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quinta-feira, junho 19, 2014

Os Três, de Sarah Lotz

Quinta-Feira Negra. O dia que nunca será esquecido. O dia em que quatro aviões caem, quase no mesmo instante, em quatro pontos diferentes do mundo.

Há apenas quatro sobreviventes. Três são crianças. Elas emergem dos destroços aparentemente ilesas, mas sofreram uma transformação.

A quarta pessoa é Pamela May Donald, que só vive tempo suficiente
para deixar um alerta em seu celular:

Eles estão aqui.

O menino. O menino, vigiem o menino, vigiem as pessoas mortas, ah, meu Deus, elas são tantas... Estão vindo me pegar agora. Vamos todos embora logo. Todos nós. Pastor Len, avise a eles que o menino, não é para ele...

Essa mensagem irá mudar completamente o mundo.


O que dizer sobre os Três? O que dizer? É um livro diferente? Sim? Interessante? Sem dúvidas. Porém, acho que ele é um pouco mais além (ou seria, aquém?) de simplesmente “diferente e interessante”.
Quando tomei conhecimento da existência de os Três, já fiquei logo interessada. A história me parecia um misto de suspense e drama, talvez com uns toques de terror, quem sabe. Algo meio Stephen King, talvez. Além da capa incrível, a trama inicial tinha tudo para ser contagiante: num mesmo dia, quatro aviões caem, em diferentes locais no mundo. Apenas 3 crianças sobrevivem; uma quarta pessoa, uma dona de casa norte-americana, só sobrevive a tempo de deixar uma estranha mensagem. Essa mensagem irá desencadear mudanças no mundo inteiro. Aliás, O Mundo não será o mesmo depois dessa mensagem.

Parece incrível, né?

Pois é. Parece- é. Até o final.

Além de contar com essa premissa, no mínimo, diferente e original, Os três é narrado, na sua quase totalidade, através de relatos e depoimentos das pessoas de uma forma, ou outra envolvidas nos acidentes. É como se estivéssemos diante de um livro-reportagem que relatasse todos os lados de um dia extraordinário que mudou o mundo.
Pode parecer estranho no inicio- e é, mas este estilo de escrita prova-se eficaz para a história que é contada. De certa maneira, é como se estivéssemos diante de um documentário e de que tudo aquilo é verdade. Sem contar que os vários relatos dão uma visão muito mais ampla dos acontecimentos e dos personagens. Claro que esta acaba sendo uma percepção (que pode ser) equivocada, pois cada um apenas fala a própria verdade, não é mesmo?


A autora constrói uma trama tensa em que várias “teorias” vão sendo apresentadas e que, de certa forma, todas parecem ser plausíveis. É angustiante, sem dúvida, mas incrivelmente estimulante. Como leitor, a gente se vê temendo pelas três crianças, mas também com dúvidas: e se elas forem, realmente, “agentes do mal”? O livro fala sobre loucura, os limites da tecnologia e a histeria religiosa.

O livro tem um ritmo intenso e contagiante e cada página, cada “relato” é uma pequena peça de um grande quebra-cabeças.
É uma leitura realmente incrível...até chegar o final. Foi ali, nas últimas páginas que eu me decepcionei totalmente. Eu esperava algo UAU e encontrei...nada.

Obviamente, não posso falar muito sobre o que me incomodou neste final. Afinal, não quero estragar a leitura de ninguém.

*comentário Spoilado*
**O livro não tem conclusão! Tive a impressão que autora teve medo de se decidir por um caminho certo. Ficou tudo no terreno da suposição. Broxante. Pessoalmente, eu teria gostado se tudo não tivesse passado de um engano. Não tivesse nada de supernatural ou demoníaco com as crianças. Seria bem mais chocante. **De qualquer maneira, ficou um gosto de “foi mas não foi”, de tempo perdido. Uma pena.**.
*fim Comentário Spoilado*

De qualquer forma,Os Três é um livro muito interessante e bem escrito; talvez não agrade a todos mas é aquele tipo de leitura fora do comum que, de qualquer maneira, deve ser conhecida.




