Londres, sua redenção surge quando a única pessoa que poderia provar sua inocência ressurge do mundo dos mortos. Após doze anos desaparecida, Mara Lowe se vê obrigada a reaparecer quando seu irmão perde toda a fortuna da família nas mesas do cassino do homem cuja vida ela arruinou. Temple quer provar a todos que é inocente e, sobretudo, se vingar e destruir a vida daquela mulher, enquanto Mara precisa enfrentar o passado para recuperar seu dinheiro. Assim, os dois firmam um acordo obsceno que os une em um jogo de poder e sedução. Mas ambos descobrem que a realidade esconde muito mais do que as aparências revelam e eles se veem em uma encruzilhada na qual precisam escolher entre lavar a honra do passado e garantir o futuro ou ceder ao desejo de se entregarem de vez à irresistível atração que sentem um pelo outro, mas que pode arruiná-los para sempre. ”


Pela sinopse e até mesmo pelo o que já havia sido apresentado nos livros anteriores da série (lembrando que é aconselhável ler na ordem certa!) eu imaginava uma história diferente mas mesmo assim gostei muito do que li.

Em uma manhã fatídica,o jovem nobre Willian Harrow viu seu mundo de privilégios ruir: ele acorda nu e coberto de sangue. Pior, ele está nu e coberto de sangue na cama da futura esposa de seu pai, Mara Lowe. Não existe um corpo, mas isso não importa. O jovem Willian está acabado. Ele é agora o “Duque Assassino”. Um pária.

Doze anos se passam e Willian é agora Temple, um dos sócios do mais importante clube de cavalheiros de Londres e um imbatível lutador de boxe. Temple não busca perdão nem nada disso; o que ele gostaria realmente era saber o que aconteceu 12 anos atrás. Afinal, ele não lembra de nada. Mas sente-se culpado. Porém, tudo muda quando Mara reaparece. Viva. E precisando da ajuda de Temple.

Com um enredo bem armado e desenvolvido, Entre a ruína e a paixão é um romance de época que prende a atenção desde a primeira página. Apesar de não ser exatamente uma história de mistério, é inegável que a autora deixa o leitor completamente à mercê e ávido por respostas. Temple é um personagem maravilhoso. Vítima sim de uma grande injustiça mas que também fez seus próprios erros. De modo algum ele é um coitado que precisa de redenção. Ou perdão. E isso que faz ele ser tão especial. É interessante notar que mais do que ódio, ele, sente mágoa de Mara. Há uma incompreensão do por quê tudo aquilo aconteceu.

É neste momento que está a grande falha do livro, a meu ver: os motivos de Mara. Eu entendi porque ela fez o que fez, mas mesmo assim achei que foi extremamente cruel o que ela fez. Por mais desesperada que tivesse, nada justifica arruinar a vida de outra pessoa- e só reaparecer DOZE ANOS DEPOIS. Eu até gostei da personagem e do modo como ela passou a viver, seus dramas e tal, mas confesso que fiquei com uma magoazinha dela, rs. Até porque Temple é daqueles mocinhos que se fazem de durões mas na verdade precisam de muito colo e carinho.

Repleto de personagens interessantes (tirando o irmão de Mara, que eu detestei!), o livro mostra uma Londres dos subúrbios e da jogatina. O lado feio da nobreza e da ganância. Com um estilo bem descontraído, a autora está se tornando uma das minhas favoritas.

Uma história muito boa, cheia de nuances, dramas e amores. E no final tem uma revelação bem interessante à respeito do próximo livro.


Recomendo.



Série:

Livro 1-Entre o Amor e a Vingança
Livro 2-Entre a Culpa e o Desejo
Livro 3-Entre a Ruína e a Paixão
Livro 4-Nunca Julgue uma Dama pela aparência

Título Original: No Good Duke Goes Unpunished
Autor: Sarah MacLean
Editora: Gutenberg
Gênero: Romance Histórico
Série: Clube dos Canalhas – Livro 3
Sub-Gênero/Assunto: Segunda Chance, Falsa Identidade
Período: Regência. Inglaterra.
Outra Capa:



4/5
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terça-feira, maio 31, 2016

[Resenha] Ligeiramente Seduzidos, de Mary Balogh



Jovem, estonteante e nascida em berço de ouro. É apenas isso que Gervase Ashford, o conde de Rosthorn, enxerga em Morgan Bedwyn quando a conhece, num dos bailes da alta sociedade inglesa em Bruxelas.

Em circunstâncias normais, ele não olharia para ela duas vezes prefere mulheres mais velhas e experientes. Porém, ao saber que Morgan é irmã de Wulfric Bedwyn, a quem Gervase culpa pelos nove anos que passou longe da Inglaterra, decide que ela é o instrumento perfeito para satisfazer seu desejo de vingança.

Mas Morgan, apesar de jovem e inocente, também é independente e voluntariosa e, assim que entende as intenções do conde, se prepara para virar o jogo e deixar claro que não se deixará manipular por ninguém.

Em Ligeiramente Seduzidos, quarto livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh nos brinda com mais uma história fascinante. Em uma trama repleta de traição e vingança, escândalo e sedução, ela mostra que o caminho para o amor pode ser difícil, mas que a recompensa faz cada passo valer a pena.





Ótimo como literatura, mas o romance...