Título Original: The Three
Autor: Sarah Lotz
Editora: Arqueiro
Gênero: Thriller
Sub-Gênero/Assunto: Suspense
Período: 2012. EUA, Inglaterra, África do Sul e Japão


Capa Original:



3/5

terça-feira, maio 27, 2014

Todas as coisas visíveis e invisíveis, de Marcia Peltier


'Todas as coisas visíveis e invisíveis' fala sobre a dor da perda; os sentimentos de uma mulher que é mãe, filha e esposa; os insights espirituais; a morte; a fé; a própria identidade; a singela alegria de existir. São memórias que, costuradas por linhas visíveis e invisíveis, apresentam a mulher em sua totalidade. Surpreendente e corajoso, é um livro que desafia leitores a assumirem todas as facetas de suas vidas.

Um livro de- e sobre- emoções.
Todas as coisas visíveis e invisíveis é uma coletânea de pensamentos aleatórios que, de alguma maneira, fazem sentido. Existem livros que são difíceis de serem resenhados, ou comentados. Os de ensaios e crônicas estão entre eles, ao meu ver. Especialmente, quando estes ensaios são pensamentos e sentimentos muito íntimos da autora.

Para mim, o livro foi um paradoxo. De um lado, era impossível não se conectar com Márcia, com sua força, sentir a sua dor diante de uma dor que deve ser imensurável. Por outro, me vejo muito distante da Márcia religiosa, regida pela fé.
A autora transmite cada fragmento de texto- e vida- com a mesma intensidade; claro que algumas passagens são mais tocantes mas, de uma forma ou de outra a emoção está impregnada em todas elas.

"(...) Com minha mãe aprendi a coisa mais importante da vida. O valor do amor e de saber perdoar. Sempre."


Eu, particularmente, não sou uma pessoa muito religiosa por isso a conexão dela coma religião me tocou como talvez toque quem seja, mas isso não quer dizer que eu me senti indiferente ao que eu li.

Como eu disse anteriormente, este é um livro difícil de se explicar. É para se sentir.

Vale a pena a leitura.


Título Original: Todas as coisas Visíveis e Invisíveis
Autor: Marcia Peltier
Editora: Casa da Palavra
Gênero: Crônicas
Sub-Gênero/Assunto: Não-Ficção, Família, Religiosidade, Memórias
Período: Atual e Final do Séc. 20

3/5

segunda-feira, julho 29, 2013

A Dama Azul, de Javier Sierra


O autor Javier Sierra nos oferece um fantástico romance de mistério e intriga sobre uma das lendas mais antigas e estranhas da América? A Dama Azul.

Em Los Angeles, Jennifer Narody, antiga espiã do Departamento de Defesa, sonha repetidamente com uma fantasmagórica mulher vestida de azul. Jennifer não sabe, mas esse mesmo espírito apareceu, mais de três séculos antes, para os chefes de uma tribo indígena do Novo México. Ao que tudo indica, a verdadeira responsável por aqueles acontecimentos foi uma freira espanhola que podia ?bilocar? ? isto é, tinha a habilidade de estar em dois lugares ao mesmo tempo. Enquanto isso, na Espanha, uma tempestade de neve deixa o jornalista Carlos Albert isolado no distante povoado de Ágreda. Lá, ele conhece o convento fundado no século xvii por aquela mulher de hábito azul. Intrigado com seus poderes, decide investigar. Esses fios, unidos pelo suposto suicídio de um sacerdote em Roma, levarão Carlos até Los Angeles, onde os pesadelos de Jennifer Narody guardam a chave de um mistério que a Igreja católica, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos e outras misteriosas forças ? das quais é melhor não falar ? estão empenhados em ocultar. O segredo das bilocações da dama azul está em jogo.


A primeira coisa quando se lê a respeito de A Dama Azul ou até mesmo quando se começa a ler o livro é, de alguma forma, associá-lo ao Código Da Vinci. Nada mais justo. À princípio. Tramas internacionais e mistérios da Igreja Católica parecem sempre nos fazer lembrar de Dan Brown, pelo menos de alguns anos para cá. A semelhança com Dan Brown está justamente niss: uma trama com mistério e “assuntos da igreja”. Porém em A Dama Azul existe um toque de misticismo, quase fantasia, que não está tão presente nas obras do autor norte-americano.

Este é o típico livro difícil de se resenhar. Não há muito o que se dizer sem falar sobre a história e quanto menos se falar sobre esta, melhor. É como um ciclo vicioso. A trama conta com histórias aparentemente distintas, ocorrendo em lugares e datas diferentes (como a Itália dos Anos 90 e o Novo México do Séc. 17) que, pouco a pouco, vamos aprendendo a corelacionar. São “pontas soltas” cujo denominador comum é A Dama Azul; Irmã Maria de Jesus de Ágreda, uma freira espanhola do século 17 que, supostamente teria o poder de bilocar-se.

A irmã Maria de Jesus, assim como outros personagens do livro foram pessoas reais o que torna a leitura bem mais interessante e instigante. Mesclando fatos históricos e uma boa dose de fantasia, o autor nos leva para aquele mundo mágico das suposições.

O livro, é claro, também fala sobre a fé, a falta desta e sobre as coincidências; sobre propósitos. E é interessante ver que, embora o autor critique a Igreja em si ele nunca desrespeita a fé.

Eu adoro História e, apesar de, em alguns momentos, achar que o autor tenha viajado um pouco, A Dama Azul é o tipo de leitura que sempre me atrai. Mesmo sendo um livro ficcional, adoro poder conhecer mais sobre os personagens reais que aparecem na trama.

A Dama Azul não é um livro de leitura rápida. Pelo menos não foi comigo. Em nenhum momento o livro foi maçante ou algo do gênero, porém, são tantas informações e fatos acontecendo que o ritmo da leitura acaba por tornar-se mais lento. Além disso, são citados inúmeros nomes e lugares que até mesmo o menos curioso dos mortais de vê compelido a dar nem que seja uma única “espiadela” no Google.

Os grandes trunfos do autor foi fazer com que soasse minimamente crível uma história um tanto mirabolante e juntar as ‘pontas soltas’ para de modo que estas fizessem sentido. Contudo, este ponto positivo, também o que deixou a desejar no livro; apesar de tudo estar claramente interligado, senti falta de uma ligação mais concreta entre estas “pontas”. Talvez ligação não seja a palavra certa, e é difícil conseguir me expressar sem soltar spoilers mas, digamos assim que senti falta de um “arremate final”.

De qualquer forma, A Dama Azul é uma leitura instigante e que merece ser conhecida por quem gosta de livros do gênero.


Recomendo!
***
Este livro foi a minha segunda leitura neste mês para o Desafio Literário. O tema era "Cor ou cores no título".


Título Original: La Dama Azul
Autor: Javier Sierra
Editora: Planeta
Gênero: Romance* (no sentido de prosa ficcional, hein!)
Sub-Gênero/Assunto: Religião, Mistério, Paranormal , Romance Contemporâneo, Romance Histórico, anjos
Período: Novo México e Espanha, Séc. 17. Espanha, EUA e Itália, anos 90, séc. 20.

Outras Capas:

4/5

terça-feira, junho 12, 2012

Aurora Boreal, de Asa Larsson [Suspense]



Título Original: Solstsorm
Autor: Asa Larsson
Editora: Planeta
Gênero: Suspense
Série: Rebecka Martinsson-Livro 1
Sub-Gênero/Assunto: Romance Contemporâneo, Religião, Crime e Mistério,
Período: Atual. Suécia.
.Este thriller começa com a morte do pastor Viktor, cujo corpo é encontrado no altar de sua igreja, desencadeando um enigma com requintes sobrenaturais que vai prender o leitor do começo ao fim do livro. As perguntas que seguem são muitas e envolvem questões espinhosas como religião, a política e a ganância humana numa trama cheia de surpresas e cenas fortes. Asa Larsson é um sucesso mundial que faz parte do fenômeno da literatura policial nórdica, inaugurado por Stieg Larsson, autor da série 'Millenium'. Aclamado pela crítica, Aurora Boreal vendeu mais de 1 milhão de exemplares apenas na Suécia.


Não vou negar, eu tive certa dificuldade em começar esta resenha. Não pelo livro em si, mas devido a um de seus subtemas. Essas pseudo igrejas e seus pastores. Sim, eu tenho a minha opinião a respeito e ela é categórica, mas acho que aqui não é a hora nem o lugar.

Acho que o meu silêncio já diz o suficiente sobre que eu acho dessas bandidagem “instituições”.