Esta foi uma daquelas resenhas difíceis de se fazer; ao mesmo tempo que eu gostei do livro, achei que ele também deixou bastante a desejar.

Ligeiramente Seduzidos é quarto livro da deliciosa série Os Bedwyns e conta a história da mais nova da família, Morgan Bedwyn, a única que não herdou o característico nariz da trupe.

À primeira vista, o livro é sobre vingança, mas logo de início vamos percebendo que não é exatamente sobre isso. Apesar do tema estar sempre presente, é a questão da guerra (as perdas e os horrores) que mais está entremeada no decorrer da história. É mais a guerra- e suas consequências- e não a vingança que faz tudo se desenrolar.

Gervase Ashford passou nove anos longe da Inglaterra, em um exílio imposto por seu pai, amargurando a saudade de casa e nutrindo um ódio por Wulfric Bedwyn, quem ele julga ser responsável por sua infelicidade. Ele nunca havia pensado seriamente em se vingar do chefe da família Bedwyn, porém, quando, por acaso, na Bélgica, conhece a irmã mais nova dele, Morgan, a ideia de vingança tornar-se irresistível. Morgan é bonita, rica, voluntariosa, mas também tem somente 18 anos. Facilmente “seduzível”. Bem, fácil não é bem a palavra. Está certo, eles se tornam muito próximos, mas o que os aproxima não é somente uma questão de atração, mas uma amizade muito forte- uma amizade que começa a surgir quando a guerra e a morte chega mais perto do que eles poderiam imaginar.

Ligeiramente Seduzidos é muito bem escrito. A primeira parte, principalmente, é ao mesmo tempo cheia de nuances e cores fortes da dor e da morte dos soldados e daqueles que cuidam deles. A escrita aqui é primorosa e forma como a autora vai transformando aquela mocinha meio metida em alguém que literalmente põe na mão na massa é maravilhoso. No ponto mais triste do livro, é quase palpável a dor dela- e também a de Wulfric. Existe um momento específico que aquele homem aparentemente sem emoção se deixa entregar pela dor. Sem uma palavra ser dita.E é lindo.

O problema é que o livro é bom por causa disso e não devido ao casal. Nada contra Gervase e Morgan. Eu até gostei dos dois, mas faltou romance. Pura e simplesmente. Além disso, a questão da vingança acabou sendo mal aproveitada, a meu ver. Gervase me pareceu muito indeciso e esperava um pouco mais de ação- de drama!- nesse quesito. Até gostei de algumas soluções que a autora deu, colocando em pauta alguns assuntos tabus.

Apesar de ter me emocionado em alguns momentos, Ligeiramente Seduzidos não foi aquele tipo de livro que me fez suspirar- e isso eu acho um pouco triste, pois a série como um todo é deliciosa. Penso que o livro está mais para um drama bem feito do que para um romance arrebatador.

De qualquer forma, apesar de tudo, é uma leitura que faz pensar e que vale muito a pena conferir.


A série

Os Bedwyns é o spin-off de dois livros ainda não lançados no Brasil:
Livro 1- One Night For Love
Livro 2- A summer to Remember

Os Bedwyns

Livro 1-Ligeiramente Casados
Livro 2-Ligeiramente Maliciosos
Livro 3-Ligeiramente escandalosos
Livro 4- Ligeiramente Seduzidos
Livro 5- Ligeiramente Pecaminosos
Livro 6- Ligeiramente Perigosos


Título Original: Slightly Tempted
Autor: Mary Balogh
Editora: Arqueiro
Gênero: Romance Histórico
Série:Bedwyns – Livro 4
Sub-Gênero/Assunto: Vingança, drama
Período: Regência. Inglaterra.

Outra Capa:



3.5/5
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quarta-feira, janeiro 20, 2016

[Resenha] Cortina de Fumaça, de Sandra Brown

Quando a jornalista Britt Shelley acorda sem roupa ao lado do detetive Jay Burgess, a jovem não tem a menor lembrança de como chegou ali, e, para sua maior surpresa, logo descobre que o policial está morto. Este é o começo de Cortina de fumaça, um livro intenso e perfeito para os fãs de grandes thrillers. A autora já vendeu mais de 70 milhões de exemplares, em 33 línguas.


Muito bom.

Particularmente, eu acho que os livros policiais e/ou de suspense são os mais difíceis de resenhar. Se por um lado, é um dos meus gêneros favoritos; por outro, quanto menos de falar sobre a história em si, melhor. É por isso que eu não vou falar sobre a história de Cortina de Fumaça. Não de forma objetiva, pelo menos.

Britt Shelley é uma jornalista que, certa manhã, acorda ao lado de um corpo- e não um corpo qualquer. O detetive Jay Burgess era um herói.

Raley Gannon é ex-bombeiro, especializado em incêndios criminosos, que, após um escândalo caiu em desgraça.

Britt quer saber o que aconteceu. Raley quer vingança.

Eu sei que eu não disse muita coisa. Pois é.

Cortina de Fumaça fala de um crime no presente que pode ser consequência de algo que aconteceu no passado- e de como situações e atos podem ter sérias consequências.

Não tem como mentir que haverá um interesse romântico entre Britt e Raley, mas nada é tão fácil assim. Aliás, os dois não são personagens fáceis e por vezes é difícil se apaixonar por eles. Eles são falhos e de personalidade forte. Para Raley, a vida se transformou em um busca pela verdade- e pela vingança e, talvez, Britt, esteja no caminho. Ela, por sua vez, é capaz de tudo pelo sucesso como jornalista. Até mesmo destruir a carreira de um homem.