Aurora Boreal gira em torno do assassinato de Viktor Strandgart, um pastor-celebridade, e Rebecka Martinsson, uma advogada tributarista que retorna à sua pequena cidade natal a fim de ajudar uma antiga amiga, Sanna, irmã de Viktor e principal suspeita do crime. Enquanto tenta provar a inocência da amiga, descobrir quem é o verdadeiro assassino e ainda por cima cuidar das duas filhas pequenas de Sanna, Rebecka ainda tem que lidar com os fantasmas do passado- fantasmas essts intimamente ligados à igreja de Viktor.

O livro começa muito bem, justamente no momento da morte de Viktor. É interessante testemunharmos o acontecimento sob o ponto de vista de seu ator principal, a própria vítima. Contudo, apesar desse “clímax inicial”, a autora parece desacelerar um pouco, como se posicionasse peças em um tabuleiro. Não há dúvidas que os personagens que ela nos apresenta são muito interessantes como o trio de pastores e suas esposas, o vizinho solitário de Rebecka, a detetive Anna-Maria, grávida e sempre com vontade de ir ao banheiro...

Porém, todos esses personagens- sejam eles bons ou ruins- mas sempre interessantes perdem terreno para uma das mulherzinhas mais chatas com quem já me deparei na literatura.

Sanna.

Sanna é uma personagem insuportável. Aliás, dizer que ela é insuportável é estar sendo simpática com a dita. Tudo bem a pessoa ter fé e rezar mas deixar de fazer as coisas pra ficar só rezando já é demais! Ainda mais quando se tem duas filhas para criar e o seu já está na reta! E não só isso, com o seu “jeitinho frágil”, ela é sim uma baita de uma má agradecida! Sério, odiei a sujeitinha!

E muitas vezes eu também me irritei com Rebecka por causa de Sanna. A nossa heroína parecia ter uma séria dificuldade em dizer não! Momento Vontade de Chacoalhar Personagem Mode On total!

Não há erro em rotular este livro como “suspense” , afinal, o que conduz a estória *é* o assassinato de Viktor, porém, acho que ele se aproxima mais de um drama com trama de mistério. Em certos momentos, me pareceu que a autora estava mais interessada em falar sobre a volta de Rebecka e o seu passado do que sobre o crime em si. Particularmente, eu gosto quando o autor ou autora dá uma “reforçada”, por assim dizer, no lado “pessoal” de seus protagonistas, mas achei que aqui ela ficou um pouco indecisa em transformar a estória em drama sobre retorno ou um suspense sobre assassinato.

Este é o primeiro livro que leio de Asa Larsson, e apesar do que possa ter parecido eu gostei do estilo da autora. Ela tem aquele equilíbrio certo entre descrição e rapidez (imprescindível em thrillers). Os detalhes são descritos na quantidade certa, sem parecerem enfadonhos. O meio ambiente, a neve, o frio que cerca a cidade e os personagens são partes importantes da estória.

A estória é contada em terceira pessoa, o que para mim, já é um ponto positivo, e sob mais de um ponto de vista. A autora “solta” pequenas “pistas” para nós, leitores, a fim de que a gente fique um pouquinho à frente da verdade em relação aos outros personagens, mas, não entrega todo o ouro. É uma técnica interessante que dá uma sensação de já sabermos a verdade...ou será, meia-verdade? Além disso, a trama do "presente" é intercalada por cenas do passado, nas quais nós vamos, pouco a pouco, conhecendo mais à respeito de Rebecka e das digníssimas autoridades religiosas da cidade.

Aurora Boreal tem um grande salto de qualidade perto do quarto final. A estória cria ainda mais ritmo e as peças (ou pistas) começam a se encaixar e fazer sentido e então...

Comentário Spoilado. Não diz a respeito ao mistério, mas eu tenho que desabafar!

...o livro acaba!
Sim, o livro acaba! Tipo, WTF?!
Não, o mistério em si é solucionado mas... e o resto? Eu quero um epílogo! Algo!
Frustração TOTAL!

Aurora Boreal não foi o melhor livro de suspense que li, mas divertiu e prendeu a atenção. Além disso, me deixou com vontade de ler os outros livros protagonizados por Rebecka. Ele até receberia 4 estrelas- se não fosse o [Comentário Spoilado].

Recomendo. Especialmente se você gosta de livros do gênero.

E, sabe, eu até gostaria de falar mais. Falar sobre a relação de Rebecka e as filhas de Sanna, a Igreja, as questões do passado, o falso moralismo... mas aí eu estaria estragando a surpresa, né?

O PS:Larsson é o Silva da Suécia, né? Todo mundo lá parece ter esse sobrenome!

A Edição:
A edição estava indo bem até o quarto final, quando vários erros começaram a aparecer de forma mais evidente. Principalmente erros de revisão e grafia como letras faltando e conjunções erradas. Uma pena.

A Série
Rebecka Martinsson
Livro 1- Aurora Boreal - editado pela Planeta
Livro 2- A Mancha de Sangue - editado pela Planeta
Livro 3- Svart Stig (The Black Path)Inédito no Brasil
Livro 4-Till dess din vrede upphör (Until Thy Wrath Be Past ) -Inédito no Brasil
Livro 5-Till offer åt Molok Inédito no Brasil e sem tradução em Inglês

Outras Capas:



ETCs
Videos
Foi feito um filme (Sueco) baseado no livro.
Abaixo está o trailer do filme. O primeiro vídeo é em Sueco e o segundo, dublado em Espanhol. Honestamente, acho o som original em Sueco –mesmo que eu não entenda bulafas- muito mais interessante!







Cotação:
3.5/5

terça-feira, maio 22, 2012

A Mulher de Pilatos, de Antoinette May [Desafio Literário]


Título Original: Pilate’s Wife
Autor: Antoinette May
Editora: Sextante
Gênero: Romance Histórico
Sub-Gênero/Assunto: Amor Proibido, Mitologia, Adultério
Período: Roma e Judéia- Primeiras Décadas da Era Comum. 
Em pleno Império Romano, Cláudia Purcula convive com personalidades como o imperador Tibério e a imperatriz Lívia, Pôncio Pilatos, Calígula, Herodes, incluindo até Jesus de Nazaré. Ela se encanta e se casa com o ambicioso Pilatos. Entretanto, é Holtan, um poderoso gladiador, que vem a se tornar seu verdadeiro amor. Cláudia passa a viver sufocada por esta paixão e, por conta de seu dom da vidência, atormentada por visões de terríveis acontecimentos. Quando Miriam de Magdala, sua amiga, confessa seu amor por Jesus de Nazaré, ela prevê revoluções, injustiças, açoitamento, crucificação de Jesus e, embora faça tudo para evitar que Pilatos o condene, acaba por assistir ao inexorável curso da história. Mesclando história e ficção, Antoinette May descreve detalhes das personalidades e do contexto da época.

quarta-feira, março 14, 2012

Cerimônia Mortal, de J. D Robb/ Nora Roberts [Série Mortal 5]

Título Original: Ceremony in Death
Autor: J.D. Robb / Nora Roberts
Editora: Bertrand/ BestBolso (Vira-Vira Saraiva)
Gênero: Suspense Romântico
Série: Série Mortal- Livro 5
Sub-Gênero/Assunto: , Suspense, Crime & Mistério, Detetives, Sci-fi, Religião
Período: Nova York, 2058.
Em seu mais novo caso, Eve Dallas - detetive do Departamento de Homicídios da Cidade de Nova York - descobre que, mesmo perto do fim do século 21, velhas crenças ainda se mantêm intactas. Investigando a morte de um colega policial, Eve se vê obrigada a colocar a ética profissional acima de qualquer relação emocional. No entanto, quando encontra um cadáver na porta de sua casa, percebe que aquela pode ser uma ameaça bem pessoal. Ao lado do marido Roarke, ela se vê envolvida em uma aventura além da compreensão humana, no limite entre o bem e o mal.



quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Pecados Sagrados, de Nora Roberts (Suspense Romântico)

Título Original: Sacred Sins
Autor: Nora Roberts
Editora: Bertrand / Reeditado pela BestBolso
Colecão: Vira-Vira Saraiva (Reedição). Publicado conjuntamente com Doce Vingança (2 livros em 1)
Leia minha resenha de Doce Vingança AQUI
Série: D.C Detectives-Livro 1/2
Gênero: Suspense Romântico
Temas: Romance Contemporâneo, Serial Killer, Crime e Mistério,
Período: Anos 80. Washington, EUA.
Combinando cenas de suspense explosivo com paixões arrebatadoras, Nora Roberts bota pra ferver nesta novíssima e clássica história - a tórrida narrativa de um casal no encalço de um assassino enlouquecido, uma busca que os fará mergulhar de cabeça no perigo.