É complicado torcer por personagens pelos quais você sente uma certa “desconfiança” mas aí é que está o talento da autora: nós acabamos por torcer por eles- e, claro, queremos saber o que realmente aconteceu.

A solução do mistério não é algo realmente surpreendente. Acho até que algumas pessoas até descobri-lo antes do final do livro, mas, Cortina de Fumaça não é somente sobre “quem matou” mas também sobre todo um esquema.
O livro é um quebra-cabeças e, ao final, as peças se encaixam com clareza e sem furos. Existe uma lógica- e uma dinâmica- em tudo o que acontece.

Com um ritmo dinâmico e uma escrita fluida e precisa, Cortina de Fumaça prende a atenção desde as primeiras páginas. O romance está muito presente, e a química entre o casal é imensa. Porém, em nenhum momento a parte policial é deixada de lado. Muito pelo contrário.

Cortina de Fumaça é um suspense romântico de tirar o fôlego. Só não espere heróis de contos de fadas.

Recomendo!

Título Original: Smoke Screen
Autor: Sandra Brown
Editora: Rocco
Gênero: Suspense Romântico
Sub-Gênero/Assunto: Bombeiros, Jornalistas, Crime e Mistério
Período: Sul dos EUA. Anos 2000


Outras Capas:





4/5

segunda-feira, novembro 09, 2015

[Resenha] Inveja - Sandra Brown


“Uma editora resolve ler o prólogo de um manuscrito retirado de uma pilha imensa de textos enviados por autores esperançosos. O título é Inveja e o que a editora lê a interessa tanto que ela resolve partir em busca do tal autor, que assina apenas as iniciais e não deixa endereço ou telefone. "Estava fisgada, ansiosa para saber mais, queria ler o resto da história." O problema é que ele vive isolado numa ilha, não quer contato com ninguém e parece arrependido de ter enviado o prólogo. Pelo menos, é isso o que parece.

Sandra Brown constrói uma história em dois planos. Num deles, narra seu romance Inveja e em outro o livro homônimo de Parker, o autor recluso, que começa a ser escrito. A editora, Maris, uma mulher bonita, independente e ambiciosa, resolve encarar como um desafio a recusa inicial de Parker, ao mesmo tempo em que seu marido e a amante libidinosa dele preparam uma surpresa desagradável para Maris, que é completamente apaixonada por ele, mas... "declarações de amor não significavam nada para ele. Eram seqüências de palavras sem qualquer relevância".



Sandra Brown é uma das minhas autoras favoritas. Quando um livro dela é lançado eu já quero logo ler, comprar. Infelizmente, aqui no Brasil, ela é publicada pela Rocco. E, bem, vocês sabem como a Rocco é. O que me resta são os importados, mas às vezes nem sempre é fácil comprar. Quando eu ganhar um capa-dura com o autógrafo dela num Giveaway do GoodReads mal pude acreditar!

Isso foi à quase 2 anos. Li outros livros dela, mas sempre deixava Inveja (Envy) pra depois. Até agora.

Inveja fala sobre vingança e...livros.

Herdeira de uma das mais importantes editoras de Nova Iorque, Maris Matherly também é uma excelente editora. Seu talento em conhecer ( e reconhecer) sucessos é inegável. Ela tem, por assim dizer, “faro”. Por isso, quando ela encontra “perdido” o prólogo de uma romance chamado Inveja, Maris sabe que precisa encontrar o autor e apresentar logo um contrato à ele. Aquelas poucas páginas eram boas demais para ficarem incompletas. O problema é que o rascunho estava apenas assinado com uma inicial.

Depois de muita procura, Maris descobre que o misterioso escritor é Parker Evans, que mora numa remota ilha da Georgia. É aí que aparece outro problema: Parker não quer ser achado. Nem que seu livro seja editado. Ele diz que o envio daquele manuscrito havia sido um erro- e que ela o esquecesse.

Claaaaro que Maris não faz isso: ela parte para Georgia atrás dele.
Para Maris, os livros são mais que o “negócio da família” ou o seu emprego. Ela os ama apaixonadamente. Até mesmo seu casamento aconteceu devido à literatura; antes de conhecer e se apaixonar por seu futuro marido, ela já havia sido totalmente “fisgada” por suas palavras, através do único (e enorme sucesso) livro que ele escreveu.
Bem, a base da história é isso. A busca por um autor e um manuscrito inacabado. Mas, é claro, não é somente, mas também pode ser que isso seja tudo.
Inveja é narrado em duas “frentes”: a “real” com Maris, e de “Inveja”, o livro inacabado. Porém, a partir que os capítulos de inveja vão sendo “escritos”, a gente começa a perceber que as duas histórias podem estar interligadas. Falando assim, parece até algo complicado, mas a autora soube trabalhar muito bem essa quase metalinguagem.

O livro não é necessariamente um livro de mistério; pelo menos, não de forma óbvia. É um suspense tenso no qual a gente começa logo a perceber que não pode confiar em ninguém. O único personagem que tem um papel definido como “mocinha” é mesmo Maris, porém, apesar do que possa parecer à princípio, a trama (ou as motivações, melhor dizendo) não ocorrem por causa dela. Maris é uma heroína romântica, não há dúvidas. Todavia, eu gostei muito que a autora fez dela um ser pensante, inteligente. Tirando um pequeno deslize na trama, Maris é aquele tipo de mulher que sabe o que quer.
Analisando friamente, a trama de Inveja não apresenta muitas novidades, mas o que realmente faz a diferença é a forma como a história é construída- e como vai sendo revelada. São duas histórias que, pouco a pouco, vão se fundindo.

Os personagens são um destaque à parte. Ouso dizer que são o melhor do livro- eles fazem o livro. A Dissimulação é um elemento muito presente- tanto para o bem quanto para o mal. Eu achei ótimo poder me surpreender. No início, tudo parece ser muito banal, quase sem graça, mas daí que vem o charme da sutileza. São pequenos detalhes, palavras e gestos que vão aparecendo aleatoriamente mas que começam a formar toda uma situação.

Inveja é um livro envolvente, aquele tipo de leitura viciante. Não sei se seria certo chamar o livro de “suspense romântico”. Claro, existe um pouco de romance na história- e este romance é um ponto importantíssimo, mas ao mesmo tempo, o romance não é o mais importante. É apenas um aspecto de um todo.

O que eu gosto nos livros da Sandra Brown é que ela não se deixa prender por esse lado totalmente romântico; o principal *é* o suspense e, mais do que isso, seus personagens são humanos, terrivelmente humanos e...falíveis.

Eu posso dizer que adorei a leitura de Inveja...até quase o final. Aí, veio a decepção. Sim, o final foi totalmente coerente mas achei tudo muito corrido e sem um devido clímax. Foi uma penas, pois a história havia sido muito bem construída até então.

De qualquer forma, Inveja foi uma leitura intensa, que me despertou sentimentos. Como odiei um certo personagem! Só por me depertar tantas emoções já valeu a pena.

Se você gosta de um bom suspense, com uma pitada de romance, Inveja é mais do que recomendado.

Claro que eu recomendo!

**Resenha enorme e não sei se fiz algum sentido, rs! **

Título Original: Envy
Autor: Sandra Brown
Editora: Rocco
Gênero: Romance Policial
Sub-Gênero/Assunto: Vingança, Suspense Romântico, Escritores
Período: Atual. EUA.


Outras Capas


4/5

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terça-feira, novembro 03, 2015

[resenha] Entre o Amor e a Vingança- Sarah MacLean

“O que um canalha quer, um canalha consegue... Uma década atrás, o marquês de Bourne perdeu tudo o que possuía em uma mesa de jogo e foi expulso do lugar onde vivia com nada além de seu título. Agora, sócio da mais exclusiva casa de jogos de Londres, o frio e cruel Bourne quer vingança e vai fazer o que for preciso para recuperar sua herança, mesmo que para isso tenha que se casar com a perfeita e respeitável Lady Penélope Marbury.

Após um noivado rompido e vários pretendentes decepcionantes, Penélope ficou com pouco interesse em um casamento tranquilo e confortável, e passou a desejar algo mais em sua vida. Sua sorte é que seu novo marido, o marquês de Bourne, pode proporcionar a ela o acesso a um mundo inexplorado de prazeres. Apesar de Bourne ser um príncipe do submundo de Londres, sua intenção é manter Penélope intocada por sua sede de vingança – o que parece ser um desafio cada vez maior, pois a esposa começa a mostrar seus próprios desejos e está disposta a apostar qualquer coisa por eles…até mesmo seu coração.”



Que livro deliciosamente divertido.

Não é segredo pra ninguém que eu sou fã de Romances Históricos (ou de Época, como dizem alguns) e, devo dizer que nos últimos tempos tenho lido muita coisa boa dentro desse gênero, mas ainda me alegra pegar para ler uma autora desconhecida (pelo menos para mim) e simplesmente adorar.

Entre o Amor e a Vingança parte de ideia comum em muitos livros, a vingança (e o casamento por conveniência) e consegue com a força da história e dos personagens fazer um livro incrível.

Sério. Adorei. E olha só não dei 5 estrelinhas porque sou chata, rs Vocês me conhecem! :P

Michael, Marquês de Bourne, perdeu tudo em um jogo. Dinheiro, terras e, principalmente, a reputação. Só lhe restava o título- e uma sede de vingança. Dez anos mais tarde, Bourne, como passa a ser chamado, é um homem rico. Até mais rico do que era antes, porém ele nunca esqueceu aquele que lhe tirou tudo. Não era apenas um sentimento de vingança, Bourne também queria recuperar a antiga propriedade de sua família e , após tantos anos, uma oportunidade lhe aparece.

Ele teria que se casar comLady Penélope Marbury, que estava com a propriedade atrelada a seu dote. Aos 28 anos, Penélope já tinha passado da idade de se casar e seu pai achou que a única maneira de lhe arranjar um marido era atrelando uma grande propriedade ao seu dote. Pode-se dizer que ele estava certo.
O problema não era Bourne casar-se com Penélope- ele faria qualquer coisa para recurar a propriedade e enfim iniciar sua vingança. O problema é que ele e Penélope já se conheciam. Eram amigos de infância.

Penélope sabe muito bem que é apenas um meio para um fim e lhe doí ainda mais perceber que o seu querido amigo de infância tornou-se um homem frio e amargurado, porém, ela não tem muito a dizer sobre o casamento. Era apenas uma mulher. Ela iria se casar- e fim de papo.