Nos indolentes dias de verão, uma impiedosa onda de calor é o principal assunto na capital norte-americana. Mas a condição climática logo deixa de ser matéria das primeiras páginas quando uma jovem é encontrada morta por estrangulamento. Um bilhete foi deixado: Seus pecados lhe são perdoados.
Logo surgem duas outras vítimas, e, de repente, as manchetes passam a ser dedicadas ao assassino que a imprensa apelidou de "Padre".

Quando a polícia pede à Dra. Tess Court, uma psiquiatra renomada, que auxilie na investigação, ela apresenta o retrato de uma alma perturbada.

O detetive Ben Paris não dá a mínima para a psique do assassino. No entanto, o que ele não consegue descartar com facilidade é a sensual Tess.

Moreno, alto e bonitão, Ben tem uma reputação lendária com as mulheres, mas a fria e elegante Tess não reage como as outras que ele conheceu... e o detetive acha o desafio sedutor. Agora, enquanto os dois estão juntos numa perigosa missão para deter um serial killer, irrompe a chama de uma paixão incandescente.
Mas há alguém que também está de olho na linda médica loura... e só resta a Ben rezar para que, se o assassino atacar, ele consiga detê-lo antes que seja tarde demais...



sábado, março 13, 2010

O Monge do Andar de Baixo-Tim Farrington

O Monge do Andar de Baixo-



Título Original: The Monk Downstairs
Autor: Tim Farrington
Editora: BestSeller
Gênero: Romance
Sub-Gênero/Assunto: Romance Contemporâneo, segunda chance, família, crianças, religiosidade
Período: EUA. Dias Atuais.
Sinopse:
Aos 38 anos, divorciada, e com uma filha de 6 anos, Rebecca Martin está completamente desiludida em relação ao amor. Não acredita que será capaz de se apaixonar novamente até seu novo inquilino, Michael Christopher, após vinte anos de reclusão em um mosteiro, entrar em sua vida. Um romance que surpreenderá o leitor do início ao fim.

**



Acredito que, muitas vezes não somos nós que escolhemos os livros mas os livros que nos escolhem. O Monge do Andar de Baixo me escolheu. Eu o adquiri ao acaso (estava trocando um vale presente na livraria quando o vi e me interessei) e não me arrependi.

Em uma primeira avaliação, a história é simples, banal até. Afinal de contas, quantas vezes já não nos deparamos com a história da mãe solteira, desencantada com o amor que tem finalmente uma segunda chance?

Sim, a base é comum mas é o modo como a história é conduzida que a torna especial. Admito, não sou exatamente uma pessoa religiosa, não gosto de livros que tentam nos impor doutrinas ou que tenham aquela psicologia zen cristã barata (A Cabana) mas neste livro esse toque de religiosidade não me incomodou . Talvez porque não a religião não seja discutida mas sim a relação das personagens com Deus.
Essa conexão, ou relação, de cada personagem com Deus é feita de modo suave, por vezes quase imperceptível. São gestos, pequenas mágoas reveladas que pouco a pouco nos ajudam a entendem melhor as personagens.

Mas e o romance? Tem Romance? Alguns podem estar perguntando. Sim, existe um romance, obviamente. Acho que o romance já está lá no primeiro momento em que Rebecca e Mike se conhecem.

A cada frase, olhar, pensamento tomamos mais e mais conhecimento do desejo de um pelo outro. Desejo que pouco a pouco vai se transformando em amor.

Acho que melhor descrição desse amor está na orelha do livro:

’ A tensão dos sentimentos de Rebecca e Michael, enquanto a proximidade os torna cada vez mais ligados, obriga os dois a lutar contra as tentações que os assombram -ele contra a tentação de entregar-se; ela, a tentação de ter esperança.’
Obviamente nem tudo no livro é perfeito. Algumas situações são um pouco idealizadas demais. A cidade, são Francisco, é apresentada de forma quase ideal- ou melhor dizendo, irreal. Outro fator negativo é a tradução: muitos erros de pronomes e nomes trocados. Nada grande, mas irrita pensar que uma simples –e boa!- revisão- teria corrigido tais deslizes.

Enfim, apesar desses detalhes, este é um livro de agradável leitura- daqueles que deixam a gente com um sorriso nos lábios.

Recomendo.
Cotação:

3.5/5

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