Mas eis aí que a história começa a ter aquele saborzinho especial. Penélope pode ter sido praticamente obrigada a se casar com Bourne mas isso não significaria que ela iria ser uma esposa quietinha em seu canto. Ah, a moçoila é do balacobaco! E Bourne não saberá o que lhe atingiu.

Não só ela tem voz ativa como decide que quer conhecer não só os amigos dele mas também o “Clube” que ele gerencia. Ah, e Bourne que não desse um pio!

Entre o Amor e a Vingança tem um história incrível, que prende a gente desde a primeira página, mas o que faz a diferença mesmo são os personagens. Foi ótimo se deparar com uma mocinha que, apesar das circunstâncias, não se deixa abater e nem leva desaforo pra casa.

As interlocuções entre ela e Bourne são um deleite à parte. Bourne é um típico herói romântico, taciturno e raivoso, mas que no fundo a gente sabe ser uma pessoa de bem. Quando ele perdeu aquele jogo, uma década, foi quase que uma parte dele mesmo que tivesse morrido.

Intercalando a ação do presente com as cartas que Penélope e Bourne trocavam na infância e juventude, o livro mostra as mudanças sofridas por ele. As últimas cartas são lindas, mas também melancólicas.

Pelas cartas, a gente começa a perceber que já existia um sentimento entre eles e que qualquer sentimento que surgisse novamente não apareceria do nada. Dá uma dorzinha ver Penélope chegando a conclusão de que Bourne não era mais o jovem Michael da sua infância. E ela teria que conviver com isso.

Claro que eu não poderia deixar de mencionar o fato de que a ação não se concentra apenas no casal principal. Os outros personagens também são ótimos e complementam muito bem a história.



Ai, queria poder falar mais, mas sabe como é, né? Onde iria ficar a supresa? E o livro é cheio de pequenas surpresas, pequenas preciosidades. É aquele tipo de leitura que te faz riz, te faz ficar com o coração apertado e, no final, deixa a gente com um sorriso bobo no rosto.

Claro que eu recomendo!

*** Ah, este é primeiro livro de uma série, e eu aconselho ler as histórias na ordem pois o final deste livro deixa uma pista para o que irá acontecer à seguir. ***




Série:

Livro 1-Entre o Amor e a Vingança
Livro 2-EOne good earl deserves a lover
Livro 3-No Good Duke Goes Unpunished
Livro 4-Never Judge a Lady by Her Cover
Título Original: A Rogue by any other name
Autor: Sarah MacLean
Editora: Gutenberg
Série Clube dos Canalhas- Livro 1
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Vingança, Amizade
Período: Regência. Inglaterra.

Outras Capas


4.5/5


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quinta-feira, setembro 04, 2014

Nosferatu, de Joe Hill

Victoria McQueen tem um misterioso dom - por meio de uma ponte no bosque perto de sua casa, ela consegue chegar de bicicleta a qualquer lugar no mundo e encontrar coisas perdidas. Vic mantém segredo sobre essa sua estranha capacidade, pois sabe que ninguém acreditaria. Ela própria não entende muito bem. Charles Talent Manx também tem um dom especial. Seu Rolls Royce lhe permite levar crianças para passear por vias ocultas que conduzem a um tenebroso parque de diversões - a Terra do Natal. A viagem pela autoestrada da perversa imaginação de Charlie transforma seus preciosos passageiros, deixando-os tão aterrorizantes quanto seu aparente benfeitor. E chega então o dia em que Vic sai atrás de encrenca... e acaba encontrando Charlie. Mas isso faz muito tempo e Vic, a única criança que já conseguiu escapar, agora é uma adulta que tenta desesperadamente esquecer o que passou. Porém, Charlie Manx só vai descansar quando tiver conseguido se vingar. E ele está atrás de algo muito especial para Vic.



Nosferatu é uma saga de terror que tem como protagonistas dois personagens antogônicos mas igualmente fantásticos. É meado dos anos 80 e a menina Victoria Mcqueen tem o poder de, com sua bicicleta, chegar a qualquer lugar do mundo e encontrar coisas perdidas.

É algo estranho, obviamente, e a própria Victoria não entende muito este seu dom, acabando por mantê-lo em segredo; é algo útil, sem dúvidas, mas a cada “viagem” Victoria sente em seu próprio corpo consequências físicas.

Durante um desses “passeios”, Victoria acaba encontrando o que não deve: Charles Talente Manx, um estranho ser que, a bordo de um Rolls-Royce leva crianças para um estranho e tenebroso lugar chamado “Terra do Natal”. Um lugar sem pais ou mães, aonde é Natal todos os dias. O problema é que as crianças que estão lá não são mais exatamente “crianças” mais. Ou humanas.

Victoria consegue escapar porém a experiência deixa marcas e por mais que ela tentasse sua vida não mais seria a mesma. Já adulta, cheia de problemas e mãe de um adolescente, ela vê-se novamente tendo que enfrentar Manx. Afinal, ele está em busca de vingança.

Nosferatu foi o primeiro livro de Joe Hill que li e gostei bastante do que encontrei. Ele tem um estilo detalhista, mas não enfadonho, e que coloca o leitor verdadeiramente dentro da história, fazendo com que em muitos momentos os nossos nervos fiquem à flor da pele.

Filho do mestre do terror, Stephen King, é difícil não comparar Hill com o pai, até porque os dois escrevem o mesmo gênero. Não vou negar que acho King levemente superior mas seu filho tem um estilo parecido, principalmente na construção das situações e dos personagens. Sou fã do Stephen King “clássico”, de livros como Christine, Carrie e Cemitério Maldito e gostava muito como King conseguia ser aterrorizante, detalhista e ao mesmo tempo conciso.

Este não é um livro de terror óbvio, com sustos a cada virada de página; não é uma leitura para se sentir medo, mas sim, ficar tenso. A tensão é ingrediente principal aqui. Desde o princípio existe um receio, um meio do que possa acontecer a seguir. A trama toda é envolta num ar fantástico ao mesmo tempo em que se apresenta em um mundo “real”. Isto angustia, pois dá aos personagens e à nós mesmos, leitores, uma sensação de vulnerabilidade. Por exemplo, Victoria precisa mentir sobre fatos pois a verdade é fantástica e absurda demais.

Ela é uma pessoa que não conseguiu seguir em frente e ao negar o próprio passado acabou prisioneira dele mesmo. Victoria é aquele tipo de pessoa que poderia ter sido grande e apenas ficou...medíocre. De certa maneira, o novo embate com Manx é uma forma de recomeço.

Manx, por outro lado, é um homem (?) que faz questão de não esquecer o passado. Ele acredita estar salvando as crianças de pais negligentes e as enviando para um lugar onde só a “alegria reina”. É psicótico e assustador. Mais do que em seus momentos de ódio, o que me impressionou mais foram os momentos em que Manx demonstrava aparente candura e sentimentalismo.

Nosferatu é um livro longo que, apesar de um possuir uma trama linear, conta com muitas reviravoltas e surpresas . Todavia, em nenhum momento o autor se perde durante a condução da história e nem deixa pontas soltas.
Tenho que dizer que gostei do final, me lembrou dos filmes de terror que via quando era criança, porém, um detalhe do final eu não gostei. Preferiria que tivesse sido diferente.

O único senão do livro, a meu ver, é o tamanho. De forma alguma, Nosferatu é um livro chato, ou enfadonho. Muito pelo contrário, mas penso que uns 10, 15% a menos de páginas teria sido perfeito.

Além disso, o uso de reticências no final de alguns capítulos me incomodou um pouco. Achei bem desnecessário, sabe.

De qualquer maneira, Nosferatu é um ótimo livro; instigante e surpreendente. Além disso, não posso deixar de mencionar o incrível trabalho gráfico da edição.
Recomendo!


Título Original: NOS4A2
Autor: Joe Hill
Editora: Arqueiro
Gênero: Terror
Sub-Gênero/Assunto: Paranormal, fantasia, suspense,
Período: Atual. Anos 80 e 90. EUA.






4/5

quarta-feira, dezembro 04, 2013

Herdeiros do desejo, de Chantelle Shaw


Um homem com coração de ferro...
O duque Javier Herrera é um impiedoso bilionário espanhol. Ele aprendeu da forma mais difícil a jamais se apaixonar. Agora, precisa se casar se quiser herdar o banco da família.

... e uma chance de realizar sua vingança...
Grace Beresford é a filha de um homem que lhe deu um prejuízo de milhões. É a oportunidade perfeita para Javier se vingar e conseguir uma esposa que lhe convenha.

Vingança, paixão... e um casamento de conveniência!
Não importa que Grace o odeie. Tudo que ele quer é seu corpo. Ainda que o rejeite, conseguirá ela resistir a seus instintos e se contentar em ser sua esposa apenas no papel?




Fraco, pra dizer o mínimo.

Eu não sou propriamente uma fã da série Paixão e isso com certeza afetou na minha “avaliação”do livro, mas de qualquer modo, achei o livro fraco. Não sofrível. Fraco. Principalmente, porque senti que havia ali material para mais- material que não foi desenvolvido. Essa falta de desenvolvimento, aliás, penso eu, é um dos grandes defeitos de livrinhos de banca feito Paixão e Jessica, por exemplo. É tudo muito rápido, corrido.

A história é o clichê de sempre: um milionário “exótico” (por exótico leia-se grego, árabe, italiano... No caso, é um espanhol. Me pergunto se essas autoras leem jornal porque gregos e espanhóis não estão propriamente nadando em dinheiro.), uma jovem virginal, vingança e um casamento arranjado. Sim, já vimos essa história milhares de vezes. E sim,o tal milionário não confia em mulheres, principalmente aquela com quem se casou.

O fato é que apesar da trama clichê, eu até estava achando a história de amor de Grace Beresford e o Duque Espanhol Javier Herrera. Eu particularmente gosto de histórias com casamento s de conveni^ncia e o amor que vai nascendo da convivência. O problema é que a “convivência” não aparece aqui. Aliás, nada aparece. Tudo simplesmente acontece. Rápido demais. E o que deveria ser uma, pelo menos, graciosa história de amor à segunda vista, se tornou uma sucessão de acontecimentos.

O livro todo me pareceu um grande resumo, uma ideia preliminar para o que seria uma história que a autora ainda iria escrever. Um projeto.

Infelizmente, eu simplesmente não consegui me envolver.

***
Esta história tem uma versão em Mangá

Título Original: The Spanish Duke's Virgin Bride
Autor: Chantelle Shaw
Editora: Harlequin
Gênero: Romance Contemporâneo
Coleção: Paixão 117 -
Sub-Gênero/Assunto: Vingança, Amor e Ódio, Espanhóis, Casamento de Conveniência.
Período: Atual. Espanha.



*** Este era para ser a minha leitura reserva para o mês de mês na Maratona de Banca- . O tema era Chantelle Shaw. Infelizmente, apesar de ter lido o livro no tempo certo, não tive tempo de fazer a resenha em tempo hábil. Mas aqui está de qualquer forma.
Minha Lista: http://umaconversasobrelivros.blogspot.com.br/2013/04/maratona-de-banca-2013-minha-lista.html

Capa Original:


2.5/5

terça-feira, agosto 20, 2013

Obsessão, de Erica Spindler (Thriller)



Kate e Richard formam o casal perfeito, a não ser pelo fato de não poderem ter filhos. A adoção é considerada a solução ideal para a realização do sonho. Mas eles acabam abrindo caminho para o pior pesadelo de suas vidas. Julianna, a mãe biológica do bebê adotado, está decidida a eliminar Kate e se tomar a esposa de Richard. E isso não é tudo: no rastro de Julianna há um assassino profissional, e ele deseja acertar contas do passado com ela a qualquer custo.

Eu não sei se amei ou odiei esse livro. Tudo bem, eu não odiei- mas também não amei. Honestamente, não sei o que pensar. Eu adorei a agilidade da trama, a escrita e, de certa forma, gostei da história, ou deveria dizer, da trama de modo geral. Porém, foram exatamente aspectos dessa “trama” que me fizeram não gostar do livro.

Ai, confusão!

Confusão. A preimeira confusão à respeito de Obsessão vem justamente da editora que o publicou aqui no Brasil, a Harlequin. Quando vimos que um livro é lançado pela Harlequin, logo pensamos que se trata de um romance romântico, não? Ou neste caso, de um Suspense Romântico. Pois é. Obsessão não é um romance romântico e muito menos um suspense romântico. Este livro é um policial, um thriller. Eu leio muitos livros policiais sem romance e esse detalhe não me desagradou mas não há como negar que, ao pegar um livro da Harlequin para ler a gente meio que espera uma história de amor.

Obsessão é tudo menos uma história de amor. Tudo bem, se você forçar beeeem a barra tem uma vírgula de romance mas,... nah.

Eu gosto bastante da autora, Erica Spindler. Ou ao menos eu gostei bastante dos dois livros que li dela, Vertigem e Amigas Inseparáveis. Foram duas leituras incríveis, porém, Obsessão não me caiu tão bem. A força da escrita continua, fazendo com que a gente não consiga parar de ler (eu xingava e continua lendo!) mas certos aspectos da história me incomodavam. É algo extremamente pessoal, mas essa é a palavra. Incômodo.

Obsessão é dividido basicamente em três partes e como todo livro policial, quanto menos se falar melhor. No início temos esse casal perfeito, Kate e Richard que resolve adotar uma criança recém-nascida. O que eles não sabem é que a mãe biológica da criança, Julianna criou uma obsessão doentia por Richard e quer tornar-se sua mulher. Por sua vez, John Powers, o pai biológico, está disposto a acertar as contas com Julianna . John não queria que Julianna tivesse a criança e sua primeira meta é eliminar o bebê e acertar as contas com quem o traiu.

A primeira parte do livro é bem envolvente, intercalando os mundos de Richard e Kate, Julianna e John. É quase uma preparação para a história e digo isso de maneira bem positiva. A parte final do livro também é ótima; é onde a ação realmente acontece- e todas as ações começam a ter consequências. Sabe quando você simplesmente não consegue parar de ler até chegar a linha final? Foi assim comigo.

Se o livro fosse apenas com a primeira e última parte, eu não teria dúvida em dizer: nossa, que livro! Amei. O problema é o meio. Odiei o meio do livro. E o pior é u nem poder dizer aqui porque odiei. Odiei por questões pessoais e porque eu teria dado um fim diferente à certo personagem. Tudo bem que isso iria mudar totalmente a dinâmica do livro. Vamos dizer assim, eu gostaria muito que certa pessoa percebesse a idiotice que fez.

Outro problema que eu tive com o livro foi a minha "não concordância" com os personagens. Eu não queria dizer que odiei todos eles, mas tá difícil. Odiei Julianna por ser uma vaca. Tá certo, ela sofreu muito e com certezava precisa de apoio e de um bom psiquiatra, mas não deixou de ser uma vaca. Muita gente sofreu tramas e não se transformou numa vaca; Odiei Richard por ser um bocó, infantil e idiota; e odiei Kate por ter sido tão passiva, tão acomodada. Ela sabia que algo estava errado, mas simplesmente estava “cansada demais” para lutar. Não a estou culpando, longe disso, mas ela poderia ter sido mais incisiva.

O personagem que eu mais gostei foi Luke Dallas, o amigo escritor. É um personagem que começa pequeno mas que vai crescendo com o decorrer da trama. Foi o único que eu senti que não era acomodado.

O fato é, Obsessão foi um livro que me deixou sem saber o que pensar. Racionalmente, eu achei o livro ótimo. Ele possui uma trama consistente e tem o que eu gosto de chamar de “equilíbrio perfeito” entre ação e descrição. Porém, quando *eu* leio um livro, eu não leio apenas com olhos racionais- as emoções que o livro me provoca também são fundamentais para o meu gostar ou não. E esse livro mexeu com conceitos morais particulares meus. Foi uma leitura que eu simplesmente não posso dizerNão Leia porque eu não concordei com isso ou aquilo.

Em suma, Obsessão é um bom livro. Bem escrito. Só não sei se foi o *meu* número.


Título Original: In bed with the Devil
Autor: Erica Spindler
Editora: Harlequin
Gênero: Romance Policial / Thriller
Sub-Gênero/Assunto: Romance Contemporâneo, Adultério, Crianças, Suspense
Período: Contemporâneo. EUA.


***

                         Como o livro também fala sobre vingança, inclui ele no Desafio Literário deste mês.

Outras Capas:


3/5

(mas poderiam ter sido 3,5. Ou 4)

segunda-feira, julho 22, 2013

Amor por Interesse, de Ruth Cardello


Nicole Corisi pode ser deserdada caso não se adapte às exigências feitas por seu pai no testamento, e terá de se aliar a um irmão desconhecido para se adequar às regras. Stephan Andrade planeja sua vingança desde que Dominic Corisi assumiu, inescrupulosamente, a companhia de seu pai. A reputação da Corisi Enterprises depende do sucesso de um novo software desenvolvido pela China, e Stephan finalmente tem a chance de retomar seu legado. A irmã mais nova de Dominic, Nicole, pede que Stephan a ajude oferecendo a oportunidade de elevar sua vingança ao nível pessoal. Tudo corre bem, até que eles se apaixonam. Ao passo que o “faz de conta” se torna dolorosamente real, Nicole terá de escolher entre Stephan e a família a qual ele está determinado a destruir.



Livro fofo. Muitas vezes a gente lê um livro para pensar, outras vezes para sentir, mas muitas vezes para simplesmente nos divertir- para sentir aquele delicioso friozinho “romântico” na barriga e deixar um sorriso bobo surgir no rosto. Amor por interesse é um desses livros. Não “contribui” em nada podem dizer alguns, mas proporcionam ótimos momentos para quem o lê.

Sequência direta de Coração de Bilionário, que DEVE ser lido antes deste, Amor por Interesse supera em muita o seu antecessor. Eu tinha gosto de ‘Coração mas achei que faltou algo, em Amor, eu fui completamente cativada.

A história é tola, sim, mas e daí? Acho que este é justamente o grade trunfo- não tentar ser pretensioso demais. Amor por Interesse nada mais é que um “romance de banca” com roupagens “chiques” e digo isso sem o menor preconceito. É leitura leve e para passar o tempo. Como disse no início desta resenha, para fazer sorrir.

Ao contrário do que possa parecer, este não é “mais um livro erótico”. Aliás, de erótico, Amor por Interesse não tem nada. Tá bom, tem sim uma cena de sexo mas ela é beeeem no final do livro e é do tipo fofa (tenho que me controlar pra não usar muito essa palavra, rs)

A história de Amor Por Interesse não tem nada muito diferente, mas possui aqueles tipos de cliques que a gente tá cansada de ver mas acaba adorando. O livro é basicamente sobre família, vingança e namoros de mentiras.

Stephan Andrade quer se vingar do irmão de Nicole Corisi, que por sua vez, não está em grandes termos de amizade com o mesmo. Para isso, os dois se unem e fingem um “falso noivado de conveniência” . É claro que vocês já sabem no que isso vai dar né? E o fato dos dois já terem se envolvido no passado não ajuda em nada! Ou melhor dizendo, ajuda em muito! Só depende do ponto de vista!
É claro que aqui temos mais uma vez o clássico homem-alfa e a frágil donzela, mas diferentemente de muitos “insensíveis homens de negócios”, Stephan é um é um homem de princípios, cujo maior sonho era ser diretor de documentários ecológicos. Sim, ele tenta ser ogro, mas não passa de um fofis. Um fofis que sofre muito na mão da Nicole.

Ah, sim! Ela pode ser frágil e tudo mais, mas em questão de fazer um homem “sofrer”, a moçoila dava conta do recado! Afinal de contas, o noivado era só de mentira, né?

A grande falha do livro, a meu ver, fica por conta do fato de que tudo, principalmente no que diz respeito aos negócios, se resolve muito facilmente. É claro que este é o tipo de livro para ser lido sob uma “lente cor de rosa” mas a gente sempre questiona sobre de verossimidade (?) de certas coisas Além disso, a questão da mãe de Nicole é pouco abordada, o que achei uma pena.

De qualquer forma, Amor por Interesse foi uma leitura leve , despretensiosa e incrivelmente romântica.

Recomendo!



Título Original: For Love or legacy
Autor: Ruth Cardello
Editora: Quinta Essência
Gênero: Romance Contemporâneo
Série: Legacy- Livro 2
Sub-Gênero/Assunto: Milionários, Família, Vingança,
Período: Atual. Nova Iorque, EUA

A série:
Livro 1- Coração de Bilionário
Livro 2- Amor por Interesse
Livro 3- Dormindo com o Bilionário
Livro 4- Saving the Sheikh inédito no Brasil
Livro 5- Rise of the Billionaire- Inédito no Brasil
Livro 6- Breaching the Billionaire: Alethea's RedemptionInédito no Brasil



Capa Original:




4/5

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